The Outbreak Dead
3 Fuga
Notas iniciais
Até que consegui lembrar quem era. Eu havia visto esta moça na fila que estavam as pessoas supostamente infectadas, isto bem no começo da contaminação. Eu e meu irmão estávamos lá junto de nossa mãe e a bebê. As duas queimavam de febre, pois já tinha feito umas duas horas que elas haviam sido mordidas. Quando os médicos da XLZ Corporation viram o estado delas, não as deixaram sair da cidade, apenas eu e meu irmão fomos liberados, e foi aí que nos separaram..
- Dan? Você ta ouvindo? — disse Andrea, me cutucando.
— É.. c-claro que sim. — respondi, ainda meio atordoado com o que recordava em minha mente.
Quanto a mãe de Flavia, bem.. Eu não podia dizer que ela já estava morta, mesmo sabendo que seria egoísmo de minha parte. Mas se eu contasse, ela iria desistir, e eu novamente ficaria sozinho.
— Então.. Pensando bem, acho melhor passar a noite aqui, já esta tarde e é pedir pra morrer se nós saíssemos agora.
- Ta certo. Tenho bastante água, algumas barras de cereais e um pacote de biscoitos pela metade, acho que da até de manhã. Assim que sairmos, procuramos comida e seguimos até Atlanta. — falei olhando em seus olhos.
— Perfeito. — concordou.
Devia ser cerca de 16h00. O sol já estava fraco, mas ainda assim estava um calor infernal. Andrea então disse que estava cansada e precisava descansar, pois noite passada não conseguia pregar os olhos de tanto que pensava em sua mãe. Me senti culpado em não contar o que sabia, mas, como disse anteriormente, contar a ela que sua mãe estava morta estava fora de cogitação, pelo menos pra mim. Talvez eu conte a ela mas a frente.
- Então vá dormir. — eu disse — Pois de noite teremos que revezar a vigia.
- Aqui não precisa disso. — logo me cortou. — Os três dias que estou aqui foram tranqüilos, nenhum zumbi apareceu.
- Melhor assim — respondi. Então Andrea avisou que estava subindo pra ir dormir e que qualquer coisa era só chamar.
Me aconcheguei naquele sofá que até me lembrava minha casa. Me lembrava da época em que eu chegava do colégio e ia direto pro sofá assistir TV e esperar o almoço que a mamãe preparava. Saudades.. Saudades do conforto, do colo de mãe. Saudade até das broncas que ela me dava. E isso nunca mais voltar, nunca. Não consegui conter o choro, foi mais forte que eu.
Depois de ter chorado por um bom tempo, aquela bendita dor de cabeça voltou. Fui até a cozinha pra ver se achava algum comprimido. Procurei nos armários e por sorte achei uma caixa de primeiros-socorros. La continha antibióticos, anti-inflamatórios, alguns bandaids, comprimidos para dores no corpo, faixas e água oxigenada. Tomei um comprimido para aliviar a dor de cabeça e guardei o restante em minha mochila. Tomei um comprimido para aliviar a dor de cabeça e guardei o restante em minha mochila. Voltei pro sofá e me joguei como se estivesse em casa, estava sem sono, então peguei algumas revistas que estavam na mesa e voltei pro sofá.
O tempo foi passando, bem depressa até. Já anoiteceu e aquele medo arrepiava minha pele. Ouvi alguns passos vindos da escada, era Andréa que acabara de acordar. Quando a vi vindo em minha direção me lembrei de Melanie. Melanie era minha namorada antes de tudo isso acontecer. Não sei o que aconteceu com ela, pois foi com seus pais pro sul, sem saber que foi lá que começou a contaminação.
— Ei, Dan?!
(Silêncio)
-Dan!! — Andrea elevou um pouco a voz.
-O-oi? — respondi meio assustado.
-Você é muito reservado né? Sempre pensativo.
-Que nada — falei. — São as lembranças que rondam minha cabeça. O silêncio tomou conta do ambiente.
Por volta das 21:00 a fome bateu. Perguntei a Andrea se ela estava com fome, ela disse que sim. Lhe ofereci três barras de cereais e água, esse seria nosso jantar. Como estava escuro e já não havia eletricidade, fomos até o quarto, pois lá a luz da lua refletia bem. Nos alimentamos, conversamos cobre nossas vidas antes do apocalipse, demos umas boas risadas. Me senti bem, fazia tempo que não conversava com alguém sem ser comigo mesmo.
Andréa também disse que antes de vir parar nesta casa, estava com um grupo de sobreviventes, mas que foram morrendo um por um até que sobrasse apenas ela e Rick Grimes, um policial que resolveu se separar dela para ir atrás de sua família
-É.. O destino nos uniu. — falei brincando. Ela apenas sorriu e apertou minha mão.
Hora vai, hora vem, conversa vai, conversa vem e o tempo foi indo embora, resolvemos ir dormir. Como só tinha uma cama de casal, tínhamos que dividi-la. Bem.. Eu não achei essa idéia ruim. Então nos deitamos, cada um para um lado. A insônia tomava conta de mim junto com os pensamentos futuros e as antigas lembranças que me davam força para continuar.
Acordei com o sol em minha cara, Andrea já não estava mais na cama. Desci e a encontrei sentada no sofá
-Bom dia! — falei
-Bom dia! — respondeu sorrindo. E um lindo sorriso, por sinal.
-Vou tomar banho, arrumar minha mochila e logo partimos
-Ta tudo bem Dan, não tenha pressa .
Fui em direção ao banheiro e entrei.
Tomei banho, devo confessar que novamente me perdi nas lembranças. Depois do banho, me arrumei e saí. Andrea me esperava com sua mochila ao colo, me sentei ao seu lado e conversamos sobre como iríamos chegar à Atlanta. Traçamos uma rota, teríamos que percorrer meio mundo, confesso que pensei em desistir, mas logo tirei essa sensação da mente.
-Então fica assim, saímos de Tennessee e vamos até Connecticut, procuramos um carro e seguimos até Atlanta.
-Tomara que de tudo certo. -disse Andrea, seguido de um suspiro.
-Vai dar. -falei.
Então levantamos e resolvemos fazer uma oração. Sei que parece idiotice recorrer a Deus em uma situação como essas, mas a fé nunca morre. Antes de sairmos, Andrea me entregou uma arma. Exitei em pega-la, mas como ela disse que certamente iremos usá-la, aceitei.
La fora estava tudo bem, seguimos pela estrada de terra até sair do vilarejo. Chegamos na avenida principal e demos de cara com dois zumbis. Ótimo, um pra cada.
-Andrea, está preparada?!
-Sempre estou. -respondeu.
Eles notaram. Deram um daqueles gritos como se estivessem chamando mais deles. Como não podia usar a arma para não fazer barulho e atrais outros, corri em direção dele e finquei minha faca em seu rosto. Andrea estava logo atrás e com apenas um golpe com seu taco o derrubou, mas não matou. Antes de dar tempo dele se levantar, ela esmagou sua cabeça podre com outro golpe. Limpei minha faca suja de sangue na roupa do maldito e seguimos caminho. Finalmente saímos da avenida e com sorte não encontramos nenhum zumbi. Agora tínhamos que ir até Connecticut atrás de um carro. Até lá o caminho é longo, nossa viagem duraria cinco horas no mínimo. Seguimos pela estrada deserta, o sol não incomodava. Depois de três horas caminhando sem parar, não estávamos aguentando mais, precisávamos descansar. Na estrada não havia carros, não havia nada. Optemos por entrar na floresta e sentar em baixo de alguma arvore, e foi o que fizemos.
Aproximadamente uma hora depois, fomos embora. Voltamos á estrada, e seguimos rota. Ouvimos o barulho de um helicóptero e logo pensei que fosse o mesmo de antes, olhamos para o céu atrás dele mas não o encontramos.
Andrea estava abatida, parecia que ia desmaiar, então peguei um remédio e dei água á ela.
-Você tá bem? -perguntei.
-To sim, só um pouco zonza. -respondeu.
Mas para frente, uma placa manchada de sangue informava que chegamos ao nosso destino: "Bem Vindos a Connecticut". Peguei na mão minha arma e Andrea fez o mesmo. Fomos em direção á entrada da cidade, que assim como em Tennessee, estava repleta de carros abandonados, mas isso não nos entimidou, e pouco mais de 16 minutos já estávamos dentro de Connecticut.
Chegamos em uma rua e estava vazia, nem sinal de vida. Continuamos até que o barulho daquele helicóptero novamente tirou-nos a atenção.
-Ali! -ela gritou apontando o dedo pro céu, então peguei em sua mão e corremos em direção dele.
Quando viramos a rua á esquerda em busca do helicóptero, uma horda de mortos-vivos estava a nossa espera.
-Puta que pariu, fudeu! — gritei com os olhos arregalados.
-Dan, vem.. Corre!!!
(...)
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