The Other Side

7 6. Estou Preso Dentro do Seu Mundo, Nesse Universo Onde Você é Minha Garota


Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês ;) Preparem seus corações para coisas inesperadas xD Aproveitem e Boa Leitura!

I'm trapped within your world where all the color swirl
[Estou preso dentro do seu mundo onde todas as cores rodopiam]
In this universe where you are my girl
[Nesse Universo onde você é minha garota]
Am I just dreaming
[Eu estou apenas sonhando]
Cause everything seems just like paradise?
[Porque tudo parece com o paraíso?]

– Leto. — Renji abriu a porta, surpreso. — Não esperava a sua visita. — ele se afastou dando passagem para que o moreno entrasse.

– Desculpe ter vindo assim sem avisa, mas eu preciso falar com você Renji. — ele suspirou. — É sobre o Byakuya.

– Ah sim. Senta. — o ruivo indicou o estofado com a mão.

Suspirou fundo. Não sabia sobre exatamente o que Leto queria falar sobre Byakuya, mas parecia importante. Ele e Leto se tornaram amigos, assim que o shinigami chegou á Soul Society. Eles tinham uma grande compatibilidade e o ruivo gostava disso, pois lhe transmitia confiança. Ele era um cara legal.

– Bem, eu conversei com ele. E ele ta arrasado.

– Se ele me queria tanto ao lado dele, porque ele a beijou, ou sei lá, se deixou beijar? — Abarai abaixou a cabeça, deixando o ar escapar em grandes suspiros. — Não vê que ele ainda sente alguma coisa por ela?

– Claro que sente. Ela é a mulher morta que ele tanto amou, andando e falando com ele, viva. — o moreno franziu o cenho. — Como queria que ele se sentisse? Tenho certeza que tudo isso está sendo muito difícil para ele também.

– Ah, a minha cabeça está a mil. – o ruivo passou a mão entre os cabelos. – Não estou conseguindo raciocinar direito.

– Mas deveria. – eles fizeram alguns segundo de silêncio. Mas logo Leto continuou. – As coisas me pareceram estranhas por lá.

– Como assim? – Abarai ergueu uma sobrancelha.

Então Leto contou a Renji tudo o que havia acontecido na sua visita á Byakuya. E também reafirmou sua opinião sobre Hisana, relatando como a flagrou escutando sua conversa com Byakuya e como a viu conversando com um estranho em seu quarto.

–... E o mais estranho era ela estar conversando com alguém, quer dizer, que eu saiba ela não saiu de casa. Eu sempre achei tudo isso uma loucura. – Leto terminou.

– Isso foi realmente estranho, Leto. — o ruivo franziu o cenho, intrigado.

– Acho que vou fazer outra visita para ele hoje á noite.

– Se você for mesmo, eu vou com você.

~

Leto e Renji se encontraram ao entardecer, e foram caminhado pelas ruas do Seireitei até a mansão Kuchiki. As ruas estavam silenciosas e vazias, então estranharam ao ouvir vozes e risos. Um pouco mais a frente puderam avistar de longe uma cena um tanto incomum. Zaraki passeava de braço dado com uma mulher, bonita até, então não podiam negar a surpresa estampada em suas faces enquanto observavam Zaraki a tratar extremamente bem, sendo gentil com ela em todos os momentos. Eles se entreolharam, boquiabertos, na mais pura curiosidade em sabem quem seria aquela mulher. Assim que o casal sumiu pelas ruas, eles continuaram o seu caminho.

Chegaram até a mansão Kuchiki, atravessando o jardim rapidamente, até a porta. Leto tocou a campainha e depois de alguns segundos a porta se abriu. E para surpresa de ambos, era Hisana quem havia atendido a porta.

– Boa noite, Hisana-Sama. – Leto se pronunciou. – Viemos fazer uma visita para o Byakuya.

– Visita? — ela parecia distraída, encarando o ruivo que estava logo atrás de Leto. Depois de alguns segundos ela voltou a encarar os olhos azuis do rapaz. – Byakuya-Sama foi se deitar cedo hoje. Ele não receberá visitas a essa hora. – deixou um leve sorriso surgir. – Perdão.

– Hmn. – Leto franziu o cenho, sem disfarçar o olhar levemente desconfiado com o qual a encarava. – Tudo bem, nós voltamos outro dia. Diga que precisamos falar com ele, por favor.

– Claro. Boa noite. – em seguida ela fechou a porta.

Renji e Leto se entreolharam, desconfiados, mas nada poderiam fazer, a não ser, irem embora. Mas estavam decididos a voltar e falar com Byakuya.

Enquanto eles se dirigiam ao portão da mansão, Hisana observava o trajeto deles pela janela, próxima a porta. Assim que eles cruzam o portão ela sobe rapidamente as escadas, em direção à biblioteca, onde Byakuya está sentado, lendo um livro qualquer.

– Quem está ai? – ele pergunta assim que a vê chegar, sem desviar a atenção das páginas do livro.

– Aonde?

– Lá embaixo. – o moreno ergue o olhar em direção á ela. – Eu ouvi a campainha.

– Campainha? – ela sorriu abobada. – Foi impressão sua.

Byakuya não respondeu, mas ergueu uma sobrancelha, intrigado. Podia jurar que ouvira a campainha. Mas ultimamente coisas estranhas vinham acontecendo, então resolveu não se importar com isso.

– Você estava esperando alguém, Byakuya-Sama? – Hisana se acomodou no estofado ao lado dele.

– Não. – o moreno abaixou o olhar. – Bom, talvez... Eu já estava acostumado com a presença das pessoas aqui em casa, Leto, Rukia, Renji...

– Pessoas que nem mesmo procuraram você. – ela comentou num surto de distração. Assim que ela o viu erguer a sobrancelha, completou. – Quer dizer, talvez não quisessem incomodá-lo, nos deixando viver a nossa vida de volta e...

– Como ousa levantar essa hipótese? – Byakuya franziu o cenho, indignado. – Eles são a minha família e jamais me incomodariam... A minha vida continua a mesma. O fato de você ter voltado não muda nada e eu já deixei isso bem claro. – ele se levantou, bufando em desgosto. – Eu vou para o meu quarto descansar, com licença.

~

Byakuya se deitou na cama, mas não conseguia pegar no sono. Passara algum tempo desde que fora para seu quarto e neste, apenas remoía tudo o que estava acontecendo. Tudo parecia rápido demais aos seus olhos. Não estava conseguindo se adaptar a essas situações. Estava sentindo uma coisa que há muito não sentia: Solidão.

A porta se abriu com um leve barulho, fazendo Byakuya despertar de seus devaneios. Encarou a luminosidade mais forte que vinha de fora, observando a pequena figura parada na entrada do aposento.

– O que faz aqui, Hisana? – o nobre deu um longo suspiro ao vê-la.

– Achei que estivesse se sentindo sozinho, então vim lhe fazer companhia. – ela deu um sorriso, aproximando-se do futon.

– Não é necessário. – Byakuya desviou o olhar do rosto dela, virando a cabeça para o outro lado. Ele sente uma movimentação no futon, percebendo que ela havia se sentado ao seu lado.

– Me desculpe pelas coisas que eu disse Byakuya-Sama. – ela abaixou o olhar. – Eu não tive a intenção de magoa-lo. Mas é que... — ela ergueu os olhos de volta, buscando o olhar frio de Byakuya. – A gente realmente não voltaria a ser um casal... Eu não consigo acreditar que você tenha me esquecido, que tenha esquecido o nosso amor... – ela franziu o cenho, incrédula.

– Você não tem o direito de dizer isso. – o moreno a encarou. – Eu sofri muito por sua causa Hisana e eu não quero que isso se repita. Eu disse que as coisas não seriam como antes.

– É por causa dele não é? – Hisana suspirou.

– É sim.

– Mas... – ela fez uma pausa. – Agora eu estou bem, estou curada. Podemos ter uma vida maravilhosa de casados como nunca tivemos antes... — Hisana se aproximou perigosamente. — Agora eu finalmente posso te dar tudo o que merece... Uma vida de amantes calorosa, filhos e muita felicidade... Não me diga que não almeja mais essas coisas ao meu lado... – ela deslizou a mão sobre o rosto de Byakuya, descendo até o peito.

– Hisana, eu...

Ela o silenciou levando o indicador até os lábios dele. Os dois sustentaram um olhar significativo por alguns segundos. Segundos suficientes para fazer com que Byakuya se perdesse num labirinto entre o sentimento e razão. Principalmente quando ela o beijou daquela forma, tão envolvente, despertando aquele lado tão obscuro de seu coração, que havia sido completamente adormecido.

Dentro de si, tentava acumular forças para se esquivar de toda essa situação, mas a sua emoção estava tomando as rédeas de seu corpo, sem dar chance para que o moreno raciocinasse. Ela o beijava com vontade, como nunca fizera antes. Talvez ela estivesse esperando por aquele beijo, assim como ele esperou durante tantos anos. O moreno tentava encontrar uma forma de explicar para si mesmo o que estava acontecendo com ele, ao se deixar levar daquela maneira. Queria afastá-la, mas ao mesmo tempo a queria mais e mais.

Byakuya estava perdendo o autocontrole, se deixando levar facilmente. Quando deu por si, já estava deitado sobre ela, provando da pele tão alva, acariciando-a com vontade, onde suas mãos percorriam o corpo com ânsia, no temor de que aquilo não fosse real e que a qualquer momento pudesse acordar. Recuava algumas vezes, mas assim que olhava para ela, vendo a respiração alterada e a felicidade expressa tão clara em sua face, não poderia resistir em tê-la em seus braços de novo. Não conseguia raciocinar, agindo por extinto e desejo, com urgência, coisa completamente atípica dele. O que ela estava fazendo com ele? Se sentia totalmente fora de controle, apenas dando continuidade aquilo tudo. A encarou, vendo que a respiração dela estava tão alterada quanto a sua. Desejava que ela fosse dele naquele instante.

E ela foi, durante toda a noite.

Mas logo após, quando a adrenalina e a ânsia deixaram o seu corpo, a razão despertou, como um pontada forte na cabeça. Foi quando o moreno pôde realmente pensar no que tinha ocorrido com naquele quarto. Olhou para Hisana, ressonando ao seu lado, envolvida nos lençóis, totalmente descrente no que havia acontecido.

Naquele mesmo minuto, se arrependeu amargamente do que tinha feito.

Notas finais
E ai minha gente gostaram? Aposto que ficaram mais intrigados, mas lembrem-se que tudo vai se esclarecendo a cada capítulo - ou não kkkkkkkk Obrigada por lerem e acompanharem n.n Até sexta :3