The Other Side
12 11. Posso Ver... O Outro Lado
Notas iniciais
''I wanna see you on the other side
[Eu quero ver o outro lado]
I wanna see you on the other side
[Eu quero ver o outro lado]
I wanna see you on the other side
[Eu quero ver o outro lado]
(I wanna see you, yeah, can I see you on the other side?)
([Eu quero te ver, yeah, posso te ver no outro lado?])
I wanna see you on the other side
[Eu quero ver o outro lado]
I wanna see on the other side
[Eu quero ver o outro lado]
(Your presence surrounds me
And keeps me from drowning inside the black)
(Sua presença me rodeia
e impede que eu me afogue na escuridão)
I wanna know, can I see you?
[ Eu quero saber, posso te ver?]
(Daylight releases but the brightness
Just keeps me from coming back)
(A luz do dia é lançada mas o brilho
Apenas me impede de voltar)
I wanna see you on the other side
[Eu quero te ver no outro lado]
I wanna see you, I wanna see you
[Eu quero te ver, eu quero te ver]
I wanna see you on the other side, on the other side
[Eu quero te ver no outro lado, no outro lado]
Can I see...
[Posso ver...]''
Continuação
A campainha tocada com aparente desespero ecoava do lado de dentro da mansão Kuchiki. O velho serviçal, que perambulava por ali, foi o mais rápido que pode para findar com o toque irritante da campainha, que agora era disparada por longos segundos. O senhor abriu a porta, surpreso ao ver os rapazes ali:
– Kiyochi-Sama, Abarai-Sama... – o velho fez uma breve reverencia. – Não precisavam fazer todo esse alarde. Poderiam simplesmente ter entrado, sabe que são bem-vindos pelo Byakuya-Sama...
– Onde o Byakuya está? – Leto já foi perguntando.
– Mas que barulheira é essa? – Hissana foi descendo as escadas, e não pode deixar de se surpreender ao ver Renji e Leto ali parados. – O que vocês estão faz... Quer dizer, vocês vieram visitar o Byakuya, não? – ela sorriu meiga, tentando em vão disfarçar.
– Pare com esse fingimento desnecessário. – Leto se pronunciou.
– Já sabemos que você não é a verdadeira Hisana! – Renji alterou o tom de voz.
– Mas que absurdo! – ela também alteou a voz. – Vocês não podem dizer o que não podem provar.
– Nós sabemos. – Leto disse calmamente. – Diga logo quem você é! Mostre o seu outro lado!
– Como podem ter tanta certeza de uma coisa tão improvável?
– Por que... – Leto sorriu maliciosamente. -... A verdadeira Hisana está bem aqui, comigo.
– O-o que?! – ela não pode esconder a surpresa estampado em seus olhos. – Isso não é possível!
Leto estendeu a pequena urna na direção dela, o que a deixou ainda mais surpreendida. Logo em seguida, ele colocou a urna em cima de uma mesa próxima, em segurança.
– Se você é a verdadeira Hisana, como pode ter voltado se deixou seus restos mortais para trás? – o moreno fechou a cara, demonstrando certa raiva da situação.
Ela suspirou profundamente, passando a mão pelos cabelos, encarando o chão, raivosa. Os rapazes estavam preparados para qualquer menção de ataque assim que ela levantou os olhos. Mas isso não aconteceu. Ela suspirou mais uma vez e simplesmente disse:
– Vocês venceram. – após alguns segundos sorriu malévola. – Isso é o que vocês acham. – ela deu alguns passos para o lado, com superioridade tanto na fala como nos gestos. – Mas vou contar a verdade para vocês só pelo esforço humorístico e desesperador que vocês tiveram para descobrir tudo.
Os dois se entreolharam, intrigados e de ouvidos abertos esperando o que ela tinha a dizer. Ela sorria com desdém, distraída, como se pensasse em tudo o que tinha a dizer aos rapazes.
– Por onde eu devo começar?
– Que tal começar com o porquê de estar aqui. – Leto disse entre dentes. – Só para estragar a vida do Byakuya, de novo?
– Eu confesso que eu realmente vim até aqui por causa do Byakuya. – Hisana sorriu. — Não por esses motivos, eles pouco me interessam. Estou aqui pelo Reiatsu dele. – os olhos dela pareciam brilhar só de pensar no que estava dizendo. – E ele tem um muito grande e forte. Mais que o suficiente para me deixar forte e poderosa. Quando avistei isso, não pude resistir. E então, eu só precisava infectá-lo.
– Infectá-lo? — Leto franziu o cenho, indignado. — Como?
– Atravez de fluidos corporais. — ela deu uma risadinha. — Porque você acha que eu escolhi assumir a forma da esposa? A frágil e pura Hisana-Sama. — ele suspirou. — Será que o nosso Byakuya resistiria a chance de passar uma noite com sua amada? Claro que não.
Renji e Leto estavam paralisados, perplexos. Como alguém poderia ser tão cruel a ponto de se aproveitar da fraqueza de alguém dessa forma? Aquela com certeza absoluta não era a Hisana. De jeito nenhum. E sabendo dissos se sentiam livres pra agir, pois não deixariam que aquilo, seja lá o que fosse, conseguisse o que queria.
– Eu visava o Seireitei por saber que aqui haviam grandes reiatsus. Então eu tinha de tentar me infiltrar de uma forma que passasse despercebida. — ela sorriu. — Meu plano está quase concluído, e não há nada que possam fazer agora.
Ela estala os dedos e ao seu lado aparecem duas mulheres. Exatamente as duas suspietas: a mulher que estava com Zaraki e a que viram no hospital, junto a Kyourako. Os dois rapazes sacaram suas espadas, em posição de combate. As duas partem para cima deles, atacando-os com força, mas eles revidavam na mesma intensidade. Elas eram fortes, mas eles lutariam até o fim.
Enquanto acontecia o combate, Hisana correu para o Hall, encostando as portas do aposento. Subiu os degraus com rapidez, mas se assustou ao se deparar com Byakuya bem na sua frente.
– B-Byakuya — Sama, o que está fazendo de pé? — ela tratou de se recompor, deixando a ternura tomar a sua face.
– Eu aordei com um barulho alto e vim verificar o que está acontecendo.
– Barulho? — ela sorriu. — Não, acho que você estava sonhando. Volte pra cama agora, eu já venho até você.
Byakuya subiu alguns degraus, observando ela descer a escada com rapidez. Desconfiado, ele desceu até o hall com um pouco de dificuldade, e se aproximou da porta entreaberta, tentando entender o que acontecia.
Hisana dá um sorriso, apreciando o trabalho feto por suas cúmplices. Cada uma segurava um dos rapazes, mantendo-os com os rostos no chão, prostrados e completamente dominados.
– Ora, ora. — o sorriso não deixava os lábios dela. — Parece que eu tenho muita sorte. Bom trabalho meninas, conseguimos mais dois bons reiatsus de graça!
Ela se aproxima, parando á alguns passos entre os dois. Seus olhos claream com uma luz branca e então ela começa a aspirar o ar, trazendo com ele o reiatsu dos rapazes. Ao passar dos segundos, Renji e Leto começavam a se sentir cada vez mais fracos e mais sucetiveis enquanto ela sugava o reiatsu com rapidez. Não havia nada que pudessem fazer. Se debatiam, porém, em vão.
Então de repente tudo parou. Sentiram seus reiatsus se estabilizarem e a surpresa no rosto de Hisana ao encarar seu próprio abdomem, de onde o sangue escorria diretamente para o aço da espada que a atravessava. Sua expressão era um misto de surpresa e dor.
Virou o rosto para trás devagar, querendo entender quem havia feito aquilo. E mais uma vez seu rosto se encheu de surpresa, deixando-a perplexa ao encarar a face de quem a apunhalara pelas costas.
Byakuya segurava o cabo da espada, encarando-a com frieza.
– O-o que? — ela tenta juntar as palavras para dizer. — Como você pode fazer isso comigo? Eu não sou a mulher que você ama?
– Não, não é. — ele mantem a frieza e a sinceridade. — Porque eu finalmente posso ver que você não é a Hisana.
Dito isto, Byakuya retirou a espada do corpo dela, o que imediatamente a fez sangrar em grandes quantidades, enfraquecendo-a. Ela espalmou as mãos no chão, e começou a tossir, tentando expurgar o sangue para que não engasgasse. Em seguida, as duas mulheres que detiam Renji e Leto, os soltaram, levando as mãos ao pescoço, quase ao mesmo tempo, e dentro de alguns segundos, elas explodiram, virando fumaça.
Logo após, os gritos estridentes da falsa Hisana enchem a mansão Kuchiki. Ela levou as mãos ao rosto, sentindo sua pele derreter, deixando que a máscara da doce face de Hisana viesse a revelar a carranca de um Vasto Lorde.
Depois de alguns segundos de agonia, um urro estridente ecoou. Uma luz branca e forte, que era todo o reiatsu que ela havia sugado, começou a sair de seu corpo, pelos olhos e pela boca, invadindo o cômodo. Depois de alguns segundos, a luz cessou e ela desabou no chão, morta. O brilho, pairando no ar, se dividiu em três fachos de luz. Dois deles seguiram para fora da casa com velocidade, se dirigindo até o quarto esquadrão, invadindo o quarto dos dois Taichous que haviam adoecido. Ao retornarem aos seus corpos, os quartos se iluminaram fortemente por alguns segundos.
O terceiro facho de reiatsu flutuou por mais alguns segundos no teto da sala da mansão, em seguida, se dirigindo com velocidade na direção de Byakuya. Acertou-o em cheio, adentrando de volta ao corpo pelos olhos e pela boca. Após a luz entrar no corpo do nobre por completo, seu corpo cambaleou, mas Renji correu bem a tempo de impedir que ele caísse no chão.
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Byakuya foi acordando aos poucos, deixando os olhos abrir devagar. Encarou o teto, percebendo que não estava em um lugar familiar. Sentiu algo preso em seu rosto, de onde saia ar. Virou a cabeça devagar, procurando por algo ou alguém que pudesse lhe dizer onde estava.
– Renji...? – foi a primeira palavra que deixou os lábios do Kuchiki.
– Byakuya? – o ruivo, que estava próximo ao leito, chegou perto do moreno. – Graças a Kami-Sama, você acordou. – ele sorriu.
– Onde estamos?
– No quarto esquadrão.
– Eu vou avisar a Unohana Taichou que ele acordou. – Leto, que fazia companhia ao ruivo no momento, deixou o quarto por alguns instantes, mas logo retornou, trazendo a mulher e Rukia consigo.
– Eu disse que ele acordaria em pouco tempo. – a Taichou se aproximou sorrindo, tiranod os tubos do rosto dele. – Como se sente?
– Meu corpo está um pouco dolorido. – ele se ajeitou melhor no leito. – Quanto tempo eu fiquei desacordado?
– Dois dias. – Unohana respondeu. – Você recebeu muito reiatsu de uma vez só, é normal ficar desacordado por algum tempo.
– Eu ainda não consegui entender o que aconteceu de verdade... – ele abaixou o olhar.
– Com licença, eu vou deixar vocês conversarem. – Unohana se retirou.
– Bem, resumindo, aquela Hisana era falsa. – Renji suspirou.
– Era um Vasto Lorde. Seu objetivo era sugar reiatsus para se fortalecer. – Leto completou.
– Tivemos medo... – Renji pegou na mão do nobre. –... De perder você.
– Eu não posso acreditar que me deixei cair numa cilada dessas. – ele suspirou e abaixou o olhar, decepcionado consigo mesmo.
– Nós entendemos. – Leto sorriu.
– O melhor é que está aqui conosco, Nii-Sama.
– Parece que eu não sou o único. – ele deixou os lábios se desenharem em um leve sorriso.
– Me desculpe por abandoná-lo. – ela abaixou o olhar. – Abominei a Hisana por algo que eu achava horrível e acabei fazendo o mesmo.
– Tudo bem, você teve seus motivos. Mas espero que volte para casa agora.
– Com certeza. – ela devolveu o sorriso. – E não a deixarei tão cedo.
– Nós não deixaremos. – Renji completou, sentando-se na beirada do leito, ainda segurando uma das mãos de Byakuya.
Leto e Rukia se entreolharam, concordando na compreensão em deixá-los á sós, pois tinham certeza que os dois tinham muito que conversar. Então eles deixaram o quarto, na desculpa que precisavam descansar depois de terem ficado o dia todo no esquadrão.
Assim que se viu sozinho com Renji, Byakuya se pôs a falar:
– Me perdoe Renji. – ele olhou rapidamente para o ruivo, e em seguida abaixou o olhar. – Eu fui tolo e ingênuo...
– Byakuya...
– Eu fui egoísta. Não pensei em ninguém e me deixei cegar por essa situação. – ele suspirou em desgosto. – Sacrifiquei nossa relação por isso.
– Você não precisa se desculpar. – Renji deu um leve sorriso. – Eu te entendo. Você estava mais envolvido do que qualquer pessoa nessa história, Byakuya. Seus atos são perfeitamente compreensíveis. – o ruivo acarinhou o rosto alvo do moreno. – E nada mais importa do que o amor que eu sinto por você.
– Por pior que tenha sido tudo o que aconteceu isso serviu para que eu descobrisse uma coisa... — ele suspirou fundo, olhando nos olhos de Renji. -... Que é você quem eu amo de verdade. – ele permitiu que um leve sorriso esboçasse seus lábios.
Renji o abraçou desajeitadamente, pela forma em que ele se encontrava no leito. Mas o que importava é que aquele abraço era sincero, assim como as palavras que saíram da boca de Byakuya. Então o ruivo sorriu, enquanto aconchegava a face entre os cabelos negros. Estava mais do que feliz por ter Byakuya ali, em seus braços, para que pudesse dizer que o amava apenas por mais uma vez.
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