The Other Girl
5 Capítulo 5 - The Asset
Notas iniciais

"O Ativo"
— Narradora —
— Sabe que está atrasada. — repreendeu Ward.
— Estou cansada da malhação matinal. — respondeu Skye — Eu me juntei a S.H.I.E.L.D. e não à uma academia 24 horas.
— Chama-se Treinamento de Força relativa. — retrucou Star, aparecendo no topo da escada e sentando em um dos degraus — E pare de reclamar, sua O.S. não é a May. Então calada e treine.
— Ela têm razão. — disse Grant, baixinho para Skye.
— Eu sempre tenho razão. — gabou-se a morena, que escutou o que o agente tinha dito.
— Começando do básico. — falou ele, ignorando o comentário da moça e virando-se para a castanha — E da próxima vez, 15 flexões por cada minuto de atraso.
— Tudo bem, Sr. Engraçadinho. — brincou a outra — Melhor que fazer barra.
— Eu prefiro a barra! — exclama Star, ainda sentada em algum degrau da escada.
— Cala a boca. — reclamou Skye, mas tinha um sorriso de canto — Nunca mais quero fazer barra novamente.
— Se estiver pendurada na borda de um edifício de 20 andares, vai querer fazer pelo menos uma. — retrucou Grant.
Nem se passará cinco minutos e a castanha começou a reclamar de boxe, fazendo a mais alta revirar os olhos.
— Ei, Simmons. — chamou Ward — O que seu supervisor dava de treinos matinais?
— Exercícios de atomística. — respondeu, fazendo os olhos de Star brilharem — Tínhamos química, mecânica, termodinâmica...
— Propriedade elétricas das matérias. — completou Leo, a morena já tinha saído das escadas e entrado no laboratório.
— Certo. Eu já entendi — resmungou Skye.
— Acho que vou ficar com vocês de agora em diante. São os únicos que me entendem e a pequena vai parar de reclamar de mim. — falou a moça para Fitz-Simmons, que sorriram para a nova companheira de laboratório.
— Mudança de planos. Reunião em três minutos. — a voz de Melinda ecoou pelo Ônibus.
— Parece que fomos chamados. — disse Leo, fazendo Star morder a língua para não soltar uma resposta irônica, enquanto o seguia pela as escadas até o andar de cima e estarem acomodados no sofá.
— Há pouco, um transporte da S.H.I.E.L.D. foi atacado enquanto transportava uma carga de prioridade vermelha, pela Rota 76, perto de Sterling. — Phil anunciou sua ilustre presença, indo direto ao ponto.
— Prioridade vermelha? — perguntou Jemma.
— A carga era o físico Dr. Franklin Hall, — Coulson mostrou a imagem dele no tablete — conhecido pelo seu trabalho...
— Não, não, Dr. Frank! — Simmons exclamou, enquanto lamentava-se e interrompia o agente.
— Dr. Hall? — questionou Fitz — Foi o nosso orientador de Cinética Química do 2º ano.
— Ele é um entusiasta da ciência, nós o adorávamos. Podemos resgata-lo, não podemos? — perguntou a meio loira.
— Ele é um dos nossos. Vamos tentar. — garantiu o tio zumbi.
— E os atacantes? — questionara Ward.
— Invisíveis. — respondeu Star, atrás de Phil, que saiu do recinto em seguida.
— Espera aí! Invisível? Demais. — Skye empolgou-se, mas logo se corrigiu ao perceber o olhar de todos em si — Mas é terrível!
~Xx~
— O Dr. Hall era a carga? — perguntou Skye.
— Um dos seletos cientistas protegidos pela S.H.I.E.L.D. — respondeu a morena.
— Em que nossos inimigos adorariam por as mãos. — completou Phil — Nós o mantemos escondidos e em movimento.
— Por isso eu e Fitz tivemos tanta sorte em tê-lo. — disse Jemma.
— Não temos mais. — retrucou Coulson.
— E o que é prioridade vermelha? — perguntou a castanha.
— Significa que a segurança devia ter sido... — Star interrompeu-se, parando de andar como os outros, assim que viram um carro no topo de uma árvore — ... Pesada.
— Foi muito assustador. — disse o agente Mark para eles — E eu não me assusto facilmente, chefe.
— Nada em cima do ar? — perguntou May.
— Nada sobre nossos ombros. — afirmou o agente — Mas o que é mais assustador é que... Eles sabiam a nossa rota. Estavam esperando por nós.
— Está falando de alguém dentro da S.H.I.E.L.D.? — questionou tio zumbi, chamando a atenção de Star.
— Desculpe dizer... Tinha que ser.
— Fitz e Star, o que eu estou vendo aqui? — perguntou Simmons, usando um óculos com lentes verdes.
— Bem, não estamos usando um óculos espectro total que eu projetei, então... — disse Leo — ... Não temos ideia. Deixe-me dar uma olhada. Vamos.
— Não! Ei, ei, ei! Espera! Não se mexam! — exclamou a meio loira — Esperem um segundo. — então, ela jogou um pouco de areia no ar, que ficou pairando na frente deles.
— Mas que droga? — perguntou Skye.
— Acho que o sensor de campo electroestático ativou alguma coisa. — argumentou Jemma, então, a areia veio em direção a eles, os fazendo se abaixarem rapidamente.
— Certo, podemos desativa-lo? — perguntou Phil — Agora?
— Tem que aumentar a densidade. — falaram Leo e Star, uníssono.
— Eu tentei, Fitz, mas...
— Fitz. — chama Melinda, interrompendo Simmons. A chinesa achava que era o cientista que estava aumentando a densidade, o que fez a areia volta-se para todos os lados.
Na verdade, era a morena que aumentava a densidade, fazendo o mecanismo autor daquilo cair ao chão. A meio loira pegou uma pinça na maleta e abaixou-se para pegar aquele objeto em forma circular, semelhante a uma bola de gude.
— Foi isso que fez tudo aquilo. — afirmou Jemma, Star olhou para ela com uma sobrancelha arqueada, como se dissesse "Loirinha, não somos burros, percebemos isso".
— O que é isso? — perguntou Skye, quando Coulson pegou o mecanismo na mão para analisa-lo.
— Algo grande. — respondeu o agente.
~Xx~
Voltando para o Ônibus, todos encontravam-se no laboratório, vendo o que Star e Fitz-Simmons estavam fazendo para descobrirem que tipo de mecanismo aquele objeto era.
— Ei. Ward disse algo engraçado... Ele disse que vocês não têm um soro da verdade. — falou Skye paraa Phil, chamando a atenção de Star, que segurou uma risada.
— Ele disse? Ward disse isso? — perguntou Coulson.
— Sim. — respondeu a castanha.
— Interessante. — falou, simplesmente, o tio zumbi.
— Pois é! — confirmou Skye, então, o agente saiu andando — Ei espere... Certo. Star, acho que você poderia me dizer... Quer que eu faça o que com isso? — perguntou a mais baixa para May, quando a mesma entregou-lhe um "livro".
— Leia! É toda a comunicação para fora do QG desde que decidiram transferir o Dr. Hall. — respondeu Melinda, saindo em seguida.
— Não quer ler para mim, Star? Do jeito que você é... Terminaria amanhã. — a castanha tentou convencer sua amiga.
— Correção, e para informação dos outros dois nerds aqui, pequena, se me dessem um Frappuccino com cafeína, eu terminaria isso aí hoje mesmo. Mas você está fazendo parte da equipe... — retrucou Star, aproximando-se da amiga e pondo uma mão no ombro esquerdo dela — Então... Se vira!
— Aguente firme, Doc. Vai demorar um pouco. — resmungou Skye, assim que a morena voltou-se para perto de Leo e Jemma.
~Xx~
Ward e Coulson voltaram, no dia seguinte, depois de terem interrogado um dos três suspeitos que eles tinham. Barras de ouro, esse foi o pagamento dado para o homem. Pelo menos era isso que ele achava.
— Têm essa aparência porque é uma barra bruta. — falou Simmons, analisando com equipamento aquelas barras.
— Foi feita em uma mina em vez de uma refinaria. — completou Star, olhando para Coulson — Tem só uns... 92%?
— Sim. Uns 92% de pureza. — concluiu a cientista — O caubói foi levemente enganado.
— Podem determinar a mina pelas impurezas? — perguntou Phil.
— Sim, sim, sim. Já fizemos isso. — falou Fitz, que se manteve em silencio. Olhando para o computador, continuou — Veio da... Mina Dacey na Tanzânia... que pertence à...
— Quinn Internacional. — completou tio zumbi — Ouviram falar de seu presidente na aula de engenharia química. Ou já viram na capa da Forbes.
— Ian Quinn. — sussurrou Star ao mesmo tempo que Phil falava o nome do sujeito.
Enfim, depois de um tempo, os três nerds conseguiram descobrir o que era aquela pequena substancia dentro daquele mecanismo que encontraram em Sterling.
— Gravitonium. — disse Leo — É um raro elemento atômico.
— Aquilo alimenta o dispositivo. — continuou Star.
— É extremamente raro. — concluiu Simmons para a Skye — A maioria não acreditava que existia.
— A teoria que uma carga positiva isolada, viraria o fluxo de isotrópico... — mas a castanha interrompeu Fitz.
— Star e pessoal, desistente do ensino médio aqui. Como o dispositivo funciona mesmo?
— O Gravitonium distorce os campos de gravidade, causando uma ondulante, de forma amorfa. — explica a morena, lentamente, para a amiga.
— O que causa essas partículas aqui, — Leo apontou para uma parte no projetor — mas quando é aplicada uma corrente elétrica, o Gravitonium solidifica. — ele fazia gestos com as mãos, representando o material — E esse campo de gravidade entra em erupção, alterando as regaras da gravidade em volta. Imagine o que aconteceria com isso a 100km por hora. Ou só lembre porque já vimos, não é?
— Sim, e qual foi o gênio que publicou todas as teorias do Gravitonium e possíveis aplicações há anos? — perguntou Jemma.
— Dr. Franklin Hall. — respondeu Skye.
— Correto. — falou Star — E o Dr. Hall estudou na Universidade de Cambridge na mesma época que Ian Quinn.
— Coulson talvez não saiba disso. — argumentou a castanha — Quinn é um cara bom. Ele doou uns US$ 8 bilhões para uma entidade.
— Sim. — afirmou Simmons — Com o dinheiro feito da exploração de recursos. Parece que ele desenterrou outra coisa.
~Xx~
— O homem é prisioneiro. É nosso trabalho liberta-lo. — falou Phil.
— Verificamos as especificações. — disse Grant — Não tem chance de entrar, sem uma grande força de ataque, ou um homem infiltrado.
Star e Skye entreolharam-se com essa última parte quando chegaram na sala em que eles estavam.
— Ele tem cercas de laser de neodímio na propriedade. — continuou Ward.
— Nunca iriam permitir isso em Malta. — justificou Phil — E, nesse fim de semana, a Quinn Intl. tem sua reunião de acionistas. Arriscamos um risco global, mas...
— Se fomos sozinhos... — May disse.
— A S.H.I.E.L.D. pode negar. — completou Coulson — Alegar ignorância.
— Sem ninguém lá é impossível. — falou Melinda — A menos que seja imune a emissões de laser.
— Se tivéssemos uma macaco poderíamos fazer isso. — argumentou Leo.
— Fitz! — exclamou Simmons.
— Um macaco pequeno poderia passar pelos sensores e desabilitar a cerca, com suas mãozinhas adoráveis. — continuou ele.
— Nós duas poderíamos ir. — falaram Star e Skye uníssono, mexendo em seus respectivos celulares.
— Deixa-me perto da Valletta. — Ward as ignorou — Em semanas, iria estabelecer um disfarce... Juntar informações...
— Hall não tem tempo. — interrompeu Phil.
— Agentes da S.H.I.E.L.D. pegos em solo maltês podem ser mortos. — mencionou Jemma.
— Sim. — concordou Leo.
— Legalmente... — mas Skye interrompeu-a, enquanto Star checava o seu celular e o da castanha.
— Não nós duas, nós poderíamos ir. — falou Skye.
— Skye isso é sério. — interrompeu Grant Ward.
— Espere. O que querem dizer? — perguntou Coulson.
— Skye não é uma agente e eu sempre fiquei presa dentro de um laboratório, daí podemos entrar sem quebrar regras bobas. — falou Star.
— Leis internacionais. — corrigiu Jemma.
— A Maré Crescente não pode hackear isso, Star e Skye. — falou Ward.
— Ouviram a parte sobre um laser? — perguntou Fitz — Se tivéssemos um macaco...
— Disse que conseguiria com alguém lá... — interrompeu a castanha.
— E querem ser esse alguém? — questionou Melinda May.
— Leo e Jemma amam o cara e ele precisa de ajuda. — a morena deu de ombros — Ele pode estar sendo torturado, ou pior.
— Fazendo passar por um treinamento à força. — continuou Skye.
— Mas não tem autorização, não conhecem o lugar... — interrompeu, outra vez, o agente de cabelos escuros — ou experiência em nada.
— Ela não, mas eu sim. — argumentou Star, revirando os olhos impaciente — E temos dois convites. — ambas mostram as telas de seus celulares com o convite.
— Tecnicamente são e-convites. — falou Skye.
~Xx~
— Skye e Star vão entrar pela porta da frente. — disse Coulson, entrando na sala e começando a explicar o plano — O único ponto de acesso para a instalação subterrânea, é uma enseada da praia. Uma equipe de extração de dois poderia entrar, mas não é fácil. Fitz-Simmons.
— O perímetro é protegido por uma grade de laser neomídio de seis metros de altura. — falou Leo — Toque nela e você frita.
— Frita e morre. — disse Phil — O único meio de desliga-la é acessar o sistema e força uma reinicialização. A equipe teria três minutos para entrar. Quinn é bem esperto para permitir acesso wi-fi em sua propriedade.
— E é ai que nós entramos. — afirmou Skye.
Leo e Jemma começaram a explicar os objetos para a missão. Eram todos interessante, Star tinha que admitir, mas ela ainda preferia o seu priercing altamente modificado por si mesma. Era mais prático e dava para disfarçar melhor do que muitos outros. Agora com novas funções, teria que mandar outro para Fury.
Então, pegou um no seu bolso da calça e correu atrás de Coulson, que tinha saído da sala de reuniões.
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