The Other Girl

14 Capítulo 13 - Goodbye Cruel World


Notas iniciais
What's up, bitches?! Quase um ano depois, eu dou um sinal de vida. Eu não tenho vergonha na cara mesmo, desculpa gente. Tentei mudar, mas não consegui. Malditos bloqueios! Entretanto, minhas bitches, se preparem ao ler esse capítulo que têm um cena Staleo que, santa Afrodite, vocês irão amar. Tenho certeza. Antes tarde do que nunca (rs), aqui está o capítulo. Até as notas finais.

"Adeus, mundo cruel"

— 90 dias depois —

— Estamos muito longe do Ônibus? — questionou Star, completamente entediada naquele Quinjet que Nick Fury disponibilizou para a mesma e a sua pequena, e recém-formada, equipe.

Na verdade, eles não eram uma equipe oficial da SHIELD ou realmente faziam parte de algo que podia ser considerado uma equipe. Afinal, aquelas cinco pessoas eram muito diferentes e o único ponto em comum que possuíam era a própria Star. Uma hacker que adorava desaparecer do radar da agência que faz parte na maioria do tempo; uma agente ruiva que tinha tantos problemas quanto a primeira naquele lugar; dois irmãos gêmeos que são assassinos soviéticos, foragidos da SHIELD e que estavam mortos até alguns dias atrás; e um modorno que é mais do que um homem comum.

É, eles realmente eram uma equipe duvidosa que Fury não devia ter aprovado depois de ter descoberto o plano fracassado de Star e transformado aquilo em uma missão para acabar com uma das bases da agência inimiga e nazista.

— Não faz nem cinco minutos que você perguntou isso, Star. — Katherine suspirou pesadamente, antes de responder a outra. Revirou os olhos, após redirecionar o seu olhar para a morena e perceber que a mesma a olhava de forma debochada. — Falta pouco, muito pouco.

— Certeza?

— Certeza. — a ruiva revirou os olhos novamente.

Depois da breve conversa entre as duas, o silêncio se tornou presente novamente no Quinjet por alguns minutos a mais. Apesar dos cinco gostarem e estarem acostumados com o silêncio quando estavam "presos" em qualquer lugar juntos, a falta de qualquer conversa estava deixando-os desconfortáveis e um clima ainda mais estranho entre eles.

— Realmente acham que é uma boa aparecer sem nenhum aviso no Ônibus? — perguntou Jacob, chamando a atenção para si rapidamente após se pronunciar subitamente e para ninguém especifico.

— Não é uma boa ideia. — afirmaram Erik e Scarlet que estavam um pouco mais distante dos outros três por estarem no comando de pilotarem o Quinjet.

— Então por que vamos fazer isso? — Jacob questionou novamente, após redirecionar olhar brevemente para os gêmeos e voltar os olhos para as outras duas mulheres.

— Você sabe muito bem o quanto eu gosto de uma entrada dramática. — Star sorriu com o seu deboche habitual, enquanto sentia a aeronave estabelece-se em cima do Ônibus. — Até que enfim! — exclamou, soltando o cinto e levantando-se rapidamente de onde estava sentada. Passou a mão brevemente pelo seu uniforme de corpo inteiro como se estivesse retirando alguma sujeira do mesmo, então virou-se subitamente para a ruiva que ainda continuava sentada apesar de não está mais usando o cinto — Como estou? — tinha deboche em sua voz enquanto apontava para si mesma, como se fosse uma adolescente que acabara de experimentar uma roupa nova.

— Linda como sempre, querida. — Scarlet respondeu, bem atrás da morena. Star sentiu seu coração se aquecendo com o elogio e o rosto ficando vermelho, a voz da outra mulher foi tão fraternal que a fez relembrar de quando era uma criança e os irmãos cuidavam de si. Céus, fazia tanto tempo que não recebia um elogio daquele tipo.

— Abre a rampa, Erik. — disse Katherine, finalmente se levantando e passando o braço ao redor do pescoço da morena. — Já tentaram estabelecer contato conosco umas cinco vezes.

Erik assentiu enquanto apertava um botão no painel e se levantava em seguida. Star retirou o braço da outra, cutucando a sua cintura de leve o que arrancou uma risada da ruiva enquanto isso a rampa se abaixara por completo. Redirecionou-se, andando até está no centro e erguendo ambos os braços enquanto andava até está fora do Quinjet e contemplar a sua equipe toda apontando armas na sua direção, o que fez ela sorrir debochada enquanto a afeição daqueles que estavam no Ônibus tornaram-se surpresas e abaixaram as armas.

— Então, o que eu perdi? — ninguém respondeu, o que resultou em Star abaixando os braços e revirando os olhos — Ninguém vai dizer algo?

— E a sua entrada triunfal foi estragada por falta de reação. — zombou Katherine, andando junto com os outros três para fora do Quinjet até está ao lado da morena. Contudo esta súbita aproximação assustou a outra equipe que levantou, novamente, as suas armas — Quanta agressividade. — ela fingiu que estava ofendida com a ação dos outros, o que resultou em Star revirando os olhos entendiada antes, de forma rápida, levar um tapa no braço vindo de Skye.

— Ai! Mas que droga, Skye?!

— Você some por noventa dias, sem dá sinal de vida, então aparece de repente perguntando "o que eu perdi" e acha que está tudo bem?! — Skye alterou-se, gesticulando agressivamente com as mãos. Star a encarou com ambas sobrancelhas erguidas como se dissesse "sim" apenas com sua expressão.

— Quem são vocês? — questionou Melinda para os quatro atrás de Star.

— Ah, certo. Eles. — a morena revirou os olhos — Tinha esquecido que eles ainda estavam aqui.

— Ei!

— Foi mal. — retrucou Star — Jacob Grey Rennert, Scarlet e Erik Smirnov. — apontou para cada um deles enquanto falava seus respectivos nomes.

— Vocês não estavam mortos? — perguntou Phil, erguendo uma das sobrancelhas.

— Pelo visto, não somos os únicos a enganar a morte. — respondeu Erik que sorriu em escárnio após uma breve pausa — Afinal, você também estava morto, Phillip Coulson. — Scarlet deixou um risinho escapar brevemente após a fala do irmão.

— E você? — May questionou hostil em direção a ruiva, sendo a última da equipe a abaixar sua arma. Zorn sorriu de canto antes de aproxima-se levemente com a mão estendida para cumprimentar um por um.

— Agente Katherine Zorn. — a ruiva apertou umas das mãos da hesitante chinesa.

— Zorn? Como Steven Zorn? — questionou Jemma parecendo incrivelmente animada ao lado de Fitz igualmente eufórico.

— Um dos melhores cientistas, se não for o melhor, de todas história da SHIELD até sua misteriosa e horrível morte, que todos teorizam ser uma assassinato, na verdade, por causa do seu último trabalho que acabou não sendo concluído apesar de toda uma descoberta que faria diferença no mundo? Esse Steven Zorn? — Leopold falou com tanta euforia que Star por um momento o achou muito fofo, contudo bateu sua mão em sua testa no momento seguinte que retirou tal pensamento da mente. Puta merda, Fitz.

— Ele era o meu pai. — Kath respondeu, ainda com o sorriso de canto no rosto, mas a dupla perdera todo sua animação com a resposta da ruiva.

— Meu Deus. — o sussurro de Simmons foi escutado por todos por causa do silêncio constrangedor que se instalara no recinto após a resposta da ruiva.

— Então. — Star chamou a atenção para si — Qual é o plano?

~Xx~

O quarteto acabou sendo separado, Erik e Scarlet teriam um disfarce como passageiros no trem igualmente como Coulson e Jemma, enquanto Star e Katherine acabaram se juntando com Skye e Leo, onde os quatro ficaram encarregados pelas comunicações.

Ao entrarem na locomotiva, rapidamente encontraram seus lugares. Kath piscou um de seus olhos em direção a morena quando puxou Skye para senta-se ao seu lado, deixando com que Star ficasse com Fitz. Ela estava confusa, mas sabia que a ruiva tinha um plano e um disfarce para eles que apenas seria explicado quando fosse necessário usá-lo.

E Star não gostava dos planos de Zorn quando se tratava de disfarce.

— Está nervosa? — a súbita pergunta do homem chamou a atenção das três.

— Pronta para quando isso acabar. Pronta para pegar o Quinn. — respondeu Skye de forma determinada.

— Eu também. — disse Leopold, sorrindo e, pouco depois, deu uma breve olhada pelo corredor atrás de si. — Então, somos ingleses ou americanos?

— Isso importa? — questionou a castanha, recebendo um olhar ofendido de Katherine.

— Viajamos juntos. — respondeu Fitz — Devemos ser do mesmo país. E o seu sotaque escocês?

— Eu não sei. — Skye disse, fazendo um sotaque horrível que fez Zorn e Star se olharem com caretas no rosto — Vocês me digam como está, camaradas.

— Horrível. — respondeu Kath.

— Americanos, então. Essa é a melhor ideia. — Leo tinha quase perdido o seu sotaque ao falar.

— Foi muito bom, Leo. — elogiou Star, sorrindo brevemente.

— Obrigado. Eu via muito seriado americano. — ele disse, alternando o olhar entre as três — Alguns eram bons. Dentes bonitos.

— Tenho que concordar, mas eu tenho um plano melhor. — Katherine sorriu de forma maliciosa em direção a Star e Leo, fazendo a morena compreender o seu plano.

— Não me fale o que eu estou pensando, sua...

— Você ainda fala croata?

— Zorn. — o tom de alerta em Star apenas fez a ruiva rir enquanto os outros dois a observavam confusos.

— E lá vamos nós, acompanhe-me, Skye. — disse Kath, levantando-se em seguida — Ande rápido com isso, Star.

A morena bufou, virando-se em direção a Leo que ainda estava confuso.

— Desculpe-me por isso, Fitz.

— Por... — Star o interrompeu ao colar seus lábios contra os dele, levando suas mãos em direção ao rosto do homem.

Pelo repentino movimento, Leopold acabou afastando o seu corpo para trás surpreso pelo selar, contudo Star não deixou ele ir para longe já que, rapidamente, aproximou-se novamente dele e colocou sua perna direita sobre a esquerda dele e deixou seu corpo mais perto do outro.

Star não soube explicar para si mesma o que aconteceu consigo para fazer aquilo, mas ela não se arrependeu por tal ato. Deslizou uma de suas mãos que estava nas bochechas de Leo para seu pescoço e, em seguida, para sua nuca, puxando o rosto dele para mais perto do seu. Pressionou seus próprios lábios contra os dele com mais precisão, conseguindo fazê-lo entreabrir a boca para aprofundar o beijo.

Se ela soubesse que Fitz beijava tão bem, Star já teria tomado iniciativa antes. Mesmo com certo receio no início, o homem correspondeu o beijo lento enquanto levava suas mãos hesitantes até a cintura da morena. Ela quis sorrir quando sentiu ele se mexer brevemente para arruma-se melhor no banco, mas não podia demonstrar que estava gostando até demais daquele beijo. Star quebrou o contato intenso, transformando-o em um selinho quando escutou Katherine chamá-la.

— Parece que alguém gostou demais desse disfarce, não é? — Kath fez uma pergunta retórica, provocando a morena de forma implícita.

— Quero que você vá se ferrar bem longe de mim. — Star abriu um sorriso que, por algum milagre, não transpareceu falsidade. A ruiva sorriu amigável, como se estivesse feliz ao escutar um sotaque croata e sua resposta.

— Assim mesmo, você não negou. — então, virou-se para um dos funcionários do trem enquanto pigarreava — Ela gostaria de saber se você poderia recomendar um restaurante no centro de Zabreg.

— Um lugar barato, com grandes porções. — completou Skye, apertando as mãos uma na outra de forma nervosa e discreta.

— Estão procurando um lugar romântico?

— Se for um lugar aceitável, onde dê para esconder o corpo de Katherine.

— Sim! — exclamou a ruiva, subitamente animada. — Eles estão comemorando o aniversário de um ano de namoro com uma viagem rápida pela Europa.

— Pessoalmente, na verdade, eles se conheceram seis meses atrás, mas tanto faz. — disse a castanha, fazendo com que Star revira-se os olhos discretamente. Skye aproximou-se do funcionário como se fosse confidenciar algo para o mesmo — Eu acho que ele se sente intimidado por ela. — ela voltou para onde estava, escondendo as chaves que roubara do outro o mais rápido e silencioso que a mesma conseguia.

— Amor jovem! Tão... confuso.

— É? — questionou Kath.

Star levantou-se logo após o homem sair, revirando os olhos.

— Vamos logo.

~Xx~

Ao atravessarem o compartimento que guardavam as malas, Katherine soltou um risinho malicioso e Star a fuzilou bravamente enquanto sentia um olhar queimar nas suas costas desde que saíram dos personagens. Ela sabia que era Leopold, mas eles não tinham tempo para discutir o que tinha acontecido. Pelo menos, não naquele dia e, possivelmente, nos próximos.

— Ficou um pouco nervoso lá atrás. — provocou Skye, o que fez a morena arregalar os olhos surpresas. Até ela estava contra si?

— Quando Star me beijou sem nenhum aviso prévio? — Leopold questionou, ainda parecendo nervoso ao tocar no assunto. Star sentiu o seu rosto começando a esquentar. — Ela trabalhou bem a nossa relação.

— Bem até demais. — Katherine falou maliciosamente, fazendo com que Star se irritasse e desse uma cotovelada na mesma com força.

— Cala a boca, idiota. — a morena praticamente rosnou para a ruiva.

— Apesar que eu tinha um aparelho que teria arrombado a porta. — Zorn adicionou, atraindo o olhar dos três enquanto arrumavam os aparelhos que trouxeram em cima de umas bancadas que tinha naquele compartimento.

— O quê?! — Star quase gritou — E por que você não contou?!

— Eu gosto de ver as pessoas trabalhando com as mãos, e não com aparelhos. É mais divertido, sabe? — Kath deu de ombros como fosse nada demais.

— E foi isso que você fez com Barry Allen? Trabalhou com suas mãos? — Star provocou maliciosa, finalmente se sentido sem nenhum constrangimento e sorrindo debochada quando o rosto da ruiva ficou completamente vermelho.

— Star!

— Não está mais aqui quem falou. — a morena ergueu as duas mãos em sinal de redenção, mas o sorriso debochado ainda estava presente em seus lábios.

— Mas vocês fazem os aparelhos com as mãos. — retrucou Skye, recebendo três pares de olhares ofendidos.

— Deixe a gente ter o nosso momento de autopiedade! Você é a pior tradutora da história. — alfinetou Star, negando com a cabeça e usando uma falsa indignação — Não use estereotipo de cientistas, garota.

— Você é a única namorada de mentira que me apoiou completamente. — Leo disse, fazendo com que Kath e Skye rissem. Star o olhou surpresa, sentindo o rosto esquentar novamente.

— Como?!

— Comunicadores ligados. — anunciou a ruiva.

— Coulson? Simmons? — chamou Skye — Estão em suas posições?

— Sim. Esperando o sinal da May. — respondeu Coulson.

~Xx~

Tudo estava indo bem na missão. E o clima estava bom entre os quatro até que Skye tocou no assunto 0-8-4.

— Fitz, você já ouviu falar de um 0-8-4 sendo uma pessoa? Ou duas?

Star ao perceber que Katherine iria repreendê-la, segurou-a pelo braço discretamente. O sinal estava claro. Era para deixar a castanha terminar de falar, e se interrompesse a conversa deixariam bem visível que já sabiam que a morena e Skye eram consideradas 0-8-4. O próprio Fury tinha feito questão de contá-las.

— Não. Embora eu acha que seja possível. — respondeu o homem — Não gostaria de conhecer os caras. — Skye pareceu chateada.

— Espera. — Kath chamou a atenção de todos — Os óculos da May estão desligados. Quando isso aconteceu?

— May, está escutando? — chamou Star, tocando no comunicador. Então, tentou certificar os outros enquanto mexia no computadores que emitiam chiados de mal funcionamento — Todos os comunicadores morreram.

— Estão usando algum misturado eletrônico. — afirmou Skye.

— Sabem que estamos aqui. — Zorn disse — E não temos como avisar a equipe, sendo que é provável que eles já saibam.

Então, a porta foi aberta subitamente.

— Se abaixem! — a ruiva gritou, enquanto ela empurrava Skye e Star empurrava Leopold no mesmo momento em que um homem desconhecido começou a atirar na direção deles.

Pegando uma das armas boa-noite, Leo tentou criar uma distração quando atirou contra o inimigo. Aproveitando que o homem tinha parada de tirar, Skye jogou um dos móveis de rodinha contra ele e Katherine rapidamente deu um soco em seu rosto. Star pegou uma das malas mais perto de si e bateu ela na cabeça do desconhecido, antes de chutá-lo na barriga.

A castanha aproximou-se novamente, agora com uma arma em mãos que fez com que o homem estranho pegasse algum tipo de objeto que estava emitindo uma luz azul e fazia barulho.

— Eu os encontrei! — comemorou Jemma, entrando no compartimento. Porém, quando viu o desconhecido recuou alguns passos. — Que inferno!

— Jemma! — gritou Fitz quando o inimigo segurou a meio loira contra si e o objeto estranho explodisse algum tipo de fumaça azulada que se assemelhava muito com as munições das armas da dupla de cientista. Simmons caiu no chão ainda sendo segurada pelo outro.

— Meu Deus! — exclamou Skye, correndo até os dois no chão e sendo seguida pelo resto. Ela checou o pulso da meio loira. — Ela está bem.

— Certo. — ofegou Star, observando o rosto de Simmons com alguns traços azuladas que estavam desaparecendo aos poucos — Eles estão usando algum tipo de dendrotoxina. — afirmou.

— O mesmo material que está na Pistola Boa-Noite? — questionou a castanha.

— Sim. — Katherine não hesitou, analisando o objeto que se assemelhava com uma granada nas mãos de Fitz — E altamente sofisticada e evoluída.

— Agora é aerotransportada. — disse Leopold.

— É como um "sono negro", por isso os olhos estão aberto. — a morena falou, criando várias teorias na mente.

— Faz sentido. — afirmou Zorn, com a mente perturbada pelas suas próprias teorias.

— Temos que sair daqui, achar os outros e ver o que faremos. — falou Skye após escutar os três divagarem.

— Vamos ajudar Simmons primeiro. — Leo levantou-se enquanto falava para as três garotas e pegava algumas coisas — Não podemos deixá-la assim. Olhe seu rosto, ficaria tão envergonhada de ser vista desta forma.

~Xx~

Quando o trem parou, os quatro resolveram usar um dos rastreadores extras no carro que viram pessoas levaram a maleta preta que estavam atrás naquela missão desastrosa. Eles eram os únicos que tinham sobrado no trem, memo procurando por todas as cabines e compartimentos não encontraram ninguém.

Mesmo relutantes, a única opção era seguir a localização que o rastreador mostrava.

— Esperem. — sussurrou Star, enquanto se abaixava atrás de um arbusto alguns bons metros distante de uma mansão. Os outros três seguiram seu exemplo — Olhem lá o carro estacionando agora.

— O zumbi estava certo. — disse Katherine, olhando diretamente para o sujeito que saía do carro preto recém-chegado..

— A Cybertek nos levou ao Quinn. — completou Leo.

— Ative o rastreador para outros. Para saberem que estamos aqui. — Skye falou para o único homem ali, que apertou o mecanismo em seguida.

— Vocês querem entrar? — Fitz perguntou, mesmo sabendo a resposta pelo olhar que as três tinham quando Quinn e outras pessoas de terno começavam a entrar na mansão.

— O Quinn não pode fugir. — retrucou a castanha — Se Coulson estivesse aqui não deixaria isso acontecer. Ele não quer que a gente deixe isso acontecer.

— Convincente. — a ruiva disse, fazendo sinais positivos com os polegares.

— Vocês têm razão. — respondeu o homem, tirando a mochila das costas — Vamos fazer isso. Pegue isso, Skye — entregou para ela uma pistola boa-noite, observando Star e Kath destravarem duas armas normais que tinham retirada dos casacos ou do cós das calças. Apesar de não concordar de primeira, a castanha pegou a arma.

— Pode desativar os carros? — a morena perguntou, olhando diretamente para o outro.

— Com as minhas próprias mãos. — respondeu Leopold, retribuindo o olhar. — Só tomem cuidado, certo?

Star, que, novamente, estava querendo fazer aquilo desde do trem, segurou o rosto de Leo com as duas mãos e colou seus lábios com os dele em um selinho.

— Você também. — disse ela, antes de correr em direção a mansão com Kath ao seu lado e armas em mãos.

Elas esperaram um pouco por Skye, antes de continuarem o caminho para dentro. Ao virarem a esquerda, deparam-se com um guarda que a castanha fez questão de atirar por ser a única com uma arma que não o faria gritar de dor quando fosse baleado.

Aquela entrada da mansão tinha tantos corredores que elas estavam quase se perdendo até que um homem e uma mulher saíram por uma porta, fazendo com que elas se escondessem rapidamente. Quase tinham sido pegas.

— Eu vou pela porta, vocês vão pelo outro lado. — disse Skye para as duas ao seu lado.

— Tem certeza, Skye? — questionou Star, lançando um olhar preocupado para a amiga.

— Eu vou ficar bem. — ela afirmou, abrindo um breve sorriso para assegurar o que tinha dito e caminhou em direção a porta.

Suspirando pesadamente, sinalizou com a cabeça para Katherine e a dupla caminhou em direção ao lado oposto que a castanha fora. Elas seguiram reto por alguns longos minutos silenciosos até que chegaram em uma das partes do hall de entrada da casa, que era assustadoramente branco e preto.

— Parece vazio. — Kath se pronunciou. Então, um barulho estrondoso soou.

Star, que estava perto de uma das paredes examinando um novo corredor, bateu suas costas contra parede e sua mão rapidamente foi para o ombro quando sentiu uma dor exuberante no mesmo.

— Engando seu, querida. — disse uma voz masculina poucos metros atrás da ruiva.

— Quinn. — rosnou Star.

— Você me deixou uma cicatriz horrenda no ombro. — ele alfinetou. As duas estavam surpresas, Quinn nunca segurava a arma — Agora estamos quites. — sorriu.

— Eu vou dar um surra em você. — afirmou Zorn, quase se aproximando de Quinn quando homens entraram pela porta e apontaram suas armas para a dupla.

— Gostaria de vê-la tentar. — desafiou Quinn, arrumando o terno que usava lentamente e sorrindo tão venenoso que Star já tinha esquecido o ombro baleado de tanta raiva — Mas não será hoje que vocês terão o seu "acerto de contas" comigo. — um homem loiro e familiar para a morena deu alguns passos para frente — Têm esse cara que estava querendo ter uma conversinha meio sangrenta com as duas.

— Quem diabos é você?! — gritou Kath, fazendo com que ele e Star revirassem os olhos.

— É o namorado da Maria Hodge. — falou a morena, aproximando da outra lentamente — Encontramos ele naquela base, estava gritando ordens igual um idiota. — ela e Zorn reviram os olhos, debochando completamente do loiro — Eu acho que o nome de é Rogério, algo assim.

— ROGER! — berrou o homem, chamando a atenção de todos — O meu nome é Roger Jensen. E eu fui namorado dela. — então, encarou Star com o mais puro ódio — Maria está morta por sua causa.

— Ah. — Star piscou os olhos por alguns segundos enquanto sua cabeça processava a nova informação. Então, de repente, ela deu de ombros enquanto um sorriso irônico se abria em seus lábios — Menos uma para me livrar.

— Eu vou te matar. — rosnou Jensen e Zorn riu sarcástica.

— Entra na fila, querido. — a ruiva debochou e logo em seguida Erik, Scarlet e Jacob entraram por uma das portas e atiraram na maioria dos homens atrás de Roger e Quinn, o que resultou no segundo fugindo e o primeiro correndo na direção das duas mulheres com quem discutia.

Star só conseguia escutar o barulho de tiros e lutas. Seu ombro estava dolorido e ela sabia que só conseguiria sentir dor realmente quando os nervos se calmassem, por enquanto ela estava focada demais em defende-se das investidas de Roger Jensen.

O loiro era bom, ela não iria negar. Porém, ele estava tão focado em atingir Star que esqueceu Katherine a sua volta. Quando tinha se livrado de dois homens, a ruiva se aproximou por trás e atingiu com o seu melhor chute, atraindo sua atenção e dando tempo suficiente para a morena conseguir pegar sua arma.

Colocou sua mão direita no bolso de trás da calça, retirando o objeto quase esquecido pelo tempo se não fosse o reencontro com os irmãos Smirnov. Tinha o tamanho de um lápis, porém era mais grosso, metálico e não possuía uma ponta. Ela girou a parte preta que tinha e o objeto se tornou um bastão um pouco maior que si, enquanto sua mão foi encoberta até o pulso pelo mesmo material prateado. Então, Star sentindo-se mais confiante, investiu contra Roger Jensen.

Bateu no loiro com o bastão, o atingindo na cabeça. Jensen jogou Katherine para longe, agora focando apenas em Star. Ele conseguiu uma brecha na defesa quase perfeita e socou o seu abdômen, o que fez a morena ofegar por um momento antes de retribuir o soco em seu rosto. Roger perdeu o equilíbrio por um momento, o que foi bem oportuno para que Star pulasse e o chutasse bem no peito com os dois pés juntos.

Star não perdeu tempo. Quando Roger se recuperou e se aproximava novamente, ela girou o bastão e gritou enquanto o atravessava pelo abdômen do homem. Tudo pareceu parar por um instante e o olhar de desespero dele foi quase o suficiente para fazê-la sorrir de forma macabra, torcendo o bastão ainda dentro de Jensen e fazendo-o gritar. O sangue começava a sair pela boca.

— Diga "oi" para Maria no inferno por mim, Jensen. — sussurrou, perto do ouvido daquele que morria em suas mãos — Fale que Violet logo se juntará a vocês também.

Jogou o corpo do loiro no chão, assim que retirou o bastão de dentro do mesmo.

— Onde está, Skye?! — a voz de Coulson soou alta no outro lado do hall. E foi quando Star percebeu que tinha a equipe do tio zumbi a olhando, em sua maioria, assustados pela cena anterior. Já a sua outra equipe parecia nem se importar com o fato dela ter matado Roger.

Star praticamente se arrastou em direção a eles pelo grande hall de entrada.

Quando ela se virou, observou um ensanguentado Roger Jensen correndo em sua direção com uma espada em mãos que ela não fazia ideia de onde tinha surgido. Mesmo com forças para desviar, ela não o fez. Star olhou aterrorizada para a espada, sentindo aquelas três cicatrizes em seu corpo arderem. Ela tinha travado de tão assustada que ficara, não conseguia sentir o ar em seus pulmões.

Então, Roger atravessou o tronco da mulher com a espada e a torceu sem demoras, fazendo-a gritar de dor. Psicológica e física. Exatamente como Star tinha feito consigo. E foi quando ela finalmente percebeu o motivo de achá-lo tão familiar, além do fato de tê-lo visto no intervalo de noventa dias longe da equipe do zumbi. Tinha sido ele que a dera aquelas três cicatrizes em seu corpo quando mais nova.

— Se eu morrer, eu levo você comigo para o inferno, vadia. — o loiro disse entredentes, retirando a espada. Star tossiu sangue bem no rosto do mesmo, sentido o gosto metálico preencher a boca rapidamente e o sangue saindo pelo seu abdômen.

Os dois caíram no chão quando alguém atirou contra Jensen.

— Te vejo lá, então. — ela respondeu, olhando para os olhos sem vida do loiro e sentindo a sua mente começar a pesar demais e o lugar em sua volta escurecer rapidamente. Escutou seu nome e de Skye sendo gritados e viu imagens borradas antes de ceder a escuridão.

Notas finais
SURPRISE BITCHES! Então, eu não tenho muito o que falar não, apesar de toda essa demora. Olha que o capítulo ia conter cenas do episódio 14, aí eu iria direto para o arco do CA 2: Winter Soldier. Porém, eu sei que demoraria demais para escrever, então resolvi postar apenas essa parte. O que vocês acharam? Está bom? Tem muitos erros? E as cenas? Por favor, não surtem e/ou tentem me matar. EU PRECISO ESTÁ VIVA PARA VOCÊS SABEREM O DESFECHO DE TOG, LEMBREM-SE! Bom, eu já estou indo nenês. Beijos de purpurina púrpura mes amours!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.