The Orphan

10 "Just Beginning Part I – Apenas Começando Parte I"


Notas iniciais
O título original é: "Just Beginning Part. I Apenas Começando Parte I" A diferença é que tem o ponto após o "Part", mas o Nyah! não deixou porque já estava longo demais o título. Agradeço muito à Viickyb por ter me mandado tantas sugestões me auxiliando para que a história continuasse. E também pelos reviews que ela deixou na minha outra história "Change Me" que ainda está bem no começo e que não tinha reviews até o momento. Muito obrigada! ;D Gif assustador logo abaixo (medo). Eu me empenhei muito nesse capítulo por isso espero reviews.

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Capítulo 09: "Just Beginning Part. I – Apenas Começando Parte I"


Esse homem carregava-me tão friamente, que fazia-me sentir-se como um saco de batatas. Ele agarrou a corda firmemente e deslizamos, só que pelo nosso peso a corda se soltou da janela e começou a cair, fazendo com que tivessemos que pular da corda. Então, acabamos caindo atrás de um arbusto. Pude sentir a grama molhada e suave, e em meio a dor latejante que acertava minha canela, pude lembrar-me da época que ainda tinha meus pais e que passavamos tardes de Sábado juntos no parque. Quase pude sentir as mãos de meus pais, agarrando as minhas enquanto eu corria para corrermos juntos. Mas, logo retornei a realidade quando o homem pegou-me novamente e arrastou-me até o muro do orfanato. A mulher escalou sem dificuldades e homem seguiu ela e colocou-me em suas costas. Então, ele escalou também junto comigo e logo chegamos ao outro lado, o lado de fora. O lado que eu quase nunca visitava e que agora eu temia. O homem continuou me arrastando, até um grande carro preto que mais parecia uma van. A mulher auxiliou o homem, abrindo a porta e ele jogou-me ali dentro. Haviam dois homens grandes e fortes que conduziam o carro, um no motorista e o outro como co-piloto. Suas expressões eram geladas, quase indecifráveis. Mas, de qualquer modo colocariam medo em qualquer um que os encarasse. Encolhi-me sentido-me completamente indefesa e sozinha. Para onde me levariam? O que fariam comigo? Afinal, por que me queriam? Várias perguntas rodeavam a minha cabeça e rapidamente comecei a me sentir enjoada pela confusão mental e toda aquela movimentação. Fiquei me perguntando se Senhorita Brito não havia estranhado nada até aquele momento... A mulher aproximou-se de mim com sua expressão cínica e começou a me sufocar. Sentia como se meus olhos fossem explodir devido a pressão que era feita em minha garganta, minha boca estava seca e logo meus olhos começaram a lacrimejar. Minha cabeça parecia ser comprimida e não conseguia fechar meus lábios que começavam a formigar. Era angustiante, tentava murmura algo mas era praticamente impossível. Não foi necessário muito tempo de tortura até que tudo começasse a escurecer...

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Minutos, horas, dias ou meses? Eu não tinha a mínima noção do que houvera acontecido comigo. Afinal, para onde haviam me levado? Eu não tinha as respostas e cada vez mais ficava confusa. Apesar de já estar consciente, tudo estava completamente um bréu. Não era possível enxergar nada e era difícil de respirar. A dor em minha canela estava amena, mas ainda latejava um pouco. Quando tentei me mover, não consegui então estava presa mesmo. Do nada, não havia mais escuridão uma luz muito forte fora acendida próxima a mim. Senti-me cega por alguns instantes e pisquei várias vezes até que meus olhos se acostumassem com a luz. Logo, alguém que reparei ser um homem pela fisionomia apareceu encarando-me com os olhos sómbrios que arrepiaram-me. Logo fui tomada pela sensação de querer encolher-me, porém estava amarrada demais a cadeira que estava sentada para poder fazer isso. Não poderia ver seu rosto, pois estava encapuzado. Lógico, se ele fazia parte dos meus sequestradores, ele não poderia mostrar seu rosto para mim... Encarando-o melhor, senti que já havia visto aqueles olhos em outro momento, porém não me recordara. Esse sentimento incomodou-me, até ele começar a falar:
– Sophia Albuquerque. Um belo nome, pena que seu sobrenome a trouxera até aqui. — soltou uma risada baixa e irônica. O que ele queria dizer com aquilo? — Sabe, passamos muito tempo lhe procurando e agora que consigamos tê-la em nossas mãos... — começou a falar, aproximando-se de meu rosto. Pude perceber que seus olhos tem um tom de amendoa. — Não a deixaremos escapar! — terminou, dialogando tão próximo a mim era possível sentir seu hálito fresco batendo em meu rosto.
– Preciso voltar ao orfanato. — murmurei tão baixo, que quase não consegui me ouvir. Não acreditava que havia tido coragem de dialogar com aquele homem misterioso e medonho. Engoli em seco esperando que continuasse falando e rezava para que não tivesse me ouvido, até que ele deu-me um tapa no rosto. Fazendo-me arfar pela dor, meu rosto latejava e queimava. Fora um tapa muito forte. Semicerrei meus olhos enquanto o encarava.
– Aqui você só fala se nós permitirmos. — falou, tomando um tom frio e autoritário. Estava com uma imensa vontade de chorar, mas eu não precisava ser mais humilhada. Mesmo com os olhos marejados, eu o encarava firmemente esperando que continuasse a falar comigo. — Aqui comida e água é recompensa. Se nos ajudar, você sai daqui com vida. Mas, se não... Lápide de indigente ou prefere um córrego? — questionou, dando lugar a um sorriso cínico e tive vontade de morrer naquele momento. Eu era apenas Sophia Albuquerque, a garota órfã de 15 anos e nada mais que isso. O que eu poderia saber de tão importante? O homem saira dali, deixando-me sozinha novamente. Engoli em seco e encarei o chão de madeira escura desgastado. Como eu adoraria estar ao lado dos meus pais, sentido-me protegida e feliz.

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Minha barriga doía e minha cabeça também. 30 minutos após aquela conversa com o homem misterioso, percebi que não estava mais sozinha. Aqueles dois homens grandes e fortes que estavam na direção da van ficavam de olho em mim, para eu não escapar. Minha boca estava seca e meu estômago gritava dentro de mim por comida. Não haveria jeito, eu precisaria implorar ou morreria de fome amarrada naquela cadeira.

– Por favor, eu estou com muita fome. — murmurei, quase sem voz tremendo de medo do que aqueles homens com suas expressões gélidas poderiam fazer. Ambos se entre-olharam e um deles saiu dali desaparecendo pela escuridão. Fora tão fácil assim? Esperei alguns minutos até que o homem retornasse, porém ele não voltara com comida e sim com alguém. Pela sua fisionomia pude presumir que era aquela mulher que me sufocara na van. Logo, ela aproximou-se de mim com sua típica expressão cínica. Ela segurava um pedaço de pão e um pequeno copo de água.

– Soube que vocês estava com fome. Coitada. — falou, dando uma risada irônica. — Acho que as regras já foram ditas à você. Então, pode começar a falar. — continuou, agora tomando uma expressão séria. Pelo menos, ela não parecia ser tão aterrorizante quanto aquele homem que conversa comigo mais cedo. Novamente as mesmas perguntas começaram a rodar em minha mente. O que eu poderia saber de tão importante assim?

– Eu não sei do que está falando. Desculpe-me. — sussurrei, claramente para que ela tivesse chances de me compreender. A mulher semicerrou seus olhos e apertou seus lábios. Parecia estar contendo algum sentimento, quem sabe raiva.

– Pare de se fazer de idiota. Seus pais já estão mortos, não precisa acobertar mais ninguém. Esse seu disfarce de órfã até que te ajudou por alguns anos, mas agora você está aqui e não tem mais escapatórias. — falou duramente e logo comecei a ficar mais confusa ainda.

Notas finais
A história continuará, porém não prometo postar os capítulos em um ritmo que agrade vocês, pois ainda estou com o bloqueio e por isso foi difícil escrever esse capítulo. Mandem reviews deixando suas opiniões, críticas... Tudo é muito importante para mim e adoro ler, apesar de não responder todos os reviews, eu leio todos! Muito obrigada por todos os leitores e principalmente pela Viickyb! ;) ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.