P.O.V. Elijah.

Fazem trezentos anos que ela se foi. O amor da minha vida.

Amara.

Hoje vamos visitar uma de nossas amigas bruxas, uma das descendentes de Amara.

Batemos á porta e ouço a voz de Magda gritar:

—Querida, pode abrir a porta pra mim por favor?

—Claro mãe.

Imaginem a minha cara quando a garota abre a porta. Ela era a cópia perfeita do meu único e verdadeiro amor.

—Posso ajudar senhor?

—Amara. Ainda está viva.

—O que? O senhor está bem?

—Cassie, querida por favor suba e vá para o seu quarto.

—Tá bem mãe, se precisar é só dar um grito.

—Claro querida.

Magda nos convidou a entrar.

—O que vocês estão fazendo na minha casa?

—Nós precisamos de ajuda.

—Não podiam ter usado o telefone?

—Estávamos passando por aqui e decidimos resolver pessoalmente.

—Está bem. Mas, prestem atenção, nada disso deve chegar aos ouvidos da minha filha ela não sabe sobre a nossa linhagem.

—Ela não sabe que é uma bruxa?

—Não.

—Você sabia que ela estava viva!

—Elijah, ela não é a Amara! Amara está morta!

—Essa semelhança é demais.

—Fique longe da minha filha, Mikaelson! Não quero ela envolvida nessa confusão!

—Ela tem o direito de saber!

—Ela é minha filha Rebekah! Ela é tudo o que me resta. Meu marido está morto, minha mãe está morta.

—Rebekah, infelizmente não cabe a nós decidir. E eu entendo a posição de Magda.

—Como assim entende?

—A menina é sua família. E assim como eu faz de tudo para protege-la.

—Bom, já que estão aqui que tal um café?

—Seria ótimo.

—Lembrem-se nenhuma palavra.

—Sim senhora.

—Cassie! Pode descer agora.

—Tá tudo bem mãe?

—Claro querida. Pode colocar a mesa pra mim?

—Sim mamãe.

A garota pôs a mesa para o café. Então um flash veio e eu vi Amara colocando a mesa do café da manhã.

E ao que parece, Cassie também viu.

—Cassie? Cassie? Cassandra!

—Mamãe? O que aconteceu? Porque está gritando?

—Ai, minha filha ainda está tendo aqueles apagões?

—Sim.

—Vou marcar uma consulta no terapeuta.

—Que terapeuta o que! Acho melhor eu ir na Julie.

—Se você quer. Mas, se não der certo vai ao terapeuta sim senhorita.

—Tá bem mãe.

—Sente-se vamos receber bem os nossos convidados.

—Então Cassandra, quando você nasceu?

—Dia 28 de março de 1995.

O dia e o mês de nascimento eram os mesmos.

—Você trabalha?

—Sou garçonete e gerente do restaurante O Rei do Mar. É logo ali descendo a rua.

O ofício também era muito parecido.

—Que carreira pretende seguir?

—Olha, sem querer ser grossa, mas você nem me disse o seu nome e está me interrogando?

—Me perdoe, eu sou Elijah Mikaelson.

—Por acaso nós nos encontramos antes? Você me parece familiar.

—Talvez em uma outra vida.

—É. Pode ser.

Rebekah interferiu.

—Oi, eu sou a irmã do Elijah, Rebekah.

—Oi. Tudo bem?

—Tudo.

Quando elas apertaram as mãos Cassandra deu um tranco e os seus olhos azuis começaram a se mover freneticamente de um lado para o outro.

—Solte.

—O que?

—A mão dela! Solte!

Assim que minha irmã soltou sua mão a jovem Cassandra disse:

—Com licença, preciso de um ar fresco.

—Toda senhorita.

Ela correu pra fora e fechou a porta de correr.

—O que acabou de acontecer?

—Maldito John!

—O que houve?

—O pai dela era um bruxo muito poderoso, mas mau, muito mau.

—E o que tem a ver?

—Ela está manifestando a magia muito antes do previsto!

—Magia?

—Cassie.

—Mamãe, o que tá acontecendo comigo?! Me fala! Por favor, me fala.

—Querida, nós somos diferentes. Especiais.

—Melhor irmos embora Rebekah.

—Não! Fiquem ai, estão envolvidos!

—O que tá acontecendo?

—Querida, você é uma bruxa.

—Uma bruxa? Uma bruxa? Sério, fala a verdade mãe.

—Estou falando a verdade. Somos bruxas.

—Meu Deus! E todo esse tempo, você me deixou pensar que eu estava ficando louca?! Eu pensei que estava perdendo a minha sanidade e depois que eu quase me matei você me fala isso!

As coisas ao redor começaram a levitar.

—Cassie, querida...

Objetos de vidro explodiram gerando milhares de cacos de vidro.

—Não! Você devia ter me contado antes! Eu pensei que iria parar no hospício!

—Querida, por favor. Tentei proteger você, queria que pudesse ter uma vida longe desta confusão.

Magda começou a sufocar e a vomitar sangue.

—E me deixou acreditar que estava ficando louca? Que tipo de pessoa, que tipo de mãe faz isso com a própria filha?!

—Cassie, ouça.

Mais sangue.

—Não! Não quero ouvir!

—Cassie por favor.

—Não!

—Cassandra! Me escute!

Ela olhou assustada para a mãe. E tudo pelo que Magda estava passando simplesmente sumiu.

—Olha, sei que posso ter feito as coisas errado, mas fiz o melhor que pude. Escondi isso de você porque queria que ficasse segura, que tivesse uma vida melhor e por causa do seu pai.

—O meu pai? Ele morreu.

—Não Cassie, John ainda está vivo. Ele é um homem mal, um homem muito mal.

—Ele fez um pacto com o diabo ou algo assim?

—Não, pacto ele não fez, mas ele tirou muitas vidas. Vidas inocentes para trazer os mortos de volta á vida.

—Os mortos podem voltar a viver?! Tipo aqueles filmes de zumbi?

—Mais ou menos isso, mas isso não é natural. Isso é magia das trevas, muito das trevas. O nosso poder é luz, é bondade, ele vem da terra e a terra é boa. A terra é pura.

—E o que tem a ver com eles?

—A mãe deles era uma bruxa muito poderosa. Seu nome era Ester e esses meninos são fruto da magia negra dela.

—O que?!

—Eles são imortais criança, atravessaram gerações. Não envelhecem, não morrem e se alimentam de sangue.

—Tipo vampiros?

—Somos os primeiros da espécie.

—Uau! Mas, porque a imortalidade é ruim?

—Não é natural, eles estão mexendo com o equilíbrio da natureza, estão perturbando-o.

—E a tal Amara?

—Era sua ancestral. E eu a amava mais que tudo no mundo.

—Uau! Isso é romântico.

Ficamos conversando e descobrimos algo surpreendente. Cassie é descendente de um homem chamado Francis Balcoin.

—Balcoin? Os primeiros bruxos a desenvolverem magia negra?

—Sim. Eles mesmos.

—Então eu sou do mal?

—Não, querida. Mas, você é descendente das duas famílias mais antigas da história da bruxaria e querendo ou não você tem magia negra poderosa dentro de você.

—Meu Deus!