The Original

9 Capítulo 10- Um Momento De Fraqueza!


Notas iniciais
Já me perdoaram?? Espero que siim flores lindas.

Bom... Quero dedicar esse capitulo a todas vocês por causa da eterna demora. E especialmente a Phineas pela belissima e surpreendente recomendação. E claro , querooo muitoooo que você me mostre os desenhos da Lizzie. Tenho certeza que ficaram incriveis flor. Mais uma vez me perdoem pela demora.

Boa leitura!

_Lizzie... Fedelha... Lizzie! – Gritei desesperado com a fedelha ainda nos meus braços._ Não faz isso... Eu sou professor de literatura e não médico!?


Subi as escadas com a fedelha que ainda estava desmaiada. Droga! Eu não estava preparado para aquilo. Eu não sabia o que fazer. Já fez alguns minutos então porque ela não acordava? Ainda atordoado chutei a porcaria da porta do quarto e a coloquei com cuidado sobre a minha cama. Tentei dar algumas tapinhas no seu rosto e nada. Hanner me mataria se algo acontecesse a ela. Respirei fundo tentando pensar em algo inteligente.



Mesmo que eu quisesse, o presente bizarro que fez a fedelha desmaiar não saia da minha cabeça. Quem mandaria aquilo para alguém?


Ainda podia lembrar de um pequeno caixão de madeira caído no chão. Dentro dele havia um boneco ensangüentado e sem algumas partes do corpo. E sobre o boneco tinha um papel dourado com os dizeres: “Aqui jaz Bruce Barton”. Não foi isso o que me chocou. Eu fiquei confuso com o que estava escrito em baixo da frase: “Assassina!”. Balancei minha cabeça em negativa. Eu tinha que me concentrar na Stucker agora.


Caminhei ate o meu guarda roupa e tirei meu perfume e uma toalha de lá. Eu tinha visto uma coisa parecida em um filme. Depositei o perfume sobre a toalha e voltei para cama. Aproximei-me da fedelha e pus cuidadosamente a toalha sobre o seu rosto. Ela não reagiu. Pressionei com um pouco mais de força. Ela se mexeu por causa do cheiro forte e de olhos ainda fechados começou a tossir. Eu retirei a toalha e comecei a observá-la atento.Lizzie foi abrindo os olhos lentamente. Os seus orbes negros se encontraram com os meus. Pareciam perdidos, confusos e um pouco assustados. Eu sorri aliviado e em um ato inconsciente passei a ponta dos meus dedos em seu rosto. Era uma forma silenciosa de dizer que eu estava ali e que ela não precisava sentir medo.

Lizzie tentou se erguer um pouco.



_O que aconteceu?- Perguntou com a voz embargada.

_Você desmaiou. – Lembrei temeroso. Tinha medo que acontecesse tudo de novo.


Lizzie encarou o nada por um tempo e depois arregalou os olhos provavelmente se lembrando do seu presente assustador.


_Bruce... — Sussurrou com expressão estranha no olhar.


Depois voltou a se deitar e quando menos esperei a fedelha começou a chorar. E por alguns segundos a sua mascara de garota forte e problemática caiu. Eu apenas a encarei, chocado. Eu também não esperava por aquilo. Droga! Essa fedelha sempre me deixava confuso e de mãos atadas. E pela primeira vez em meus 27 anos eu não sabia o que fazer. Perdido. Era assim que eu sempre me sentia quando estava ao seu lado. Mesmo hesitante e constrangido me aproximei da fedelha e passei os meus braços em volta do seu corpo. Isso era o certo a se fazer, não é?


E para a minha surpresa Lizzie se apoiou em mim. Agarrou-se a minha camisa e desabou. Chorou e soluçou sem parar. Parecia que tinha guardado aquilo há anos. Era como uma espécie de desabafo silencioso. E eu? Eu apenas aguardava em silencio esperando a sua dor passar. Isso durou minutos. Quando finalmente acabou Lizzie continuou apoiada em mim em silencio, pensativa.


_Lizzie... — Comecei um pouco hesitante. Ela não respondeu._Tudo bem?

_Eu... Não sei. – Apertou minha camisa com mais força. _Nick?

_O que?

_Me tira daqui. – Implorou._ Por favor!

_Tudo bem.


Levantei-me um pouco hesitante desencaixando o seu corpo do meu. Lizzie grunhiu como se protestasse, mas não disse nada.


_Eu só... Vou trocar de roupa e a gente vai. – Tentei me explicar e ela assentiu ainda frágil.


***


O caminho ate a entrada do prédio foi calmo e silencioso. Quando finalmente saímos de lá a levei a uma cafeteria e compramos dois cafés e depois rumamos ao nosso destino.


Central Park!


Eu não conseguia ver lugar melhor para um momento como esse. Era para lá que eu sempre ia quando estava triste ou precisava pensar. Para ser sincero, nesses últimos dias, com chegada da Garota Problema e das suas confusões, eu estava visitando mais esse parque do que o meu próprio apartamento. Suspirei depositando minhas mãos nos bolsos do sobre tudo. Lizzie se animou com a minha escolha.

Sentamos em um banco qualquer observando o lugar incrível a nossa volta. Agora de noite o Central Park parecia ainda mais bonito. Não tinha ninguém além de nós dois. O silêncio, a paz. Olhei para cima e fui surpreendido com um floco de neve que caiu sobre o meu nariz derretendo em seguida. Grunhi irritado e Lizzie riu pela primeira vez naquela noite. Mais flocos caíram. Ainda não era a época de nevar, mas aquela devia ser um daquelas horas em que o destino escolhia o momento certo.

Olhei para a Garota Problema pelo canto do olho. Ela ainda se mantinha calada. Nunca pensei que diria isso, mas... Eu me sentia incomodado com suas respostas malcriadas, mas o seu silencio era ainda pior. Essa não era a minha garota problema. Eu precisava fazer isso. Só não sabia como. Precisava ouvir respostas.


PDV Lizzie Stucker


Fiquei brincando com alguns flocos de neve tentando me distrair. Por mais que eu não quisesse, mais cedo ou mais tarde surgiriam as perguntas. E eu não teria como fugir delas. Nick apenas me encarava com uma expressão estranha. Quase que uma luta interna. Talvez estivesse rindo internamente por causa da cena patética de mais cedo. Eu me sentia tão constrangida. Sempre odiei demonstrar fraqueza e sempre odiei que sentissem pena de mim. E agora Nick devia esta me achando uma garotinha fraca e estupida. Eu chutei um montinho de neve, chateada.


_Lizzie... – Começou hesitante.__... Sei que não esta bem, mas... Preciso entender o que aconteceu.

_Como assim?- Me fiz de desentendida.

_Essa noite... O presente estranho, o bilhete, seu desmaio... Porque fizeram aquilo? – Perguntou de testa franzida e fugi do seu olhar. Eu ainda não tinha me recuperado totalmente do susto. _ Ou talvez... quem fez aquilo?

_Eu... Eu não sei. – Encarei os meus pés.

_Lizzie... – Me encarou receoso. Por alguma razão o meu alerta de perigo alarmou. Torci internamente para que não fizesse isso._Quem é Bruce Barton?


Droga, ele fez!


Bruce Barton!-Senti o meu estomago revirar ao escutar aquele nome. Fechei os meus olhos tentando me controlar. Mas foi impossível não sentir a antiga dor junto com a vertigem. Balancei minha cabeça impedindo reviver aquelas malditas lembranças. Elas estavam escondidas na minha memória e eram lá que continuariam. Intocadas, esquecidas. Suspirei fundo e segurei um floco em mão. Nick apenas esperava.


_Nick... Eu não... Eu não quero falar sobre isso. – Lutei contra as palavras, decidida.

_Porque não? – Insistiu.

_Porque não é algo que eu queira ou possa falar.

_Tem alguma coisa haver com o passado?

_Talvez. – Minha voz quase falhou._ Mas é um passado que eu enterrei em um caixão igual aquele e prometi a mim mesma que nunca iria desenterrá-lo.

_Você tem ideia de quem fez aquilo?

_Não, mas você me conhece bem. — Meu rosto endureceu de repente._ Seja quem for vai se arrepender quando eu descobrir.

_Mas você esta bem? – Perguntou pela milésima vez. Respirei fundo e o meu cinismo voltou como arma de defesa.

_Eu não lembro de estar doente para você me perguntar se estou bem. – Rebati mal criada.

_Então...Lizzie Stucker finalmente voltou! – Nick riu. Riu? Eu nunca o vi fazendo isso antes. E ele nem parecia estar chateado pela minha resposta. Cuma??

_Você esta bem? – Lhe mandei um olhar bizarro. Ele riu de novo. Aquilo estava ficando assustador.

_É bom te ver de volta, fedelha.

_É o que dizem sobre a vida. – Dei de ombros. Ele me encarou confuso. No fundo sabia que eu estava tramando algo.

_E o que dizem sobre a vida? – Cruzou os braços, preocupado.

_Completa vai. Vivendo e... — Juntei um montinho de neve nas mãos.

_Aprendendo? – Nick estava realmente preocupado.

_Não. – Me levantei com um olhar malicioso. Ele abriu um pouco a boca por causa do meu olhar felino._ Vivendo e...Aprontando todas. – Então enfiei a bola de neve com tudo na sua boca. Ele levou minutos para se recuperar.

_Não devia ter feito isso , Stucker. – Ele se levantou me desafiando.

_Vai fazer o que, Hudson? – Também o encarei.

_Tenho passado tempo demais com você.


Então ele se abaixou em um movimento rápido e formou uma bola de neve com as mãos. Quando tentou me acertar abaixei bem a tempo. Depois corri. Eu não tinha medo dele, mas decidi que me permitiria abaixar a guarda. Aquilo estava longe de um inicio de amizade, mas foi isso que ouvi falar sobre guerras. Dizem que guerra não é a resposta. Mas às vezes é uma batalha só para manter a paz. E era disso que eu precisava. Por enquanto!


PDV Autora


Um celular vibrou dentro de um carro parado em frente ao prédio. A pessoa estava ocupada demais para atender. Apenas observa através do vidro preto do carro uma garota ruiva e um homem grandão brincando de guerra de neve. O celular continuava insistente então ele atendeu. Não gostava de ser incomodado enquanto trabalhava.


_Fez o que eu pedi? – A voz do outro lado o assustou. Odiava sentir aquilo. Os calafrios!

_Sim, ela recebeu a caixa.

_Ótimo! Tenho um outro trabalho para você.

_Ela ...Não esta sozinha. – Olhou novamente sobre o vidro.

_Eu estou vendo. Eu vejo tudo. – Aquilo o incomodou. Então também estava por aqui?

_O que quer dessa garota?

_Algo que você não poderia me dar. Apenas faço o que eu mando. – E desligou o telefone.

Notas finais
O que acharam? Posso demorar um pouquinho . Dessa vez é só um pouquinho mesmo rsrs. Mas logo , logo posto. Ate o proximo e um grande beijo da Geek.

XoXo Geek M.