The Only One
2 Cap. II — I Hate Myself For Loving You
Notas iniciais
1º - Eu não sei aonde essa história vai dar. Talvez acabe no próximo capítulo ou vá até o capítulo 50, sei lá. Por isso não faço ideia se será atualizada com frequência. Está sem planejamento, porém não significa que não será boa.
2º - É Faberry, cara. Sim, temos uma Quinn punk e acontecimentos Faberry. Se Sam irá voltar? Talvez.
3º - Para o capítulo de hoje, teremos um clássico da diva do rock, Joan Jett, que dá nome ao capítulo: I Hate Myself For Loving You, e aqui está o link: http://www.youtube.com/watch?v=IlXIk2KJtms
4º - Desculpa interromper a leitura de vocês com essas chatices, mas voltemos a história, e espero que gostem dessa continuação!
Quinn Fabray não foi vista durante o resto das férias de verão. Nenhum membro do Glee tinha ouvido notícias dela, e para uma cidade do tamanho de Lima, aquilo significava que ela tinha realmente desaparecido do mapa. Os poucos que a procuraram de verdade, que iam a casa dela para descobrir onde diabos ela andava, acabavam com a mesma resposta, que a mãe dela sempre dava:
— Ela não está, desculpe.
Judy Fabray sentia-se culpada por ter deixado a filha sozinha por tanto tempo para trabalhar. Se a tivesse mantido, de certa forma, “presa” em casa, não lidaria com esses problemas de desaparecimento de Quinn durante julho e agosto. A Quinn que raramente passava em casa não era a Quinn fofa e feliz que encontrava todos os dias ao chegar tarde depois de um dia inteiro de trabalho. Era uma garota totalmente diferente, fria e intensa, que não agüentava um único comentário sem responder-lhe sarcasticamente.
Mas Quinn Fabray não estava dando à mínima para o que os membros do Glee ou sua mãe pensavam ou do que ela estava fazendo. Aprendera, depois da partida de Sam, seu melhor amigo, que nada dura para sempre, e que ela deveria achar quem ela era o mais rápido possível. Afinal, depois de dois anos sofridos no McKinley High, ela finalmente encontrara algumas pessoas com quem compartilharia suas dores, sem precisar ser julgada, e acabar com elas do melhor jeito: virando uma total vagabunda.
O primeiro dia de aula dos alunos da McKinley High começara com uma surpresa imensa. Todos comentavam onde estaria Quinn Fabray, a líder de torcida que ficara grávida, que voltara com tudo no ano anterior, mas que perdera a coroa de rainha do baile para um dos amigos gays do Glee Club. Todos queriam saber por que ela nunca era vista durante as semanas quentes dentre julho e agosto. Todos adorariam saber o motivo do sumiço repentino dela logo após a partida de Sam Evans.
Do mesmo jeito que estavam os alunos fora do Glee Club, estava os de dentro, Rachel principalmente. Ela ficara encarregada de cuidar de Quinn, missão designada a ela por Sam quando fora embora, porém jamais encontrava a ex-líder de torcida quando ia a casa dela ou procurava nos locais que todos iam. Quando Sam ligava, ela tinha que fingir que havia visto Quinn mais cedo e forçava uma risada, inventando coisas que elas tinham feito juntas. Estava péssima mentindo para o garoto e por isso tinha que encontrar logo Quinn para pedir-lhe explicações sobre seu sumiço.
— Cara, você viu a Quinn Fabray? — Rachel ouviu um sussurro logo atrás dela enquanto arrumava seu armário durante o intervalo para o terceiro tempo.
— A líder de torcida grávida? — o outro garoto perguntou curioso.
— Sim. Cara, ela tá muito gata! — exclamou o primeiro, muito animado. — Toda punk, sei lá, com uma atitude bad boy. E gostosa.
Rachel revirou os olhos, no entanto continuou com o rosto dentro do armário, prestando atenção na conversa dos meninos.
— Dizem que ela se isolou da sociedade para andar com as Skanks — disse o segundo com um ar de sabe-tudo.
— Uau, então ela provavelmente deve estar agora embaixo das arquibancadas fumando maconha — riu o primeiro garoto.
A morena ouviu o armário ser fechado e os garotos saírem, ainda comentando o visual de Quinn. Sua boca se entreabriu de espanto. Fechou seu armário também. Estava pronta para matar a próxima aula para encontrar com Quinn atrás das arquibancadas, mas antes que voltasse a caminhar prontamente pelo corredor, uma garota que ela demorou a reconhecer invadiu-o.
Rachel se lembra de ter ficado totalmente paralisada ao ver uma Quinn Fabray em que nada parecia com a do ano anterior. Seus cabelos permaneciam curtos, porém agora o loiro natural era substituído por um tom róseo. Suas roupas... Não eram mais vestidos floridos e botas vintage, e sim uma saia que ia até o chão e uma blusa que deixava à mostra metade de seu abdômen. Ela caminhava por entre os alunos com o mesmo ar de superioridade dos anos anteriores, mas agora vinha acompanhado de outra coisa... Agressividade. Fúria. Raiva. Quinn Fabray assustava as pessoas por onde andava, e Rachel tinha medo do que poderia ter acontecido com ela.
Demorou alguns segundos para que as pernas de Rachel voltassem ao seu controle, pois estavam totalmente bambas. Ela olhou para Puck, do outro lado do corredor e igualmente impressionado, contudo, quando seu instinto natural foi de ir atrás da nova Quinn Fabray, a sineta tocou, e Finn apareceu magicamente ao seu lado, pronto para levá-la para a aula.
Reencontrar Rachel Berry no corredor do colégio, olhando para ela com cara de espanto, particularmente doeu em Quinn. Ela sabia que teria de rever aqueles olhos castanhos um dia ou outro, mas não esperava ser daquela maneira. Toda vez em que sua mãe lhe dizia que uma “judia baixinha” havia procurado por ela durante o verão, seu coração disparava e ela não sabia o que fazer. Esperava que, nos poucos momentos que estava em casa, Rachel poderia tocar a campainha, tentando cumprir a promessa que ela fez a Sam. Ela iria sorrir surpresa com seu novo visual, e tentaria fazer com que se sentisse melhor.
Mas não. Quinn nunca esperou Rachel voltar. Toda vez que ouvia sua mãe falando dela, uma raiva desconhecida vinha, e ela se lembrava do dia em que Sam fora embora, quando Rachel entrou naquela camionete estragada de Finn e preferira ficar com ele, sabendo muito bem que Quinn estava ferida e sentindo-se sozinha. Odiava Rachel Berry por fazê-la sentir-se daquela maneira.
Então, enquanto sua mãe fazia qualquer refeição, distraída na cozinha, Quinn pulava a janela do quarto para perambular na rua e encontrar-se com as Skanks, suas melhores amigas desde que Sam se fora. Na maioria das vezes, elas iam a um bar fora da cidade, chamado Hell House, para beber e fumar com os vagabundos de Lima.
Mack, a líder das Skanks, idolatrava o jeito que Quinn mudara rapidamente. Quando fora para lá pela primeira vez, Quinn bebeu muito além do necessário, e acabou sendo deixada em casa por Mack. No entanto, uma ou duas semanas depois, ela já tomara o dobro que tomara no primeiro dia e não sentia praticamente nada.
Agora, quase dois meses depois da sua união às Skanks, Quinn tinha um olhar assassino no rosto toda vez que alguém tentava entrar em contato visual com ela. Exalava raiva e revolta, e queria que todos soubessem o quanto descobrira sobre si mesma durante o verão. Queria que todos soubessem o quanto mudara; que não se importava mais com o que ninguém pensava ou deixava de pensar dela. Aquela era uma nova garota, uma Quinn verdadeira.
E para deixar de ser a Quinn amável de todos, ela tinha que terminar assuntos sobre coisas pelas quais não se interessava mais.
— Mr. Schuester? — chamou Quinn à porta da sala do professor de espanhol, naquela voz rouca e sexy que adquirira durante as férias. — Posso falar com você um minuto?
— Claro... Quinn. — Mr. Schue encarou a aluna de cima a baixo, ficando educadamente surpreso com o novo visual da garota. — O que quer?
— Estou fora do Glee — anunciou ela com superioridade. — E eu não vou voltar mais.
Will engasgou com um gole café, mal tendo tempo para chamar Quinn, que já saía da sala decidida.
Pronto. Fizera o que mais doeria fazer. Saíra do Glee Club. Não devia satisfação para ninguém do por que daquilo. Era uma coisa que Mack exigira, e Quinn passara noites em claro tentando ver se aquilo era uma coisa boa para ela. Decidiu que era. Não precisaria encarar Mr. Schuester nem ouvir suas preleções sobre Journey ou Finn e suas músicas sobre querer Rachel enquanto ela estava com outra pessoa. Melhor: não tinha mais nenhuma obrigação com Rachel Berry e sua voz estupidamente agradável de ouvir.
Voltou a andar pelos corredores com aquele ar superior e de fúria que aprendera durante as várias noites no Hell House. Intimidar os garotos da McKinley High era muito melhor do que pôr medo naqueles bêbados do bar. De alguma forma, dava um prazer imenso a Quinn fazer aquilo. Ela sorriu agressiva enquanto caminhava pelo campo de futebol em direção à parte de trás das arquibancadas, onde as Skanks a esperavam.
— Quinn... — A garota ouviu um sussurro vindo de trás dela durante um trago de cigarro que Ronnie oferecera. As Skanks fitaram com desgosto a menina que estava chamando Quinn, o que a fez se virar, rindo das expressões delas.
Seu sorriso sumiu.
Era Rachel.
Mas não era uma Rachel qualquer. Era uma Rachel triste, com um olhar distante, num ponto além dos cabelos róseos de Quinn. Só de olhá-la, quebrou seu coração. Contudo, não poderia transparecer isso. Manteve um sorriso irônico no rosto, por mais que seus olhos dissessem o contrário.
— Quinn, me perdoe. Eu... Eu deveria ter ido à sua casa mais vezes, porém toda vez que eu ligava ou aparecia por lá, você estava com suas novas... — Rachel analisou as Skanks com os olhos — amigas, em algum lugar que eu nunca soube onde era.
— E ainda bem que não descobriu. — Sheila revirou os olhos, rindo. Quinn a mandou calar a boca com um olhar.
— Eu peço perdão por não ter te dado apoio necessário para superar a partida de Sam, Quinn — disse Rachel, e seus olhos brilhavam de lágrimas.
Quinn abriu a boca, mas não falou nada. Ela queria muito não se importar com Rachel Berry, queria mesmo ignorar tudo que sentia por ela, porém sabia que não conseguia. Durante as férias, distanciara de tudo para poder lidar com o que sentia — o que Rachel a fazia sentir —, no entanto, a única coisa que fez foi distanciar os problemas cada vez mais. Temia por aquele primeiro dia de aula, temia mais do que perder a vida, por que sabia que, ao encontrar aquela judia pequena com nariz grande e metida a diva, todos aqueles sentimentos voltariam com força. Tudo o que ela fingia ser durante o verão desmoronaria ao estar perto de Rachel Berry.
— Sam já foi Rachel — retrucou Quinn, colocando o quanto de frieza ela poderia pôr numa frase.
— Volte pro Glee, Quinn — pediu Rachel abertamente, fazendo a garota estacar por um tempo. — Precisamos de você, Quinn. Eu preciso de você.
O ar dos pulmões de Quinn se esvaiu. Rachel precisava dela. Rachel a queria perto. Rachel estava implorando para que ela voltasse. Ela passou a língua pelos lábios, claramente indecisa. Maldita Rachel Berry e sua voz doce e melosa! Odiava aquela garota tanto, mas tanto, seria por isso que não conseguia parar de pensar nela?
— Bem, se não quiser agora... — continuou Rachel ao reparar que Quinn não falaria nada — volte quando quiser, quando estiver pronta. Eu sinto muito mesmo, Quinn, espero que me perdoe.
Rachel tropeçou em algumas pedras, mas saiu debaixo da arquibancada, e Quinn conseguiu enxergar um lastro de lágrima passando pelo seu rosto. As Skanks começaram a rir de Rachel, porém Quinn apenas concordava, sem realmente ouvir. O que tinha naquele corpo tão pequeno para deixá-la tão frágil? Por que em todas as vezes que se aproximava de Rachel, toda a muralha, construída durante anos ao redor de seu coração, desmoronava em menos de cinco segundos? Por que ela era a única pessoa com quem não conseguia parar de se importar?
Quinn teve um encontro breve com Santana e Brittany antes de ir para o quinto tempo no campo de futebol. Até lá, retomara sua pose maligna e poderosa, respondendo a cada palavra doce de Brittany e o mais doce que Santana poderia chegar com sarcasmo e ironia. Ao sair do campo, não conseguiu olhar para trás. Sabia que as duas estavam observando com incredulidade aquela garota que, três meses antes, ria com elas em Nova York. Pois bem Santana, pensou Quinn ferozmente, aquela garota não existe mais. E ela não vai voltar atrás.
Rachel chorava no banheiro feminino escondida. Nunca fora de fazer isso, mas Quinn Fabray estava lhe causando calafrios. A maneira como ela fora tratada pela garota... Rachel odiava ver Quinn tão triste. Ela poderia ter feito muitas coisas, mas Quinn não era má. Pôde ver em seus olhos o desespero cego que ocorria dentro daquela cabeça agora tingida. De alguma forma, a dor que a ex-loira sentia parecia pertencer a de Rachel. Tomara a dor de Quinn como própria por que se sentia culpada.
Sabia que havia feito aquilo acontecer, só não sabia como. Os últimos momentos que tinha tido com Quinn fora no dia anterior à partida de Sam, mas não era nada demais. Apenas ajudara o garoto a cantar uma música para Quinn, para que ela jamais se sentisse sozinha. Aparentemente, a garota esquecera-se da canção, pois Rachel via nos olhos de Quinn uma solidão arrebatadora.
Perguntou-se se Sam ligara para Quinn a fim de saber novidades dela. Ou Quinn havia comprado um celular novo e ignorara as ligações recebidas do Kansas ou ela simplesmente atendia com uma voz feliz e contava mentiras sobre como o relacionamento das duas estava indo bem, assim como ela. Pensar na última opção fez Rachel sentir pior do que já estava.
A morena respirou fundo, saindo do box e olhando-se no espelho. As olheiras estavam enormes; ela não poderia encontrar com Finn daquela maneira. Embora estivesse pouco ligando para Finn, ele ainda merecia o melhor dela. Não entendia, mas ver Quinn de novo fez com que o coração palpitasse e sua respiração ficasse acelerada. Ela tinha se concentrado com todas as forças do mundo para fitar os olhos dela, não seus abdomens, que eram muito mais sensuais que os de Finn.
Rachel franziu a testa, ignorando o pensamento. Colocou o melhor sorriso no rosto e saiu do banheiro, pronta para encontrar o namorado no quinto tempo.
— Vai, vai, vai! — gritavam os bêbados para Quinn, animados.
Quinn sorriu a todos e tornou seu copo de vodka pela décima vez. Como sempre, os sentidos estavam em perfeito estado. Ela ergueu os braços vitoriosamente ao terminar de tomar a bebida, arrancando aplausos das Skanks e do público bêbado.
Num estágio máximo de agitação, Quinn praticamente esquecera que vira Rachel Berry poucas horas antes. No Hell House, pensou Quinn, é claro que se esqueceria das coisas. Aquele bar na saída de Lima fora feito para perder a memória, e ela havia apreciado essa qualidade dele o verão inteiro. Não faria mal algum comemorar o início das aulas voltando lá.
Uma banda trash começou a tocar um rock péssimo quando os boêmios se dispersavam da mesa de Quinn e das Skanks. Mack brindou-as com mais uma dose de vodka e a primeira rodada de cigarros da noite.
— Caramba Quinn, não sabia que agüentava tanto — comentou Ronnie impressionada.
Quinn deu de ombros. Não se importava com a aprovação daquelas garotas. Bebia porque estava cansada de sua vida e estava pronta para qualquer outro desafio. Queria tentar, queria se renovar, queria esquecer...
Suspirou. A dor no coração começava a superar a dor física que a bebida estava causando. Odiava Rachel Berry. Era isso. Odiava Rachel e por isso não conseguia parar de pensar nela. Queria um bom plano para se vingar dela. Por isso pensara nela o verão inteiro e seu coração batia forte quando a vira mais cedo.
— A quem estou enganando? — murmurou para si durante um solo particularmente ruim de um dos guitarristas da banda. As Skanks riam e jogavam latas de cerveja vazias no nele.
Amava Rachel Berry, pensou contrariada. Amava aquela garota irritante, amava a forma de ela sempre lhe querer bem, amava poder observá-la durante as aulas desperdiçando seu amor com Finn Hudson. Só poderia ser isso. Amava-a, e odiava a si por amá-la.
— Ei, Quinn, vai lá! — exclamou Sheila após elas conseguirem expulsar a banda horrorosa do palco.
Quinn arqueou as sobrancelhas sob os cabelos rosados. Tomou um longo gole de vodka antes de dizer algo.
— O quê?
— Ora, você canta — apontou Mack, passando os dedos lentamente pela borda do copo. — E toca. Não é possível que só saiba músicas do Journey.
A garota riu, tragando um pouco de seu cigarro. Depois que resolvera ter apenas uma amizade com Sam, ele lhe ensinara a tocar violão e conhecera o maravilhoso mundo do rock and roll. Apaixonara-se por Joan Jett e sabia todos os perfeitos solos que a guitarrista fazia.
— Claro que não — retrucou, sua voz fria e sensual acentuando.
— Então suba lá — desafiou Mack.
Quinn passou a língua pelos lábios, sustentando o olhar da líder das Skanks. O que mais sentira falta nas férias fora cantar. Com Sam indo embora, ela teve que se virar sozinha para aprender outras manhas para tocar guitarra. Poderia ver se ainda detonava.
Virou o resto da vodka em seu copo na boca, se levantando.
— Ei, Jack! — gritou, sua voz se sobrepondo a todas as outras do bar. O barman levantou os olhos, procurando quem lhe chamara. Ao identificar Quinn, sorriu. — Leve para o palco meu Johnny Walker! Vou acabar com essa casa naquele palco.
Ela se movimentou rapidamente, surpreendendo os bêbados. Pegou a guitarra que um dos caras deixara ao fugir e postou-se no meio do palco, ajustando o microfone e afinando-a. Jack deixou a garrafa de uísque aos pés de Quinn e entregou-lhe um copo, que ela virou em segundos.
— Valeu Jack — agradeceu Quinn ao microfone, encarando sua platéia perplexa. — E aí gente, sou a garota que tomou dez doses de vodka em um minuto.
— Vai beber mais?! — perguntou um dos boêmios.
— Não. Vou cantar.
Quinn começou a dedilhar a guitarra. Inconscientemente havia escolhido aquela canção. Não tinha como voltar atrás. Logo, já estava incitando o público a bater palmas para que ela continuasse.
Midnight getting uptight, where are you
You said you'd meet me now its quarter to two
I know I'm hanging but I'm still wanting you
Hey jack it's a fact they're talking in town
I turn my back and you're messing around
I'm not really jealous don't like looking like a clown
Quinn se lembrou do dia em que se unira às Skanks. O dia em que prometera a Sam que tudo ficaria bem porque teria Rachel, quando na verdade aconteceu o contrário. Só foi ver Rachel de novo após quase dois meses. E a odiava por ter escolhido Finn ao invés dela.
I think of you every night and day
You took my heart then you took my pride away
I hate myself for loving you
Can’t break free from the things that you do
I wanna walk but I run back to you that's why
I hate myself for loving you
“Pare de se enganar, Quinn”, uma voz sussurrou em sua cabeça. “Não adianta. Está apaixonada por Rachel Berry”. No entanto, Quinn ignorou os sussurros e cantou com ódio; uma fúria gritava nas suas entranhas. Encarou um bêbado que queria beijar seus pés com um prazer selvagem. Se for para incorporar Joan Jett, que fizesse ao seu jeito.
Daylight spent the night without you
But I've been dreaming about the loving you do
I won't be as angry about the hell you put me through
Hey man bet you can treat me right
You just don't know what you was missing last night
I wanna see your face and say forget it just from spite
Quinn executou um solo perfeito, ganhando mais aplausos e gritos histéricos. Mack a observava com desejo. Tinha ficado com ela algumas vezes, porém deixara claro que não queria nada, que jamais iria querer alguma coisa. De certa forma, estava esperando Rachel. Maldita Rachel Berry, xingou mentalmente, cantando com mais ódio que nunca imaginou ter em seu corpo. Nunca aproveitaria a vida se não conseguisse livrar-se dela.
I think of you every night and day
You took my heart then you took my pride away
I hate myself for loving you
Can’t break free from the things that you do
I wanna walk but I run back to you that's why
I hate myself for loving you
I think of you every night and day
You took my heart then you took my pride away
I hate myself for loving you
Can’t break free from the things that you do
I wanna walk but I run back to you that's why
I hate myself for loving you
I hate myself for loving you
I hate myself for loving you
Quinn terminou a música eufórica. As Skanks jogavam cerveja em quem se atrevesse a vaiar ou atacar o palco. Mr. Schue jamais apreciaria o que havia acabado de fazer, imaginou Quinn. Ela sorriu vitoriosa, tacando a guitarra no chão e pedindo mais gritos. Pegou o Johnny Walker que Jack deixara ali e tornou a garrafa na boca, sentindo o uísque derramar pelo seu pescoço.
Ela sacudiu a cabeça para deixar o efeito do uísque pior e desceu do palco num palco, rindo estupidamente e limpando o líquido do rosto. Seus olhos pararam na pequena garota na sua frente, impedindo-lhe o caminho.
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