The Only Kiss
1 Capítulo único
Notas iniciais
Kiss, bea
Hermione tinha se conseguido afastar do Harry e do Rony que estavam a encher a cabeça da morena para esta ajuda-los na estúpida tarefa que o Snape lhes dera. Desde que a guerra terminara que tudo estava em paz, Hogwarts tinha se erguido das cinzas e agora todos os alunos estavam a terminar os anos que tinham deixado para trás. A guerra tinha deixado muitas baixas, mas todas elas eram recordadas com amor e alegria, todas menos as dos comensais.
Aquela dia estava quente fazendo com que a Hermione encaminhasse para os jardins de Hogwarts, para perto da árvore onde ela sempre ficara, pelo menos desde que descobrira a árvore. Era um bom lugar para estudar, era um bom lugar para Hermione estar em paz sem ser incomodada constantemente pelos os seus amigos e colegas.
Sentou-se sentindo assim a sua relva por baixo de si, com os joelhos encima pousou o livro castanho de capa dura e já velha nestes pronta para começar a ler pela sétima vez “Hogwarts: Uma historia”.
Hermione estava tão entretida na sua leitora que não percebeu o tempo a passar e só despertou para a realidade quando uma quaffle embateu na sua cabeça fazendo com que esta gemesse de dor com a força submetida naquele ato.
Ouviu passos aproximarem-se do sitio onde ela se encontrava, percebia que corriam para aquele local, de certeza que vinham buscar a estúpida bola, isto é, a estúpida quaffle. Tinha se passado 8 anos e mesmo assim Hermione não se conseguia habituar ao desporto dos bruxos: o quidditch.
-Desculpa, nós não vimos que estava aí al…
-Granger?! — pergunta incrédulo Malfoy quando se apercebe quem é que atingiu.
-Malfoy? Claro, só podias ser tu atingir-me. — fala Hermione sem poupar o sarcasmo.
Draco ficou em silencio não conseguindo encontrar palavras para responder á sabe-tudo, agarrou na quaffle pronto para partir antes disso tinha que dizer alguma coisa á Granger, mas não sabia bem o que. Não sabia bem como poderia dizer as palavras que ele nunca dissera a ninguém.
Draco estava parado em frente da Hermione e esta olhava para ele com um olhar estranho, confuso mas ao mesmo tempo desconfiado pronta para se proteger se fosse necessário.
Olhou as horas e exclamou logo de seguida chamando assim atenção de Draco:
-Oh meu Merlim!
Hermione levantou-se de repente pronta para correr em direção ao Grande Salão para assim poder jantar com os seus amigos, mas foi impedida quando uma tontura dominou a mente da bruxa. A tontura foi tão forte que foi capaz de desequilibrar a morena e se Draco não a tivesse pegado esta tinha caído no chão.
Surpresa, Hermione olha nos olhos de Draco que também procurava os olhos da morena.
-Estás bem? — pergunta Draco sendo pela primeira vez gentil com a sabe-tudo.
-Porque te preocupas? — pergunta em resposta Hermione, a resposta que é ela queria que saísse rude e torta acabou por sair num sussurro e numa voz calma.
-Bates-te com a cabeça com força, consegues andar? — pergunta Draco ignorando completamente a pergunta de Hermione como se não quisesse realmente responder.
Hermione estranhando tudo aquilo acenou para Malfoy não sabendo o porque de não o ter mandado dar uma volta.
Apoiada no Malfoy com algum medo de vir mais alguma tontura os dois encaminharam-se para a enfermaria sobre os protestos da morena. Alguns alunos que por ali passavam achavam estranho toda aquela aproximação dos dois inimigos, não estavam habituados, vá pronto que quando a guerra acabou Harry Potter e Draco Malfoy já não se insultavam e discutiam no meio do corredor, mas isso não queria dizer que o ódio entre a Granger e o Malfoy tinha acabado porque era quase impossivel um ódio de 7 anos ter acabado.
-Senhora Pomfrey. — chama Malfoy assim que entrou na enfermaria.
Desde que a guerra terminou que a enfermaria é muito pouco utilizada, apenas precisam da Senhora Pomfrey quando á algum incidente na aula de vôo ou até mesmo na aula de Duelos, mas normalmente é muito raro isso acontecer.
Rapidamente a mulher apareceu com a sua já conhecida bata branca.
-O que aconteceu? — pergunta a Pomfrey admirada ao ver a Granger apoiada no Malfoy.
-Eu e mais alguns alunos estávamos a jogar Quidditch e sem querer a quaffle acertou na Granger. Ela ao levantar-se sentiu uma tontura por isso obriguei-a a vir a enfermaria. — explica Malfoy resumindo assim tudo aquilo que aconteceu.
Pomfrey olha desconfiada para o Malfoy para de seguida assentir como se disse-se que aceitava aquela desculpa.
-Pode deixa-la aqui. — informa Pomfrey conjurando uma maca na frente do casal.
-Podes ir. — afirma Hermione quando já estava devidamente sentada na maca.
Malfoy olhou incrédulo para Granger como se aquilo que ela acabara de dizer fosse uma loucura e falou:
-Eu fiz-te isso e fico para saber como te sentes.
Hermione estava pronta para dizer uma coisa, mas foi interrompida com a chegada da Senhora Pomfrey que olhou de uma maneira esquisita para Draco para de seguida lhe perguntar:
-O que ainda faz aqui?
-Eu vou ficar aqui até saber que ela está bem. — responde Draco repetindo assim a resposta que dera á segundos atrás á Hermione.
-Não me atrapalhe então. — pediu Pomfrey pronta para ignorar a presença do aluno.
Draco revirou os olhos não passando despercebido á Hermione que soltou um pequeno sorriso ao ver aquela atitude infantil por parte do loiro.
-Sente dores de cabeça? Tonturas? — pergunta Pomfrey começando assim o interrogatória que fazia sempre que um aluno ia para ali.
-Não e não. — responde calmamente Hermione sabendo que aquilo não poderia demorar muito tempo.
-Vomitou quando vinha para cá? Enjoos? — interroga Pomfrey.
-Não e não. — responde Hermione tentando ignorar a presença de Draco que dava para ver que estava aborrecido.
-Muito bem, eu vou buscar gelo e colocara no local do embate, daqui algumas horas poderá sair daqui. — informa Pomfrey retirando-se logo de seguida lançando uma vez mais um olhar esquisito para Malfoy.
-Estavas a mentir não estavas? — pergunta Draco assim que se aproximou de Hermione o suficiente para ninguém ouvir o que era ali dito.
-Do…Do que falas? — pergunta Hermione mostrando o quão nervosa estava com a proximidade do loiro.
-O interrogatório da Pomfrey tu mentiste sobre as tonturas e os enjoos. — esclarece Draco continuando na mesma posição fazendo com que o seu hálito de menta fosse embater no rosto de Hermione que teve que lutar para não fechar os olhos.
-Porque…Porque dizes isso? — pergunta Hermione novamente nervosa.
-Porque eu estava contigo quando tiveste a tontura e quando ficas-te verde que parecia que ias vomitar e tu também mentes muito mal. — fala Draco como se fosse muito normal estar a dizer aquilo.
-Não minto nada! — exclama Hermione querendo-se defender daquela última observação do Malfoy.
-Mentes sim, quando mentes tu franzes as tuas sobrancelhas deixando assim esta parte da testa enrugada. — afirma Draco acariciando a parte da testa a que ele se referia que naquele momento estava enrugada fazendo com que Hermione se apercebesse que estava realmente a mentir.
-Como sabes isso? — pergunta Hermione ao perceber que nem os seus melhores amigos sabiam isso.
-Não necessitas de saber isso. — responde simplesmente Draco antes de se afastar de Hermione.
-Quando tem haver… — falava Hermione enquanto se levantava com o intuito de avançar na direção de Draco que foi mal sucedida quando uma nova tontura lhe dominou fazendo com que Hermione tivesse que apoiar-se na maca.
-Menina Granger, disse-me que não tinha tonturas. — fala Pomfrey chegando naquele momento e vendo a Hermione agarrada á maca.
-É verdade. — declara Hermione querendo defender-se.
-Menino Malfoy, por favor diga-me a Menina Granger teve tonturas quando vinha para cá? — pergunta Pomfrey virando-se na direção de Malfoy ignorando assim aquilo que Hermione acabara de dizer.
-Uma, quando se levantou. — responde Draco enquanto vê Hermione a fazer repetidamente vários movimentos com as mãos sem este entender nenhum deles.
-Vomitou ou enjoou? — pergunta Pomfrey enquanto estudava as expressões de Draco para saber se este mentia.
-Enjoou, pensei até que ia vomitar. — responde Draco não conseguindo evitar em sorrir com a sua última observação.
Pomfrey assim que acaba o interrogatório a Draco que foi completamente sincero, virasse para Hermione e ordena sem esta estar á espera:
-Deite-se.
-O que me vai fazer? — pergunta Hermione imaginando até a levar uma injeção daquelas bem grandes.
-Esteja descontraída, Draco aplica o gelo na zona do embate que eu vou buscar uma poção para a Hermione tomar. — informa Pomfrey entregando o gelo a Draco para de seguida desaparecer, uma vez mais.
Draco sabendo aquilo que tinha a fazer, aproxima-se de Hermione que estava deitada de frente para si e com cuidado com os olhos postos no rosto de Hermione, Draco aplica o gelo na zona de embate tendo o cuidado para não aplicar muita força na zona.
-Au. — sussurra Hermione ao sentir o frio que o gelo proporcionava na parte de trás da cabeça.
-Desculpa. — pede Draco enquanto se senta na cadeira que se encontrava encostada á maca.
-Não faz mal. — responde Hermione não conseguindo perceber o que estava acontecer ali.
Não sabendo quando é que se deu aproximidade ou até mesmo a junção dos dois corpos, mas quando se viram os lábios de um e os lábios do outros estavam juntos e naquele momento estavam a beijar-se como se não houvesse amanhã.
Draco já se tinha esquecido do gelo assim como Hermione já se tinha esquecido onde estava e juntos batalhavam uma guerra onde ninguém podia vencer, uma guerra que já estava perdida para os dois lados.
As línguas tocavam-se de uma forma desesperada, exploravam a boca um do outro como se procurassem um tesouro que procuravam á bastante tempo. Canela com menta, morango com alecrim… Os sabores eram variados mas parecia que o casal não se preocupava com isso, nem com isso nem com o ar que lhes começava a faltar.
Separaram-se por culpa da falta de ar mas mesmo assim ainda ficaram juntos, com as testas coladas como se não estivessem em Hogwarts e eles não fossem os supostos inimigos mortais.
Antes de se afastar, Draco deixou um beijo na testa de Hermione que fechou os olhos para apreciar melhor aquele gesto.
-Aconteceu alguma coisa? — pergunta Pomfrey aparecendo do nada e encontrando os dois jovens corados.
-Nada. — responderam os dois jovens ao mesmo tempo se olharem um para o outro.
Draco levantou-se e falou logo de seguida:
-Tenho que ir, já estou atrasado para um compromisso.
-Mas não ia esperar pela Menina Granger? — pergunta Pomfrey estranhando tudo aquilo.
-Eu tenho mesmo que ir. — fala Draco antes de sair da enfermaria sem dizer mais nada ou se quer olhar na direção de Hermione.
Pomfrey olha para Hermione para de seguida estender-lhe um recipiente que continha um liquido azul escuro, que Hermione sonhava nem se quer provar, mas não era bem isso que iria acontecer.
-Beba tudo. — ordena Pomfrey quando vê Hermione afastar o recipiente assim que o cheiro horrível que saía deste entrou-lhe nas narinas.
Engolindo em seco, Hermione olha para o recipiente e já estava pronta para dar o primeiro golo quando ouve Pomfrey a comentar:
-Vocês até que faziam um lindo casal.
Hermione olha para o local á procura de Pomfrey, mas já não a encontrava em lado nenhum ficando sem saber se aquela velha senhora tinha presenciado aquilo que tinha desenrolado na enfermaria naquela tarde quente de Inverno.
Notas finais
Quero saber as vossas opiniões.
Kiss, bea
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