The One With The Birthday Party...
2 Welcome to our party
Notas iniciais
A mulher remexia freneticamente a gaveta, obviamente frustrada por não encontrar o que queria. Mas onde é que foi parar aquela maldita v....
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Henry ajudava a mãe a arrumar a irmãzinha. Bom... Se é que se pode considerar fazer cócegas na criança e dar palpites, uma ajuda. Enquanto se divertia com o bebê, ela corria pra deixar tudo perfeito antes que...
Onde eu coloquei os sapatinhos mesmo?
Como se lesse seus pensamentos, o menino apontou para debaixo da cômoda ao lado do berço. Ela sorriu e dirigiu-lhe uma piscadinha.
Aparentemente, eles estavam um pouco mais distantes da borda do que ela esperava. Forçou um pouco mais o braço. Nada.
Mais que diab... Como é que isso foi parar ai??
Suspirando, ela foi obrigada a entrar com parte do corpo, embaixo do móvel.
Annndaaa.... Ah , qual é....Quase lá...
– EEEMMAAAAAAA!! (voz em off)
Ouviu-se um baque surdo na madeira.
– AAAU! — praguejou.
O menino abafou um riso enquanto via a loira se levantar esfregando a mão na cabeça de leve. Ela o encarou de volta.
– Auuu.... ela continuou, rindo.
Henry se entregou e caiu na gargalhada. Até mesmo a pequena Helena, pareceu se divertir com a situação.
– EEEM... — a voz já ia continuar quando eles perceberam que haviam deixado a morena sem resposta.
– QUE É, AMOOR?? Emma cortou o chamado antes que o estrago fosse grande demais.
Silêncio.
Ela encarou o menino. A porta. E depois o menino outra vez. Henry deu de ombros. Ela já estava começando a abrir a boca quando a mulher gritou de volta.
– Ah. — ela fez uma pequena pausa- DEIXA PRA LÁ...
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Regina encarava satisfeita a enorme vela que agora se encontrava em cima do bolo. Ela esfregou as mãos.
Well done...
Emma e as crianças já haviam descido e encaravam a morena e seu ar de contemplação. A loira continuou fitando a mulher como quem espera uma resposta para aquela gritaria toda.
Ahh...
Regina corou de leve e indicou o bolo.
– A vela. Eu achei que tinha perdido, mas... Eu já achei — ela exibiu a miniatura com um enorme sorriso no rosto.
– Ahhhn... Interessante. — Emma murmurou — E nesse meio tempo ela incrivelmente se transformou de uma vela normal para algo minuciosamente esculpido em forma de dragão...
Regina deu de ombros.
– Você sabe o que as pessoas dizem... Viaje mais vezes, viva intensamente, o amor é a coisa mais poderosa de todas... — ela pausou por uns segundos e desviou o olhar tentando dar seriedade à frase seguinte — Transforme o copo em uma vela de dragão para o aniversário da sua filha...
– Só... Coisas da vida... — continuou a morena, com um sorriso largo no rosto.
Emma levantou uma sobrancelha sarcasticamente.
– Ahhh qual é Em... Eu sei que a gente combinou de levar a vida da forma mais normal possível, mas... Mas era uma emergência!
A loira gargalhou.
– Claaaaaro que era uma emergência — ela retrucou ainda sarcástica. — Afinal de contas a coisa poderia ficar bem feia mesmo se ela tivesse que sair daqui pra arrumar uma nova – ela cochichou para o garoto ao lado dela.
Ambos abafaram uma risadinha. Regina fulminou-os com o olhar. A loira passou Helena para o colo de Henry e deu-lhe um tapinha nas costas.
– Vá. Salvem-se antes que seja tarde demais..– disse ainda sussurrando.
O garoto riu e levou a irmã para curtir seu primeiro bolo de aniversário.
– Viiiiuu??? Ela gostou. — Regina sorriu, triunfante.
Emma riu e aproximou-se da mulher passando o braço em volta de sua cintura. O som da campainha ecoou pela casa.
– Henry, por que você não atende a porta, querido? Nós já vamos.
– Ótimo trabalho. — Regina disse assim que o menino saiu para receber os convidados.
A loira a encarou por alguns segundos.
– Bom , não é assim tão difícil fazer com que a gente fique sozinha uns minutinhos, mas se era isso que você queria podia ter dito ant...
Quando a xerife notou a sobrancelha erguida achou melhor interromper o discurso.
– Eu me referia à roupa — pausa — Da helena. — Regina continuou com uma risadinha.
Emma corou. Razoavelmente.
– Ahhh..... Claro. — disse, corando.
Regina envolveu- lhe o rosto com as mãos.
– E já que fez um trabalho tão bom... Talvez hoje à noite eu te recompense.. — ela sussurrou com os lábios quase colados na orelha da mulher — com uma das minhas roupas... — ela continuou com aquele tom sexy. Aquele tom REGINA.
Emma sentiu que se pudesse medir sua frequência cardíaca nesse exato momento, o resultado provavelmente seria tão elevado que a máquina talvez não fosse capaz de captar.
Ela abriu a boca para murmurar algo, mas a morena teve o primeiro movimento. Regina deu uma mordidinha leve em seu lábio inferior e lançou- lhe uma piscadinha por cima do ombro. Mais convidados já tinham aparecido e o hall agora estava preenchido com o som de várias pessoas conversando alegremente. Na metade do caminho, Regina parou e encarou a loira, ainda parada lá atrás.
– Você não vem? — ela perguntou com um sorriso de orelha a orelha.
Como se tivesse sido tirada de um transe, a mulher sacudiu a cabeça e retribuiu o sorriso. Unindo-se a ela, foram ao encontro de Henry. Emma segurou-lhe a mão e sussurrou em seu ouvido para que pudesse ouvir, devido ao barulho do cômodo.
– Vai ser um dia memorável... O primeiro aniversário da nossa filha. Nossa filha...
Regina concordou, sorridente.
– Vai sim... A magia uma época nos separou — ela pegou as mãos da loira — Já gerou muitos conflitos entre as nossas famílias — pausou, olhando profundamente em seus olhos — Mas agora... Nós somos uma família. E ela nos deu algo... Simplesmente maravilhoso.
A loira sentiu os olhos umedecerem. Regina tinha momentos como aquele. Em que ela era simplesmente... Ela mesma. Sem traços do passado. Sem as feridas da Rainha má. E isso a deixava muito orgulhosa.
– A magia é forte na nossa família.
– Pode apostar! — a morena concordou.
Emma caminhou para cumprimentar seus pais que acabavam de chegar. Ainda parada, Regina contemplou a cena à sua frente. A família que havia construído. Os amigos que havia conquistado... Como as coisas estavam diferentes... Sorriu.
De repente, um calafrio percorreu- lhe a espinha e ela sentiu o sangue gelar. Vasculhou o aposento com o olhar até deparar-se com Henry, que não mais segurava Helena.
Não pode ser...
Ela fechou os olhos e sacudiu a cabeça. Quando os abriu novamente, tudo havia voltado ao normal. Sua filha brincava alegregremente no colo do garoto e Emma ainda conversava com seus pais. A loira notou sua falta e acenou para que ela se juntasse a eles.
Não deve ser nada...
Sacudindo a cabeça novamente, voltou a caminhar e dirigiu-se até eles. Porém, o aperto em seu coração não se desfez e as palavras de loira começaram a ecoar em sua mente.
Vai ser um dia memorável...
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