The One - Who'll Be Chosen
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Capítulo 7
Passaram-se nove dias desde a minha rejeição à Aspen, e eu estava mais confusa do que nunca. Não sabia como aquilo viera a acontecer, eu ainda amava Aspen certo? E do outro lado, havia o que tinha acontecido entre mim e Maxon, não pudemos nos falar durante todo esse tempo, e eu não fazia ideia do que ele estava pensando sobre aquilo. Não pude sequer ver nenhum dos dois. A chegada dos novos soldados estava movimentando o castelo inteiro, inclusive minhas criadas que coravam e descreviam-los timidamente. Sorri com a lembrança de Mary repreendendo Lucy e Anne sendo que mesmo ela se encontrava corada. Também não passara muito tempo com elas ultimamente, já que o trabalho no castelo dobrara.
– America? – A voz seguiu três batidas na porta.
– Entre – Respondi.
– Obrigada – Kriss entreabriu a porta – Eu vim lhe dizer que Silvia está nos chamando no Salão das Mulheres – Sua voz soava um pouco misteriosa.
– Por que você veio me avisar? Quero dizer, por que nenhum servo ou guarda?
– Eles estão todos atarefados com os recém-chegados – Assenti levemente e fiz menção a levantar-me – America, antes de irmos – Paralisei em meus pés – Tenho que te dizer que não poderei mais manter tudo dessa maneira.
– De qual maneira você está falando?
– Não posso viver nessa complacência com você – Disse calamamente – Nós estamos competindo por Maxon e eu sei que o amo e vou fazer de tudo para tê-lo e você? – Olhei-a em choque.
– O que você está tentando dizer? – Aproximei-me lentamente de Kriss.
– Estou dizendo que ele será meu, e eu farei de tudo para que assim o seja! – Disse em um tom mais alto – Não quero perdê-lo para alguém que eu nem tenho certeza que o ama!
– O quê? – Disse trincando os dentes.
– Eu vejo como aquele guarda de olhos verdes passa tanto tempo ao seu redor e a maneira que você o olha, America – Sua voz agora mais piedosa – Por que você não vai embora com ele de uma vez? – Senti meu corpo esfriar e o sangue fugir do meu rosto.
– Ele é apenas um garoto da minha provícia que eu conheço – Menti descaradamente- E Maxon sabe disso. Ela não pareceu se abalar.
– Garoto da sua província ou não, você pode acabar magoando Maxon – Pausou – E ainda machucando a você mesma e ao guarda – Virou-se para a porta – Nos vemos no Salão das Mulheres.
Então ela saiu.
Fui até a penteadeira e encarei a mim mesma no espelho. Quando tudo se tornara tão complicado? Quando? Será que tudo estaria melhor se eu nunca tivesse entrado na Seleção? Estaria eu casada com Aspen e vivendo feliz e ao seu lado? Ou tudo seria melhor se Aspen nunca tivesse entrado para a guarda do castelo?
Eu me encarei no espelho, não mais me reconhecendo no meio da minha bagunça de sentimentos. Lembrava-me de ter dito a Aspen não muito tempo atrás que eu não estava escolhendo entre nenhuma dos dois, mas sim a mim mesma. Porém como eu escolheria apenas o meu “eu” se os dois eram alguma parte disso?
Respirei fundo tentando me recompor, e fui até o Salão de Mulheres o mais composta que consegui.
– Senhorita America! – Silvia chamou assim que me viu – Estávamos lhe esperando – Ela estava visivelmente irritada com meu atraso.
– Desculpe-me – Sussurrei e fui sentar-me ao lado de Elise, fingindo não notar Kriss fixando um olhar perfurante em mim.
– Já que todas vocês Selecionadas estão aqui, já posso avisar finalmente! – Seu humor mudou rapidamente ao ansioso – Teremos um baile de máscaras para comemorar a vinda dos novos guardas daqui a duas semanas.
– Já não vai ser um pouco tarde para comemorar? – Celeste perguntou – Eles já chegaram! – Disse como sendo algo óbvio. Silvia olhou para ela como se fosse algum bicho.
– Nunca é tarde para comemorações – Seu timbre era gelado. Sufoquei uma risadinha – Ah! – Exlamou do nada – Já ia esquecendo de avisar que a matéria com as senhoritas e o Príncipe Maxon sairá amanhã – Todas nós endireitamos nossas posturas – E a rainha dará mais detalhes sobre o baile em breve – Sorriu – Será uma tarefa surpresa – Engoli em seco – Por enquanto é só garotas! – Virou-se e foi embora. Suspirei e me levantei do sofá. Fui caminhando até meu quarto em silêncio até que o barulho alto enviou uma injeçãoi de adrenalina pelo meu corpo.
Era a sirene. Rebeldes estavam atacando o castelo.
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