The One That Got Away
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Como eu disse antes, é muito difícil para mim relembrar todas essas coisas. Não que eu tenha sido o Edward, mas eu fui uma Lizzie/Bella e pensar em tudo o que ele sofreu, me parte o coração milhares de vezes.
Quando por fim o capítulo estava finalizado, minha beta levou exatamente 1 mês para me entregar de volta por problemas pessoas.
Então, me desculpem. Prometo fazer o possível para não me demorar tanto assim.
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Por favor, leiam as notas finais.
Eu tento te esquecer
Mas tudo que eu escrevo
É sobre você...
Cartas para você – NX Zero.
Ás vezes eu fico tentando me lembrar de tudo o que aconteceu, mas de tanto pensar minha mente entra em uma grande confusão e tudo que consigo lembrar são de trechos distintos de nossa história.
Uma das coisas que me lembro muito bem foi de quando cantei para ela pela primeira vez, e consequentemente a primeira vez que ela me viu ao vivo. Isso é, pela webcam. Recordo-me que não estava muito satisfeito com isso, já que não achava certo eu me mostrar enquanto eu não podia ver seu belo rosto da mesma forma, mas eu já estava tão apaixonado que não podia lhe negar nada, inclusive isso.
Eu estava tão nervoso de aparecer para ela sem ter nada em troca que antes de ligar a webcam tomei um longo banho e vesti minha melhor blusa. Penteei meus cabelos da forma que eu mais gostava e me perfumei todo, como se ela pudesse sentir o perfume há quilômetros de distância. Todos estão certos quando dizem que apaixonados ficam bobos.
Antes de finalmente ligar a pequena câmera, respirei fundo algumas vezes. E quando por fim minha imagem foi projetada, eu dei um sorriso tímido em direção à tela. Ah, como eu queria vê-la.
~~
Lizzie: Você é tão lindo! Não sabe o quanto eu esperei por esse momento, poder finalmente te ver além de uma imagem.
Soltei um sorriso amarelo em sua direção. Ela mal sabe o quanto eu espero para poder vê-la... Quando comecei a cantar Wherever you will go –The Calling, fechei os olhos e imaginei seu rosto enquanto dedilhava as notas do violão. Era um pouco estranho quando eu abria os olhos e não via nada além de uma janela de conversação, mas tentei me dedicar ao máximo e transmitir os meus sentimentos por ela. Seria loucura amar alguém a distância? Ou pior, amar alguém que nunca se viu? Se fosse, eu estava louco.
Lizzie: Você é incrível, nunca vi apresentação tão linda quanto essa.
~~
Depois de cantar pela primeira vez para Lizzie cantei muitas outras; às vezes passava a noite inteira cantando para ela, apenas para ver seus olhos brilhando. Quer dizer, isso era o que eu imaginava, nunca pude ter certeza se ela realmente gostava, mesmo que suas palavras parecessem tão verdadeiras, nunca saberei realmente o que ela um dia sentiu por mim.
–Edward? – chamou minha mãe da porta. – Enfiado nesse computador de novo?
Suspirei. Minha mãe sempre soube do meu ‘lance’ com a Lizzie, desde o início ela ficou a par de toda a situação, nunca me disse nada, mas eu tinha certeza que era contra. E eu não a culpo. Uns dois anos antes da Lizzie, eu fui enganado por uma mulher na internet. Me apaixonei e quando disse que iria visitá-la, ela simplesmente desapareceu. Talvez seja esse o meu fraco, romances virtuais. E desde então, ainda mais depois de Lizzie/Bella, minha mãe parece temer a cada ida minha ao computador. Embora não fale abertamente sobre o assunto, já a vi sussurrando com meu pai sobre isso.
–Já estou saindo mãe. – afirmei fechando o notebook.
–Poderia fazer o almoço hoje? Que tal um strogonoff? – pediu ela, dessa vez sorrindo. Apesar da idade, minha mãe é uma bela mulher com seus longos cabelos cor de mel e seus olhos castanho-claros.
Sorri amarelo.
–Claro mãe. – murmurei e ela vendo minha mudança de humor, saiu do quarto.
É incrível como tudo tem que me lembrar ela. A todo instante algum detalhe, por menor que seja me lembra da existência de Lizzie. Ou devo dizer Bella? Lembro-me de quantas vezes ela me disse o quanto amava strogonoff e quando falei que sabia fazer, ela me fez prometer que faria um dia para ela. Por que ela fazia isso, se sabia que esse dia nunca chegaria?
Enquanto cozinhava expulsei um pouco esses pensamentos da minha cabeça. Por um tempo depois que tudo acabou incrivelmente eu não pensava tanto nela, eu apenas liguei o botão foda-se e saí para curtir tudo o que eu não curti enquanto passava todas as noites vidrado em uma tela de notebook sendo um idiota. Ou então, troquei uma saída com amigos e cerveja, para ficar deitado em minha cama pendurado ao celular. Patético, não?
Então, sai para todas as festas que pude, e quando por fim chegou uma época sem muitas opções de saída em minha pacata cidade, a ficha caiu e nunca me senti tão “vazio”. Não vou mentir dizendo que pensava e chorava pela Bella todas as noites, pois eu estaria mentindo. Vim pensando nisso de uns dois meses para cá. Talvez seja o tempo fazendo amadurecer meus pensamentos, afinal quase um ano já se passou desde que tudo acabou.
Quando estava quase terminando de preparar o strogonoff e derramando a última lata de creme de leite, ouvi o som de alguém entrando na cozinha. Não me virei, imaginando ser a minha mãe ou minha irmã.
–Ei, amor. – ouvi após ser abraçado por trás pela Jessie. Senti um beijo em minhas costas e sorri com o carinho
–Oi Jessie. – lhe dei um selinho rapidamente. – Com fome?
–Um pouco. – confessou sentando-se a mesa. – Por que não foi a faculdade hoje?
Dei de ombros.
–Mal estar. – menti parcialmente.
Não sei exatamente em que ponto comecei namorar a Jessie. Talvez tenha sido no meu momento farra, pois sempre a via nas minhas constantes idas a bares ou festas. Já a conhecia há um tempo e era uma companhia agradável. Não posso afirmar ao certo o que aconteceu para que ficássemos juntos, apenas ficamos. Me recuso a acreditar que seja porque Lizzie morria de ciúmes dela enquanto estávamos juntos. Me recriminei por pensar mais uma vez nela. E me bati em pensamento por continuar a chamando de Lizzie. É Bella, entenda de uma vez por todas, mente estúpida.
–Edward? – chamou Jessie.
–Sim? – respondi distraído desligando o fogo.
–Ouviu o que eu disse? – perguntou e eu fiquei confuso. Ela havia dito algo?
–Não, desculpe. – murmurei constrangido e lhe lancei um sorriso culpado.
Suspirou.
–Você tem feito muito isso ultimamente. – reclamou. – Enfim... Tinha dito que haverá uma festa no próximo sábado.
–Legal. – comentei sem prestar realmente atenção e coloquei o conteúdo da panela em uma travessa.
Jessie suspirou novamente.
Arrumei a mesa da melhor forma que minha mente distraída permitiu e chamei meus pais e minha irmã para almoçar. Sentei-me a mesa antes deles chegarem e deixei outro selinho na boca de minha namorada como forma de me redimir pela minha distração nos últimos tempos. Ouvi vozes distintas se aproximando. E ao reconhecer uma, senti meu corpo gelar. Rosalie, minha prima. Uma voz em minha cabeça me diz que tudo o que ela fez foi tentando me proteger, mas outra me diz que ela não deveria ter agido daquela forma com a Bella. Fechei a cara na mesma hora em que ela entrou na cozinha abraçada com minha irmã Alice.
–Ei, guri. – cumprimentou e eu apenas acenei. Ela suspirou e sentou-se a mesa.
Devo estar enchendo muito as pessoas hoje, pois todas estão suspirando ao meu redor.
Me servi junto com todos os outros e comemos em meio a um silêncio reconfortante, sendo quebrado poucas vezes pelas risadas de Rosalie com Alice. Quando terminei, peguei meu prato e meu copo e levei até a pia. Jessie me acompanhou e fomos até o meu quarto. Ao chegar em meu “refúgio” me joguei em minha cama. Minha cabeça doía. O que está acontecendo comigo ultimamente? Eu gostaria de saber. Senti o colchão afundar ao meu lado e Jessie afagou meu cabelo com um sorriso carinhoso.
–Você tem estado tão estranho nesses últimos dias... – comentou como se falasse sobre o clima. – Quer conversar?
–Estou apenas cansado. Muitas coisas na faculdade... – o que não era de total mentira.
Ela assentiu e se aproximou me beijando lentamente. Suas mãos passaram pelo meu peito e logo se enfiaram por dentro de minha camisa. Mesmo com a mente longe, meu corpo reagiu ao seu toque e a puxei para cima de mim. A ouvi gemer em meus lábios e a apertei mais forte. Momentos depois, nossas roupas estavam longe e nossos corpos enrolados, rolavam pelo colchão. Estava ciente da bela mulher embaixo de mim e seus gemidos chamando pelo meu nome... Mesmo meu corpo estando bem desperto, era apenas isso: meu corpo. Minha cabeça estava longe dali... Bem longe.
Eu não posso me enganar
Fingir que estou bem
Porque não estou.
Preciso de você
Preciso de você esta noite.
(...)
Sinto sua falta
E ninguém pode ver.
Cartas para você. – NX Zero.
Notas finais
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Não sei por que, mas eu simplesmente gostei muito desse capítulo. Vocês também gostaram? Espero que sim.
Por favor, deixem sua opinião nos comentários; sei que muitas vezes é chato ficar comentando em cada capítulo e que talvez eu não mereça, mas eu já estou muito insegura em relação a essa fanfic, é difícil relembrar essas mudanças, e ainda sem saber se estou agradando... Será quase impossível continuar assim, entendem? Então peço que deixem um comentário, nem que seja com menos de 10 palavras, mas expressem a sua opinião, ok?
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Falei demais? Hahahaha.
Um grande beijo e até o próximo.
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