The Olympus
7 Sobrevivência
Capitulo 6 – Sobrevivência
Diego e Júlia estavam inconscientes, deitados no meio de pedregulhos e terra. Diego acordou. Toda aquela poeira que se encontrava no ar fê-lo tossir. Levantou-se devagar, afastando as pedras. Todo o seu corpo tinha arranhões e feridas devido á brusca queda. Quando, finalmente, se conseguiu pôr de pé, virou a cabeça para o lado e viu Júlia, inconsciente. De imediato foi ao seu encontro, saltando por cima de enormes pedregulhos, e tropeçando algumas vezes. Ao chegar ao pé da sua amiga, afastou as pedras que se encontravam ao seu redor, e tirou de cima da sua perna uma pedra grande e pesada. Júlia também estava ferida e arranhada por todo o corpo.
Havia um túnel que parecia ir dar ao exterior, pois tinha uma luz no fundo. Diego agarrou em Júlia e caminhou até aquela luz. Quando a alcançou, viu-se no meio de uma floresta assustadora e obscura. Sabia que tinha de encontrar um lugar seguro para que ele e Júlia pudessem descansar. Diego continuou a caminhar, quando chegou perto de um rio. Cansado de levar Júlia e fraco, deitou a sua amiga no chão e ele acabou por adormecer também.
No dia seguinte, quando acordou viu que Júlia já tinha despertado e que se encontrava á beira do rio.
– Como estás? – Perguntou Diego, sentando-se ao pé de Júlia.
– Estou melhor. E tu? – Respondeu-lhe.
– Bem… Só estou esfomeado, sujo, cansado, ferido e fraco. Mas tirando isso estou bem. – Disse Diego com o seu sentido de humor.
Júlia deixou escapar uma pequena gargalhada, e depois continuou.
– Onde achas que estão a Sophia, o Heitor e a Helena?
– Não sei… mas espero que estejam bem. – Dizia Diego enquanto lavava a cara nas águas do rio.
Depois de se lavarem decidiram que tinham de prosseguir caminho. Arranjar comida e tentar voltar para a escola.
Júlia tinha muita experiencia com arco e flecha, por isso, com ramos de árvores e lianas, construíram um para puderem ter algo para se defenderem. Júlia tinha caçado um javali e, assado na fogueira que Diego fizera, era como um manjar dos Deuses.
Depois de comerem, guardaram os restos. Embrulharam-nos em folhas lavadas atadas com lianas. De seguida, sentaram-se em redor da fogueira.
– Achas que vamos conseguir voltar? – Perguntava preocupada a Júlia.
– A verdade, é que não faço ideia. Não temos nada para nos dizer onde estamos ou qual a direção certa que devemos tomar. – Respondeu-lhe Diego.
Então nessa altura, Júlia lembrou-se do medalhão que o seu pai lhe dera. Levou a mão ao pescoço, e exclamou.
– Oh não! Eu tinha um amuleto que nos podia ajudar! Foi o meu pai que me deu! Devo tê-lo perdido quando cai…!
– Tem calma, havemos de arranjar outra maneira de conseguir voltar… Prometo. – Disse-lhe Diego.
Entretanto, Sophia e Helena encontravam-se numa gruta que tinham descoberto, numa colina de uma montanha, enquanto Heitor sairá para caçar. A fogueira ardia e Heitor regressara com o jantar: Um belo e grande veado.
– Aqui está, o nosso jantar. – Anunciava enquanto entrava na gruta.
– Como é que o conseguiste apanhar? Ele é enorme! – Perguntava Helena.
– Simples. Construi uma armadilha e assustei-o para que ele corresse direito a ela. – Explicava Heitor.
– Impressionante! – Exclamava Sophia, e continuou. – Bem, vamos mas é comer. Estou esfomeada!
Todos concordaram e começaram a preparar o veado. No fim de assado e comido, o pequeno grupo, guardou os restos numa mala de madeira e folhas que construíram, e prepararam-se para passar a noite. Sophia tinha o amuleto de Júlia na mão, e interrogava-se se eles estariam bem, ou mais importante, vivos.
– Amanhã temos de começar a seguir caminho. Deviam descansar. – Dizia Helena enquanto se deitava e se preparava para dormir.
– Não te preocupes, nós vamos já. – Respondeu-lhe Heitor.
Sophia estava sentada num pedregulho á entrada da gruta. Heitor aproximou-se dela.
– Então, que fazes aqui sozinha? – Perguntou-lhe com um sorriso.
Sophia lançou um sorriso em resposta, e disse.
– Agora já não estou sozinha.
Heitor soltou uma pequena gargalhada, e sentou-se ao lado de Sophia. Os dois comtemplaram o céu estrelado.
– Amanhã vamos começar a busca. Não vamos descançar até os encontrarmos. Vai correr tudo bem. – Dizia Heitor na tentativa de acalmar a amiga.
– És mesmo um bom amigo…não sei como te hei de agradecer por tudo o que tens feito por mim… — Agradeceu Sophia, mas quando se apercebeu que tinha dito “tudo o que tens feito por mim” atrapalhou-se, e continuou. – Quer dizer… por todos nós!
Heitor sorriu e respondeu-lhe.
– Não fiz nada de mais. Faço tudo por vocês… — Heitor tocou na cara de Sophia e rodou-a gentilmente para si. – Faço tudo…por ti…
Sophia e Heitor aproximaram-se cada vez mais. Os seus lábios estavam prestes a tocar um no outro, quando foram interrompidos por Helena.
– Kram kram… — Tossiu.
Heitor e Sophia levantaram-se rapidamente e olharam atrapalhados para Helena. Esta continuou.
– Estou a interromper alguma coisa…?
– Não! – Responderam Sophia e Heitor em coro.
– Ainda bem, porque amanhã temos um dia longo pela frente e ra bom se nós descansássemos. Não acham? – Perguntou irónica a Helena.
– É! Devíamos ir dormir… Então até amanhã! – Exclamou apressadamente Sophia, de seguida entrou na gruta e deitou-se.
Helena olhou para Heitor e este fingiu que nada acontecera. Entraram na gruta e também se deitaram. A fogueira apagou-se, ainda deixando o calor no ar, tal como a fogueira de Júlia e Diego. Todos dormiam, pois precisavam de energias para o dia seguinte.
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