The Olympus

3 Escola de Heróis


Capitulo 2 – Escola de Heróis

– Aqui poderão treinar com os outros Semideuses. Podem usar armas como por exemplo, espadas, arco e flecha, lanças, escudos, o que quiserem; ou então podem utilizar os vossos puderes ou lutar corpo a corpo. – Explicava Heitor á medida que o grupo ia avançando pelo jardim da escola.

– Uhau! Isto é incrível! Parece um sonho! Nem acredito que vou passar aqui um ano inteirinho! – Exclamava Sophia, e continuou – Mas o melhor de tudo é que o vou passar com vocês.

Todos olharam uns para os outros e trocaram sorrisos e olhares simpáticos e divertidos, quando foram interrompidos pelo som de um trompete. De seguida Heitor falou.

– Este som indica que as aulas começam ou terminam. Após o final das aulas, estão livres para fazerem o que quiserem, mas tenham atenção aos perigos.

Os olhos de Júlia, Diego e Sophia abriram-se rapidamente e olharam para Helena com um ar desesperado. Esta sorriu e explicou baixinho.

– Não se preocupem, ele diz isto todos os anos. Nunca acontece nada de mal…

– Mas de que perigos está ele a falar? – Perguntou Júlia assustada.

– Nada de mais… — Respondeu Helena, e continuou – Algumas criaturas místicas, não se preocupem.

– Criaturas místicas? Que tipo de criaturas? – Perguntou preocupado Diego.

Ao ver os seus amigos com um ar muito assustado, Helena respondeu calmamente.

– Ciclopes, Minotauros, Fúrias, alguns demónios e mais uns quantos monstrinhos… mas não se preocupem que nada de mal acontece. O Heitor diz isto só para precaução.

Todos respiraram fundo e, com um ar de alivio, Diego disse.

– Então são só uns quantos monstritos… eles que venham! Eu desfaço-os num abrir e fechar de olhos!

Todos desataram a rir, pois tinham percebido que Diego estava tão assustado como um gatinho. Um homem mais idoso passou pelos alunos e distribuiu-lhes os cartões dos dormitórios. Depois de conversarem mais um tempo, as raparigas foram andando para os quartos, e Diego para o lado oposto, onde se encontravam os dormitórios masculinos.

Quando Helena, Júlia e Sophia chegaram aos dormitórios escolheram um quarto com três camas, para que pudessem ficar juntas no mesmo quarto.

– Boa! Conseguimos ficar juntas! – Exclamou a Sophia.

– Sim, tenho a certeza que nos vamos divertir imenso! Nem acredito que estamos juntas no mesmo quarto! Vai ser demais! – Disse com entusiasmo a Helena.

– Pois é… tivemos muita sorte em ficarmos juntas. Mas tenho pena do Diego, ele não conhece ninguém dos rapazes… — Disse um bocado triste a Júlia.

Helena e Sophia olharam uma para a outra, e então a Sophia perguntou-lhe com um sorriso matreiro.

– Olha lá, tens a certeza que é só isso? Só tens pena dele?

Júlia olhou atrapalhada para as amigas e respondeu gaguejando.

– Sim… que mais poderia ser…?

– Ahm… não sei… talvez estejas a começar a gostar dele… — Disse a Helena com um grande sorriso.

– Mas tu estas parva! Claro que não! Não sejam estúpidas… só tenho pena dele, só isso… — Exclamou a Júlia com a voz mais alta.

– Humm… está bem… se não queres admitir tudo bem… não te vamos obrigar. – Gracejou Helena.

De seguida Sophia disse.

– Bem, vamos deixar os dramas de rapazes e concentrarmos em desfazer as malas. Eu fico com a cama da janela!

As três amigas sorriram e começaram a arrumar o quarto. Entretanto, no dormitório dos rapazes, Diego já estava a descontrair na sua cama, quando Heitor entrou no quarto e o cumprimentou.

– Olá meu, tudo bem? Eu também vou ficar neste quarto.

– Olá. Ya, ok não há problema. Eu sou o Diego. Sabes quem vai ocupar a ultima cama?

– Não. Só espero que seja um tipo porreiro. Não me lembro de te ver aqui o ano passado, entras-te este ano? – Perguntou Heitor.

– Sim, mas afinal não é assim tão mau. A escola é bastante fixe. – Respondeu Diego.

Heitor sorriu-lhe, e ficaram a falar durante bastante tempo, quando um rapaz loiro de óculos entrou no quarto e apresentou-se.

– Olá meus colegas! Tudo em cima? Eu sou o Felipe, mas podem-me chamar: O incrível!

Diego e Heitor olharam um para o outro com a cara vermelha de tanto conter as gargalhadas. Os rapazes, o seu novo colega de quarto, continuaram a sua conversa até bastante tarde. Tanto no dormitório masculino como no feminino, as luzes dos quartos apagaram-se, e a escola caiu no profundo silêncio da noite.