Notas iniciais
Olaaa! Olha aí mais um capítulo u, u Espero que gostem sz

Randy estava recostado no ponto de ônibus, com as mãos nos bolsos, ouvindo uma das músicas que Howard e ele criaram em sua banda do colegial, 30 seconds to math. Pensava em algumas de suas aventuras nesses quatro anos, tentando afastar o nervosismo.
Ser o ninja foi a melhor coisa que tinha lhe acontecido. Ele viveu várias histórias que ficarão marcadas na cidade, e se orgulhava. Mas só lamentava que logo, logo, ele não se lembraria mais disso.
Não demorou e o ônibus apareceu na esquina, vindo até o ponto com certa pressa, despertando o garoto de seus pensamentos. Randy pegou sua mala e foi a fila para entrar, ainda isolado em sua música. Ele subiu, pagou o motorista, e quando estava passando pela roleta, sua mala prendeu.
— Uou! — Ele se voltou de uma vez para trás pelo puxão. — Droga… — E começou a tentar solta-la.
Nisso o ônibus deu uma grande arrancada, começando a andar já rapidamente. Com aquela partida, a mala se soltou de uma vez, fazendo Randy virar com tudo para trás, caindo sentado e batendo as costas em algumas pessoas que estavam em pé no corredor.
Ele mal teve tempo de se erguer quando ouviu um resmungo, acompanhado de um breve empurrão em suas costas. Sinal clássico para um “desencosta”.
— Desculpe. — Disse emburrado pela falta de ajuda, se erguendo um pouco atrapalhado. Quando ia segurar na alça do teto, o ônibus fez uma curva rápida, fazendo o menino quase cair sobre outra pessoa, que estava sentada. Mas bateu de cara num postinho de ferro.
— Cuidado! — A pessoa o empurrou, um pouco irritada.
— Desculpe. — Disse baixinho, segurando rapidamente a alça do teto. Ele se recompôs extremamente envergonhado. Como tinha sido idiota, dando toda aquela mancada. Randy não conseguia nem erguer a cabeça depois daquilo e sentia o rosto inteiro queimar de vergonha. Agora estava com o quadril, e a lateral do rosto doloridos. Pelo menos conseguia aguentar pancadas bem, graças às lutas do ninja.
Encolhido, ficou a olhar o chão, parando a música. Algum tempo depois, quando seu rosto cessou a vermelhidão, ele olhou ao redor, observando a rua pela janela. Norrisville era uma cidade bonita, com algumas praças realmente encantadoras. Mas havia algo de errado ali.
O garoto franziu o cenho e olhou em volta. É quando avistou um homem, com o uniforme de sua lanchonete favorita, que percebeu o que estava acontecendo. Havia pegado o ônibus errado. Aquela lanchonete ficava literalmente do outro lado da cidade em relação a sua faculdade.
Sentindo seu coração dominado pelo nervosismo, se dirigiu para a saída, passando entre as pessoas e erguendo a mala para que não prendesse em nada dessa vez. — Pare o ônibus! — Pediu aflito. Mas a alça de sua mochila prendeu no braço de um acento, bem na hora em que o ônibus freou bruscamente.
O garoto foi puxado para trás, caindo com a cabeça no chão e derrubando a mala sobre o peito. Randy soltou um gemido meio sufocado, ficando sem se mexer por um tempo.
— Meu Deus, garoto! — Disse um baixinho senhor asiático, tirando a mala de cima dele. — Você bebeu?
— N-não. Eu só… — Randy se sentou, balançando a cabeça pela pancada. — Peguei o ônibus errado! — Ele se ergueu rapidamente, pegando a mala e enquanto descia do ônibus correndo, acrescentou: — Obrigado pela ajuda!
Ao finalmente sair, o garoto parou, olhou para os lados e respirou fundo. Havia um ponto de taxi a cinco quarteirões dalí, se ele corresse, talvez chegasse a tempo. Randy respirou fundo outra vez, se preparando, então começou a correr o mais rapido que pode.
Ele desceu pela calçada e logo dobrou a esquerda, seguindo direto, e atravessando a rua mais a frente. O garoto sentia cada fibra de seu corpo explodindo, acompanhando sua velocidade, como se cada vez mais, fosse ficando mais leve. Parecia até que poderia voar.
Ele riu com aquela sensação, arfando, a respiração descompassada. Sentia também o corpo um tanto dolorido, por causa das quedas que levou, mas não passavam de leves incómodos. Era admirável como tinha se adaptado a rotina do ninja, tanto em resistência, quando em agilidade e força. Embora ainda continuasse com seu corpo magro, agora ele estava bem definido.
Randy estava prestes a dobrar a esquerda de novo, quando, de repente, alguém entrou em seu caminho. Ele tentou frear antes, mas não conseguiu, esbarrando com tudo na outra pessoa.
— UOU! — Gritou ela, precipitando-se para trás, e levando a mão para os lados, instintamente procurando algo para se segurar, agarrando assim a gola do menino. Por sorte, o garoto conseguiu estabilizar-se, abraçando a pessoa pela cintura, a impedindo de cair. Era uma menina, que tinha acabado de derrubar seu café.
Após o susto, os dois ficaram se olhando. As respirações alteradas, os corações acelerados, as noções meio confusas. E tudo que conseguiam pensar era em como ele não a deixou cair.
Randy olhava bem nos olhos da garota, que possuíam inusitada coloração. Um era verde, e o outro lilás. Seus cabelos ruivos e ondulados tinham se desprendido do coque, derrubando o prendedor no chão. E seu rosto era enfeitado por sardas alaranjadas, que a acentua certa palidez. Ela havia aberto a boca para falar, atraindo os olhos do menino de imediato para lá, mas hesitou um pouco.
Randy não podia explicar o que estava sentindo. Nunca foi de se deixar envolver por uma pessoa tão fácil. Mas aquela garota era diferente. Ele simplesmente não queria a soltar, e não conseguia tirar os olhos dela. Como se tudo não pudesse estar mais “certo”.
Mas antes que mais alguma coisa acontecesse, a menina acordou do pequeno transe. Ela soltou a gola de Randy, que também despertou, e os dois se separaram, sentindo os rostos arderem de vergonha. O garoto apanhou seu prendedor, a entregando.
— Mas cuidado por onde anda. — A garota pegou o acessório, olhando de canto para o rapaz, de cara um tanto emburrada.
— Eh… Me desculpe por isso. — Disse apressado. — Eu não estou tendo um dia muito bom. Perdi a carona do meu amigo, peguei o ônibus errado e ainda vou me atrasar para a faculdade!
— E lutou com quem entre tudo isso?
Ele a olhou um pouco confuso, a fazendo rir.
— Está com uma marca roxa na lateral do rosto.
— Ah! Foi o ônibus tentando me matar. — Riu um pouco sem humor, colocando a mão sobre o lugar.
A ruiva riu também, balançando a cabeça. — Jannie.
Randy a olhou confuso outra vez, sentindo-se um completo idiota.
— Meu nome. Jannie Turner.
— Ah! — Ele ri, corando. — Sou Randy Cunningham.
— Prazer Randy. E está desculpado. — Ela segurou o prendedor com a boca, enquanto amarrava o cabelo, logo o prendendo. — Também não está sendo um dia muito bom para mim.
— Entendo. — Ele sorriu, a olhando. Mas de repente, a lembrança da faculdade veio em sua mente, o fazendo gelar o coração. — A Universidade! Jannie, tenho que ir. — E quando passou por ela, a mesma segurou sua mão.
— Espere!
Randy voltou-se para ela de imediato, encontrando seus brilhantes olhos heterocromáticos. Havia sentindo uma onda quente subir pelo seu corpo com o toque de Jannie.
— Norrisville University? — Perguntou, dando uma rápida olhada para o emblema em seu casaco. — Estou indo para lá, se quiser… — Ela soltou sua mão, sorrindo docemente.
O arroxeado deu um sorriso bobo para ela, que riu de volta, indo até o carro. Randy a acompanhou, então parou, um pouco surpreso, ao perceber qual era seu veículo. Nada mais que uma viatura policial.
— O que foi? — Jannie havia se apoiado na porta aberta do motorista, o olhando com um sorriso travesso. — Medo?
— C-claro que não! — Disse tentando sair por cima, mas só conseguiu ficar mais vermelho quando a viu rindo dele.
— Entra aí. — Disse, sentando no banco do motorista e abrindo a porta para ele.
O garoto chegou perto um tanto relutante, entrando e fechando a porta em seguida. Colocou a mochila sobre o colo e arrastou a mala para seus pés. — Sabe… Eu não pensei que você… — Ele hesitou um pouco.
A garota o olhava, esperando ele dizer. Então entendeu tudo ao vê-lo olhar dela para o carro. — Ah! — Ela riu, arrumando a franja que descera sobre o rosto. — Essa viatura não é minha. Não tenho idade para ser policial.
— Ah tá. — O garoto riu, embaraçado, desviando o rosto ao vê-la rindo dele mais uma vez. Então algo lhe veio em mente. — E-espera. Se não é sua, você…
— Não estou roubando. — Concluiu o argumento.
Randy se calou, a observando por um tempo. Pensou a ter ofendido, mas ao ver um sorriso maldoso crescer no canto de seus lábios, sentiu um frio lhe correr a espinha.
— Não tecnicamente, pelo menos. — Acrescentou, ligando o carro e saindo com ele.
— Ah meu Deus… — Ele se afundou um pouco no estofado do assento, nervoso. Estava em uma possível viatura roubada com uma garota que acabara de conhecer. Onde tinha se metido?
— Relaxa Randy! — Ela riu. — Essa é a viatura do meu tio. Eu só não o avisei.
Uma onda de alívio inundou seu coração. “Obrigado Senhor!”, agradeceu mentalmente. — Mas tudo bem, pegar sem pedir?
— Ele já está acostumado. E nem ligo para oque ele diz. — E o olhou de canto, o fazendo dar mais um daqueles sorrisos bobos. — Quer chegar mais rápido?
Ele a olhou sem entender, sentindo uma grande satisfação em vê-la com o semblante tão animado. A ruiva mordeu o lábio de empolgação e ligou as sirenes, aumentando a velocidade.
Randy segurou no painel do carro. Não esperava aquilo, então sentiu uma empolgação lhe dominar, o fazendo rir junto com ela.

『 。。。 』

Um garoto de pele castanha como o grão de café, era descendente dos índios norte americanos; e cabelos lisos e negros, da mesma cor de seu olhos, entrou em uma sala de estar. — Alfeu, Zack já deu notícias?
Discordou com a cabeça o outro no sofá, mexendo no celular. Este, por sua vez, era pálido. Os cabelos eram em um loiro bem claro, quase branco, penteado num estilo hipster. E os olhos azuis escuro.
O garoto em pé se pôs a olhá-lo um tanto apreensivo, os braços cruzados junto ao corpo, e o cenho franzido demonstravam bem isso.
Alfeu percebeu, levando os olhos para ele e erguendo uma sobrancelha em ironia. — Que foi Mikase? Com medo de perder o posto?
O moreno revirou os olhos, se virando. — Sonhe. Se eu estivesse preocupado aqui, coisa que não estou, seria com Zack. O coitadinho vai ter que dividir o quarto com você.
— Simples, coiote. Volte a dormir comigo.
Mikase se voltou para ele surpreso, arrancando uma risada do loiro.
— Quero dizer sobre o quarto. — Ele deixou o celular de lado, se levantando.
— Eu já tentei, mas Zack… — Se calou, percebendo que havia falado demais.
Alfeu se aproximou dele, com um sorriso no canto dos lábios. Sorriso esse que Mikase conhecia bem. — Tentou, é…? — E soltou uma risadinha, fazendo o outro se arrepiar, afastando-se.
— Só por causa do menino! Ele não merece alguém como você.
O loiro mordeu o lábio, ainda com o irritante sorriso. — Até pode ser. Mas e você? Merece?
O moreno sentiu o rosto queimar forte, e se odiou por isso. Alfeu começou a avançar até o outro, que tinha uma grande luta interna. Ele queria muito sair dali, mas outra parte dele queria descobrir o que o loiro faria consigo.
Ao perceber que já estavam próximos, uma aflição foi crescendo em seu peito, e Mikase se afastou. Mas o rapaz continuou a avançar, olhando fixamente em seus olhos, até que chegou ao limite, com as costas do moreno contra a parede.
— Pare aí mesmo! — O garoto estendeu as mãos à frente do corpo, a fim de impedir o rapaz de prosseguir.
— Mikase… — Alfeu parou. — Vai me dizer que não quer? — E segurou as mãos dele, entrelaçando seus dedos, então as afastou com força, as colocando na parede.
O menor suspirou, sentindo sua resistência se esvair com a aproximação do outro.
Alfeu deu mais um de seus sorrisos provocantes. — Não pode dizer isso, porque seria mentira. Não consegue, porque ainda me quer… — E aproximou o rosto de seu pescoço, depositando ali alguns beijos, calmo e intensamente.
— Pare com isso… — Ele cerrou os olhos, se encolhendo, mas se odiava por não querer que ele parasse. — Não me faça seu brinquedo de novo.
— Mas é o que você é. — E subiu até sua orelha, sussurrando. — O meu brinquedo. Só meu… — Voltando com os beijos, intercalando também alguns chupões.
Mikase apertou as mãos, abafando um gemido. E no primeiro sinal de força colocado contra ele, Alfeu lhe mordeu o pescoço, fazendo com que não conseguisse segurar o gemido dessa vez. — Quer mesmo lutar contra mim, coiote? — Disse com o mesmo sorriso de antes, encostando a testa na dele e pressionando seus corpos. — Eu posso te castigar por isso.
Mikase se encolheu com aquelas palavras, sentindo o rosto quente. — P-por favor Alfeu…
O loiro o soltou, passou a mão livre por sua cintura até o quadril, o apertando, fazendo o outro suspirar. — Implorando pra mim? — E soltou um risinho. — Vai ter que fazer melhor que isso. — E então tomou seus lábios para si em um beijo voraz, forçando passagem com a língua. Alfeu soltou-lhe a outra mão, pousando-a na lateral de seu rosto, explorando cada canto da boca do outro avidamente, que não demorou muito a se entregar, retribuindo na mesma intensidade e se abraçando ao pescoço do loiro.
Mikase não saberia onde tudo aquilo iria parar, se a campainha não tivesse tocado. Não demorou e o loiro separou o beijo, apoiando as mãos na parede.
— Não pense que acabou aqui. — E mordeu o lábio inferior do moreno, fazendo-lhe suspirar uma última vez.
O menor estava paralisado, com o rosto vermelho, então balançou brevemente a cabeça ao voltar a si. — Me esquece! — E o empurrou com força, fazendo ele se afastar e cambalear um pouco.
Alfeu se recompôs, o olhou e então sorriu mais uma vez, se dirigindo a escada no canto esquerdo do cômodo.
Mikase ficou parado por um tempo, olhando-o ir embora com o coração desestabilizado. Odiava quando o loiro brincava assim com ele, mas odiava mais ainda gostar que ele o fizesse. Então respirou fundo, querendo esquecer isso, indo até a porta.
— Mikase Nayati. Quanto tempo! — Disse um garoto, quando a porta fora aberta. Era um pouco mais baixo que o moreno, de cabelos castanhos e ondulados, com as pontas amareladas. Emanava de si uma alegria agradável, e o grande sorriso que demonstrava caracterizava bem a personalidade boba que tinha. A única coisa que interrompia o arranjo eram seus olhos negros e opacos, sem vida, que parecem depreciar tudo se demorasse os fitando.
Ao lado dele havia outro menino. Esse por sua vez era um pouco mais alto, e bem gordinho, de cabelos em um topete ruivo e olhos castanhos. Tinha uma leve expressão de presença, como se pudesse mandar em todos.
— Zack! — Mikase sorriu, olhando para o outro. — Olha só, dois calouros de uma vez. Muito prazer, soy Mikase Nayati, responsável pela república.
— Oi, eu sou o Howard. Howard Weinerman. — Sorriu de canto, acenando levemente.
Mikase sorriu de volta, passando a mão no pescoço, estava dolorido. — Sejam bem-vindos a Arrow! — E então deu passagem, estendendo o braço indicando que entrassem.
Os dois entraram, carregando as malas e olhando em volta.
— Randy estava certo, é uma boa casa. — Comentou Howard no meio da sala.
Não havia muitos móveis naquele cômodo para se impressionar. Tinham um raque, com uma grande tv, um aparelho de som e um de dvd. No meio da sala, perto do gordinho, havia um centro de vidro, e logo mais um sofá grande, de frente a tv, com um menor à direita e uma poltrona à esquerda. Oposta a escada, ficava a passagem da sala de jantar, que era dividida da sala de estar por um meio muro, a parte de cima sendo cheia de prateleiras com diversas bebidas.
— Que bom que gostou. — Falou Mikase amigável, chegando perto. — Seu quarto fica no primeiro andar, vai ver seu nome na porta. Quando os outros chegarem, iremos explicar como a Arrow funciona.
O garoto concordou com a cabeça e se dirigiu as escadas, subindo. Nisso Zack chegou perto do moreno.
— O que houve entre você e o Alfeu?
— O-o quê?! Nada! — Atrapalhou-se o maior, olhando para o outro lado. — De onde tirou isso?
— Dessa marca no pescoço. E olha que para marcar sua pele tem que ser intenso. — Comentou com um tom de sarcasmo.
— Filho da mãe... — Mikase xingou o loiro baixinho, puxando um pouco a gola da camisa. — Aquele filho da puta me mordeu.
Zack sorriu maliciosamente, e quando ia abrir a boca para falar, foi interrompido.
— Deixa isso pra lá, okay? Tudo o que aconteceu foi só uma recaída passageira, não vai mais acontecer. Agora eu tenho que ir, preciso fazer o almoço. — E se dirigiu para a cozinha, um pouco apressado.
O outro suspirou, balançando a cabeça. — Esses dois não tem jeito. — E se dirigiu a escada.
Ao subir, o garoto passou pelo corredor dos quartos, olhando meio entediado para as portas, e ao ver de relance um “Za…”, pensou ter achado seu quarto, o abrindo.
— Jake, maninho! Já voltou da excursão pela faculdade? — Perguntou Spud, olhando-o sobre o ombro. Ele tinha acabado de tomar um banho, e havia colocado as calças, ainda estando sem camisa. Mas ao notar que não era o amigo, se voltou para o intruso. — Você não é o Jake.
— Surpresa. — Ironizou Zack, tentando agir naturalmente. A verdade é que não esperava encontrar alguém assim em seu quarto, estando muito constrangido. — Meu nome é Zack, e esse é o meu quarto. — Concentrou-se ao dizer, fechando os olhos brevemente para não ver o corpo seminu do outro.
— Prazer cara, sou Spud. — Disse chegando perto, estendendo a mão.
O menor olhou-o e corou, apertando sua mão em cumprimento.
— E desculpe, mas tem certeza? Eu podia jurar que esse era o meu quarto.
— Eu também… — Zack franziu o cenho, ficando em dúvida agora. Então olhou a porta. “Jacob Long e Arthur Spudinski.” estava escrito. “Porra Mikase! Teu “J” é horrível.” resmungou mentalmente, corando mais ainda. Tinha entrado no quarto errado porque confundiu a letra. — D-desculpe! Eu olhei muito rápido e pensei ter visto um “Z”. Desculpe… — Disse indo para trás, olhando o chão.
Spud não disse nada, chegando perto da porta e olhando. — Então isso é mesmo um “J”... Pensei que tinham escrito Zacob. — E riu, voltando-se para o outro. — Não se preocupe com isso, acontece. Quer ajuda para encontrar o seu quarto?
— N-não, valeu. Eu me viro.
— Okay. Então a gente se ver por aí. — Spud acenou, entrando no quarto e fechando a porta.

— A gente se vê… — Falou baixinho e sorriu, então começou a procurar o quarto.

『 。。。 』

Jake andava pelo campus após a excursão. Tinha voltado onde fez sua credencial com Anne e pegou suas malas, agora estava procurando a república.
O asiático já tentou perguntar para alguns alunos que andavam por lá, mas todos eram calouros também, procurando suas repúblicas. Mesmo assim não desistiu, chamando a pessoa que passou mais próxima a ele na multidão.
— Com licença. Sabe me dizer onde fica a república Arrow?
A garota discordou com a cabeça, voltando a andar. Jake suspirou, cabisbaixo. Iria acabar se atrasando para a recepção da república. Foi quando alguém tocou em seu ombro.
— Arrow?
Ao ouvir aquilo, o pequeno se voltou para trás, um pouco animado. — É!
— Eu também, e estou indo para lá. — Sorriu o garoto de cabelos pretos, segurando as malas. — Qual seu nome?
— Jake Long.
— Prazer, Danny Fentom. Vêm, é para esse lado. — E se dirigiu para uma esquina a direita, sendo acompanhado pelo outro.
— Poxa, muito obrigado! Eu estaria ferrado se você não tivesse me ouvido.
— De nada. Sorte sua que o meu celular descarregou, ou eu estaria ouvindo música. — Disse rindo, andando ao lado dele. — Vai fazer que curso?
— Administração. E você?
— Eu queria ser astronauta, mas como não posso, vou estudar Ciências Biológicas. Amo o DNA. — Acrescentou sorrindo.
— Que legal! Mas porque não pode?
— Sou fugitivo do governo. — Brincou, mas com uma pequena ponta de melancolia. Queria tanto que realmente fosse mentira.
— Aham. Sei! — Jake riu, segurando as alças da mochila.
Danny riu também, olhando o chão. Então um silêncio tenso dominou por um tempo, até que Jake o quebrou, puxando um assunto. E foram conversando o resto do caminho até a república.

Notas finais
Bom gent, é tudo por hoje Comentem aí para eu saber o que acharam sz Até mais