The Night Belongs To You.
26 Capítulo 26
Notas iniciais
“Rápido, Maya. Nós estamos atrasadas.” Santana gritava por sua pequena que corria para buscar sua mochila antes de irem para a day care. “Mijá, vou te deixar aí.” A latina brincava pegando as chaves do carro.
“Estou pronta, estou pronta.” A pequena voltava correndo, passando a mão pelo seu cabelo. “Por que não posso ficar com a tia Rachel e com a Brittany?” Maya perguntava pela milésima vez fazendo um bico adorável.
“Porque você tem aula, e tia Rachel não vai ficar em casa o dia todo.” Santana explicava novamente.
“Mas, mas mama, e se a Quinnie aparecer?”
“Ela não vai aparecer.” Santana falava calmamente, segurando na mão de sua filha a levando para fora do apartamento.
“Como você sabe?” Maya perguntava, arqueando suas sobrancelhas e cruzando seus braços. Desde quando Quinn se desculpou com Santana na casa de Maribel, ficou restrita a visita da médica e hoje fazia exatamente duas semanas em que a pequena não a via, ao contrário de Santana que depois do jantar que tiveram juntas, a médica a encontrou pela manhã para tomarem café juntas.
“Porque se ela fosse aparecer, sua tia Rachel falaria.” A latina revirava os olhos, pegando sua filha no colo a colocando dentro do carro. “Coloca sua mochila no banco, mijá, preciso fechar seu cinto.”
Maya ficou em silêncio, mas ainda estava fazendo bico, enquanto sua mãe fechava o cinto de sua cadeirinha e arrumava sua roupa. Era nítido ver o quão pensativa a pequena estava e pela cara, Santana sabia que algo estava lhe incomodado.
“O que foi, Maya?” Santana perguntava ao entrar no carro, colocando seu cinto. “Por que você está com essa cara?”
“Nada.” Maya cruzava os braços fazendo sua mãe revirar os olhos ao ver o quão teimosa a pequena estava sendo.
“Eu sei que algo está te incomodando, Maya.” Santana olhava atenta a estrada enquanto dirigia, mas continuava sua atenção para a pequena.
Maya respirou fundo olhando pela janela, deitando sua cabeça sobre sua cadeirinha.
“Mama.” A pequena falava carinhosamente agora olhando para seus dedinhos. “Mama, você acha que a mamãe Quinnie não me ama mais?” A voz de Maya era triste, fazendo o coração de Santana partir em mil pedaços. Ela odiava ver sua filha daquela forma e odiava ainda mais por saber que parte daquilo tudo era sua culpa, afinal, foi Santana quem tinha dito que evitaria deixar a médica e sua filha próximas para que a mesma não se machucasse.
“De onde você tirou isso, munchkin?” Santana perguntava encontrando a carinha triste de sua filha pelo retrovisor.
“Porque ela não me visita mais, mama, e mamãe Quinnie sempre estava na nossa casa quando ela namorava com você. Vocês duas estão namorando de novo e ela não me visitou nenhuma vez. Eu acho que ela parou de gostar de mim, mama.” O tom de voz de Maya mostrava o quão confusa e machucada a pequena estava por não poder ver Quinn. Santana conhecia bem sua filha e sabia que sua pequena estava sofrendo com a distância.
“Mijá, eu e Quinn não estamos namorando de novo.” Santana se explicava falando carinhosamente com sua filha. “Mas mmm... O que acha de a convidarmos para ir brincar no parque amanhã?” A latina não tinha certeza do que estava fazendo, mas a felicidade de sua filha sempre viria em primeiro lugar e se ver Quinn faria Maya feliz, Santana deixaria que a pequena visse a médica.
“Mesmo?” Maya no mesmo instante arregalou os olhos surpresa com o que ouvia, abrindo um enorme sorriso fazendo sua mãe rir. “Você acha mesmo que a mamãe Quinnie vai querer brincar comigo?”
“Claro que vai, mijá. Ela te ama muito, munchkin. O fato de Quinn não estar indo nos visitar é porque ela está muito ocupada.” Santana sorria pelo retrovisor vendo sua pequena praticamente pular animada em sua cadeirinha.
“Você promete, mamãe? Você promete que ela ainda me ama e que vamos vê-la?” Maya perguntava.
“Prometo.” Santana não sabia se ainda podia confiar em Quinn, mas esperava realmente que a médica não machucasse novamente sua filha.
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Após terminar de dar suas aulas de dança, Santana estava terminando de se arrumar sozinha em sua sala pensando em como falaria com Quinn. Desde quando saíram para jantar, a médica é sempre a primeira a começar puxar o assunto via mensagem. Santana nunca soube o que dizer ou que fazer e naquele momento não era diferente.
A latina sabia que precisava fazer algo por sua filha e que para isso, precisava tomar uma atitude, até porque, Quinn provavelmente não iria rejeitar seu convite ou sua ligação.
Santana respirou fundo pegando seu celular, procurando o número de Quinn em sua agenda e esperou que estivesse dentro de seu carro para iniciar a ligação.
“Hey Tana!” Quinn atendia seu celular após o terceiro toque.
“Hey Q.” A latina falava timidamente. “Como você está?”
“Estou bem e você? Como está Maya?” A médica perguntava, e Santana podia notar pelo tom de voz da mesma que ela parecia surpresa e feliz com a ligação.
“Estamos bem.” Santana respirava fundo e sem saber o que dizer, decidiu ir direto ao ponto. “Mmm... E-eu estou ligando para te fazer um convite.”
“Um convite?” Quinn perguntava. “Que tipo de convite?”
“Amanhã vou levar Maya para brincar no parque... Você sabe, o mesmo de sempre.” Santana ria baixo. “E gostaria de saber se... Mmm, se você gostaria de ir com a gente.” A latina ficava em silêncio por alguns segundos deitando sua cabeça para trás no banco. “A Maya. Ela sente sua falta, Quinn, e... Estive pensando e acho que talvez não seja tão ruim deixar que ela te veja um dia ou outro.” Santana fechava seus olhos com medo de se arrepender do que estava fazendo.
“San, eu adoraria vê-la.” Quinn falava animada. “Sinto tanta falta da Maya. Vou adorar acompanhar vocês amanhã e claro, vai ser um motivo para nos encontrarmos.” Agora Santana podia notar que o tom de voz da médica passava de animado para carinhoso, fazendo seu coração disparar. “Vai ser ótimo te ver, Tana.” Santana abriu um leve sorriso.
“Vai ser ótimo te ver também, Q.” A latina respondia sincera sentindo seu coração pulando em seu peito. “Então nos vemos amanhã às onze horas da manhã? Até porque, não sei se você se lembra, mas Maya quando está ansiosa acorda cedo e provavelmente vai ficar louca para te ver.” Santana ria baixo e podia ouvir a risada suave de Quinn do outro lado.
“Claro, às onze horas está ótimo, Tana.” Quinn respondia. “Vou adorar passar o dia com minhas duas Lopez preferidas.”
“Bom Fabray, espero que não exista nenhuma outra Lopez na sua vida.” Santana rapidamente respondeu, brincando com Quinn sem pensar no que estava falando.
“Não se preocupe, Tana, você e Maya são o suficiente pra mim.” A médica falava carinhosa, e Santana não pode deixar de sorrir.
“Então nos vemos amanhã? Maya vai ficar louca com a novidade.”
“Claro, nos vemos amanhã. Mal posso esperar para ver minha baby girl.” O modo como Quinn falava de Maya, deixava claro para Santana o quanto as duas eram grudadas uma na outra e era difícil negar o quanto isso fazia a latina feliz.
“Ótimo! Até amanhã, Q.” Santana se despedia esperando que Quinn fizesse o mesmo antes de desligar.
O fato de Quinn ter lhe prometido que não iria mais embora, era um dos motivos no qual a fazia confiar que a médica não machucaria Maya, e que talvez, esse fosse o momento para que Santana deixasse que sua filha voltasse a se reaproximar da médica devagar até que a latina confie na mesma 100% para deixá-la voltar para vida de Maya como antes.
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“Mama, rápido, rápido!” Agora era a vez de Maya apressar sua mãe. A pequena estava tão empolga por ver Quinn, que mal conseguia se conter. Como Santana tinha dito, a pequena acordou cedo e não deixou mais que sua mãe dormisse falando sem parar sobre tudo o que brincaria com mamãe Quinnie naquela manhã.
A pequena já estava pronta, pulando sem parar em frente a porta, quando Santana aparecia segurando sua bolsa e as chaves do carro.
“Vamos, munchkin, mamãe já está pronta.” Santana ria ao ver o modo como sua pequena estava ansiosa e feliz.
“Até que enfim.” Maya abria a porta de seu apartamento, correndo para chamar o elevador. “Mama, você acha que mamãe Quinnie vai querer tomar sorvete hoje?” A pequena perguntava olhando fixamente para a porta do elevador.
“Claro, mijá. Tenho certeza que tudo o que você quiser, ela vai fazer.” Santana ria baixo, pegando na mão de sua descontrolada filha, para descerem juntas até a garagem.
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Mesmo depois de já ter saído com Quinn, Santana se sentia nervosa por ver a médica novamente. Ela não sabia como agir perto da mesma e muito menos o que fazer, já que agora seria diferente, sua filha estaria com elas. A latina não queria estragar o passeio de Maya, mas mesmo estando confusa, Santana Lopez não podia negar que seu coração batia ansiosa para ver Quinn.
A latina não queria aceitar e estava fazendo de tudo para ignorar a ansiedade e o batimento acelerado de seu coração, mas ela realmente estava feliz em poder ver Quinn novamente.
Assim que estacionou seu carro próximo ao parque, Maya começava a querer soltar seu cinto as pressas, fazendo sua mãe revirar os olhos.
“Maya Rose Lopez!” Santana soltava seu cinto, pegando sua bolsa e seu celular. “Se acalma, ou então vamos voltar para casa.” A latina ameaçou.
“Não, mama! Não!” Maya se ajeitava em sua cadeirinha. “Eu vou esperar.” A pequena começava a balançar seus pezinhos tentando esperar paciente que sua mãe saísse do carro para finalmente soltá-la.
Santana soltou a cadeirinha da filha, segurando a mão da pequena enquanto a ajudava descer, pegando a bolsa da hello kitty e fechando a porta do carro.
“Você acha que a mamãe Quinnie já chegou?” Maya perguntava se segurando para não correr até a entrada do parque.
“Eu não sei, mijá...” Santana respondia, abrindo um sorriso ao ver Quinn de longe sentada em um dos bancos próximo ao escorregador. “Mas, algo me diz que aquela loira sentada, com um livro na mão perto do escorregador é ela.” Maya semicerrava os olhos olhando concentrada na direção em que sua mãe lhe mostrava e assim que viu Quinn, seus olhos se arregalaram e a pequena soltava a mão de Santana correndo em direção a médica.
“Mamãe Quinnie!” A pequena gritou de longe. “Quinnie!” Maya gritou novamente conseguindo chamar atenção de Quinn.
A médica tirou seus olhos de seu livro olhando a pequena que corria em sua direção, abrindo um enorme sorriso, se colocando de pé a tempos de pegar Maya em seus braços.
“Munchkin!” Quinn apertava Maya em seus braços, com a mesma lhe abraçando com força, deixando suas perninhas em volta de sua cintura e seus braços em volta de seu pescoço.
“Mamãe Quinnie, que saudades!” Maya apertava seus braços em Quinn rindo sem parar.
“Eu também estava com saudades, baby girl. Muitas saudades.” Quinn afastava seu rosto depositando vários beijos na bochecha de Maya.
“Hoje nós vamos brincar?” A pequena perguntava com seus olhos brilhando.
“Claro que vamos. Vamos brincar muito e tomarmos sorvete.”
“Pouco sorvete, por favor.” A voz de Santana tirava Quinn de sua bolha com Maya, fazendo-a sorrir ainda mais ao ver a latina. “Hey Q.” Santana sorria suavemente tentando aquietar seu peito que disparava.
“Hey San.” A médica mordia o canto de seus lábios, animada por estarem todas juntas.
“A gente pode brincar agora?” Maya perguntava, olhando de sua mãe para Quinn. “Vamos até à balança?” A pequena inclinava sua cabeça de um jeito adorável, tentando chamar atenção de Quinn.
“Claro que podem. Vou ficar sentada aqui olhando vocês brincarem.” A latina respondia desviando seu olhar de Quinn, sorrindo para sua filha.
“Mm... Eu vou só brincar com ela um pouco e depois te faço companhia.” A médica falava suavemente, fazendo a latina se perder por alguns segundos em seus olhos.
“Vamos, vamos, mamãe Quinnie” Maya tirava Santana de seu transe, fazendo Quinn sorrir ao perceber o quão intenso uma olhava para a outra.
“Você quem manda.” A médica começava a morder a bochecha de Maya enquanto agora se iam à direção dos brinquedos deixando Santana sozinha.
A latina se sentava no banco observando de longe sua filha feliz brincando com a médica. Era nítido ver o quão feliz Maya estava por estarem apenas alguns minutos ao lado de Quinn. A pequena tinha um sorriso enorme nos lábios e fazia questão de sempre segurar a mão da médica toda vez que descia o escorregador e voltava para subir novamente.
Santana sabia que não ia conseguir manter sua filha muito tempo longe de Quinn. Ela sabia que precisava estabelecer algumas restrições e naquele momento, Santana tinha certeza absoluta que não ia mais poupar sua filha de passar algum tempo com a médica. Era de se saber o quanto Maya amava e era apega a Quinn, sua mãe só estava lhe protegendo de se machucar novamente, mas depois de hoje a latina sabia que precisaria dar uma chance para Quinn com Maya.
A pequena algumas vez acenava da balança para sua mãe, preocupada por vê-la sozinha. A pequena estava adorando a companhia de Quinn, mas não queria que sua mami ficasse sentada e que fosse também brincar com ela, mas mamãe Quinnie estava lhe empurrando tão alto que ela não queria descer e continuar brincando.
Enquanto a latina esperava, pensava que teria sido uma ótima ideia se talvez tivesse trago um livro para se distrair, já que sabia que não iria brincar com Maya e Quinn. Sequer tinha se passado uma hora e Santana já estava entediada, mas antes que ela pudesse pensar em ia brincar com sua filha, foi surpreendida.
“Mmmm... Olha só o que eu achei aqui.” Uma voz suave sussurrava em seu ouvido a fazendo sorrir maliciosa ao reconhecer quem era a pessoa atrás dela. “Uma gatinha perdida no parque.” Samantha depositava um beijo na bochecha de Santana a fazendo levantar e abraçá-la.
“Sammy!” Santana sussurrava com seus braços em volta do pescoço da pianista que ela não via há dias, e não podia negar que sentia saudades. “Mmmm... É tão bom te ver.” A latina depositava um beijo na bochecha de Samantha que sentia seu coração acelerado ao sentir o perfume de Santana.
“É ótimo te ver também, gatinha.” A pianista se afastava, pousando suas mãos na cintura da latina. “O que você está fazendo aqui?”
“Trouxe Maya para brincar.” Santana apontava em direção a pequena que ria sem parar junto de Quinn.
“Oh, vejo que vocês estão bem acompanhadas.” Sammy falava suavemente tentando agir naturalmente, mas Santana podia ver o olhar machucado da sua ex-namorada que ela tinha tanto carinho.
“Hey...” A latina segurava na mão de Sammy. “Maya estava com saudades de Quinn e a trouxe para terem um dia juntas, Sammy.”
“Gatinha, você não precisa me explicar nada, está bem?” Samantha franzia o nariz entrelaçando seus dedos aos de Santana. “Por que você não está lá brincando com elas?”
“Porque como eu disse, é um encontro da Maya e Quinn.” Santana olhava intensamente nos olhos de sua ex-namorada.
Desde a noite em que terminaram, Santana não negava que sentia falta de Samantha. Não do relacionamento em si, mas do quão carinhosa, atenciosa e amiga a pianista era. Santana sentia falta de tudo aquilo e não sabia como se reaproximar de Samantha depois de tudo o que tinha acontecido. Ela achava que a pianista precisava de um tempo e naquele momento, se sentia feliz por ver o quão natural estava sendo o entrosamento delas.
Enquanto Samantha se aproximava de Santana, de longe, Quinn sentia seu estômago revirando com o que via. Seu coração disparava de ciúmes e insegurança a fazendo dispersar, parando por alguns segundos de empurrar Maya na balança. A médica sabia que demoraria um tempo para Santana e ela se reaproximarem, mas suas intenções com a latina ia muito além de uma simples amizade e ver o quanto Santana e Samantha estavam próximas daquela forma, fazia toda sua insegurança e medo aparecer juntos.
“Então isso significa que posso te roubar pra mim?” Sammy perguntava brincando, começando a balançar a mão da latina.
“Depende para onde você vai me levar.” Santana provocava, passando a ponta de seu dedo no nariz de Samantha.
“Bom, eu sinto sua falta, então eu te levaria para um lugar onde você seria só minha.” Samantha arqueava sua sobrancelha, mordendo o canto de seus lábios, começando a rir baixo.
“Eu também sinto sua falta e é realmente muito bom te ver, Sammy.” Por impulso, Santana se aproximou ainda mais da pianista, dando um selinho demorado no canto dos lábios de sua ex-namorada, e de longe, os olhos de Quinn se enchiam de lágrimas ao ver aquilo. “Desde aquela noite pensei em te ligar ou ir te ver, mas não sabia se você ia querer isso. Pensei que talvez você fosse querer algum espaço.” Santana se afastava encontrando uma sorridente Samantha a sua frente.
“Não seja boba, gatinha. É claro que eu ia adorar te encontrar. Você sabe que mesmo depois de tudo, vou continuar do seu lado. Eu respeito qualquer decisão que você tomar.” A pianista falava carinhosa, depositando um beijo na testa da latina.
“Obrigada. E a propósito, você continua adorável.” Santana brincou. “E sem falar que também continua gostosa” A latina sussurrava a última palavra e antes que Samantha pudesse responder, dois bracinhos em volta da perna da pianista às fizeram se afastar uma da outra olhando para uma sorridente Maya.
“Sammy!” Maya apertava seus braços em Samantha.
“Hey, olha se não é minha outra gatinha.” A pianista pegava Maya em seu colo, enchendo a pequena de beijos. “Como você está?”
“Bem. Hoje a mamãe me trouxe pra brincar com a Quinnie, Sammy” Maya falava empolgada e logo atrás da pequena, Quinn aparecia ajeitando seu cabelo.
“Como vai, Quinn?” Samantha perguntava educada.
“Bem, e você?” A médica respondia se colocando ao lado da latina.
“Ótima. Estava passeando pelo central park e encontrei essa gatinha...” Sammy olhava para Santana. “E resolvi parar, espero não estar atrapalhando o passeio de vocês.” Apesar de parecer um momento constrangedor, Samantha estava sendo educada e sincera, deixando impossível para que Santana se sentisse incomodada com a situação.
“Não está atrapalhando, Sammy, sua bobinha.” Maya sorria inocente fazendo as três mulheres sorrirem encantadas. “Eu e mamãe Quinnie estamos indo tomar sorvete, você quer?” A pequena perguntava.
“Aw, gatinha, eu ia adorar, mas preciso ir embora.” Samantha realmente não precisava ir embora, mas ao ver as três juntas, sabia que não podia se envolver e precisava deixar que Santana aproveitasse seu dia. Apesar de ter se apaixonado pela latina, ela sabia que não podia pressioná-la.
“Poxa Sammy, nós íamos tomar sorvete de cereja ou morango ou chocolate.” Maya inclinava sua cabeça fazendo Santana sorrir.
“Bom, podemos tomar sorvete outro dia, está bem? Agora realmente preciso ir.” Sammy depositou um beijo demorado na bochecha de Maya a colocando no chão e se virando para Santana. “Nos vemos depois, gatinha. Agora você já sabe que pode me ligar quando quiser.” A pianista se aproximou de Santana depositando um beijo demorado em sua bochecha, fazendo Quinn respirar fundo vendo tudo aquilo.
“Nos vemos depois.” Santana respondia, passando seus braços em volta do pescoço da pianista, lhe abraçando com força, depositando um beijo demorado em sua bochecha antes de soltá-la.
Quinn sentia como se fosse vomitar a qualquer momento. Seu coração disparava de ciúmes ao ver o quão natural estava sendo a relação de Samantha e Santana. Seu estômago revirava, desejando que fosse ela no lugar da pianista.
“Tchau, Quinn.” Samantha se afastava de Santana, agora se despedindo da médica.
“Tchau, Samantha.”
A pianista depositou o último beijo na cabeça de Maya antes de se afastar das três acenando para Santana que sorria feito boba.
“Vamos tomar sorvete, mamãe Quinnie?” A voz de Maya tirava a médica de seu transe que assentia.
“Claro, munchkin, vamos tomar sorvete. Mmmm... San?” Quinn chamava atenção de Santana que parecia hipnotizada ainda com Samantha.
“Mmm? Ah, o sorvete, claro. Vamos tomar sorvete.” Assim que se virou para Quinn, Santana pode ver o olhar machucado nos olhos da médica. A latina sabia que o motivo para isso ter conhecido foi Samantha, e por um minuto, Santana se arrependeu por ter feito o que fez. Ela não queria machucar Quinn ou deixá-la constrangida, mas ver Samantha depois daquela noite a fez bem. Fez Santana se sentir aliviada ao ver que tudo parecia bem entre elas.
Quinn não queria sentir como se estivesse em uma competição para ganhar o coração de Santana, e esperava que tudo o que tinha visto hoje não passasse de apenas um mal entendido. Que entre Santana e Samantha existia apenas uma amizade... Uma bela amizade na qual não influenciaria em seu objetivo de conquistar a confiança e o coração de Santana novamente.
Enquanto tomavam sorvete, Maya estava sentada no banco entre sua mãe e Quinn em silêncio, tomando cuidado para não derrubar seu sorvete de morango. Já Quinn não sentia um pingo de vontade de tomar sorvete. Seu coração estava tão acelerado lhe causando enjoou. A visita repentina de Samantha sem dúvidas tinha deixado um clima estranho de sua parte após a mesma ter ido embora.
Apesar de continuar em silêncio e apenas falar com sua filha, Santana também podia sentir o clima que Samantha tinha deixado para trás. Óbvio que a latina não queria estragar essa tarde e também não podia negar no quão tudo aquilo a incomodava. Mesmo não estando 100% pronta para se reaproximar de Quinn, Santana não estava gostando daquela situação. A latina queria uma tarde tranquila, animada e normal entre sua filha e Quinn, e não queria atrapalhar nada, até porque, por mais que Santana negasse, ela queria sim ter uma tarde agradável com Quinn. Claro, isso tudo seria só mais um passo para a médica conquistar sua confiança e Santana não queria que as coisas começassem de forma errada.
“O que acha de brincamos todas na balança?” Santana falava animada olhando para sua filha, terminando seu sorvete.
“Vamos!” A pequena dava sua última mordida em sua casquinha, limpando a boca com o guardanapo. “Vamos empurrar a mama.” Maya pulava do banco, segurando na mão de Santana a fazendo se levantar e agora as três seguiam em direção da balança.
“Eu vou ter que ir primeiro?” Santana perguntava olhando da balança para Quinn e Maya.
“Mhm, você primeiro.” Quinn sorria adorável pela primeira vez desde que Samantha tinha ido embora, fazendo algumas borboletas no estômago da latina voarem. Aquele era seu sorriso favorito.
“Está bem, mas não empurrem muito alto.” A latina brincava se sentando na balança.
“Mami, você sempre disse que não tinha medo de altura.” Maya falava rindo.
“E não tenho, mijá. Só empurre devagar, essa balança é muito pequena pra mim.” Santana olhava para trás e logo começava a sentir as mãos pequenas de sua filha no meio de suas costas lhe empurrando.
“Grrrr...” Maya grunhia ao fazer força. “Mama, você tá comendo muito.” A pequena brincava ao ver o quão difícil estava para empurra sua mãe.
“O que?” Santana semicerrava os olhos. “O que você disse, Maya Rose?”
“Ela disse que você está muito pesada, Lopez.” Quinn respondia rindo ao ver a cara da latina.
“Ah então isso é um complô?” A latina colocava seus pés no chão, fazendo a balança parar e se virava para Maya e Quinn que ria baixo.
“Talvez. Se você não fosse tão pesada.” Quinn revirava os olhos provocando a latina;
Santana sem dizer nada saiu do balanço começando a correr atrás de Maya e Quinn que corriam de mãos dadas em volta dos brinquedos do parque, rindo sem para. A pequena gritava pedindo que Quinn corresse mais, e todas as vezes que olhava em direção a sua mãe, entrava em desespero ao ver o quão perto ela estava.
Naquele mesmo instante, Quinn finalmente conseguiu esquecer a visita inesperada e do momento constrangedor em que estava há minutos atrás. Sua risada como sempre era gostosa fazendo a latina sentir seu coração disparar ao ver o quão linda a médica continuava sendo em todos seus momentos. Santana não podia negar que também sentia falta disso. Sentia falta desses momentos e se deixou levar por tudo o que acontecia.
Antes que Maya pudesse soltar a mão de Quinn e correr sozinha, Santana passou seus braços em volta da cintura da pequena, a pegando no colo, começando a mordê-la sem parar.
“Socorro, mamãe Quinnie.” Maya estendia sua mão tentando alcançar Quinn.
“Solta minha monstrinho, Lopez.” Quinn se aproximava das duas, tentando tirar Maya do colo da latina, começando a fazer cócegas na mesma.
“Ah!” Santana gritava, começando a rir sem parar, tentando sair de perto de Quinn. “Quinn!” A latina colocava Maya no chão, colocando suas mãos sobre as de Quinn e assim que as segurou, a frente do corpo da médica ficava agora contra suas costas e Santana segurava suas mãos deixando os braços da mesma em volta de sua cintura.
“Então você continua sensível a cócegas.” Quinn sussurrava contra a orelha de Santana, fazendo-a se arrepiar.
“Você sabe que n-não aguento cócegas, Q.” Santana sussurrava de volta e agora as duas finalmente pareciam perceber a posição em que estavam, mas nenhuma das duas queria se mexer.
Santana se arrepiava, sentindo seu coração disparando com a respiração de Quinn tão próxima ao seu pescoço, enquanto Quinn sorria apaixonada, com as borboletas voando sem parar em seu estômago ao estar tão próxima da latina daquela forma, sentindo o perfume gostoso da mesma.
“Quando é sobre você, nunca esqueço, Tana.” Quinn sussurrava deixando Santana paralisada.
“Mmm...” A latina saia de seu transe tentando controlar sua respiração, soltando as mãos de Quinn e se afastando. “E-eu acho que já está na hora de irmos.”
“Ah mami, mas eu quero ficar mais com a mamãe Quinnie.” Maya cruzava os braços, fazendo bico.
“Mijá, já está ficando tarde e você precisa tomar banho.” Santana se afastava de Quinn sentindo os olhos da mesma em cima dela. “Você pode ficar com Quinn outro dia.”
“Mas mama...”
“Sem mas, Maya.” Santana falava firme com sua filha, fazendo a pequena se segurar para não chorar.
Quinn não queria que sua tarde acabasse e mesmo tendo a ideia de ficar mais tempo com Maya e levá-la embora depois, a médica sabia que não podia ultrapassar seus limites com Santana e optou por deixar que a latina fizesse do seu jeito.
“Vamos nos ver outro dia, munchkin.” Quinn comentava.
“Mas mamãe Quinnie, eu queria ir com você comer pizza na Ellie.”
“Bom, nós vamos ter muitos dias pela frente, meu amor. Vamos poder comer muitas pizzas. Prometo que vamos nos ver logo.” A médica sorria depositando um beijo na cabeça de Maya.
“Argh!” A pequena revirava os olhos. “Não é justo. Fico muito tempo sem te ver, mamãe Quinnie.”
“Mas dessa vez, você vai me ver logo.” A médica olhou para Santana com um olhar questionador que foi respondido com apenas um sorriso de leve. “Eu te amo, munchkin.”
“Eu também te amo, Quinnie.” Maya passava seus braços em volta da cintura de Quinn lhe abraçando com força.
Sem dizer nada, as três caminhavam de volta para perto do banco, pegando as bolsas antes de se despedirem novamente.
Quinn virou-se de frente para suas duas latinas se despedindo primeiro de Maya que lhe dava outro abraço forte.
“Nos veremos em breve.” Quinn falava suavemente, se abaixando na altura da pequena e depositando um beijo em sua bochecha. “Te amo, baby girl.”
“Também te amo, Quinnie.” Maya sorria, também depositando um beijo na bochecha de Quinn.
Assim que as duas se soltaram, Quinn se levantou olhando para Santana. Ambas não sabiam o que fazer ou como se despedir, e a médica podia notar o quão desconfortável Santana parecia estar com tudo aquilo.
“Mmm... Nos vemos depois?” Quinn perguntava se aproximando da latina.
“C-claro, Q. Mmm... Então, até breve.” Santana sorria sem saber o que fazer. A latina sabia que isso não foi um encontro e não queria que nada ficasse estranho entre elas.
“Foi muito bom te ver, Tana.” Quinn sorria adorável passando seus braços em volta do pescoço da latina, lhe dando um abraço forte que para surpresa de ambas, foi correspondido por Santana, que passou seus braços em volta da cintura da médica, respirando fundo ao sentir o perfume delicioso de baunilha do cabelo de Quinn. “Eu sinto tanta sua falta, Tana.” Quinn sussurrava fazendo a latina fechar seus olhos. “Desculpa por dizer isso todas as vezes que nos encontramos.” Santana podia sentir seu coração apertando com a voz delicada de Quinn.
“Tudo bem, Q.” A latina respondia carinhosamente.
“Será que podemos nos encontrar novamente? Só nós duas?” Quinn agora se afastava devagar, encontrando os olhos da latina. “Um almoço ou um jantar novamente?” A loira mordia o canto de seus lábios, fazendo Santana se perder por alguns segundos nos olhos castanho-esverdeados da mesma.
“Mmmm... Claro, Q.” Santana respondia se aproximando da médica e depositando um beijo em sua bochecha. “Agora nos precisamos ir. Vamos mijá.” A latina chamava por sua pequena que já tinha voltado para o escorregador.
“Ótimo, então eu te ligo.” Quinn falava animada. “Beijo munchkin!” A médica acenava para suas duas latinas.
Quinn não tinha certeza quando encontraria Santana novamente, mas dessa vez, a mesma faria questão de preparar tudo antes de convidá-la para sair. A médica não queria apenas um jantar como da primeira vez. Quinn queria algo especial. Algo que fizesse Santana ver o quanto estava sendo sincera ao dizer que tinha voltado por ela. A médica queria algo simples, porém especial o suficiente para trazer Santana para perto dela novamente. Fabray sem dúvidas planejaria oficialmente o primeiro encontro entre elas.
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