Notas iniciais
Oieee gente!!! Capítulo novo pra vocêss, espero que gostem. xxxx

“Mama?” Maya chamava sonolenta enquanto entrava no quarto de Santana de madrugada. “Mama?” A pequena subia na cama, se colocando embaixo do edredom, se aconchegando contra a latina que mal conseguia dormir.

“O que foi, Maya?” A voz de Santana fazia a pequena se aproximar ainda mais do corpo de sua mãe.

“Eu estou com dor na barriga.” A pequena sussurrou. “E-eu acho que comi muito.” Maya se encolhi, passando a mão em sua barriguinha. “Tá doendo muito, mami.” Santana respirou fundo, abrindo seus olhos e encontrando sua filha encolhida abraçando os próprios joelhos.

“Você comeu demais, eu te avisei que era pra comer menos, Maya.” Santana falava suavemente. “Eu já te falei que você precisa comer o que aguenta.” A latina tirava o edredom de cima de seu corpo, se levantando da cama para ir até a cozinha buscar o remédio para Maya.

A pequena continuou deitada na cama de sua mãe, passando a mão por sua barriga, enquanto esperava por seu remédio. Ela sabia que não devia ter exagerado tanto ao comer seu bolo de aniversário, mas tudo estava tão gostoso e era chocolate. Maya adora chocolates.

“Aqui, levanta para tomar o remédio.” Santana entrava no quarto, segurando uma colher de chá com gotas de remédio na mesma e um copo de água. Maya notou o tom de voz de sua mãe e percebeu que a mesma não estava muito feliz por ter sido acordada naquela hora, afinal, eram uma da manhã e ambas já deveriam estar dormindo.

Maya tomou seu remédio e bebeu um gole de água devolvendo tudo para sua mãe que colocou o talher e o copo em cima de seu criado mudo, voltando a se deitar. Santana se colocou embaixo do edredom e Maya ficou parada onde estava olhando para o teto. Ela sabia que sua mãe não estava bem e não sabia o que fazer.

Santana se deitou virando para o lado de Maya e sequer percebeu que a sua filha não se mexia. A latina desde a hora em que Quinn lhe contou que ia embora, sua cabeça não parava de girar, seu estomago não parava de doer e seu coração não parava de se partir. Santana tinha se apaixonado por Quinn e estava decidida a lutar pela médica, mas como sempre a mesma escolheu seu trabalho ao invés de Santana. Sempre foi assim, aliás, Quinn sempre a empurrava todas as vezes que se sentia pressionada demais ou quando percebia que estava realmente em um relacionamento. A médica nunca aceitou isso e Santana não entendia o porquê dela ter mantido isso por tanto tempo se nunca pensou em oficializar o que tinham.

Mas não era só isso que preocupava Santana. O fato de ver sua filha tão apegada na médica lhe machucava em dobro. Santana sentia dor não só por ela, mas conhecia Maya e sabia que sua filha ia sofrer. A pequena nunca se aproximou de alguém dessa forma e Santana zelava por sua filha. A latina faria o possível para protegê-la como sempre fez.

Maya olhou de lado para sua mãe e começou a se mexer lentamente se aproximando. Ela ainda não sabia se devia, mas sempre soube que beijos e abraços era o melhor remédio para curar qualquer tipo de dor e tristeza, pelo menos era isso que sua avó Maribel sempre lhe disse. A pequena se virou de frente para Santana e a latina podia senti-la se mexer na cama devagar. Maya levou seu braço colocando na cintura de Santana e a aproximando da mãe. Seu rosto ficou um pouco abaixo do queixo de Santana e Maya levantou o rosto, encaixando o mesmo no pescoço da mesma. Todos os seus movimentos eram lentos e suaves.

Santana sabia que não podia deixar sua raiva por Quinn atingir sua filha e quando Maya se aproximou, a latina passou seu braço em volta da cintura da pequena, puxando o corpo da mesma para perto dela e pode sentir sua filha relaxando ao ser correspondida.

“Eu te amo, mama.” A pequena sussurrou olhando para sua mãe.

“Eu também te amo, mijá.” Santana respondeu aconchegando mais sua filha para perto dela e ambas fechavam os olhos para dormirem.

Xxxx

Santana, Rachel e Maya estavam sentadas em volta da mesa tomando café em silêncio. Santana não estava muito atenta para conversar, sua cabeça estava em Quinn. Obviamente, a latina não conseguia deixar de sentir raiva pela situação, de se sentir idiota por ter se envolvido nesse relacionamento sozinha todo esse tempo. Santana sentia raiva de si mesma por ter deixado isso chegar tão longe e agora isso atingiria sua filha.

Rachel percebia o quanto sua amiga estava no mundo da lua e mal prestava atenção no que Maya falava enquanto comia o cereal. A pequena também não estava gostando do silêncio e se sentia incomodada e desconfortável por ver sua mãe daquela forma. Ela nunca viu Santana tão desligada e aparentando estar tão irritada daquela forma e a pequena não sabia o que fazer.

“Tia Rachel, me da um pouco de suco?” A pequena virava-se para Rachel, já que sua mãe estava paralisada segurando uma xícara de café, olhando para o nada.

Berry sorriu para sua afilhada, pegando a jarra de suco e colocando no copo de Maya, entregando nas mãos da pequena. Rachel olhava para Santana preocupada, ela já sabia o que tinha acontecido, Santana lhe contou tudo logo depois que todos foram embora da festa de Maya.

Maya não tirava os olhos de sua mãe e ao colocar seu corpo de volta em cima da mesa, deixou que o fundo do mesmo batesse na beira da mesa, virando todo o suco em cima dela, fazendo Santana sair de seu transe e perceber que sua filha estava com o pijama encharcado de suco de laranja.

“Maya Rose!” Santana colocou sua xícara na mesa e Maya sabia que estava encrencada só pelo fato de sua mãe tê-la chamado por seu primeiro e segundo nome. Maya paralisou. “Presta atenção.” A latina falava em um tom irritado se levantando brava da cadeira para pegar um pano, enquanto Maya abaixava a cabeça olhando para suas mãos.

“Me desculpa, mamãe” Maya sussurrou continuando de cabeça baixa.

“Eu já falei pra você prestar atenção, Maya. Você não tem mais m ano de idade, você já consegue muito bem comer e beber seu suco sozinha.” Santana continuava com seu tom de voz irritada e se abaixou para passar o pano no pijama de Maya.

“Santana.” Rachel chamava, mas a latina não a ouvia.

“Olha pra isso!” Santana falava alto. “Você sujou todo o seu pijama.” Maya que estava de cabeça baixa começava a chorar. Ela nunca tinha ouvido sua mãe levantar a voz dessa forma e começava a ficar assustada.

“Me desculpa, mamãe.” A pequena repetiu com a voz baixa.

Rachel que observava tudo e estava com a sobrancelha arqueada. Ela sabia que Santana estava descontando sua frustração em cima de Maya, mas não sabia se a latina percebia o que estava fazendo.

“Santana!” Rachel falou alto dessa vez conseguindo a atenção da latina. “Olha o que você está fazendo.” Berry apontou para Maya que chorava sem parar se sentindo culpada por ter irritado sua mãe.

Santana olhou e finalmente prestou atenção em sua filha e no que estava fazendo. Ela estava com raiva de Quinn e sem se controlar, descontou na pessoa que ela deveria estar protegendo de todo esse sofrimento. A latina parou o que estava fazendo, passando seus dedos no cabelo de Maya e colocando as mechas para trás da orelha da pequena.

“Hey” Santana falava suavemente e Maya a olhava. “Está tudo bem, munchkin” A latina depositou um beijo na testa de sua filha.

“Me desculpa, mamãe, eu não queria te deixar brava, foi sem querer.” Maya continuava chorando encontrando os olhos de sua mãe.

“Sh, está tudo bem, meu amor, mamãe não ficou brava, desculpa.” Santana se levantou pegando Maya em seu colo e a abraçando. A latina olhou para sua amiga que estava de sobrancelha arqueada. “Vou te dar um banho e vamos trocar de roupa está bem?” Santana conversava com Maya que assentiu, passando seus braços em volta da nuca da mãe e a abraçando.

Depois de alguns minutos, Maya estava limpa e vestindo outra roupa, brincando na sala com sua hello kitty na casa de boneca que ganhou de Quinn e Brittany, enquanto Rachel estava com Santana na cozinha.

“Eu sei que isso é dolorido, Santana, mas você precisa se controlar.” Rachel começava a falar, enquanto terminava de limpar a mesa. “Maya não tem nada a ver com isso.”

“Eu sei disso, Berry.” Santana rebatia. “Me descontrolei, está bem? Mas vou tomar cuidado, Maya realmente não tem nada a ver com isso, eu só.” A latina pausou. “Isso é ridículo, Rachel. Como ela pode fazer isso comigo? Com Maya? Nós estávamos bem e tínhamos tudo pra dar certo. Tínhamos tudo pra entrar em um relacionamento sério, mas.” Ela pausou novamente, respirando fundo.

Rachel sabia que sua amiga estava sofrendo e ela nunca viu Santana daquela forma tão machucada por alguém. Berry sabia que Quinn tinha quebrado o coração de Santana em pedaços e não sabia se sentia raiva ou decepção da médica. Ela sabia que Santana estava dando tudo de si nesse relacionamento e que realmente amava Fabray, mas saber que a mesma não correspondeu um mínimo que fosse disso tudo nesses meses em que ficaram juntas.

“Eu realmente a amo, Berry e é dolorido saber que tudo o que fiz nesse tempo todo foi em vão e não valeu de nada, já que na primeira oportunidade ela pula fora se mudando para Flórida e sabe o que é o pior?” Santana falava inconformada. “Ela sequer aceitou meu pedido de namoro pra pelo menos sugerir que tentássemos namorar a distância.” A latina fechava seus olhos por alguns segundos. “Se ela dissesse sim, eu faria qualquer coisa pra isso dar certo, Rachel, mesmo que ela estivesse longe. Eu faria qualquer coisa.”

“San, eu sinto muito, eu queria poder fazer alguma coisa por você, mas você precisa deixar ir. Ela fez a escolha dela e você precisa ser forte, porque tem uma garotinha que te ama muito e nós duas sabemos o quanto ela vai sofrer quando souber disso.” Rachel mordia o canto de seus lábios. “Eu realmente não entendo o porquê de Quinn ter escolhido a Flórida ao invés de vocês. Eu teria escolhido vocês.” Berry sorriu tentando animar Santana. “Eu te amo, você é minha melhor amiga, minha irmã, San e eu odeio te ver dessa forma. Eu queria poder fazer algo por você e pela Maya e saiba que pra tudo que você precisar eu vou estar exatamente aqui.” Berry estendeu sua mão pegando a de Santana.

“Obrigada, Rachel.” Santana apertava a mão de sua amiga. “Eu agradeço de coração.” A latina sorriu respirando fundo. “O que mais me preocupa é como vamos contar isso para Maya.” Santana olhava em direção a porta da cozinha onde avistou sua filha brincando distraída conversando com a boneca. “Eu não quero que ela sofra, Rachel. Como eu vou dizer pra minha filha que a pessoa que ela ama e considera como uma segunda mãe está indo embora?” Santana não fazia ideia de como faria assim, até porque, machucar sua filha estava fora de cogitação. Talvez, talvez, ela devesse deixar isso para Quinn. “Eu vou mandar Quinn fazer isso. Ela quer nos deixar, então que aguente as consequências.” A latina falou irritada.

“Santana, você não pode colocar Maya entre vocês. Ela vai. – “ Santana levantou a mão interrompendo Berry.

“Não me diga o que fazer. Eu vou estar aqui pra Maya, eu vou estar bem aqui, Rachel, mas esse trabalho eu vou deixar para Quinn. Ela quem quer nos largar certo? Então que aprenda a lidar com o que está por vir.” Santana soltou a mão da amiga indo para a sala, deixando Rachel preocupada com as atitudes que Santana estava tomando a respeito desse assunto.

Xxxx

Quinn estava inquieta enquanto esperava o elevador chegar até o andar de Santana. Desde quando contou para a latina que iria embora, as duas não tiveram tempo algum para conversar sobre o assunto e Quinn sabia que deveria se explicar.

Quando o elevador parou, Fabray saiu do mesmo respirando fundo antes de se aproximar do apartamento da latina. A loira já tinha levado uma bronca de Brittany por ter escolhido realmente o emprego na Flórida ao invés das Lopez e agora ela se preparava para ouvir mais de Santana.

Fabray tocou a campainha esperando impaciente quando a porta se abriu, a mesma teve uma surpresa respirando aliviada.

“Oh, hey Quinn.” Rachel abria um simples sorriso tentando ser educada dando passagem para que Quinn pudesse entrar.

“Mm, oi Rachel, como vai?” Quinn passou pela morena sorrindo desconfortável. “Santana está por aqui?” A loira perguntou.

Antes que Rachel pudesse responder, Santana estava parada na porta da cozinha encarando a loira. Ouvir aquela voz fazia a latina sentir ainda mais raiva e ódio por tudo o que estava acontecendo. Berry não disse nada, ela apenas olhou em direção a porta e Quinn fazia o mesmo encontrando uma irritada Santana.

“E-eu ver se está tudo bem com Maya.” Rachel fechava a porta indo em direção ao quarto da pequena onde a mesma estava brincando com suas bonecas.

“O que você está fazendo aqui?” Santana perguntou, arqueando sua sobrancelha.

“Eu vim conversar com você.” Quinn estava tão desconfortável com o olhar de Santana, que mal conseguia encarar a latina.

“Não temos nada para conversar, Quinn.” Santana rebateu se aproximando de Quinn. “Você já deixou tudo bem claro pra mim ontem.” A latina passou por Fabray cruzando seus braços, virando-se para encarar a loira.

“Santana, eu só vim me explicar.”

“Você não tem nada para me explicar.” A latina estava com tanta raiva que se segurava para não expulsar Quinn de sua casa.

“Tenho. Eu sei que tenho, porque eu não deveria ter feito isso com você.” Quinn colocava sua bolsa no sofá dando dois passos mais próximos de Santana. “Me desculpa, Santana, mas isso não devia ter acontecido. Não devia ter ido tão longe. Eu sempre tive meu trabalho em primeiro lugar e eu não posso negar esse emprego na Flórida.” Fabray começava a se explicar, mas Santana estava tão indiferente que fazia a loira pensar duas vezes antes de continuar. Quinn sabia o quanto tudo aquilo tinha machucado Santana. “Eu gosto de você, gosto da Maya, adorei o tempo que nós passamos juntas, mas sempre te disse que não me comprometia em relacionamento sério e era exatamente por isso. Não queria ter te machucado dessa forma e. –“

“Chega, Quinn.” Santana a interrompeu. “Suas explicações pra mim não valem de nada. Até porque você preferiu não se envolver com uma pessoa que realmente te ama, pra ir embora.” A latina usava seu tom de voz sério. “Eu me declarei pra você, Quinn. Eu abri meu coração pra você e te pedi em namoro.” Santana gesticulava se segurando para não gritar. Seu coração doía muito e por mais que ela tenha dito para si mesma que não entraria nesse assunto, era difícil se manter calada. “Eu me abri pra você de uma forma que nunca tinha me feito com ninguém. Eu disse que te amava e que queria ficar com você e o que você fez?” A latina perguntou ironicamente percebendo que os olhos de Quinn se enchiam de lágrimas. “Me jogou uma bomba dizendo que ia se mudar pra Flórida. Sabe o quanto isso é frustrante? Eu me sinto uma idiota por ter feito tudo aquilo. Por ter falado tudo aquilo. Eu me sinto uma idiota, Quinn por ter deixado você se aproximar da minha filha.” Quinn olhava a latina e podia perceber que a mesma elevava sua voz. “Sabe o que mais dói? Eu te pedi em namoro, me declarei, você disse que ia para Flórida e nem sequer aceitou meu pedido de namoro e sugeriu para namorarmos a distância, porque eu faria qualquer coisa pra isso dar certo se você tivesse dito sim. Eu faria qualquer coisa se você tivesse me contado o porque de aceitar um emprego desses ao invés de querer ficar aqui comigo.” Santana apontava para si mesmo e dessa vez não pode contar sua raiva começando a falar alto. “Eu faria qualquer coisa pra você ficar comigo, Quinn, mas não, claro que não, você como sempre correu e preferiu escolheu um emprego na puta que pariu e se fechar como sempre se fechou todos esses dias.” Quinn sentia seu coração apertando por ouvir aquelas palavras. Ela sabia que Santana tinha todo o direito de estar brava, mas não imaginava que ouvir tudo aquilo doeria tanto, até porque, ela sabia que amava Santana, mas ela não era boa nisso e sempre preferiu esconder. “Quer saber, não perca seu tempo se explicando, porque o melhor que você faz é esquecer tudo isso. É me esquecer e esquecer principalmente a minha filha, porque não só eu, mas ela vai ficar arrasada quando souber que você vai embora e nunca mais vai vê-la.” Santana respirava fundo tentando conter sua raiva, mas era difícil, suas mãos começavam a tremer e seu choro estava em sua garganta.

“Santana” Quinn sussurrava enquanto chorava silenciosamente. “Eu preciso disso, está bem? Eu preciso desse emprego e eu não posso rejeitá-lo.” A loira agora falava firme, mas o olhar de Santana continuava o mesmo. Indiferente. “Eu amo a Maya e você não faz ideia do quanto isso me dói, porque eu sei que minha mudança vai machucá-la e a última coisa que eu queria era machucar vocês.” Santana sentia seu coração acelerado. Ela amava aquela mulher a sua frente e faria qualquer coisa para que ela continuasse ali onde estava. “Eu não sei como faço pra contar isso a ela, eu não sei o que fazer.” Fabray abaixava sua cabeça olhando para suas próprias mãos.

Santana sabia o quanto Quinn estava com dificuldade e sabia que tinha algo por trás disso tudo. Ela não se conformava com essa história. Não se conformava que Quinn nunca a amou durante todo esse tempo. A latina sentia raiva por Quinn estar indo embora, sentia ódio, mas vê-la a sua frente lhe fazia sentir vontade de abraçá-la, beijá-la e implorar para que ela não fosse a lugar algum. Mas será que a orgulhosa Santana conseguiria fazer isso?

“Bom, eu acho melhor você arrumar um jeito, porque é você quem vai contar a ela e não eu.” Santana respirava fundo passando a mão em seu cabelo.

“E-eu imaginei que você talvez... – “

“Não. Você, Quinn. Vai ser você.” A latina apontava para a loira que ficou em silêncio por alguns segundos antes de assentir.

Antes que uma das duas pudesse dizer mais alguma coisa, a porta do quarto de Maya se abriu e a pequena saiu correndo para a sala sorridente após ouvir a voz de Quinn.

“Quinnie!” A pequena falou empolgada pulando no colo de Quinn que a segurou firme.

“Hey baby girl.” Quinn sorria depositando um beijo na bochecha de Maya.

“Ainda tem bolo do meu aniversário, mas a mamãe não me deixou comer hoje. Só depois do almoço.” Maya olhava para Santana que tentava não descontar sua raiva em sua filha.

“Mm e o seu bolo estava uma delícia” Quinn sorriu respirando fundo. “Munchkin, nós precisamos conversar.” A loira falava suavemente olhando para Santana que se sentava na poltrona, cruzando suas pernas, enquanto Quinn, se sentava no sofá com Maya em seu colo, sentada de lado para que pudesse uma ver os olhos da outra.

“O que é?” Maya perguntava colocando suas mãos sobre seus joelhos.

Santana sentia seu estomago revirar, era como se ela fosse passar mal a qualquer momento. Ver sua filha se machucar era algo que ela não queria, mas uma hora ou outra, alguém precisava contar a verdade á ela e essa pessoa teria que ser Quinn. Talvez Santana não estivesse pensando direito sobre isso, mas de qualquer forma, ela estaria logo ali para Maya.

Quinn não sabia por onde começar. Era difícil formular as palavras enquanto ela encontrava o olhar de Maya que brilhava de felicidade por ela estar ali. Ela sorriu tentando se acalmar antes de começar.

“Mm, munchkin eu estou indo viajar.” Quinn começava a falar suavemente, sentindo seu coração apertando.

“Viajar? Pra onde? Nós vamos também?” A pequena perguntou sorrindo olhando de Quinn para Santana.

“Não meu amor, vocês não podem ir.” Quinn respirava fundo, percebendo que Rachel também entrava na sala. “Na verdade, Maya, eu estou me mudando.” Fabray finalmente começava a falar.

“Mudando?” A pequena fez careta sem entender.

“Sim, mudando. Você sabe que eu sou médica de crianças, certo? Afinal eu sou sua médica e recentemente eles me oferecem um emprego novo em outro lugar para cuidar de crianças que não tem dinheiro para pagar seus tratamentos.” Quinn respirava fundo percebendo que Maya prestava atenção. Santana balançava uma de suas pernas impaciente e Rachel se preparava para ver a reação da pequena. “E é por isso que eu preciso me mudar, pra ficar mais perto do meu novo emprego e poder cuidar das crianças.” Fabray tentava sorrir, mas por dentro seu coração parecia que ia explodir de tanto que apertava.

“Ah!” Maya indicava que estava entendendo. “Então você vai mudar pra cuidar de mais crianças doentes?” A pequena perguntou para ter certeza e Quinn assentiu. “Que legal, mamãe Quinnie e pra onde você vai?” Maya perguntou empolgada e antes que Quinn pudesse responder, a pequena arregalou os olhos olhando para Santana e depois para Quinn novamente. “É pra cá? Você vai se mudar pra nossa casa?” Maya perguntou tão empolgada que Santana desviou o olhar da filha, fechando os olhos por alguns segundos.

“Não meu amor.” Quinn respondia com seus olhos enchendo de lágrimas. “Eu vou me mudar para a Flórida.” Fabray respondeu e Maya franziu o seu cenho.

“Flórida? Mas é muito longe.” Maya não era estúpida, ela sabia que Flórida não era perto de Nova York. Ela já tinha ido viajar para Flórida com seus avós e sabia que era literalmente uma viagem .

“Eu sei, mas eu preciso ir pra lá” Quinn passava sua mão por cima do braço de Maya.

“Mas eu não vou poder te ver todos os dias, vou?” Maya perguntou fazendo um bico de leve e Quinn balançou a cabeça dizendo que não.

“Vocês não vão poder se ver mais, Maya.” Agora era a vez de Santana intervir. “Quinn vai morar na Flórida e não vai poder vir mais aqui.” A latina falava calmamente percebendo que a pequena começava a chorar.

“Você não vai ser mais a minha mamãe?” Maya levava as mãos nos olhos. As três mulheres na sala, sentiram seus corações apertarem na mesma hora. Aquela pergunta de Maya fez Rachel se segurar para não chorar, ao contrário de Quinn que já estava chorando.

“Maya.” Quinn dizia suavemente, mas antes que ela pudesse dizer alguma coisa, a pequena saiu de seu colo, andando até o colo de Santana.

“Mami.” Santana abriu seus braços, pegando Maya no colo, passando sua mão sobre as costas de sua filha.

“Maya, me desculpa, munchkin, mas eu preciso aceitar esse emprego.” Quinn falava, enquanto Santana se levantava com Maya agarrada em seu corpo e com o rostinho escondido no pescoço da mãe.

“Quinn, é melhor você ir embora.” Santana falava sem olhar para a médica.

Quinn ficou sentada no sofá por alguns segundos antes de assentiu e se levantar. Ela sabia que Maya estava machucada e agora ela tinha machucado mais uma das Lopez. Quinn estava se odiando por isso, mas nada era fácil para a médica. Relacionamento e trabalho, sempre foram duas coisas em sua vida que não davam certo quando se misturavam.

A médica se levantou do sofá se aproximando das Lopez depositando primeiro um beijo na cabeça de Maya e sem pensar, depositou um selinho demorado nos lábios de Santana, pegando a mesma de surpresa, fazendo a latina sentir todo o seu corpo se arrepiar e a raiva que ela sentia desapareceu naquele momento.

“Eu te amo, Quinn.” Santana sussurrou assim que seus lábios se distanciaram dos da médica, porém seus rostos estavam próximos. “Mas fique sabendo que a partir de agora, você não faz mais parte da minha vida ou da minha filha. Você fez sua escolha a qual não inclui eu ou Maya e a partir de hoje, considere-se apagada da minha vida.” A latina falou baixo sentindo seu coração apertando de dor. Uma dor insuportável que a fazia começar a chorar.

Quinn não disse nada, seu peito apertava e ela já não lutava mais para segurar seu choro. A médica sabia que estava estragando tudo, mas por um momento, por um simples momento, ela achou que talvez, Santana fosse lhe entender, mas como a latina poderia entendê-la se não sabe o motivo para isso tudo estar acontecendo?

A médica se despediu de Rachel, indo até a porta e a abrindo. Antes que pudesse realmente sair, uma voz a fez parar.

“Mamãe Quinnie?” Maya levantou a cabeça do pescoço de Santana com os olhos vermelhinhos de chorar. A pequena desceu do colo da mãe e sem dizer nada, correu até Quinn que se abaixou, recebendo um abraço apertando da pequena Maya. “Eu te amo, mamãe Quinnie, cuide bem das criancinhas.” A pequena sussurrou, fazendo Quinn chorar ainda mais.

“Eu também te amo, munchkin” Quinn sorriu olhando para Santana. “Cuide bem da sua mãe.” A médica saiu do abraço de Maya, depositando um beijo na testa da mesma que ficou parada na porta enquanto Quinn saia e a fechava.

Maya se virou para olhar sua mãe que sorriu suavemente chamando-a para o seu colo e sem hesitar, Maya correu de volta para Santana que a pegou no colo abraçando forte a filha.

Santana sabia que agora teria que não só ajudar a si mesma a esquecer de Quinn, como também ajudar sua filha a não sofrer com a partida da médica. Por mais que ela esteja com raiva de Quinn, ela não podia deixar sua filha sentir a mesma coisa. A latina sabia o quanto Maya ama Quinn e não poderia escolher como sua filha deveria se sentir a respeito da médica. Ela teria que deixar a mesma escolher e respeitaria seja qual fosse à decisão da pequena. Santana sabia que não deveria interferir no relacionamento delas, mas também sabia que precisava proteger Maya de sofrer e ela faria o que fosse possível.

Notas finais
Review? x