Notas iniciais
Oiii coisas lindas que comentam sempre nos capítulos me deixando super feliz :)) Aqui está mais um novinho em folha pra vocês. Espero que gostem!!

Quinn’s POV.

O relógio marcava 7 horas da noite e eu terminava de me arrumar. Tinha saído mais cedo do hospital e fiquei com tempo para ir em casa. Optei por um vestido vermelho de saia rodada, de estampas com flores pequenas variadas de azul e amarelas. Coloquei um cinto na cintura também da cor amarela e usando minha bota de cano curto. Santana me mandou uma mensagem pedindo meu endereço e em alguns minutos dizendo que estava do lado de fora me esperando.

Logo que sai do meu prédio, Santana estava apoiada em seu carro, assim que me viu pude vê-la sorrir e fiz o mesmo. Ela estava linda. Usava um shorts azul em um tom escuro, uma camisa branca com a parte da frente por dentro do shorts, enquanto a de trás estava solta e um salto não tão alto, preto. Seu cabelo como sempre, estava solto.

“Ei, San, que pontual.” Falei quando me aproximei e ela me abraçou.

“Pois é, considere-se com sorte.” Ela me deu um beijo na bochecha e se afastou “Geralmente me atraso, mas é sempre culpa da Maya que faz aquela carinha de cachorro que caiu da mudança e pede pra eu ficar, e aí eu preciso sempre arrumar um jeito de animá-la porque ela vai ficar com alguns dos meus amigos.” Ela gesticulava me fazendo rir ao falar da pequena Lopez. “Você está linda.”

“Então eu posso mesmo me sentir com sorte?” Perguntei e ela acenou com a cabeça dizendo que sim. “Cuidado, porque eu acabo me achando mesmo” Sorri “E obrigada, você também está.”.

“É claro que você é sortuda, Fabray, você está saindo comigo.” Ela falava enquanto entravamos no carro.

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“Oi Santana, querida.” Uma mulher cumprimentava Santana ao chegar à nossa mesa e sorria para mim.

“Oi Ellie.” Santana respondeu sorrindo educada para a moça. “Essa é a Quinn, Quinn essa é a Ellie.” Espera, eu já ouvi esse nome antes.

“Oi Ellie, é um prazer e devo confessar que o seu café é lindo.”

“Obrigada, querida.” Ela me respondeu se virando para Santana “Já amei sua amiga.”

“Ellie, por favor, você ama todos que elogiam seu café.” Santana respondeu revirando os olhos nos fazendo rir.

“Enfim, como está minha pequena Maya?” Ah claro, ela é a famosa Ellie que vende os cachorros-quentes que Maya comentou em sua última consulta.

“Ela está ótima.” Santana e Ellie conversavam enquanto eu olhava para o cardápio escolhendo o que eu tomaria. Tinha tantas opções de café, eu não sabia que era possível tomar um simples café preto com tanta coisa. Chantilly, leite, chocolate. Espera, chocolate com chantilly?

“E então o que vão querer?”

“O de sempre, mas ao invés de me trazer crossaint, me traga dois muffins. Aqueles maravilhosos.” Santana nem ao menos leu o cardápio e já sabia o que pedir. Provavelmente ela vem aqui com frequência. “E você, Q? Eu sugiro que pra beber, você experimente o número.” Ela abriu o seu cardápio “15.”

Eu sorri indo até o número 15. Italianinho (Café, leite, calda de chocolate, chantilly e raspas de chocolate). Como ela sabe que chantilly é meu favorito? Levantei o rosto sorrindo e olhando para Ellie que continuava parada ali. “Ótimo, então eu vou querer o número 15 e-”.

“E mais nada, porque o muffin é pra você e um pra mim, não pense que vou comer os dois, Fabray.” Santana me olhava me fazendo sorrir com o seu jeito de gesticular sobre a mesa.

“Está bem, se precisarem de mais alguma coisa é só chamar.” Ellie saiu com os pedidos anotados.

“Então você já escolheu o que eu vou comer?” Perguntei apoiando meus braços sobre a mesa.

“Claro, você vai amar o muffin, agradeça a Maya depois.” Ela sorriu dando uma piscada.

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Nós ríamos enquanto eu contava de uma das minhas aventuras em um bar gay de Los Angeles. Minha experiência naquele lugar não foi nada agradável. Nossos pedidos já tinham chegado e Santana tinha razão, o café e o muffin eram deliciosos.

“Quem diria Fabray, que você já visitou mais bares gays do que eu.” Ela levantou seu café dando um gole e rindo.

“Nem tantos assim, ok? Foram só alguns, mas era só por visitar, eu não me interessava por ninguém.”

“Sei, Q.” Sua sobrancelha estava arqueada como se ela estivesse duvidando de mim, mas ao invés daquilo me irritar, confesso que era adorável.

“Chega de falar sobre mim, Lopez. Eu quero saber de você.” Dei um gole no meu café. “O que te trouxe para Nova York?” Colocava meu copo na mesa e mordia meu muffin.

“Minha filha.” Ela foi rápida, e depois riu. “Vamos dizer que 70% é por causa dela.”

“E por quê?”

“Porque antes de engravidar, eu morava em Lima, essa cidade não me trouxe futuro algum, e eu não queria minha filha crescendo lá. Nova York tem tudo. Ótimos colégios, oportunidades, faculdades, e eu precisava crescer, eu era muito imatura, nem quando engravidei eu criei juízo.” Enquanto ela falava atiçava minha curiosidade. Eu queria saber mais, ela parecia ter uma vida um tanto agitada.

“Como assim?”

“Eu não tenho uma boa reputação em Ohio, mas quando sai de lá, ninguém sabia que estava grávida e eu espero que ninguém saiba. As notícias correr em cidade como aquela.” Ela revirava os olhos tomando outro gole do seu café.

“Você sempre foi lésbica?” Ok, talvez eu não devesse ter sido tão direta.

“Eu acho que sim.” Ela pausou “Eu ficava com garotos e garotas. Não é como se eu pudesse me definir 100% na época, eu só tive certeza mesmo depois que namorei uma das líderes de torcida, Emily. Depois dela eu tive certeza que eu era 100% lésbica.” Ela riu me fazendo rir e sentir um pouco de inveja da tal Emily.

“E como você engravidou?” Ela ficou parada me olhando, acho que fui muito direta. “Desculpa, eu não quis ser invasiva, você não precisa responder se não quiser.”

“Não, não é isso, eu não tenho problema algum em contar como engravidei, eu só me perdi nesses seus olhos curiosos.” Sua última frase me vez desviar meu olhar para o meu café e em seguida voltar a olhá-la. “Foi um acidente, eu tinha bebido demais, e estávamos em uma festa tediosa da cidade e tinha um carinha por lá que não me deixava em paz, e ao invés de eu dar o fora nele, nós ficamos.” Ela pausou, parecia olhar para ver se eu estava bem. “Eu nunca tinha bebido tanto naquela noite, eu achei que talvez nem fosse lembrar nada no dia seguinte. Ele foi encantador. Acredite, pra querer uma noite de sexo, essas caras fazem qualquer coisa, e eu estava bêbada, se o papai Noel me flertasse eu cairia na dele.” Nós rimos e eu franzi meu nariz. “Ele começou me dando beijos no pescoço, o lugar onde eu sou fraca, ele começou exatamente por lá, e quando vi, estávamos dentro do carro dele transando.” Ela fez uma careta antes de continuar. “Eu não vou dizer pra você que me arrependo, porque hoje eu tenho a pessoa mais importante da minha vida comigo. Por causa daquela noite eu tenho hoje o amor da minha vida e cresci muito. Eu me arrependo pela forma que aconteceu, mas por um lado, talvez se não tivesse sido exatamente naquele dia, minha hoje não poderia ser melhor. Então eu não sei dizer pra você até onde eu me arrependo de certa forma, porque quando eu olho pra Maya, eu vejo nela algo especial. É como se ela fosse meu anjinho que apareceu pra fazer com que eu crescesse e tinha que ter sido naquele momento e naquela hora.” Percebi que seus olhos brilhavam quando ela falava sobre sua filha e confesso que era adorável ver o quanto ela amava a pequena Lopez.

“É lindo ver você falando da Maya. Eu acho que te entendo. Algumas coisas precisam acontecer na hora certa, talvez você não entenda o porquê, mas ela te trouxe muitas coisas boas, mesmo sendo um pequeno acidente.” Ela sorria e eu peguei em sua mão. “E o pai dela, visita ela?” Agora ela brincava com meus dedos, era gostoso sentir sua mão macia sobre a minha e eu não queria afastar.

“Não, ele sabe que ela existe, mas nunca quis saber. Quando contei, ele disse que eu ia estragar a vida dele caso eu pedisse que ele reconhecesse a filha, e então deixei pra criá-la sozinha. Eu tive ajuda da minha mãe, e dos meus melhores amigos que hoje moram aqui na cidade também.”

“Nossa, isso é um pouco ridículo da parte dele.” Seus dedos agora entrelaçavam no meu. Eu não sei como, mas isso estava confortável demais. “Ela sabe dele?”

“Sabe, nunca disse a parte em que ele não a quer, apenas contei que ele mora longe e não dá pra visitá-lo, que ele é muito ocupado, mas quando ela crescer, ela vai poder decidir sozinha se quer vê-lo ou não.” Ela deu um gole novamente no seu café, e fiz o mesmo. “Eu optei por esperar ela crescer até entender a realidade, e aí quando eu contar a verdade vai ser opção de ela querer ir atrás ou não.”

“Acho justo, assim ela cresce sabendo pelo menos que tem um pai.”

“Sim, mas ela praticamente não sente falta. Ela tem Mike e Puck que mimam ela o tempo todo. Fora Lady Hummel e Blaine, mas esses eu não os considero muito uma figura masculina.” Ela riu e imaginei que só por ela chamar um dos rapazes de “Lady” provavelmente era gay.

“E ela sabe da sua opção sexual?” Ela riu da minha pergunta soltando minha mão e eu confesso que não gostei disso.

“Sim, ela sabe que gosto de garotas.”

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“Obrigada, Ellie, eu adorei aqui, e adorei o seu café, o muffin.” Eu sorria dando tchau para Ellie enquanto saíamos.

“Volte sempre, querida.” Foi tudo o que ouvimos quando a porta se fechou atrás de nós.

Olhei para o meu celular e agora a hora marcava dez da noite, não parecia que tínhamos ficado por lá tanto tempo. A conversa com Santana foi agradável, ela é adorável mesmo tirando sarro de uma coisa ou outra. O jeito como ela falava de sua filha, da sua vida, dos amigos e até mesmo do seu trabalho, era encantador. Descobri que com a ajuda ela conseguiu se formar na faculdade enquanto sua mãe e seus amigos a ajudavam cuidar de Maya. Confesso que fiquei com um pouco de inveja, já que meus pais nunca fariam isso por mim e de amiga, eu só tenho Brittany, mas ela vale por 10.

Dividimos bastantes histórias pessoais uma da vida da outra. Contei a ela sobre o divórcio dos meus pais e como consegui uma bolsa para a faculdade de pediatria. O quanto apenas minha mãe me apoio quando contei a eles que eu era lésbica e o quanto meu pai me odiou e quase me deserdou por causa disso. Contei como foi terrível minha primeira experiência com uma garota, e ela fez o favor de rir e ainda se gabar dizendo que se minha primeira vez tivesse sido com ela, eu não teria ficado tão decepcionada e ter dúvidas sobre minha sexualidade novamente. Confesso que não discordei, até porque Santana foi ótima naquela noite e era impossível esquecer.

Andávamos até seu carro uma ao lado da outra, mas logo nos separando para entrar. Ela destravou as portas e entrei colocando minha bolsa no banco de trás. Ela entrou e fez o mesmo. Fechamos a porta e antes que eu colocasse meu cinto, sua mão estava na minha nuca e seus lábios encostados aos meus. Eu não tive reação para pará-la, eu não sei nem se queria que ela parasse.

Nossos lábios se encaixaram e sua língua já estava dentro da minha boca massageando gostoso por cima da minha. Minha mão foi até suas costas pressionando seu corpo pra cima do meu. Sei que dentro do carro não tinha tanto espaço assim, mas era o suficiente pra mim. Inclinava a cabeça pra o lado oposto do dela deixando que nossas bocas se encaixassem, sua mão deslizava agora da minha nuca pela lateral do meu corpo até minha barriga onde ela arranhava um pouco abaixo do meu cinto.

Essa sensação de novo. Ela fazia tudo tão bem, que me dava à sensação de que isso fosse durar por tempo indeterminado. Era tão gostoso que eu não queria que parasse, não queria que ela tirasse suas mãos de onde estavam. Por mais que eu tenha relutado em aceitar seu convite, algo dentro de mim não se arrependia de ter vindo.

Sua mão agora deslizava pela minha coxa puxando meu vestido pra cima e deslizava até o meio das minhas pernas. Por que raios eu não conseguia pará-la? Calma, Q, você nem sequer quer que ela pare. Senti seu dedo aproximar do meu centro por cima da minha calcinha me fazendo suspirar contra seus lábios. Minhas mãos estavam agora em seu cabelo pressionando seu rosto contra o meu, seu beijo era gostoso e eu queria mais. Sua língua brincava com a minha me fazendo chupá-la com força deixando o beijo mais intenso a cada segundo.

Santana começava a descer e subir seu dedo pela minha calcinha me fazendo contrair a coxa contra o banco do carro, sua mão agora roçava com um pouco de força no meu centro me fazendo soltar suspiros mais frequentes contra seus lábios. Mas espera, aqui não.

Fechei minhas pernas prendendo sua mão e afastei nossos lábios olhando-a. Dane-se isso, eu a quero e quero agora. Ela me olhava confusa tirando sua mão das minhas pernas.

“Aqui não, outro lugar.” Sussurrei ainda próxima dos seus lábios e ela sorriu voltando a se sentar direito em seu banco. Ela me deu um selinho e colocou seu cinto dando partida em seu carro. “Para onde vamos?”

“Para a minha casa.”

“Santana, mas e a Ma-“

“Não se preocupe, Maya está dormindo uma hora dessas na casa da Rachel.” Ela me interrompeu tentando me tranquilizar.

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“Meu Deus, Quinn, você brinca com fogo lambendo meu pescoço desse jeito. Hmm.” Ela gemeu enquanto eu abria seu short com ela me pressionando contra a porta da sua casa.

Estávamos dentro de seu apartamento e ela me pressionava contra sua porta com força. Sua mão ia até o zíper do meu vestido e a ajudei a tirar, retirando meu cinto antes que ela descesse minha roupa. Logo após abrir seu short, minhas mãos foram diretamente a sua camisa desabotoando os botões com pressa. Ela me ajudava e logo sua camisa caia pelos seus braços, direto para o chão.

Fiquei apenas de lingerie enquanto ela ainda usava seu short. Santana tirou seus sapatos enquanto eu fazia o mesmo, sua mão veio envolta da minha cintura e ela puxou até o seu quarto. Ainda me lembrava desse lugar. Sua cama grande o suficiente para nós duas na noite em que eu dormi aqui.

Santana me deitou na cama se colocando entre minhas pernas e deitando seu corpo em cima do meu. Seus lábios vieram direto ao meu pescoço, ela passava sua língua quente lambendo minha pele me fazendo arrepiar. Levei uma das mãos até o seu cabelo, fechando a mesma em uma das suas mechas e puxando devagar soltando suspiros entre meus dentes. Seus lábios dançavam pela minha pele enquanto ela mordia com força. Eu podia sentir dor e desejo ao mesmo tempo e isso era uma delícia.

Sua mão deslizava pela minha barriga me arranhando com força. Ela passava suas unhas deixando marcas vermelhas por onde passava, eu sabia onde ela queria chegar e queria que ela fosse rápido. Logo ela chegou por cima da minha calcinha e de novo, ela começava me provocando, exatamente como da primeira vez. Sua mão foi até meu centro por cima da minha lingerie e ela descia e sobia usando dois de seus dedos e a palma da sua mão.

Minha outra mão agora foi para a sua nuca puxando seu rosto pra cima para encontrar seus lábios. Minha respiração já estava ofegante e provavelmente ela já podia me sentir molhada esperando por ela. “San, chega de provocar.” Sussurrei entre seus lábios e a empurrei colocando-a deitada com o corpo embaixo do meu. “Minha vez.” Falei próxima a sua orelha.

Meu corpo agora estava no meio de suas pernas. Me coloquei ajoelhada e enquanto ela me olhava, eu a encarava de volta mordendo o canto dos meus lábios e tirando meu sutiã devagar. Seu olhar era de desejo, ela me queria tanto quanto eu a queria. Joguei meu cabelo para o lado e pousei minhas mãos sobre o seu short e comecei a puxá-lo para baixo devagar junto com sua calcinha e em segundos, ambos já estavam jogados no chão. Minhas mãos voltavam a tocar seu corpo começando por suas coxas. Eu as arranhava com força enquanto descia meu corpo para encostar ao dela. Sua pele macia e perfumada estava quente quando se encostou à minha. Provavelmente meu corpo não estava assim tão diferente.

“Levanta.” Sussurrei contra seus lábios puxando ela pelo braço. Levei minhas mãos até o seu sutiã o abrindo, e deixei que caísse pelos seus ombros e ela mesma terminou de tirar. Deixei que ela continuasse sentada e suas mãos vieram para a lateral da minha calcinha fazendo com que eu tirasse. Me ajeitei sentando em seu colo de frente pra ela colocando minhas pernas uma de cada lado de sua cintura e seus lábios atracaram-se com os meus intensamente. Suas mãos vieram para as minhas costas e ela me arranhava novamente com força.

Levei minha mão até seu cabelo e puxava para trás com força desconectando nossos lábios e agora eu beijava seu pescoço dando chupadas fortes o suficiente para que ela tivesse dificuldade em cobrir minhas marcas no dia seguinte.

Nossos seios se tocavam e a sensação era melhor do que a primeira vez. Era como se naquele momento no mundo todo só existisse nós duas e mais ninguém. Ela era adorável, perfeita em tudo no que fazia. Engraçada e uma latina sexy. Ok Quinn, sua regra sobre não sair com mães de pacientes acabou aqui.

Sua mão deslizou das minhas costas para uma das minhas coxas. Ela apertava minha pele com força e meu quadril começava a movimentar contra o dela lentamente. Eu a queria tanto que não estava conseguindo me controlar. Santana afastou nossos lábios e aproximou a minha orelha. “Eu quero sentir você.”

Uma de suas pernas estava por cima da minha e nossos corpos estavam entrelaçados. Meu centro tocava o dela e seu quadril começava a se movimentar contra o meu. Eu queria mais, queria mais forte e mais rápido.

“Mais, San, mais.” Falei fechando meus olhos enquanto agora nossos quadris entravam em um movimento rápido. Seu clitóris roçava sobre o meu e meu corpo começa a estremecer com a intensidade do movimento. Uma das minhas mãos apoiava sobre sua perna e a outra sobre a sua nuca pressionando seu rosto contra o meu.

“Hmm, mais r-rápido” Meus gemidos saiam cada vez mais altos junto com os dela. Nossos corpos suavam com o calor do cômodo – ou o calor do sexo – e sua mão direita deslizava arranhando minha coxa com força me fazendo gemer de dor. “Ahh. Santana!” Minha testa encostou sobre a dela e enquanto mantinha meus olhos fechados, senti seus lábios tocando os meus sem me beijar, ela apenas gemia contra minha boca, cada vez mais alto.

“Abre os olhos.” Ouvi sua voz baixa e fiz o que ela pediu. Nossos olhares se encontraram e enquanto nos movimentávamos me perdi em seus olhar. O jeito como me olhava, era como se me desejasse há muito tempo. Ficamos nos olhando sem parar de nos movimentar. “Ahhh, Quinn! Hmmm. E-eu estou quase lá, não para.”

Ouvi-la gemer dizendo meu nome me excitava ainda mais – se é que isso era possível – nossos quadris agora se colidiam com força, meu clitóris massageava gostoso sobre o dela, de uma forma que eu nunca senti antes. Sem dúvida ela sabia exatamente o que fazer. “San, eu-“ Pausei prendendo a respiração por alguns segundos. “Ahh, Meu Deus, San.” Começava a atingir meu orgasmo, soltando um gemido alto junto de um grito falho ao falar seu nome. Sua unha gravou com força sobre minha perna e após movimentar seu quadril um pouco mais, ela soltou um gemido alto. Se antes não tínhamos acordados os vizinhos, provavelmente ela acabou de fazer isso.

Meu corpo agora relaxava ainda com as pernas envolta dela. Ela me olhava nos olhos e parecia se perder tanto quanto eu me perdia ao olhar para ela. Isso com certeza foi intenso, muito intenso pra uma segunda vez. Mas que diabos, porque ela tinha que ser tão boa? Suas mãos foram para debaixo dos meus braços e ela deslizava suas unhas para as minhas costas me arranhando com força, pressionando meu corpo contra o dela. Nossos seios pressionados um contra o outro e agora seus lábios estavam sobre os meus. Iniciávamos um beijo suave, sua língua pedia espaço para entrar na minha boca e eu deixei levando a minha de encontro com a dela. Inclinava a cabeça para o lado oposto e agora ela explorava toda minha boca com sua língua.

Será que essa sensação gostosa nunca acaba?

Minhas mãos deslizavam da sua nuca pelos seus braços suavemente. Sua língua saía de dentro da minha boca e ela contornava meus lábios me fazendo arrepiar, fazendo automaticamente eu fechar meus olhos sentindo cada detalhe de seu toque em minha pele. Era difícil sair de perto dela. Era difícil tirar suas mãos de cima de mim. Era difícil não me excitar novamente enquanto ela me tocava.

“Você é incrível, Q.” Suas palavras vieram como borboletas no meu estômago me fazendo sorrir contra seus lábios.

Talvez, Santana Lopez valha a pena.

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Ela dormia virada para o meu lado, seu braço envolta da minha cintura, e seu corpo próximo ao meu. Tirei sua mão devagar para não acorda-la. Queria levantar, estava com sede e precisava de um pouco de água – ou café –. Virei para olhá-la antes de me levantar e seu cabelo estava tampando seu rosto. Passei o dedo delicadamente sobre sua bochecha e afastei a mecha jogando para trás. Ela definitivamente era adorável. Até mesmo dormindo.

Eu usava apenas minha calcinha e avistei uma blusa de moletom jogada em sua poltrona. Me vesti com ela e ficava um tanto maior do que eu imaginava. Era cumprida e cobria minha calcinha. Precisava de qualquer roupa, era só para ir buscar uma água, nada demais.

Sai do quarto fechando a porta devagar atrás de mim e indo até a cozinha. O apartamento era lindo, era impossível não se sentir confortável ali dentro. O ambiente tinha total clima de conforto. Provavelmente Maya quem ajudou Santana a criar isso. Passei pela sala entrando na cozinha e...

“Meu Deus.” Pulei de susto ao ver duas pessoas sentadas em duas cadeiras em volta da mesa.

A morena que sentava comendo cereal cuspiu o que estava dentro da sua boca ao me ver. Já a pequena Lopez sentada ao seu lado, me olhava um tanto assustada. Droga.

“Desculpa, eu não- Ah, eu não sabia que vocês estavam aqui.” Falava sem jeito, mal conseguia olhar para as duas a minha frente. “Ei.”

“Ei” A morena me respondia. “Pois eu imaginei que Santana tinha visitas” Ela apontou para fora da cozinha e me lembrei de que nossas roupas ficaram jogadas pela sala. “Se eu soubesse vocês levantariam agora não estaríamos aqui.”

“Não, tudo bem, eu quem não deveria andar por aí desse jeito.” Eu a olhei e ela sorriu tentando me acalmar enquanto Maya ainda me olhava segurando sua colher dentro da sua pequena tigela de cereal.

“Talvez.” Ela sorriu e seu sorriso era grande e bonito. “Eu sou a Rachel. Rachel Berry, sou a vizinha da Santana e melhor amiga.”

“Quinn. Quinn Fabray.” Me apresentei ainda sem me mexer. Continuava parada encostada na porta.

“Você tá com fome?” Rachel parecia querer descontrair, até porque ela deve ter notado que fiquei com vergonha. “Temos cereal.”

“Mhmm, claro.” Me aproximei da mesa e assim que me sentei, olhei para a pequena a minha frente que continuava na mesma posição. “Oi Maya.” Sorri, mas ela não me respondeu, ela se mexia na cadeira se levantando e sem olhar para trás, saiu da cozinha.

“O que houve? Eu fiz alguma coisa?” Perguntei preocupada.

“Nah, ela está bem.” Rachel sorriu me passando uma tigela para que eu pudesse comer cereal junto com ela.

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“Berry!” Santana entrava na cozinha vestindo um short curto e uma blusinha justa de alça. Maya estava em seu colo com o rosto deitada em seu ombro, se escondendo. “Isso são horas de trazer a Maya?”

“Ela tinha acordado cedo, San e estava com fome. Na minha casa não tem nada para o café da manhã e aí resolvemos vir tomar café aqui, eu não sabia que vocês já estavam acordadas e vestidas assim.” Rachel me olhava com o canto dos olhos e sorria.

“Tudo bem, mas agora é hora de ir hobbit.” Ouvir o modo como Santana a chamava me fez rir baixo sem olhá-la.

Rachel se levantou e levava sua tigela com ela e antes de sair, Santana pegou o cereal da mão da amiga. “Isso fica.” E colocou na mesa.

“Vaca!”

“Ei, tem uma criança aqui.” Santana falava enquanto Rachel saia rindo.

“Hobbit?” Repeti o modo como ela chamou a amiga e comecei a rir.

“O que? Ela é pequena e parece um hobbit.” Ela me olhava e se sentava no lugar de Rachel enquanto Maya me olhava e quando eu a olhava de volta, ela escondia o rosto no pescoço da mãe. “Você quer um café ou vai ficar só no cereal?”

“Cereal está ótimo, obrigada.” Sorri e percebi que Maya colocava sua mão na bochecha da mãe fazendo ela se virar para ela.

“Mamãe, é a Dra Fabray.” Maya sussurrou me fazendo sorrir com o seu jeito tímido e fofo.

“Eu sei que é a Dra Fabray, hijá.” Santana ajeitou a filha no colo, mas Maya continuava com vergonha.

“Por que ela tá com a sua blusa?”

“Porque eu emprestei pra ela. Maya o que foi? É a Dra Fabray, a Quinn, você conhece ela, por que está com vergonha?” Santana perguntava e Maya me olhava sorrindo de lado.

“Ela é a Quinn?” Ela apontou seu dedinho e eu sorri acenando com a cabeça dizendo que sim. “Ela é a sua namorada?” Sua última pergunta me fez me mexer desconfortável na cadeira e pude ouvir Santana rindo.

“Hm, não?” Santana me olhava e eu sorri.

“Não Maya, eu não sou a namorada da sua mãe.” Respondi com a voz calma.

“E por que não?” Agora ela desencostava a cabeça do ombro de Santana e me olhava.

“Porque nos somos amigas.” Respondi sorrindo e ela pareceu aceitar assim.

“Você dormiu aqui? Com a minha mamãe?”

“Mhm, dormi.” Respondi um tanto sem jeito pra pequena que não parava de fazer perguntas. Era uma gracinha.

“Sabe festa do pijama?” Santana agora quem começava a falar. Maya acenou com a cabeça. “Então, Quinn é minha amiga e fizemos uma festa do pijama ontem à noite.”

E que festa do pijama.

O jeito que ela falava com Maya era engraçado e carinhoso. Ela não demonstrava perder a paciência um segundo sequer com as perguntas da filha. A pequena parou com o interrogatório e eu agradeci mentalmente por isso. Agora ela voltava a comer seu cereal e fazíamos o mesmo.

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“Eu vou indo. Preciso estar no hospital em 15 minutos.” Terminava de me arrumar enquanto Santana me olhava sentada na cama. “Da pra parar de me encarar desse jeito? Você está me fazendo perder a concentração e eu não posso ficar aqui.” Calma, eu queria ficar aqui? Quem eu estou enganando? É óbvio que eu queria ficar aqui. Santana é ótima, e eu espero que não esteja me enfiando em algo que nos prejudique depois mais pra frente. Talvez seja o certo como também pode não ser.

“É uma pena você não poder ficar.” Ela começava a falar e se levantava. Ainda usava a roupa que estava enquanto tomávamos café. “Adoraria passar essa manhã com você.” Suas mãos agora estavam em minha cintura e seus lábios beijavam um de meus ombros. Sério Quinn, olha aonde você está se enfiando.

“Para, eu não posso.” Tirei suas mãos de onde estavam e me virei dando um beijo em sua testa. “Preciso ir.” Passei por ela indo procurar por minha bolsa que tenho quase certeza que estava na sala.

Sai do quarto pegando meu cinto jogado no chão. Ah, aqui está ele. E logo minha bolsa em cima da poltrona, próximo ao sofá onde Maya sentava assistindo desenho na TV. Senti sua mão puxando meu braço e ela me levou para a Cozinha, antes que eu falasse algo, seus lábios estavam colados aos meus e ela começava a me beijar intensamente. Suas mãos começavam a subir pela lateral do meu corpo, mas antes que chegasse em meus seios, eu a parei e afastei nossos lábios.

“Sério, Lopez, eu preciso ir.” Dei um selinho rápido em seus lábios.

“Mas eu acho que você está esquecendo algo, Fabray.” Eu a olhei franzindo a sobrancelha. Merda! É claro eu estou de carona.

“Eu estou sem carro. Ótima jogada, Lopez, mas eu vou chamar um táxi.” Ela revirou os olhos.

Me virei saindo da cozinha e ela andava atrás de mim. Aproximei da porta e ela me olhava de longe com a sobrancelha arqueada e aquilo me fez rir. “Tchau, Maya.” Chamei atenção da pequena que me olhou acenando com a mão devagar. “Obrigada por ter me deixado comer teu cereal.” Sorri e ela olhou para Santana que sorria.

“De nada, Dra Fabray.” Ela sorriu rapidamente voltando sua atenção para a TV.

“Para de me olhar assim, Santana.”

“Não consigo, Q. Você é linda até quando está usando a mesma roupa da noite anterior.” Ela me fez rir.

“Cala a boca, Santana.” Abri a porta e pude ouvi-la rindo quando fechei a mesma atrás de mim.

O bom em NYC, é que facilmente você consegue arrumar um táxi pelas ruas, e foi com essa facilidade, que consegui um logo que sai do prédio onde Santana morava. Eu não sabia o que estava começando acontecendo. Não sabia onde eu estava me enfiando, mas a sensação de estar com a latina era ótima, era como se ela despertasse algo em mim que eu não sentia há muito tempo. Confesso que estava com medo, não quero machucá-la, e não quero ser machucada, mas ela demonstrou que vale a pena quebrar qualquer regra por ela. Talvez seja muito cedo, mas nunca vou saber se não tentar. Eu preciso disso. Preciso pensar na minha vida, em mim, e não no meu trabalho, ele já me decepcionou o suficiente. Agora eu tomaria conta de mim.