The Night Belongs To You.
28 Capítulo 28
Notas iniciais
“Há” Santana brincava, assustando Maya que estava escondida dentro do armário da cozinha. “Te achei!” A latina puxava sua filha que ria eufórica, enquanto brincava de esconder com sua mãe. “Agora adivinha quem vai pegar a pequena Maya?” Santana fazia careta, soltando à pequena.
“Ah! Não. O monstro não.” Maya gritava entre suas risadas, começando a correr pela cozinha, enquanto sua mãe corria atrás grunhido na tentativa de imitar um monstro qualquer.
“Esse monstro gosta de criancinhas fofas.” Santana fazia voz grossa percebendo que Maya perdia as forças para correr. “HÁ, TE PEGUEI!” A latina passou os braços em volta da cintura de Maya, começando a morder seu pescoço, ajeitando a mesma em seu colo e passando para a barriga da pequena.
“Socorro! Monstro n-não.” Maya ria com as cócegas de sua mãe, tentando escapar. “Mamãe, e-eu vou fazer xixi nas calças.” A pequena ria tão alegre, que Santana estava adorando ouvir o som da risada de Maya. Era um som gostoso que fazia seu coração de mãe amar ainda mais aquela criatura em seus braços.
“Ok, ok. Não quero ninguém fazendo xixi no meu colo.” Santana colocava Maya rapidamente no chão, fazendo careta.
“Chega vocês duas.” Maribel entrava na sala, sorrindo para sua filha e neta.
“Ok, munchkin. Vá buscar sua bolsa, porque nós precisamos ir.” Como prometido, Santana tinha voltado para dormir com sua filha na casa de sua mãe naquela noite. Ela estava tão feliz que podia jurar que dormir com um sorriso apaixonado nos lábios. Sequer se importou quando Maya lhe acordou às setes horas da manhã para tomarem café.
O relógio agora marcava nove horas da manhã e Santana precisava ir embora. Aliás, ela não precisava, mas estava eufórica demais para ficar dentro de casa e queria passar o tempo com sua filha.
“Obrigada por ter cuidado dela, mama.” Santana virava para sua mãe. “Acho que vou levá-la para o parque de diversões essa tarde.” A latina comentava e sua mãe arqueava sua sobrancelha.
“Você está feliz.” Maribel sussurrava. “Deixe me adivinhar. Você e Quinn se acertaram?” A mãe de Santana sorria ao ver o enorme sorriso que sua filha abria.
“Mmm... Bom, vamos dizer que é um começo.”
“Mama, estou pronta!” Maya aparecia com sua mochila nas costas, se jogando contra as pernas de Santana.
“Outch, munchkin!” A latina brincava fazendo cara de dor, e Maya apenas riu “Ok meu amor, dê tchau para a abuela e vamos embora,”
“Tchau abuelita!” Maya se aproximava de sua avó, lhe dando um abraço forte. “Te amo.”
“Eu também te amo, mi amor. Tome conte da sua mãe, está bem?” Maribel brincou.
“Está bem.” Maya depositou um beijo na bochecha de sua avó.
“Gracias, mama.” Santana se aproximava depositando um beijo também na bochecha de sua mãe. “Te amo.”
“Também te amo, pequeña.” Maribel acenava enquanto suas duas bebês saiam pela porta de sua casa.
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“Ok munchkin!” Santana dirigia, olhando sua filha pelo retrovisor. “O que achar de irmos para o parque de diversão?” A latina perguntava empolgada e no mesmo instante, Maya pulava em sua cadeirinha animada.
“Sim. Sim, mamãe! Eba! Vamos para o parque. Vamos para o parque. Eu quero andar de carrossel.” Maya batia palmas, fazendo sua mãe rir. “Vamos tomar sorvete!”
“Eu não consigo entender essa sua obsessão por sorvete, Maya.” Santana brincava, revirando os olhos.
“Mamãe.” Maya colocava sua mãozinha contra seu peito. “Sorvete é a melhor. Coisa. Do. Mundo.” A pequena falava pausadamente, fazendo Santana rir ainda mais com o tom dramático de sua filha.
“Oh céus, minha filha está se tornando uma Rachel Berry.”
“Mamãe!” Maya tirou a mão de seu peito, inclinando seu corpo para frente, pousando sua mão no banco de Santana.
“O que houve, Maya?”
“Mamãe, nós não podemos ir ao parque sozinhas.” A pequena continuava falando dramática, fazendo sua mãe arquear uma de suas sobrancelhas.
“E por que não?” Santana sabia exatamente o porque, mas queria ouvir isso da boca de sua filha.
“Nós precisamos chamar a Quinnie!” Maya se jogou para trás em sua cadeirinha, levantando seus braços.
“Por que será que eu já sabia que isso aconteceria?”
“Eu quero ligar pra ela. Deixa? Deixa, mamãe? Por favor, por favorzinho.” Maya fazia um bico adorável, olhando para o retrovisor encontrando o olhar de sua mãe.
“Oh céus, Maya.” Santana voltava a rir. “Realmente é muito difícil dizer não para essa sua carinha.” A latina parava no sinal vermelho, aproveitando para tirar o celular da bolsa. “Está bem. Podemos convidar a Quinn, mas precisamos ver primeiro se ela está livre para passear com a gente.” Santana procurou Quinn em sua lista de contato, apertando para iniciar a ligação e no mesmo instante passou o celular para sua filha. “Aqui munchkin, ela logo te atende.” Maya pegou o celular rapidamente, colocando-o em seu ouvido.
“Hey San...” A voz suave e carinhosa de Quinn ecoava do outro lado da linha, fazendo Maya rir baixo.
“Não é a mamãe, Q. Sou eu, a Maya.” A pequena respondia.
“Baby girl! Que surpresa maravilhosa.” Quinn falava animada, fazendo Maya sorrir.
“Mamãe Quinnie, adivinha?” Maya perguntava e antes de Quinn responder, a pequena voltava a falar. “Eu e a mamãe estamos indo para o parque. Ela vai me levar no parque de diversões. Vou poder andar de carrossel. Comer sorvete.”
“Ah é? Que delícia, meu amor. Você e sua deliciosa obsessão por sorvete.” Quinn começava a rir, fazendo Maya arregalar os olhos.
“A mamãe falou a mesma coisa!” Maya se movia sem parar em sua cadeirinha e Santana tentava imaginar o que as duas conversavam. “Mas enfim. Euzinha, falei para a mamãe Tana que não podemos ir ao parque de diversão sem você, Quinnie, e aí eu pedi pra ela deixar eu te convidar e a mamãe ficou super feliz e disse que sim.“ Santana arqueava sua sobrancelha ao ouvir sua filha falar. “Nós queremos que você vá com a gente no parque, mamãe Quinnie. Vamos? Vamos? Vai ser divertido.” Quinn estava rindo enquanto Maya falava ao ver o quão adorável a pequena estava sendo.
“Bom, é realmente muito difícil negar um convite das minhas duas Lopez preferidas.” Quinn brincava. “E vocês já estão indo?”
“Sim, nós já estamos indo.” Maya respondia.
“Maya, me deixe falar com ela.” Santana parava seu carro novamente no farol vermelho. Ela não podia negar que estava empolgada com a ideia de passar à tarde novamente com Quinn. Depois da noite passada, sua vontade de estar Quinn aumentava e por mais que isso lhe assustasse, Santana não podia negar que a sensação era algo gostoso que ela sentiu falta por muito tempo.
“Espera, a mamãe Tana vai falar com você.” Maya passou o celular para Santana.
“Hey, Q.” Santana sorria, sentindo seu coração disparando.
“Hey San. Então vocês estão indo para um parque de diversões?” Quinn perguntava e Santana podia imaginar a médica sorrindo do outro lado.
“Exatamente. E como Maya disse, nós queremos que você nos acompanhe para essa tarde super animada.” Santana brincava, fazendo a médica rir.
“Awh, San. Eu vou adorar passar à tarde com vocês novamente. E você não faz ideia do quanto me deixa feliz saber que dessa vez não é só a Maya quem quer minha companhia.” Quinn falava suavemente.
“Bom, Fabray, não fique se achando demais por causa disso.” Santana brincava ouvindo a risada gostosa de Quinn. “Mas tá, eu realmente quero que você nos acompanhe.” A latina revirava os olhos, rindo baixo, começando a dirigir antes de parar novamente para continuar falando no celular.
“Bom, sendo assim... Impossível dizer não.” Quinn fazia careta.
“Ótimo. Você está onde? Nós podemos passar para te pegar em alguns minutos.”
“Eu estou em casa com a minha mãe, mas ficarei pronta em cinco minutos.”
“É o tempo de comprar um café.” Santana não vivia sem o seu delicioso café pelas manhãs.
“Está bem. Nos vemos daqui a pouco, então San.”
“Até daqui a pouco.” Santana desligou o telefone, o colocando em cima do banco. “Certo, munchkin. Vamos só passar na Ellie para comprarmos um café e aí buscaremos a Quinn.”
“Eba!” Maya sorria de orelha à orelha, comemorando.
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Santana: Estamos aqui. X A latina mandava mensagem para Quinn, já que a mesma não estava pronta para encontrar os pais da médica. Pensar na possibilidade de conhecer os pais de Quinn a fazia se sentir nervosa e esperaria que Fabray fosse até ela. Depois de alguns minutos de espera, Quinn aparecia sorridente, abrindo a porta do carro de Santana.
“Quinnie!” Maya pousava suas mãos contra os bancos da frente.
“Oi meu amor.” Quinn sorria, se virando, depositando um beijo na ponta do nariz de Maya. “Você está linda.”
“Obrigada.” Santana brincava, chamando atenção da médica que se virava rindo. “Hey Q.” A latina a cumprimentava sem saber se a abraçava, ou a beijava na bochecha ou nos lábios.
“Oi San, e você também está linda.” Respondendo a dúvida de Santana, Quinn se inclinou depositando um beijo demorado contra a bochecha da latina.
“Estamos todas lindas!” Maya comentava. “Somos todas princesas.” A pequena passava a mão sobre seu shorts jeans balançando suas perninhas.
“Estão prontas? Podemos ir?” Santana perguntava.
“Sim!” Maya respondia animada e Santana dava partida em seu carro, finalmente a caminho do parque de diversões.
Diferente da primeira vez, Santana se sentia diferente em relação a esse passeio com Maya e Quinn. Ela não sentia aquela vontade de se isolar deixando que apenas sua filha e a médica brincassem. Santana queria participar e faria dessa tarde um dia agradável para todas elas.
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“Eu quero ir ao carrossel.” Maya tentava soltar seu cinto, assim que sua mãe estacionou.
“Mas tem uma munchkin muito apressada nesse carro.” Quinn brincava, tirando seu cinto, e saindo do carro após pegar sua bolsa.
“Maya Rose Lopez.” Santana abria a porta de trás, tirando sua filha da cadeirinha e a segurando em seu colo, antes de soltá-la. “Se você não obedecer e se comportar, nós vamos embora. Entendido?”
“Sim, mamãe. Entendido. Podemos ir agora?” A pequena tentava sair do colo de Santana.
Santana colocou Maya no chão, segurando sua bolsa, enquanto a pequena dava uma de suas mãos para Quinn. A latina acionou o alarme de seu carro e as três andavam rápido para a entrada do parque.
Obvio que Quinn e Santana tiveram uma pequena discussão sobre quem iria pagar os ingressos, mas com a ajuda de Maya, Santana ganhou e acabou pagando pelas três. Quinn não ficou muito feliz com tudo isso e disse que o almoço ficaria por conta dela.
Logo no começo, Maya foi correndo para o seu tão sonhado carrossel. Ao chegar lá, a pequena entrou na fila, pulando empolgada alegando que sentaria no pônei rosa.
Enquanto esperavam na fila, Santana e Quinn estavam ao seu lado. A latina estava perto o suficiente para passar seus braços em volta da cintura da médica e abraçá-la, mas se conteve apenas com os dedos de Quinn encostados nos seus.
“Depois nos vamos na montanha-russa.” Santana sussurrava no ouvido de Quinn.
“Ah não, San... Montanha-russa não.” Quinn balançava sua cabeça, fazendo um bico adorável.
“Está com medo, Fabray?” A latina a provocava. “Se está com tanto medo, acho que deveria ir no carrossel com Maya.”
“Eu não estou com medo, Lopez. Só não me sinto segura nesse brinquedo.” Quinn cruzava os braços.
“Sei. Mhm. Hey, Maya.” Santana sorria maliciosa. “A Quinn falou que quer ir com você no carrossel.” Quinn no mesmo instante virou-se para Santana encontrando o sorriso da latina que derretia seu coração.
“Eba! Vem, mamãe Q.” Maya segurou na mão de Quinn, a puxando para junto com ela na fila.
“Você me paga, Lopez.” Quinn semicerrava os olhos e Santana respondia mostrando sua língua.
A fila começava a andar novamente e agora era a vez de Maya e Quinn. A pequena se sentou no pônei rosa, enquanto Quinn se sentou logo ao seu lado na ovelha fofa. Assim que o brinquedo começou a rodar, Santana começava a rir ao ver Quinn tão adorável. Maya sempre que passava por sua mãe acenava ou mandava beijo.
A diversão mal tinha começado e Santana já estava adorando o momento que estava passando com sua filha e Quinn. Era incrível como depois da noite passada tudo entre elas continuavam fluindo naturalmente. Como se Quinn nunca tivesse lhe magoado antes. O sorriso estampado no rosto da médica era adorável. Sincero. Mostrava o quanto à mesma estava feliz por estar com suas duas Lopezes favoritas.
Santana tirou seu celular da bolsa e assim que Quinn e Maya passaram, a latina tirou uma foto das duas sorridentes, acenando para ela. Santana olhou para a foto, sorrindo sem parar ao ver o quão dork Quinn estava. Sua antiga Dork Quinn que ela tanto sentia falta. Logo o brinquedo parou e Santana esperava as duas saírem.
“Foi muito divertido!” Maya corria, abraçando as pernas de Santana.
“Se divertiu, Q?” Santana falava rindo.
“Para a sua informação, Lopez. Foi realmente muito divertido.”
“Sim, mamãe, você deveria ir com a gente na próxima vez.” Maya soltava sua mãe, se aproximando de Quinn.
“Prometo que na próxima eu vou.” Santana franziu o cenho. “Agora, vamos para o...”.
“Carrinho de bate-bate.” Quinn falava empolgada e dessa vez, Santana adorou a ideia.
“Eu vou com a mamãe Tana.” Maya pulou, segurando na mão das duas adultas, enquanto iam para a fila do brinquedo.
“Você é muito dork.” Santana brincava com Quinn, enquanto estavam na fila.
“Não sou, não.” Quinn cruzava os braços, exatamente como Maya fazia.
“É sim.” Santana não sabia de onde toda essa felicidade estava vindo, mas tinha certeza que se parasse para pensar, o medo tomaria conta novamente e tudo aquilo iria embora. “Parece até que trouxe duas crianças para o parque de diversões.” A latina cutucava a cintura de Quinn a fazendo rir.
“Santana!” Quinn segurava na mão da latina. “Nós somos as próximas.”
“Mama, vamos no carro vermelho!” Maya apontava para o carro vermelho no canto da pista.
“Vamos, munchkin. Já é nossa vez.” Santana colocou as mãos nos ombros de Maya, olhando para Quinn. “Se eu fosse você não ficava no nosso caminho.” A latina brincava.
“Sim! Porque a mamãe Tana é a melhor.” Maya balançava sua cabeça fazendo as duas rirem.
“Próximos.” O monitor do brinquedo abria a corrente, deixando que todos passassem.
Maya e Santana foram até o carrinho vermelho. A latina ajudou sua filha com o cinto e logo depois colocou o cinto em si mesmo. Quinn estava logo à frente em um carrinho amarelo. Ela sorria semicerrando os olhos, olhando direto para a latina. A médica estava tão feliz que sentia medo de que talvez algo fosse lhes atrapalhar. O dia estava perfeito e ela não queria que nada estragasse aquilo.
“Nós vamos te pegar, mamãe Q.” Maya pousava suas mãozinhas em cima do carrinho, fazendo Quinn rir.
“Eu quem vou pegar vocês.” A médica apontava para a pequena que olhava para sua mãe.
“Vamos pegar ela, mama!” Maya encostava-se ao banco do carrinho, fazendo sua mãe rir alto com a atitude engraçada da filha.
Logo o brinquedo foi ligado e Santana começava a dirigir saindo da frente dos outros carrinhos. Maya olhava para todos os lados a procura de Quinn, pulando em seu acento .
“Ali mamãe.” Maya apontou em direção a Quinn e enquanto Santana ia direto à médica, a mesma começava a fugir das latinas, dando a volta na pista e tudo o que se ouvia era a risada gostosa de Maya. “Pega ela!” A pequena deitava sua cabeça para trás assim que o carro de Santana bateu na traseira de Quinn, empurrando o carro da mesma para frente.
“Ah, é assim?” A médica semicerrava os olhos, virando seu volante, dando ré em seu carro.
“Corre, mama!” Maya colocava a mão no braço de sua mãe, e Santana dirigia para o outro lado, desviando dos outros carros a sua frente.
Quinn ria o tempo todo ao ver Maya pulando em seu acento. Era difícil não se divertir com aquilo tudo e a médica sentia seu coração acelerado apaixonado por suas duas latinas.
Santana bateu no carro que estava a sua frente dando a chance que Quinn precisava. A loira acelerou, batendo na traseira do carro de Santana, fazendo Maya rir ainda mais. Era incrível como a pequena se divertida com aquilo tudo, adorando estar na companhia de sua mãe e Quinn. Era nítido ver que ela aproveitava cada minuto daquela diversão.
Enquanto os minutos passavam, Quinn conseguia fugir a maior parte do tempo de Santana e Maya. A latina batia algumas vezes na lateral do carro de Quinn e a médica batia na frente ou na traseira do carro de Santana devagar com medo de machucar Maya.
Assim que o brinquedo parou, Maya se soltou do cinto rindo sem parar pela última batida que Santana deu no carro de Quinn que a assustou.
“Mamãe Q levou o maior susto.” Maya colocava a mão em sua barriguinha. “Foi muito engraçado.” A pequena falava rindo, respirando fundo.
“Não foi nada engraçado.” Quinn fazia seu adorável bico, saindo da pista junto com Santana.
“Foi sim, Q.” A latina assentia, cutucando-a novamente em sua cintura. “Dork” Santana sussurrou. “Para onde vamos agora?” A latina perguntava, olhando para sua filha.
“Mmmm... Vamos na casa assombrada?” A pequena mexia suas sobrancelhas.
“O que?” Quinn arregalava os olhos. “Não senhora. Você sequer tem idade para entrar lá.” A médica balançava a cabeça demonstrando estar preocupada com Maya, sendo que na verdade, Quinn nunca foi fã de filmes de terror ou casas assombradas.
“Você está com medo.” Santana comentava.
“N-não. Eu não estou com medo.”
“Sim, você está.” A latina falava novamente.
“Não. Eu não tenho medo disso. Phew... Medo de uma casa assombrada em um parque de diversão? Claro que não.” Quinn revirava os olhos.
“Awh, qual é Quinn, até Maya é corajosa.”
“É super divertido. Eles são todos de mentirinha, mamãe Q.” As duas latinas tentavam lhe encorajar e Quinn não podia negar que estava impressionada com a coragem de Maya. “Você pode segurar a minha mão se quiser.”
“É Q. Você pode segurar a mão dela. De uma criança com cinco anos de idade.” A latina brincava, recebendo um tapa no braço.
“Para de ser boba, Lopez. Está bem. Eu vou.” Quinn não tinha tanta certeza se realmente queria ir, mas era difícil dizer não para as duas Lopezes da sua vida.
Assim que chegaram à fila, Quinn sentia seu estômago revirar. Ela nunca foi fã de casas assombradas. Ela odiava essas coisas e esperava que tudo acabasse logo. A médica podia ouvir os gritos que viam de dentro da casa.
“Relaxa.” A voz suave de Santana próximo ao seu ouvido a tirava de seu nervosismo. “Vai ficar tudo bem.” A latina sorria, colocando sua mão no braço de Quinn.
Depois de esperar na fila e ouvir Maya falar sem parar. A vez delas tinha chegado. Entrariam apenas as três com mais duas adolescentes que estavam logo atrás delas.
“Esse suspense é terrível.” A garota comentava logo a frente delas.
Maya estava ansiosa, segurando firme na mão de sua mãe, enquanto Quinn andava praticamente grudada do outro lado de Santana. As duas garotas a frente estavam de mãos dadas e todos ansiosos sem saber o que iriam encontrar logo a frente.
“Isso é tão divertido!” Maya segurava a mão de Santana com suas duas mãozinhas e Quinn estava impressionada com a coragem da pequena.
“Maya, eu não sei como você... Ah!” Um barulho estrondoso do lado de Quinn, fez a médica pular para trás de Santana, assim que um cozinheiro assassino, todo coberto de sangue aparecia ao seu lado com uma enorme faca na mão.
Maya se encolheu, escondendo seu rosto contra a cintura de Santana, começando a rir assim que o cozinheiro desapareceu. Já Santana protegia sua filha, enquanto começava a rir sem parar da reação de Quinn.
“Ah meu Deus, Quinn.” Santana falava rindo. “Você praticamente pulou no meu colo.”
“Argh! Eu odeio lugar assim, San.” Quinn ajeitava seu vestido, voltando rapidamente para o lado da latina, segurando na mão da mesma. Sem dizer nada, Santana apenas sorriu, apertando sua mão suavemente ao da médica.
Enquanto andavam, entravam uma sala coberta de sangue, com o barulho da televisão que não parava de chiar. Maya passava o braço de Santana em volta de seus ombros, pulando sem parar, ficando nervosa por não saber o que aconteceria. Quinn olhava para todos os lados se aproximando ainda mais de Santana e sem menos esperar, um barulho de serra elétrica ecoou no cômodo, fazendo Maya pular de susto gritando, enquanto Quinn se colocava na frente de Santana, colocando sua mão sobre seu rosto, escondendo-se contra o pescoço da latina que simplesmente fechou seus olhos andando rapidamente para frente, tirando-as de lá.
Santana não tinha certeza se Quinn estava fazendo de propósito, mas a latina não estava achando ruim. Ela estava adorando o modo como Quinn a abraçava assustada. Era divertido ver a médica com tanto medo de coisas que nem Maya se assusta.
Quinn passou seus braços em volta da cintura de Santana, começando a andar do lado da dançarina, escondendo seu rosto contra o ombro da mesma, podendo ouvir a risada de Maya que continuava agarrada no braço de sua mãe.
“Mijá, você é mais corajosa do que a Quinn.” Santana brincava passando seu braço em volta da cintura da médica.
Depois de levar vários sustos. Após Santana e Maya rirem sem parar de Quinn quase chorando abraçada em Santana, finalmente as três chegou ao final da casa e ao sair, Quinn respirava fundo, passando a mão pelo cabelo, sentindo sua testa quente por ter passado tanto apuros dentro daquela casa.
“Mamãe Quinnie ficou morrendo de medo.” Maya deitava sua cabeça contra a cintura de Santana, começando a rir.
“Não foi nada divertido.” Quinn franzia o cenho e sem pensar, Santana segurou na mão da médica a puxando para perto de si.
“Awh, tá tudo bem agora, Q. Nenhum monstro feio vai te pegar.” Santana fazia bico enquanto falava, usando um tom de voz diferente como se estivesse falando com Maya.
“Não tem graça.” A médica deitava sua cabeça contra o ombro de Santana.
“Bom, na verdade...”.
“Quero fazer algo divertido agora. Com muitas coisas fofas.” Quinn levantava sua cabeça, olhando para Maya.
“Mmm... Coisas fofas, huh? Vem, eu tive uma ideia.” Santana segurou na mão das duas, as levando para perto dos jogos de barracas onde um deles era tiro ao alvo e os brindes eram ursos fofos de todos os tamanhos. Dos pequenos aos maiores.
“Ursos!” Maya falava empolgada. “Mama, você vai ganhar um urso pra mim?” A pequena olhava para sua mãe, juntando suas mãozinhas contra seu peito.
“Eu vou.” Quinn falava determinada. “Qual você quer, baby girl?” A médica pergunta e Santana dava espaço para Quinn fazer seu trabalho.
“Mmm... Eu vou querer...” A pequena olhava para os ursos até a vista um grande urso marrom um pouco maior que ela, pendurado no teto. “Aquele ali.” Maya apontou e logo o cara da barraca se aproximou.
“Boa escolha, criança.” O rapaz sorria, entregando a pistola de brinquedo para Quinn. “Para ganhar aquele urso a senhorita precisa acertar cinco dos dez patos que estão rodando logo a sua frente.” O mesmo apontava para os patos que rodavam em pé em uma roleta.
“Certo. Eu consigo fazer isso.” Quinn respirava fundo e podia ouvir a risada de Santana atrás dela.
“Boa sorte, Q.” Santana falava carinhosa.
Quinn posicionou a arma contra seu ombro, se concentrando nos patos que passavam quando começou a atirar acertando o primeiro ouvindo Maya comemorar. Logo acertou o segundo, o terceiro e o quarto. Santana estava impressionada com a mira de Quinn e quando a mesma acertou o quinto pato, Santana e Maya começavam a aplaudi-la orgulhosas.
“Wow, Q. Você tem uma ótima mira.” Santana comentava.
“Não conta para ninguém, mas isso foi pura sorte.” As duas começavam a rir, enquanto o rapaz entregava o urso para Maya.
“Ele é tão fofinho!” A pequena o apertava em seus braços. “Obrigada, Quinnie. Eu adorei.”
“Por nada, meu amor.” Ao ver a interação de Quinn com Maya, Santana não queria que o dia acabasse sem que a médica levasse algo para se lembrar daquele passeio. A latina olhou para todos os ursos na barraca e um enorme cachorro chamou sua atenção. Ele era um beagle de pelúcia e imaginou que Quinn ia adorar.
“Minha vez.” Santana se colocava na frente de Quinn.
“Eu vou ganhar outro urso?” Maya perguntava.
“Não, mijá, esse é para outra pessoa.” Santana respondia, fazendo o estômago de Quinn revirar. A ideia de Santana entregar o urso para outra mulher não lhe deixava muito confortável. Ela tentava não pensar nisso e não se incomodar com o fato de que a latina estava se divertindo com ela e que tinha chances daquele urso não ser dela.
Santana pegou a pistola, apoiando a mesma em seu ombro, se concentrando, respirando fundo, começando a atirar nos patos a sua frente. Quinn estava surpresa ao ver a mira impressionante da latina. Ela atirava sem pausar e quando acabou todos os dez patos estavam caídos.
“Wow, mama... Você derrubou todos os patos.” Maya pulava agarrada com seu presente.
“Wow!” Quinn sussurrava. “Você foi ótima.” A loira sorria suavemente, enquanto Santana apenas dava de ombros, entregando a pistola para o rapaz.
“Ok senhorita, você pode escolher um daqueles logo a cima.” Santana olhou diretamente para o cachorro de pelúcia.
“Aquele.” O rapaz tirou o urso, voltando para lhe entregar.
“Esse é gigante.” Maya arregalava os olhos. “E muito, muito, muito fofo. Olha os pelos dele que macios.” A pequena passava a mão na pata do urso, fazendo sua mãe sorrir.
“Bom, seja lá quem for essa pessoa. Realmente ela merece todo o seu esforço.” Quinn tentava não soar com ciúmes, mas era inevitável. Isso lhe machucava.
“Sim, até o momento ela merece.” Santana falava suavemente, sem tirar os olhos de Quinn. A loira percebeu o tom de voz da latina, se virando, encontrando os olhos marrons da mesma e no mesmo instante, ela sabia exatamente para quem era aquele urso extremamente fofo. Suas bochechas começavam a ficar vermelhas e um sorriso aparecia em seus lábios.
“Ele é pra mim?” Quinn perguntava timidamente.
“Sério. Você continua a mesma dork de sempre.” Santana balançava sua cabeça rindo baixo. “É pra você, Q.” A latina estendeu o cachorro para a médica que o pegava lentamente.
“Obrigada, San. Ele é lindo.” Quinn apertava o cachorro em seus braços, sorrindo apaixonada, sem acreditar que esse dia realmente estava acontecendo.
“É para você se lembrar da nossa tarde especial.” Santana depositava um beijo na bochecha de Quinn.
“Mama, tire uma foto de nós três e nossos ursos.” Maya abraçou seu urso, se aproximando de sua mãe e Quinn.
A latina tirou seu celular da bolsa. Colocando Maya em cima de um banco próximo as barracas entre ela e Quinn. A médica segurava seu cachorro enquanto Santana segurava o celular à frente delas, esperando que todas sorrissem batendo a foto.
“Estou com fome agora.” Maya olhava para as duas a sua frente, pulando de cima do banco.
“Bom, então vamos todas comer, porque também estou faminta.” Santana assentiu, segurando na mão de Maya e todas foram para a praça de alimentação.
As três optaram por uma saborosa pizza de bacon na qual Quinn ficou muito feliz em comê-la. Enquanto comiam, Maya falava de todos os brinquedos que ainda queria andar e que em alguns Santana e Quinn iriam com ela. Mesmo sabendo que seria difícil já que tinha dois enormes ursos lhes acompanhando.
Após comerem, Santana deixou que Maya andasse em mais alguns brinquedos acompanhada apenas de Quinn, enquanto batia as fotos. Era adorável ver a médica com sua filha e a latina sabia o quanto Maya sentia falta daquela aproximação com Fabray.
Seu coração batia tão acelerado que era difícil se controlar. O sorriso estava estampado em seu rosto e as borboletas em sua barriga estavam agitadas. Por mais que isso esteja indo rápido demais, Santana estava tão cansada de tentar evitar tudo o que sentia. Era tão dolorido. Ela sabia que ainda sentia algo por Quinn e por mais que estivesse com medo de deixá-la voltar, a médica provava a cada dia que estava sendo sincera. Depois da noite passada, Santana queria realmente mostrar que estava deixando Quinn voltar. Ela sabia que o medo e a insegurança muitas vezes lhe atrapalharia, correndo o risco de muitas vezes se fechar, mas Santana também sabia que Quinn entenderia. Afinal, Fabray sabia o quão machucada a latina estava e por mais difícil que fosse para ela Quinn sabia que precisava ter paciência se quisesse o amor da sua vida de volta.
Santana olhou para o seu relógio que marcava seis horas da tarde. Ela nunca tinha ficado tanto tempo em um parque de diversões igual aquele dia e estava exausta. Ela podia notar o quão mole sua filha estava enquanto saia no colo de Quinn novamente do carrossel.
“E então munchkin, está cansada?” Santana perguntava e Maya apenas balançava a cabeça dizendo que não.
“É, você realmente não está cansada. Está quase dormindo no meu ombro e quase dormiu sentada no pônei.” Quinn brincava, passando a mão no cabelo da pequena.
“Acho melhor irmos embora. Maya está exausta e eu também.” A latina ria baixo, pegando sua bolsa e o urso da pequena, enquanto Quinn pegava seu enorme cachorro de pelúcia, o abraçando com o outro braço. Ao ver a dificuldade da médica, Santana virou-se para sua filha. “Hey, mijá. Vem no colo da mamãe. Quinn está exausta.” Maya levantou sua cabeça do colo de Quinn, dando seus braços para sua mãe.
Santana agora carregava sua filha, enquanto a mesma abraçava seu urso e Quinn podia carregar sua bolsa e a de Santana para o carro.
Após colocar os ursos no porta-malas, Quinn e Santana entraram no carro em silêncio. Era visível ver o quanto as duas também estavam exaustas. Passar o dia em um parque de diversão tão grande não era fácil. Ainda mais com uma garotinha — que já dormia em sua cadeirinha – correu de um lado para o outro até esgotar 100% toda sua bateria.
Santana dirigia calmamente, enquanto Quinn deitava sua cabeça para trás, observando a latina com um sorriso suave nos lábios.
“O que foi?” Santana podia sentir os olhos da loira em cima dela e sorria se virando para olha-la por alguns segundos.
“Você continua incrível, sabia?” Quinn sussurrava. “O seu jeito carinhosa. Cuidadosa. Engraçada. Brincalhona. Continua a mesma Santana por quem me apaixonei e que senti muitas saudades... Todos os dias.” A médica sorria, sentindo seus olhos encherem de lágrimas. Isso tudo parecia um sonho e ela não queria acordar.
“Fico feliz que continuo a mesma.” Santana brincava, olhando Quinn pelo canto de seus olhos. “Você também continua a mesma dork de sempre.” Quinn ria baixo e Santana pausava por alguns segundos, falando suavemente. “E senti saudades do seu jeito adorável de ser.” A latina olhava atenta para sua frente, mordendo o canto de seus lábios.
Quinn sentia seu coração pulando em seu peito e tinha certeza que Santana conseguia ouvi-lo. As borboletas não só voavam por sua barriga, mas por todo seu corpo a fazendo se arrepiar com as palavras da latina. Quinn estava tão apaixonada e não conseguia mais esconder tudo o que sentia. Era difícil se concentrar com tudo que estava acontecendo e a vontade de ficar com Santana só aumentava.
Sem dizerem nada, Santana continuava dirigindo em direção à casa de Quinn. Alguns minutos tinham se passado e a médica, assim como Maya, cochilava no banco do passageiro.
Não demorou para que Santana estacionasse seu carro em frente ao prédio de Quinn. A latina desligou o mesmo, virando-se para a médica que estava adoravelmente dormindo. Santana sorria, levando sua mão para a testa de Quinn, tirando algumas mechas loiras de seu rosto suavemente, deixando que a ponta de seus dedos acariciasse a pele de Quinn.
“Quinn?” Santana sussurrava, sem deixar de acariciar o rosto da loira. “Hey, Q. Nós já chegamos. Você precisa acordar.”
“Não.” Quinn resmungava, fazendo careta.
“Isso não é justo, sabia?” Santana continuava falando baixo. “Continuar com todo esse jeito adorável, enquanto estou tentando dar um passo de cada vez.”
“Santana?” Quinn abria seus olhos lentamente, sorrindo ao ver a latina a sua frente, acariciando sua testa.
“Hey sleepyhead. Nós já chegamos.” Quinn olhou para janela, percebendo que estavam estacionados em frente sua casa. Ela estava tão confortável ali e os carinhos de Santana estavam ótimos.
“Não quero entrar.” Quinn resmungava, virando-se para encarar a latina.
“Mas você precisa, ou então seus pais nunca mais vão te deixar sair comigo.” Santana brincava, fazendo Quinn rir.
“Mmm, então isso quer dizer que você quer sair comigo novamente?” Quinn falava maliciosa, arqueando suas sobrancelhas.
“Talvez, Fabray... Talvez.” Santana tirava sua mão da testa de Quinn, mas continuava olhando em seus olhos. “Eu me diverti muito essa tarde.”
“Eu também. Como eu disse antes, eu sentia falta da incrível Santana Lopez.” Quinn franzia seu nariz. “Nos vemos outro dia?” Fabray perguntava, levando sua mão até a da latina. “Eu adoraria te levar para jantar. Um encontro oficial. Que não seja em um bar de karaokê com todos os nossos amigos.” Santana começava a rir, entrelaçando seus dedos aos de Quinn.
“Eu ia adorar.” Quinn não esperava uma resposta tão rápida de Santana e no mesmo instante, seu coração pareceu explodir em seu peito.
“Obrigada, San. Obrigada por estar me dando esse espaço pra eu te mostrar que realmente voltei por você.” Quinn começava a brincar com os dedos de Santana. “Você é incrível, sabia? Eu te amo, Santana.”
“Como eu disse ontem à noite, é muito difícil, mas estamos dando um passo de cada vez, certo? Só, por favor, Quinn, não. – “
“Eu sei.” Quinn a interrompia, colocando um dedo por cima de seus lábios. “Eu te amo e jamais te machucaria novamente. Eu iria até a lua se fosse preciso para você ver que eu realmente sinto muito e que me arrependo por tudo o que fiz. Você é e sempre vai ser o amor da minha vida.” A médica se aproximou depositando um beijo carinhoso contra a bochecha da latina.
Sem dizer nada, Santana pousou sua mão contra o rosto de Quinn e antes que a mesma se afastasse, a latina aproximou seus lábios aos da médica, depositando um selinho demorado.
“Eu te amo.” Quinn sussurrou e Santana precisava admitir. Ela adorava ouvir essas palavras saindo da boca de Quinn.
“Eu...” Santana começava a falar sem pensar. “Quinn, eu...”
“Shh, está tudo bem.” A médica depositava outro selinho em seus lábios a interrompendo. “Você não precisa dizer de volta. Eu sei que ainda não está pronta para isso.” Quinn sorriu. “Mas, deixando claro que eu te amo.” A loira brincou fazendo Santana rir ao lhe dar outro beijo demorado.
“Dork.” A latina franzia seu nariz e com muita dificuldade, Quinn se afastava, tirando o cinto de segurança.
“Tudo bem se te mandar mensagem durante a semana?”
“Claro, responderei todas com muito prazer.” Santana respondia apoiando suas mãos no volante.
“Certo. Então, eu te ligo para marcamos nosso primeiro encontro.”
“Certo.”
“Eu te amo.” Quinn colocava a mão na porta, mas antes de sair, voltou depositando selinhos seguidos contra os lábios de uma sorridente latina. “Obrigada pelo Sr. Ferguson.” A médica sussurrava e Santana arqueava suas sobrancelhas.
“Então o nome dele será Sr. Ferguson?” A latina ria baixo.
“Exato. Sr Ferguson.”
“Céus.”
“Vou pegá-lo no seu porta-malas.” Quinn depositava outro selinho em Santana, antes de sair do carro para pegar Sr. Ferguson. “Boa noite e descansa, está bem? Diz para a Maya que eu amei e me diverti muito essa tarde com vocês.”
“Pode deixar que eu direi. Agora vai, antes que seu pai apareça aqui embaixo com uma arma ou sei lá.” Quinn começava a rir, se afastando do carro e acenando pela última vez antes de entrar em seu prédio.
“Essa garota continua me enlouquecendo.” Santana pensou balançando sua cabeça, com um sorriso estampado no rosto.
Enquanto isso no banco de trás, Maya estava com um grande sorriso no rosto. A pequena tinha acordado assim que o carro parou, mas continuou de olhos fechados podendo ouvir tudo o que sua mãe e Quinn falaram uma para outra. A pequena estava tão feliz por saber que sua mãe estava deixando Quinn entrar novamente em suas vidas, mesmo sem entender exatamente tudo o que estava acontecendo com elas. Maya viu as duas se beijando e sem dúvidas aquele era o dia mais feliz da sua vida. A única coisa que ela pensava agora era que Quinn voltaria a ser sua mamãe Quinnie oficialmente.
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