Notas iniciais
Oieeeee gente linda!! Cheguei com um capítulo novo pra vocês de TNBTY. Estou demorando com as postagens, mas como prometido, estou me esforçando para não demorando muito e aqui estou :) Espero que vocês gostem do novo capítulo e que aproveitem. PS: Revisei muito por cima o capítulo antes de postar, então vocês desculpem qualquer erro, mas o sono tá me deixando com a vista borrada, gente :( hahaha. xxxxx

Santana estava abraçada com Maya deitada na cama de Maribel, enquanto as duas dormiam. A latina chegou emocionalmente exausta e tudo o que mais queria era o conforto da casa de sua mãe e ter Maya em seus braços. Apesar de não ser mais uma criança, Santana adorava dormir na cama de Maribel. Até porque, a cama dos pais sempre é melhor quando estamos doentes ou triste, certo? As duas dormiam tão intensamente que Maribel decidiu não acordá-las. A matriarca viu como sua filha chegou devastada na noite passada e imaginou que algo tinha acontecido e que sua “pequena” precisa descansar.

Maya estava com seu rostinho na mesma altura de Santana, com uma de suas perninhas por cima da cintura da latina e sua mãozinha embaixo de sua bochecha. A pequena começava a se mexer suavemente apertando seus olhinhos abrindo-os lentamente avistando Santana logo a sua frente. A pequena sorriu se aproximando e se encolhendo ainda mais nos braços da latina.

“Bom dia, bear.” Santana sussurrava com sua voz de sono, fazendo Maya abraçá-la com força.

“Bom dia, mama. Não sabia que você ia dormir aqui também.” Maya levantava a cabeça olhando da altura do queixo de Santana.

“Não ia, mas fiquei com muita, muita, muita saudades da minha bebê.” A latina sorriu começando a encher o rosto de Maya de beijos, fazendo a pequena rir.

“Mas mama e a Sammy?” Maya perguntava rindo e Santana respirava fundo ao se lembrar de todo o evento da noite passada.

“Agora é só eu e você, mijá.” Santana tirava mechas do cabelo de Maya do rosto. “Sammy e eu decidimos que seria melhor sermos apenas amigas.” A latina sorriu, respirando fundo tentando não chorar ao se lembrar da verdade por trás de suas palavras.

“Ah” Maya sussurrou. “Será que podemos ir tomar café agora? Eu estou com fome.”

“Café?” Maribel entrava no quarto, fazendo suas duas latinas olhá-la. “Vocês fazem ideia que horas são? É quase meio dia, está na hora de almoçarem suas dorminhocas.”

“Meio dia?” Santana arregalava os olhos, olhando para Maya. “Dorminhoca.”

“Você é dorminhoca, mamãe” Maya ria, apontando para Santana.

“Vocês duas são dorminhocas. Levantem, tomem um banho, porque fiz algo delicioso para minhas duas bebés comerem.” Maribel sorria, sentando no pé da cama, pousando sua mão sobre a perna de Santana.

“Eu vou primeiro!” Maya rapidamente se levantou, indo em direção ao banheiro do quarto de sua abuela.

“Eu vou colocá-la na banheira e volto para conversarmos.” Maribel depositava um beijo na testa da filha, se levantando para ajudar sua neta.

Enquanto Maribel colocava Maya na banheira, Santana continuava deitada e todo o evento da noite passada surgia em sua cabeça como um filme. A música que Quinn cantou para ela. Samantha colocando um fim no relacionamento delas e as palavras de ódio e raiva que ela jogou para cima de Quinn.

Seus olhos começavam a se encher de lágrimas novamente e seu estomago começava a embrulhar.

“Pronto.” Maribel voltava para o quarto, se sentando ao lado de Santana. “Pode começar a me contar do por que você chegou tão quebrada e chorando daquela forma nessa madrugada.” Santana respirou fundo não sabendo se estava pronta para detalhada sua noite, mas sabia que sua mãe não deixaria isso de lado.

“Resumindo...” Santana começava a se ajeitar, se sentando ao lado de sua mãe, enquanto ambas encostavam-se a cabeceira da cama. “Fomos ao um bar de karaokê, todos estavam bêbados. Quinn também estava lá e cantou uma música praticamente se desculpando por ter feito o que fez, mas a letra da música não era tão simples como um pequeno pedido de desculpas. Não. Ela teve que escolher uma música que mexesse até mesmo com quem não estava envolvido. Bom, Samantha ficou magoada e terminou comigo.” A Latina olhava para suas mãos, começando a sentir raiva. “Depois disse algumas coisas para Quinn que estavam entaladas aqui dentro e a proibi de ver Maya.” Maribel no mesmo instante arqueou suas sobrancelhas olhando para Santana. “Eu sei, mama. Não devia ter feito isso, mas não quero mais vê-la ou sequer ouvir falar sobre ela. Acabou. Quinn fez sua escolha no momento em que foi embora e nunca quis sequer eu ou Maya, então ela está proibida de chegar perto a minha filha. Não quero Maya perto de alguém que não se importa com ela. Isso pra mim é tudo remorso por ter ido embora e agora quer voltar achando que vamos estar esperando de braços abertos. Não, não estamos a esperando de braços abertos e quero que ela vá para o inferno.” Sem perceber Santana estava chorando novamente e Maribel apenas a olhava sem dizer nada. “Ela não deveria ter voltado.” Santana sussurrava.

“Você ainda a ama, mijá.” Maribel pousava sua mão sobre a de sua filha e a mesma começava a balançar a cabeça dizendo que não. “Sim, mi amor, você a ama e todo aquele sentimento ainda está guardado aí dentro em algum lugar.” Santana respirava fundo tentando engolir seu choro que saia sem permissão. “Eu vou estar sempre do seu lado, mijá, te apoiando e cuidado de você e de Maya, mas pense muito bem antes de se afastar de Quinn. Você a ama e até mesmo quando fala dela com raiva é possível perceber a paixão no seu tom de voz. Tudo tem seu tempo, mas se essa for realmente a sua escolha. Se afastar de Quinn, pode ter certeza que estarei ao seu lado. Seja qual for sua decisão, estaremos juntas, está bem? Mas você precisa me prometer que vai dar um tempo para si mesma e pensar no que exatamente seu coração está querendo. A raiva pode estar falando mais alto agora, mas talvez quando você decidir colocar seu quebra-cabeça no lugar, as coisas não sejam como você tanto imagina. É o medo quem está falando e você precisa se curar primeiro antes de tomar qualquer decisão.” Maribel passava seu braço em volta de Santana lhe abraçando, apoiando seu queixo contra a cabeça da latina. “Eu te amo, mijá.”

Santana sabia que sua mãe tinha razão, mas a mesma estava com tanta raiva de Quinn que não conseguir um segundo sequer deixar seu orgulho de lado para realmente ter um tempo para si mesma. Talvez ela consiga daqui uma semana, ou daqui alguns meses, mas nesse momento Santana não conseguia pensar em nada além de se afastar de Quinn por completo.

Depois de alguns minutos Maya chamava do banheiro, avisando que já tinha terminado seu banho e Maribel foi buscá-la. Enquanto a pequena se secava, Santana se preparou para seu banho, entrando embaixo do chuveiro quente na tentativa de relaxar seu corpo e descansar sua mente.

Após alguns minutos, terminou seu banho decidindo que ficaria na casa de sua mãe por mais algumas horas, ou talvez alguns dias. A latina não estava no clima para encontrar nenhum de seus amigos, porque a mesma sabia que ouviria perguntas da noite passada.

Ao sair enrolada na toalha, a latina encontrou Maya sentada na cama balançando suas perninhas, esperando por sua mãe.

“Até que enfim, mama.” A pequena sorria. “Estamos te esperando para comer. A abuela fez lasanha.” Maya passava a linha por seus lábios fazendo sua mãe rir.

“Fez? Yummy, um dos nossos preferidos, huh?” A latina saia do quarto de sua mãe, seguindo pelo corredor até o seu antigo quarto, onde algumas de suas roupas ainda encontravam-se dentro de seu antigo guarda-roupa.

“Sim, mama! Vai rápido, porque eu estou com fome.” Maya falava atrás da latina, encostada na porta.

“Está bem, está bem. Eu já estou indo.” Santana vestia seu conjunto de lingerie, colocando um shorts jeans, com uma blusinha de manga preta. Soltou seu cabelo, ajeitando o mesmo, antes de ir ao encontro de sua mãe e filha na cozinha.

“Chegou!” Maya gritou para sua avó, assim que viu sua mãe entrando. “Pode colocar um pedaço bem grande pra mim, abuela.” A pequena se mexia na cadeira e sua mãe se sentava ao seu lado.

“Come devagar, está bem, mijá? E depois do almoço não podemos esquecer o seu remédio.” Santana depositava um beijo na cabeça de Maya, enquanto Maribel levava os pratos até elas.

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O telefone de Quinn tocava pela quinquagésima vez e a médica continuava deitada em sua cama, assistindo romance enquanto as palavras de Santana ainda machucavam seu peito sem parar.

Depois de a latina ter descarregado toda sua raiva em cima da médica. A mesma foi acompanhada para seu apartamento de Kurt e Blaine que fizeram questão de colocá-la na cama antes de irem embora. Quinn chorava sem parar repetindo o quanto se arrependia por ter deixado Santana da primeira vez e do quanto estava com medo de a mesma cumprir sua palavra de nunca mais vê-la.

Quinn desde a hora em que acordou continuou deitada abraçada com um de seus travesseiros extras, assistindo Querido John e se torturando na pele da garota por ver seu namorado indo embora. Eu sou uma idiota. A médica repetia para si mesma todas as vezes que se imaginava no lugar de Santana.

Logo que seu telefone parou de tocar, Quinn ouviu batidas na porta que a fizeram pular de susto. A loira não esperava por ninguém e começava a chorar ao imaginar que Rachel ou um de seus amigos estaria em seu apartamento e isso era a última coisa que ela queria. A médica não queria ouvir conselhos ou a companhia de ninguém. Tudo o que a mesma queria era um tempo sozinha.

As batidas pareciam ainda mais altas e Quinn percebeu que seja lá quem fosse não ia desistir até que ela abrisse. A médica se levantou, se arrastando até a porta e a abrindo.

“Céus, princesa. Achei que algo ruim tinha acontecido.” Judy entrava como um furacão no apartamento, passando seus braços em volta de Quinn.

“Mãe?” Quinn sussurrou e ao perceber que realmente era sua mãe, a mesma deitou sua cabeça no ombro de Judy, começando a chorar novamente. “Ela me odeia, mãe.”

“Shh.” Agora era Russell quem aparecia por trás de suas duas mulheres. “Ela não te odeia, baby girl.”

“Odeia sim, pai. Ela falou isso na minha frente.” Judy continuava confortando sua filha, enquanto Russell fechava a porta e os três iam se sentar no sofá, com Quinn entre seus pais.

“Ela está machucada, meu amor. Santana precisa de um tempo.” Judy depositava um beijo na cabeça de Quinn enquanto a loira deitava sua cabeça no peito de sua mãe e segurava na mão de seu pai.

“Mas ela disse que me odiava e que nunca mais queria me ver. Ela sequer vai me deixar ver a Maya, mamãe.” Quinn fazia um bico adorável e seus pais se olhavam percebendo o quanto a médica estava triste.

“Vai ficar tudo bem, baby girl.” Russell acariciava a mão de sua filha e ficaram em silêncio enquanto confortável sua filha caçula.

Alguns minutos se passaram e Judy estava na cozinha fazendo um chá calmante para Quinn, enquanto a mesma continuava deitada peito de seu pai contando tudo o que tinha acontecido na noite passada.

Enquanto repetia as palavras de Santana, Quinn sentia seu peito apertando e seu estomago embrulhava ao pensar na possibilidade de nunca mais ver suas duas latinas. A médica estava com medo e parecia se encolher ainda mais contra seu pai ao falar sobre Santana.

“Ela nunca mais vai querer me ver, pai. Eu a machuquei tanto e não sei mais o que fazer.” Quinn respirava fundo. “Depois que tivemos uma tarde agradável juntas, achei que tudo ficaria bem, mas não, fui idiota em achar que ao cantar para ela ia ser uma ótima decisão.” A médica fechava seus olhos. “Acho que as perdi de vez, pai.”

“Pelo o que você acabou de me contar tudo indica que Santana estava com raiva porque a namorada dela terminou com ela depois de você ter cantando.” Russell falava suavemente, acariciando a mão de Quinn. “Filha, eu tenho certeza que ela te ama e tudo o que aconteceu foi algo que estava guardado dentro dela a muito tempo. Nós dois sabemos o quanto ela ficou machucada quando você foi embora, porque ela realmente te amava, não é de se esperava menos que isso. Santana ainda não conseguiu te perdoar e é por isso que você precisa deixá-la pensar.”

“Mas pai e se ela realmente não quiser me ver mais?”

“Princesa, ela te ama.” Judy agora entrava na sala, carregando uma xícara com chá. “Santana te ama, meu amor e na minha opinião, eu acho que você deveria se levantar, tomar um banho, colocar a sua melhor roupa e ir atrás dela.”

“Judy!” Russell arqueava a sobrancelha.

“Ah por favor, Russell. Nós sabemos que Santana precisa pensar, mas depois de tudo o que eu acabei de ouvir, essas duas precisam urgente conversar. Ontem ambas estavam bêbadas e confusas. Santana estava com raiva, talvez hoje ela esteja melhor e consiga te ouvir, Lucy.” Judy sorria, passando a mão carinhosamente no rosto de Quinn. “Diga a ela o quanto você a ama e o quanto seria terrível ficar sem ela, afinal, foi exatamente por isso que você voltou, não foi? Porque estava difícil viver sem ela e a tão famosa Maya.” Quinn olhava atenta para sua mãe. “Ela merece ouvir tudo o que você tem a dizer, meu amor. Mesmo que você precise repetir mil vezes. Santana precisa ouvir no quanto você realmente a ama. Talvez você possa dizer a ela que vai esperar. Vai esperar ela se curar e que vocês podem começar do início. Passos de bebês, huh?” Quinn abria um leve sorriso. “Fale tudo e no final diga que você vai estar esperando por ela, seja o tempo que for, mas que ela te dê uma chance, porque ela precisa aprender a confiar em você novamente, meu amor.” Os três ficaram em silêncio por alguns segundos.

“Bom, não posso negar que sua mãe tem razão.” Russell assentia. “Ela precisa de espaço e vocês precisam começar novamente. Mostre a ela que você a ama, que vai esperar e que vai dar o espaço que ela precisar, mas que você não vai desistir.”

“Mas, não acham que é muita pressão? Ela vai me expulsar da casa dela e. – “

“Não é pressão, Lucy.” Judy falava calmamente. “Vocês realmente precisam conversar, porque ontem a noite não passou de estresse. Ela precisa te ouvir assim como você precisa ouvi-la. Sem álcool. Sozinhas e sem gritaria. Apenas duas pessoas civilizadas conversando sobre um assunto de ambos interesses.” Quinn olhava para sua mãe atenta, estudando cada palavra que a mesma tinha acabado de lhe dizer.

Talvez eles tenham razão. Eu preciso conversa com a Tana. Nós duas precisamos conversar, porque eu não aguento mais isso. Essa situação está acabando comigo. Quinn pensou se levantando e assentindo.

“Está bem. Talvez você tenha razão.” A médica sorriu e Judy a seguiu até seu quarto para que se aprontasse.

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Santana estava com Maya deitada no sofá, abraçada com sua filha, enquanto assistiam peppa pig e a pequena se divertia com tudo que a porquinha fazia.

“Não sei como você consegue gostar tanto da Peppa.” Santana comentava e Maya continuava olhando para TV.

“O George é o mais legal e ele gosta de dinossauro. Grrrr.” A pequena imitava o dinossauro fazendo sua mãe rir baixo.

“Vamos assistir bob esponja?” Santana apertava seu braço na cintura da filha, escondendo seu rosto contra o cabelo da pequena que estava a sua frente.

“Mama, espera a Peppa pig acabar.” Maya falava séria e Santana começava a fazer bico, levantando sua cabeça para que a pequena pudesse vê-la.

“Por favor?” A latina usava seu sotaque, falando manhosa.

“Não!” Maya continuava séria, mas se segurando para não rir de sua mãe que agora aproximava seu rosto ao da filha, aproximando nariz com nariz. “Santana Lopez, nós vamos assistir Peppa e ponto final.”

“Não é justo!” Santana cruzava os braços, franzindo o cenho exatamente como Maya sempre faz. “Eu vou contar pra minha mãe.” A pequena encolhia os ombros mostrando indiferença. Mama!” A latina gritava Maribel e Maya começava a rir. “Mami, Maya não me deixa assistir Bob Esponja.”

“Eu estou com o controle, abuela. Eu quem mando!” Maya gritou para sua avó e Santana semicerrava os olhos.

“Ah, você quem está com o controle, huh?” Maya assentiu, levantando sua mão com o controle na mão.

“E você não vai mudar de canal.” A pequena ria balançando a cabeça, quando Santana no mesmo instante começou atacá-la fazendo cócegas sem parar. “Ah! Mamãe!” Maya gritava rindo sem parar, balançando suas perninhas para cima de Santana.

“A agora, hein?” Santana ria junto com a filha, sem parar com as cócegas. “Quem é que vai ficar com o controle e mudar de canal?”

“E-eu” Maya respondia, sabendo que sua mãe continuaria brincando com ela. “P-para, mama” A pequena gargalhava alto. “E-eu vou fazer xixi n-nas ca-calças.” Maya tentava segurar as mãos de Santana.

“Repete comigo.” Santana parava com as cócegas, mas sem afastar suas mãos da barriga da pequena. “Eu, Maya Rose Lopez” Maya continuava rindo, mas começava a repetir.

“Eu, Maya Rose Lopez.”

“Deixo a mamãe Tana.”

“Deixo a mamãe Tana.” A pequena se encolhia ao repetir.

“Ficar com o controle e mudar de canal.” Santana terminava e olhava para a pequena esperando-a repetir.

“Não ficar com o controle e não mudar de canal, porque vamos assistir a Peppa PIG!” Antes mesmo de terminar sua frase, Santana já estava lhe atacando novamente, mas dessa vez, mordia seu pequeno pescoço suavemente, apenas lhe fazendo cócegas. “AH! MAMI!” Maya deitava sua cabeça para o lado de Santana, tentando escapar da mãe, enquanto se mexia sem parar, tentando sair do sofá.

Enquanto Santana e Maya brincavam no sofá, a campainha da casa de Maribel tocou, fazendo Santana parar com as cócegas e começando a encher Maya de beijos.

Maribel passou por suas duas garotas e balançou a cabeça ao vê-las fazendo bagunça no sofá. Maya estava com o braço em volta do pescoço da mãe, abraçando-a com força, fingindo estar sufocando-a com seus famosos “abraços de carinho”. Assim que chegou a porta e a abriu. Sra. Lopez arqueou suas sobrancelhas ao ver quem estava parada em seu deck.

“Quinn?” Maribel falava surpresa e no mesmo instante se preocupava com Santana e Maya.

“Como vai Sra. Lopez?” Quinn sorria educada.

“Bem, obrigada e você?”

“Eu estou bem.” A médica agora desvia seu olhar de Maribel. “Mmmm, eu... E-eu soube que Santana passou a noite aqui. Fui até o apartamento dela, mas Rachel me contou que ela estaria por aqui e gostaria de saber se posso conversar com ela?” Quinn falava baixo, mas era o suficiente para Maribel ouvir.

Maribel sabia que Quinn e Santana precisariam conversar, mas não sabia se aquele era um bom momento. Maya estava ali e se Santana a proibisse de chegar perto de Quinn ou se a pequena ouvisse qualquer assunto que a envolvesse, seria difícil e tudo isso a machucaria mais do que já estava machucando. Maribel também conhecia sua neta e sabia o quão sincera, carinhosa e generosa Maya era e não queria que a mesma se machucasse caso o relacionamento de Santana e Quinn não desse certo. Antes de Maribel responder, Quinn perceber a preocupação estampada no rosto de Sra. Lopez e com medo de ser mandada para casa, resolveu insistir.

“Por favor, Sra. Lopez. Entendo que a senhora esteja preocupada, mas eu sinto que devo uma explicação para Santana e nós precisamos realmente conversar sobre tudo o que está acontecendo. Por favor.” Quinn mordia o canto de seus lábios e Maribel ficou em silêncio por alguns segundos antes de assentir.

“Está bem.” Maribel respirou fundo, deixando que Quinn entrasse e a médica esperou sra. Lopez fechar a porta para que pudesse segui-la até Santana.

Antes de chegarem até a sala, Maribel se virou para Quinn, pedindo que ela esperasse e foi até Santana.

“Mijá.” Santana que agora estava com sua cabeça deitada no peito de Maya sendo abraçada pela mesma, apenas olhou na direção de sua mãe, sem se mexer. “Mi amor, você tem visita.” Maribel sorria e Santana levantou sua cabeça do peito de Maya, franzindo a sobrancelha.

“Visita? Mama, eu não est – “ Antes que Santana pudesse terminar sua frase, Quinn apareceu por trás de Maribel, fazendo a latina ficar em silêncio, segurando Maya protegendo-a. “O que você está fazendo?” Santana se levantava do sofá rapidamente, sentindo a raiva da noite passada voltar como se nunca tivesse ido embora.

“Quinnie?” Maya levantava do sofá, mas antes de correr até Quinn, Santana a segurou, pegando-a no colo. “Mami, é a mamãe Quinnie!” A pequena apontava na direção de Quinn e a médica sorria.

“Hey, meu amor.” Quinn queria se aproximar e encher Maya de beijos, mas não sabia até que ponto as palavras de Santana foram verdadeiras.

“Mama, você pode, por favor, levar Maya para o quarto?” Santana olhava para sua mãe que rapidamente assentiu, tirando Maya de seu colo.

“Mas... Mama, é a mamãe Quinn. Por que eu não posso ficar com vocês?” Maya perguntava sussurrando e Santana a entregou para Maribel, passando a mão em seu cabelo.

“Eu e Quinn precisamos conversar, está bem? Fique no quarto com a abuela assistindo o desenho que você quiser.” Santana depositou um beijo na testa da filha que assentiu e enquanto Maribel a levava para o quarto a pequena deitou sua cabeça no ombro da avó, olhando para Quinn e acenando.

Assim que Maya e Maribel se afastaram Quinn começava a sentir seu peito doer. Ela sabia que agora seria só ela e Santana. Seu coração pulava de ansiedade e medo. Seu estomago revirava com medo da rejeição e sua respiração falhava. A médica não queria que as coisas dessem errado, então sabia que precisava conversar e escolher suas palavras com cautela.

“O que você quer?” Santana rebatia irritada, fazendo Quinn sair de seu transe.

“Nós precisamos conversar, Tana.” Quinn se aproximava, entrando na sala.

“Não temos nada para conversar. Não tenho nada para falar com você, então se você, por favor, puder ir embora e me deixar em paz eu. – “

“Não!” Quinn falava firme, se colocando de frente para Santana. “San, por favor. Só me escuta. Ouve o que eu tenho pra te falar e se você...” Quinn não estava pronta para suas próximas palavras, mas ela precisava convencer Santana a ouvi-la. “Se depois de tudo o que eu disser você ainda não me quiser de volta na sua vida e na de Maya, prometo que as deixo em paz.” O coração da médica parecia que explodiria a qualquer momento, porque suas últimas palavras doíam. É claro que ela não queria se afastar de Santana, até porque, era por isso que ela estava ali, para conseguir sua garota de volta, mas ela sabia que essa seria a única forma de fazer Santana ouvi-la e ela pedia para que no final de tudo, Santana escolhesse lhe dar outra chance.

“Está bem.” Santana se sentava no sofá, cruzando suas pernas, olhando para Quinn sem nenhum tipo de emoção. “Comece a falar.”

Notas finais
Review??????? Xxxxxx