The Nexus
1 Capítulo 1 O Inicio
Tudo começou numa noite onde cinco amigos estavam num bar a falar sobre coisas normais que rapazes com dezassete e dezoito anos falam. Pedro o mais novo com dezasseis pois só fazia os dezassete em dezembro e estávamos em pleno julho, Dinis, Sebastião e Ruben com dezassete e Miguel o mais velho do grupo com dezoito já feitos. Os cinco conversavam sobre o futuro e todos reparam que não sabiam o que iriam querer fazer quando acabassem os respectivos cursos e entrar no mundo do trabalho.
— E se formássemos um clube de futebol? — disse Ruben as gargalhadas o que fez com que os outros o acompanhassem nas mesmas.
Como o grupo levou tudo na brincadeira começaram todos a dar ideias de como seria e como iriam conseguir e quem seriam os membros do clube. Até que de repente começaram a notar que talvez resultasse as ideias de juntar o pessoal e começar a juntar dinheiro e pedir algum emprestado podia resultar. Combinaram então no dia a seguir se juntarem e falarem mais a sério sobre o assunto mas com as cabeças frescas e tudo no sitio.
No dia seguinte la se encontraram desta vez na casa do Pedro. Depois de escreverem em vários papeis conseguiram arranjar soluções. Primeiro convencer os seus pais a ajudarem, segundo convencer um banco a emprestar algum dinheiro, terceiro juntar algum dinheiro eles próprio, quarto juntar os jogadores possíveis pra terem um clube de pelo menos vinte e três jogadores e quinto arranjar o campo da Fonte Santa para se tornar no estádio oficial da equipa e campo de treinos.
Tudo aconteceu em um ano os primeiros meses foram para conseguir convencer os seus pais a ajudarem-nos e arranjar o dinheiro necessário foi difícil com o trabalho e apresentando os argumentos certos eles conseguiram os apoios tanto dos pais como de um banco para empréstimo, depois do dinheiro começaram a tratar das obras no campo do Fonte Santa para que o campo se torna-se digno de uma equipa jogar, foi um trabalho feito pelos próprios, por familiares e amigos que se propuseram a ajudar começaram por fazer com que a sede que está ao pé do campo deixasse de ser um café para ser a sede oficial do clube, depois começaram a trabalhar nos balneários transformando o parque infantil num balneário com espaço suficiente para receber as duas equipas a da casa e a visitante, na ponta do balneário fizeram uma pequena casinha que viria a servir de bilheteira, por fim só faltava o campo tiveram que por um relvado novo, fazer as linhas, por balizas novas com redes e pintadas, depois fizeram uns muros que davam pela cintura a volta do campo deixando só o espaço com um portão para as equipas entrarem e ergueram duas redes grandes atras das balizas para que as bolas que fossem chutadas para fora não fossem longe e ficassem ali presas e por fim só falta as bancadas duas bancadas com capacidade para quinhentas pessoas cada e com dois holofotes incorporados para a noite se ver o campo. Já estava o dinheiro e o campo o que demorou cerca de dez meses agora só faltava a parte mais importante os jogadores. Cinco jogadores já estavam só faltavam mais dezoito jogadores para completar a equipa, então durante os últimos dois meses eles esforçaram-se para encontrarem os vinte e três jogadores prefeitos e eles são:
Com o número 1 nas costas Mário, um guarda redes de baixa estatura loiro de olhos azuis mas com muita garra e com bons reflexos. Com o número 2 Dinis, com a alcunha nas costas dada pelos colegas Ninis é um defesa central de olhos escuros e cabelo escuro com muita inteligência de jogo um patrão da zona recuada da equipa usa óculos para jogar. Com o número 3 Ivanildo, um avançado de etnia negra com olhos castanhos escuros e cabelo preto um dos três internacionais da equipa sendo este de Cabo Verde bom nas bolas altas e bastante combativo. Com o número 4 Bernardo, com a alcunha de Putsis é um médio defensivo de olhos castanhos claros e cabelo castanho claro também um dos dois que pertence a posição mais recuada da equipa no meio campo e com boa visão de jogo para conduzir o jogo dos defesas para os avançados. Com o número 5 Patrick, outro dos internacionais igualmente de Cabo Verde de etnia negra com olhos pretos e cabelo igualmente preto não é muito dotado em controlo de bola mas com boa velocidade e bom remate é um dos dois médios esquerdos da equipa. Com o número 6 Gonçalo, numa equipa com dois pares de irmão ele pertence ao par dos irmão gémeos tem cabelo preto e olhos castanhos claros é alto e com bom controlo de bola ele é um dos dois defesas direitos da equipa. Com o número 7 Fábio, o segundo dos três guarda redes com cabelo escuro e olhos escuros é destemido a ir a bola e com uma boa força ideal para tirar as bolas da cabeça dos adversários. Com o número 8 Pedro, o irmão gémeo de Gonçalo se bem que não tem traços iguais pois Pedro é loiro de olhos azuis tem nas costas a alcunha Pi um dos dois defesas esquerdos bastante corajoso a ir as bolas e combativo. Com o número 9 Lauro, um dos melhores se não o melhor jogador da equipa de etnia negra com cabelo escuros e olhos escuros é um dos médios ofensivos com um poderoso remate muita técnica e uma grande visão de jogo com o nome nas costas Coxo. Com o número 10 Miguel, com a alcunha W é defesa central com cabelos pretos e olhos pretos apesar da sua baixa estatura é muito combatente e agressivo por vezes um problema para a equipa usa óculos em jogo. Com o número 10 Pedro Monteiro, é o avançado alto com cabelos pretos e olhos pretos bom de bolas altas na área. Com o número 12 Miguel Araújo, o ultimo dos três guarda redes estatura média combativo de olhos castanhos escuros e cabelo castanho. Com o número 13 Sebastião, com a alcunha na camisola Sebas é um dos dois médios direitos rápido e com boa técnica é loiro de olhos castanhos. Com o número 14 Eduardo, um defesa central alto de olhos castanhos claros e cabelo castanho escuro bom de bolas altas dada a sua estatura é o irmão mais velho de Bernardo. Com o número 15 Fábio Parreira, o ultimo dos defesas centrais estatura média cabelo castanho claro e olhos igualmente castanhos claros é combativo e rápido. Com o número 16 Gonçalo Cardoso, faz par de defesas direitos com o outro Gonçalo usa óculos com cabelos castanhos escuros e olhos castanhos escuros também é combativo e rápido. Com o número 17 Luís, faz parceria com Pedro no lado esquerdo da defesa sendo defesa esquerdo o último internacional pelo Brasil com olhos escuros e cabelos escuros forte fisicamente a defender. Com o número 18 Tito, o outro médio defensivo com cabelo castanho e olhos castanhos é rápido e ágil. Com o número 19 Igor, o outro médio direito com olhos castanhos e cabelos castanhos é rápido pelos alas o que é ótimo para os cruzamentos. Com o número 20 Jonathan, o outro médio esquerdo a par de Patrick com olhos escuros e cabelo claro é alto o que ajuda nas bolas paradas. Com o número 21 Nélson, com o nome nas costas de Juninho é o outro médio ofensivo com boa visão de jogo e qualidade de passe com olhos castanhos claros e cabelos igualmente castanhos claros. Com o número 22 Josimar, com a alcunha de Joy é um avançado de etnia negra cabelos pretos e olhos pretos é o pontapé canhão da equipa se bem que com pouca pontaria. Com o número 23 Ruben, com a alcunha RFRF nas costas é o último avançado com olhos castanhos claros e cabelo castanhos escuro apesar de ser não ter muita qualidade com a bola nos pé é bom a rematar a baliza e muito combativo é o capitão da equipa. E aqui estão os vinte e três integrantes da equipa para entrarem em campo e lutarem até ao fim no campeonato.
No dia seguinte houve uma reunião na sede do clube.
— Ok pessoal estamos aqui hoje para decidir qual será o nome, simbolo e camisolas do clube quero a ajuda de todos para que possamos ter hoje tudo pronto. — Informou Ruben aos seus colegas de equipa.
Nesse momento começaram todos a falar ao mesmo tempo e ninguém se entendia até que aparece o treinador da equipa Helder pai de Ruben e dirigente do clube, um homem não muito alto com um pouco de barriga olhos verdes escuros e cabelo castanho.
— Calma vocês tem que falar um de cada vez se não não saímos daqui hoje.- disse ele com um tom de ordem e imediatamente todos se calaram e então ele prosseguiu.- vou perguntar a cada um o que tem de ideias pra vermos o que dá no fim.
A ideia foi pior ainda pois cada um queria uma coisa diferente, camisolas as quadrados e só de uma cor, o simbolo com animais como leões e águias o que já estava muito visto e os nomes nenhum agradava a ninguém até que tiveram que chegar a um consenso, aos poucos ia tomando forma todos queriam um equipamento preto por isso foi escolhido preto como uma das cores agora era tratar de escolher uma cor que ficasse bem com preto.
— E que tal amarelo. — disse Gonçalo um pouco tímido pois achava que todos se iam rir da sua ideia mas pelo contrário todos gostaram da ideia agora só faltava juntar as duas cores.
—Linhas horizontais.- disse Eduardo.
—Calção preto com linhas amarelas.- interviu Nelson.
—E por fim meias as riscar pretas e amarelas.- finalizou Patrick.
Com todos de acordo assim estava escolhido o uniforme principal. Agora partiam para o segundo e o de guarda redes. Preto já todos concordavam faltava a cor que fosse bem junta.
— Vermelho.- disse Sebastião.
Muitos gostaram como muitos odiaram e no fim ficou decidido que não seria vermelho.
— Uma cor quase parecida que tal laranja?.- perguntou aos seus colegas Miguel.
— Boa ideia! — exclamou o treinador. — agora só falta decidir como.
— Já que o principal fica horizontal e porque não ficar vertical as riscas no alternativo.- deu a ideia Dinis.
— Olha boa ideia.- concordou o treinador.
O resto do equipamento foi uma grande discussão que nunca mais tinha fim até que decidiram os calções ficarem iguais aos do principal e as meias serem pretas com uma linha laranja a frente.
— Ok agora os guarda redes e como são eles a usarem os equipamentos quero que eles decidam os três o que querem. — ordenou Helder.
— Branco e preto ao xadrez como o equipamento do Boavista que acham?- perguntou Miguel Araújo.
O outros dois guarda redes não levantaram objecções.
— Por mim os calções ficam iguais aos dos outros equipamentos. — disse Mário sem ninguém se opor.
— Então por fim as meias ficam as riscas como o principal.- teve ultima palavra Fábio e ninguém reclamou.
Estava assim escolhido o equipamento só faltava o nome e o emblema.
— Que tal um raio? — deu o palpita Pedro Monteiro.
Todos abanaram a cabeça que sim.
— E já agora que tal uma mão a agarrar o raio?- completou o outro Pedro.
Todos adoraram a ideia e assim ficou decidido o símbolo.
— Agora só falta o nome. — disse Helder.
Todos ficaram a pensar até que Ruben se levantou e disse com toda a convicção.
— The Nexus.
Todos ficaram calados a olha uns para os outros até que todos sorriram e acenaram que sim, estava assim escolhido o nome do clube os equipamentos e o simbolo.
— Ok pessoal então amanhã começamos os treinos da equipa dos The Nexus por isso preparem-se que o campeonato vai ser longo e duro. — disse o treinador a toda a equipa.
— SIM!!!- responderam todos em uni som.
No dia seguinte todos se apresentaram no campo uns nas suas motas outros nos seus carros e outros a boleia. Começou com uma corrida a volta do campo em que alguns jogadores começaram a ficar muito cansados pois não estavam habituados a tanto esforço. Depois de uma breve pausa o treinador Helder pós cada um a fazer exercícios diferentes dependendo das posições: guarda redes defendiam os remates feitos pelos atacantes, médios passavam as bolas uns para os outros para treinarem os passes e os defesas dividiram-se em dois grupos um atacava outro defendia e iam trocando. O atacantes e os guarda redes usavam uma parte do campo os médios o meio campo e os defesas a outra parte do campo para treinar. Passado uma hora de treino dessa maneira o treinador chamou-os e deu as instruções para o próximo exercício.
— Agora vamos fazer um jogo como temos três guarda redes para duas equipas os guarda redes trocam a cada golo sofrido. A equipas serão a primeira equipa Fábio, Dinis, Miguel, Gonçalo, Pedro, Bernardo, Sebastião, Patrick, Lauro, Ivanildo e Ruben. A outra será Miguel Araújo, Fabio Parreira, Eduardo, Gonçalo Cardoso, Luis, Tito, Igor, Jonathan, Josimar e Pedro Monteiro. O Mário fica no banco como disse quando sofrerem troca de guarda redes vá todos para as suas posições.
Dito isto todos assumiram as posições para iniciar o jogo mas no momento em que Helder assoprou o apito começou a tocar no estádio Eye of the tiger dos Survivor. Os jogadores ficaram perplexos e olharam para todos os lados até que viram um homem de cabelos escuros e olhos escuros com uma grande barriga que pegou num microfone e disse.
— Todos os clubes precisam de quem meta a musica e trate do som.- a voz que ecoava pelo estádio nas colunas era de António mais conhecido por Tó, tio de Ruben e técnico de som o que ia ajudar muito na equipa já que os clubes profissionais costumam ter quem anuncie as equipas e as substituições para não falar de por musica.
—Bem vindo ao clube tio.- gritou Ruben do campo sobre o som da música ainda a tocar.
— Toca a jogar a música vai servir de motivação.- disse António no microfone.
Então os jogadores viraram-se uns para os outros e começaram a jogar, o jogo acabou com um empate a cinco bolas sendo os marcadores da primeira equipa Ivanildo com dois, Lauro com um, Sebastião com um também e Dinis que marcou um num canto de cabeça. Os autores dos golos da segunda equipa foram dois de Josimar, dois de Pedro Monteiro e um de Nelson.
— Por hoje estão dispensados, Ruben preciso falar contigo.- disse o treinador, já nos balneários sozinho com Ruben continuou.- Tens que começar a dar mais e a melhorar essa resistência viu-se no treino que não fizeste nada no jogo enquanto isso os outros três avançados marcaram dois golos cada assim perdes lugar na equipa, digo isto como teu treinador que apesar de ser teu pai não te vou dar tratamento especial.
— Sim mister nem eu queria outra coisa.- disse Ruben com convicção.- de agora em diante vou fazer umas corridas para aumentar a minha resistência.
No dia seguinte Ruben foi correr depois dos treinos e nessa corrida ele reparou numa rapariga sentada numa paragem que o chamou muito a atenção . Era uma rapariga muito bonita de olhos verdes claros e cabelos ondulados longos e que ao ver ele passar sorriu-lhe e ele não conseguiu conter e sorriu de volta, mas ele não podia parar pois tinha uma importante tarefa ter mais resistência para poder jogar na equipa principal.
Dia seguinte mais treino difícil correr a volta do campo com as voltas a aumentarem e o próprio treino a aumentar de intensidade, no fim do treino com os jogadores muito cansados o treinador chamou-os para uma reunião que fizeram em pleno relvado.
— Quero por vos a par de tudo o que se está a passar no clube neste momento estamos a meio do mês de junho e eu estou a batalhar para ver se consigo que a federação nos meta a jogar na segunda divisão, ainda não temos o staff completo pois ainda nos falta um médico, um treinador adjunto, um treinador de guarda redes e um preparador, estou a tentar marcar alguns amigáveis mas é complicado já todos tem tudo marcado e por fim a maior parte de vocês ainda tem que melhorar muito para conseguirmos fazer alguma coisa na segunda divisão pois se vamos para lá é para sermos competitivos e não perder os jogos todos por isso toca a dar o vosso melhor.
— SIM MISTER!!!- gritaram todos em uni som.
De seguida o treinador dispenso us e todos foram para os balneários tomar banho e vestirem-se. Enquanto se vestiam Sebastião e Pedro aproximam-se de Ruben.
— Queres vir sair e ir beber um café ou assim?- perguntou Sebastião.
— Não posso tenho que ir correr para treinar mais.- respondeu Ruben.
— Ha ya ok então fica para a próxima.- disse Sebastião afastando-se de seguida com Pedro.
Ruben sabia que tinha que correr para melhorar mas o que ele queria mesmo era ver se encontrava a rapariga outra vez na sua corrida. Ele então lá começou a sua corrida ao final da tarde vestindo os calções e uma t-shirt com uns tênis la ia ele correndo pelo passeio junto a estrada quando estava prestes a chegar ao pé da paragem e viu a rapariga outra vez sentada na paragem naquele momento ele começa a sorrir sem conseguir evitar e a rapariga olha para ele e nota que ele sorri e ela sorri de volta para ele por breves momentos os seus olhares cruzaram-se mas tal como na ultima vez Ruben teve que seguir o seu caminho mas no resto do caminho só pensava nos olhos verdes dela e no sorriso.
Dia três das duas semanas de treino todos os membros chegaram ao treino matinal as horas do costume ficaram a falar até virem abrir-lhes o balneário quando entraram Sebastião sentou-se ao lado de Ruben.
— Então como vai o treino de resistência?- perguntou ele.
— Bem, apesar de ainda ter treinado só três dias ainda começo a notar a diferença.- respondeu o seu colega de equipa.
— Pessoal despachem-se e venham cá fora!- gritou o treinador do lado de fora do balneário.
Todos se equiparam nesse instante com as camisolas ainda sem símbolos todo o equipamento era preto desde a camisola os calções e até as meias. E em cinco minutos todos estavam reunidos a porta dos balneários.
— Muito bem hoje vou apresenta-vos mais três membros da equipa técnica,- disse Helder- Lucinda a minha mulher que vai ser médica, Carlos que vais ser o treinador de guarda redes e Joel que vai ser o meu adjunto, não se enganem apesar de ele ser novo é um bom treinador e com capacidades.
Lucinda é uma mulher baixinha, gordinha com olhos castanhos e cabelo não muito longo castanho é a esposa de Helder e mãe de Ruben, Carlos é um homem com cabelos escuros e olhos escuros com um pouco de barriga é pai de Mário, Joel é um rapaz que até é mais novo do que os jogadores da equipa é primo de Ruben com cabelos castanhos claros e olhos igualmente castanhos.
— Ok bora lá começar a treinar cinco voltas ao campo.- ordenou o treinador.
Todos começaram a correr a seu ritmo a volta do campo depois das cinco voltas aqueceram.
— Hoje vamos começar com um jogo quero ver se evoluíram as equipas são as mesmas, deem tudo mas com cuidado não quero pessoas lesionadas.- disse o treinador.
Os jogadores tomaram a suas posições com exeção de Mário que ficou no banco até uma delas sofrer um golo. Suou o apito e Ruben deu a bola no meio campo para Ivanildo que a deu para trás para Bernardo, nessa altura partiram os avançados da equipa dois Joy e Pedro Monteiro em direção a bola para fazer pressão sobre o portador da bola, com o perigo de perder a bola pela investida deles Bernardo deu a bola mais para trás para Dinis que deu para Fábio que com um chuto potente pós a bola para lá do meio campo onde estava Ruben a espera dela mas o que Ruben não viu foi Tito a parecer por trás e a roubar-lhe a bola mal ele a recebeu o que deixou Ruben um pouco atrapalhado, Tito então deu a bola para o meio campo defensivo da equipa um. a bola foi para aos pés de Nelson que teve tempo de parar e ver quem estava livre de marcação viu então Josimar a desmarca-se atrás dos defesas na grande área mas quando tentou o passe a rasgar Miguel apareceu e interceptou a bola, Miguel sorriu para Nelson e disse-lhe.
— Tens que tentar ser menos obvio para onde vais passar.
Nelson sorriu e acenou de que sim para dar a intender que percebeu. Mal Miguel se virou para a frente já corria pela linha lateral Sebastião de braço no ar a pedir a bola, Miguel viu e meteu a bola bem na frente dele, Sebas esticou-se e conseguiu controlar a bola antes que ela saisse pela linha lateral, puxou a bola para dentro e tentou entrar na área mas foi rasteirado por Luís que lhe acertou nas pernas em vez da bola ao que o apito suou para marcar a falta.
— Desculpa. — disse Luis no seu sotaque brasileiro de mão esticada para ajudar Sebastião a levantar.
— Desculpa nada.- levantou-se Sebastião de roupante em direção a Luis com a intenção de mais do que palavras.
— Ei parem já com isso!- gritou o treinado a medida que avançava na direção dos dois jogadores.
E foi uma confusão Ruben chegou e agarrou Sebastião e levou para um lado enquanto Pedro falava com Luis.
— Tens que ter mais calma ele pediu desculpa.- disse o capitão ao seu colega de equipa.
— Tu não viste o que ele fez foi mesmo de propósito quase me arrancava as pernas. — respondeu irritado.
— Calma resfria a cabeça e faz as pazes.
— Ok tudo bem.- disse ele relutante.
Os jogadores aprórimaram-se e deram um aperto de mão e Luis pediu mais uma vez desculpas.
— Não quero mais entradas dessas num jogo de treino nem atitudes destas aqui ouviram se não respeitarem vão todos limpar os balneários no fim dos treinos.- disse Helder irritado.
— Sim mister!- responderam os jogadores.
A barreira foi organizada e quem foi selecionado para marcar foi Lauro pois têm um remate potente e com bom efeito, o livre era bem perto da grande área descaído para o lado direito ligeiramente lá estava Lauro a bola e a barreira feita de quarto jogadores, Pedro Monteiro, Luis, Eduardo e Gonçalo Cardoso. Miguel Araújo estava na baliza a organizar a barreia Lauro recuou uns passos inspirou e suspirou e o apito suou, partiu para a bola deu uma remate potente que bateu na barra e entrou com um grande estoiro que deixou a barra a abanar Miguel Araújo apenas a viu passar e nem se mexeu, todos ficaram de boca aberta e o primeiro a falar foi Ruben que foi felicitar o seu colega de equipa pelo livre tão bem marcado. De seguida foi como se todos acordassem e fizeram o mesmo. Estavam todos prontos para recomeçar o jogo Miguel Araújo e Mário já tinham trocado de lugar quando ouvem muito barulho vindo da parte de fora do campo.
— Que raio se passa ali fora? — perguntou indignado o treinador ao mesmo tempo que seguia caminho até ao portão fechado para a entrada do estádio.
Ao abrir o portão deparou-se com uma multidão de gente cerca de vinte pessoas, jornalistas que saiam dos carros e gritavam uns para os outros dirigiam-se ao portão com microfones, câmaras de filmar e fotográficas.
— O senhor é o Helder Ferreira? — perguntou uma jornalista com o microfone a enfiar quase na boca do treinador.
— É verdade que o seu clube cirado a cerca de umas semanas está a tentar entrar na segunda divisão profissional? — perguntou outro jornalista.
As dezenas de jornalistas começaram a disparar perguntas por todo o lado para o treinador, ao que este deu meia volta fechou o portão e dirigiuse a equipa.
— Ok equipa treino terminado por hoje preciso falar com vocês todos agora e com o Ruben no fim, juntem-se. — ordenou ele com um ar preocupado — Vamos precisar de alguém que trate da imprensa se souberem alguém por favor ajudem que precisamos urgentemente, agora por favor saiam sem proferirem uma palavra sequer a eles do que se passa por favor. — pediu ele.
Os jogadores todos abandonaram o relvado e só o capitão ficou, achando que o pai lhe ia dizer que não tinha evoluido nada disse.
— Eu sei ainda não estou a jogar nada de jeito.
— Não foi por isso que pedi que cá ficasses.
—Então? — disse Ruben espantado.
— Preciso que vás comigo amanha á cede da federação para falarmos com os responsáveis para tratarmos do assunto e ver se conseguimos ficar na segunda divisão, e tu como capitão eleito tens que comparecer e ajudar-me a convence los, achas que consegues? — perguntou Helder olhando para o filho.
O capitão ficou hesitante mas lembrou-se de todo o esforço que toda a gente fez para que a equipa se erguer-se do nada e com esse pensamento respondeu.
— Vamos e vamos lutar para que o sonho de todos não morra em vão.
Depois da conversa com o treinador Ruben dirigiu-se ao balneário para tomar banho e se trocar, todos os seus colegas já tinham saído com excepção de Sebastião que estava a sua espera.
— Então ele ainda anda em cima de ti por causa do treino? — perguntou ele.
— Não. Era sobre irmos amanhã a federação para conseguirmos um lugar no clube na segunda divisão no inicio da época.
— Amanhã? Precisas que vá contigo? — pergintou o amigo preocupado.
— Não, vou estar nervoso e isso tudo mas não preciso obrigado. — respondeu o capitão — Queres ir dar uma volta antes de eu ir para o treino?
— Bora!!!
Os dois amigos depois de saírem do estádio foram para um café não muito longe e passaram a tarde a falar sobre como tinha sido o último ano e a lembrarem-se do passado desde quando se conheceram. Mas as horas passaram e Ruben tinha que ir treinar, não que ele se importa-se pois tinha a rapariga de olhos verdes na paragem a sua espera. Os dois amigos se despediram e lá foi o capitão para o local onde treinava.
Estava uma tarde estranha de verão ao contrário do que era normal estava muito frio ao final da tarde, por esse motivo Ruben vestiu um casaco por cima da t-shirt e partiu na sua corrida. Estava esperançoso e nervoso quando estava perto da paragem até que ficou meio triste pois a rapariga não estava lá hoje ele passou do outro lado da estrada da paragem como sempre triste mas de repente algo chamou a sua atenção, a rapariga estava atrasada e corrida para a paragem por esse motivo Ruben parou a sua corrida e começou a alongar fez de proposito para poder contemplá-la, notou que ela começou a tremer de frio pois ela estava de t-shirt de manga curta num dia estranho e frio como aquele. Então Ruben passou a estrada dirigiu-se a ela tirou o casaco e deu-lhe.
— Não posso aceitar. — disse ela meio envergonhada.
— Fica com ele por empréstimo precisas mais dele do que eu depois devolves. — disse Ruben com um sorriso na cara. — Chamo-me Ruben já agora.
— Jéssica muito prazer e obrigado. — agradeceu ela com um sorriso tímido.
— Eu adorava ficar na conversa mas tenho treino para fazer, adeus. — disse Ruben afastando-se a correr.
— Adeus.
Ele corria feliz pois já sabia o nome dela e já tinha falado com ela e ia voltar a falar pois ela tinha que lhe devolver o casaco.
No dia seguinte os jogadores iam treinar de manhã e a tarde ia o treinador e o capitão a federação. Estavam a correr a volta do campo quando a meio de uma volta Ruben é chamado pelo seu tio António que estava fora do estádio a ver umas coisas na parte do som mas entrou para o chamar.
— Que se passa? — perguntou Ruben.
— Está uma pessoa ali fora que diz que quer falar contigo.
Ruben saiu pelo portão e qual não era o seu espanto quando viu Jéssica a sua frente com o seu casaco na mão.
— Como sabias que eu estava aqui? — perguntou ele surpreso.
— Vi nas noticias mas não vim só para devolver o casaco.
— Então?
— Ouvi falar que estão a contratar uma pessoa para tratar da parte dos mídia e como estudei nessa área gostava de tentar a minha sorte. — respondeu ela.
— Fazes bem. — disse ele com um sorriso.
— Mas parece que não sou a única. — disse ela apontando para a porta da sede.
Ruben olhou na direção para onde ela apontou e viu certa de vinte pessoas paradas na porta a espera.
— Fogo tanta gente.
— É parece que vou ter que ter um pouco de sorte. — disse ela sorrindo. — Bem está quase na hora marcada aqui tens o casaco.
Ela entregou o casaco ao dono e depois começou a andar na direção da sede.
— Podemos ir sair para beber qualquer coisa ou assim? — perguntou ele.
— Sabes onde me encontrar. — respondeu ela afastando-se a andar de costas e com um sorriso.
Ruben por sua vez virou-se e voltou para dentro do estádio com um sorriso no rosto.
— Então o que era? — perguntou Sebastião aproximando-se dele.
— Nada de mais. — respondeu ele com um encolher de ombros.
— Ok, então anda que o treinador têm algo a nos dizer.
Os jogadores juntaram-se todos no centro do campo a frente do treinador e do seu adjunto.
— Muito bem pessoal o treino por hoje está terminado sei que não fizemos muito mas hoje vamos ter que terminar por aqui. — informou Helder.
— Porque mister? — perguntou Patrick.
— Tenho que escolher um dos candidatos para ser responsavel pelos media e da parte da tarde eu e o vosso capitão vamos á federação. Por isso estão dispensados.
Os jogadores seguiram todos para o balneário com execção dos cinco que formaram o clube Ruben, Dinis, Pedro, Sebastião e Miguel.
— Bora almoçar ao mac os cinco? — sugeriu Pedro.
Todos acenaram que sim com a cabeça, foram para o balneário trocar de roupa e tomar banho e de seguida seguiram para o McDonald. Chegando lá pediram o que cada um queria comer e sentaram-se a mesa.
— Que achas que vai acontecer lá na federação? — perguntou Miguel a Ruben dando uma dentada no seu hambúrguer de seguida.
— Se queres que te diga W não sei, não sei mesmo. — respondeu ele com um abanar de cabeça.
— Se eles querem provas podemos dar provas. — disse Sebastião com convicção.
— Não era má ideia. — disse Dinis.
— Hum? — reagiu surpreso Sebastião.
— Sim. — explicou de seguida Dinis. — Podemos sempre mostrar a eles do que somos feitos e que estamos prontos para os desafios da segunda liga jogando contra um clube.
— Não é má ideia e capaz de resultar, caso as coisas corram mal é isso que vou propor. — disse Ruben com certezas que ia resultar.
Durante o resto do almoço só falaram de coisas banais e ideias para o futuro do clube até que chegou a hora de Ruben ir ter com seu pai á sede da federação.
— Boa sorte. — desejaram os seus quatro colegas de equipa.
Já na sede da federação Ruben encontrou o seu pai a porta.
— Estas pronto?- perguntou o treinador.
— Vamos a isto. — respondeu Ruben com um olhar motivado.
Os dois entraram no edifício e a senhora da recepção guiou-os até a uma sala de reuniões onde estavam cinco pessoas, quatros homens e uma mulher sentados numa mesa de frente para eles, todos vestiam roupas formais e com cara séria.
— Muito boa tarde vocês que são os dois representantes da equipa The Nexus? — perguntou o que estava sentado no meio.
— Sim, o meu nome é Helder e sou o treinador e presidente do clube este é o Ruben o capitão da equipa.
— Muito prazer. — disse Ruben.
— Nós gostamos muito do vosso projeto analisamos mas não podemos dar-vos o que vocês querem, não podemos permitir que vocês passem a frente de outros clubes que já estão criados ha mais anos.
— Mas nós cumprimos tudo e prometemos ser competitivos ao longo de toda a época. — disse Helder preocupado que não conseguisse ter sucesso.
— Não podemos basear as nossas decisões em promessas. — disse a única mulher do grupo.
— Então vocês querem provas? — perguntou Ruben com um sorriso matreiro.
Todos olharam com espanto para o capitão.
— Que tens em mente rapaz? — quis saber um dos homens.
— E se marcassemos um jogo, seria o nosso primeiro jogo oficial como equipa se ganharmos e mostrarmos competitividade vocês deixam-nos participar na segunda liga se não vocês decidem em que divisão vamos jogar que acham?
Nesse instante o grupo juntou-se num murmurio a falarem até que por fim se voltaram para eles os dois e o do meio falou.
— Aceitamos o vosso desafio e vamos ver o jogo que vai ser a porta fechada.
— Sem problemas. — disse confiante Ruben.
— Mas nos escolhemos a equipa.
— Há vontade. — Ruben estava feliz pois o plano de Dinis tinha resultado e esperava que eles escolhessem uma equipa das divisões distritais ou da terceira já que as outras tinham os jogos todos marcados.
— Então o vosso adversário vai ser ........... O Belenenses da primeira divisão. — anunciou o homem com um sorriso malvado no rosto.
Depressa o sorriso de Ruben se transformou em cara de preocupação, uma equipa que ainda não tinha jogado nenhum jogo ir assim já jogar contra um clube da primeira divisão é de loucos.
— Aceitamos, tenho confiança nos meus rapazes. — disse Helder tentando não mostrar preocupação.
— Então está marcado. Há e o jogo vai ser já no domingo por isso aproveitem bem os vossos dois dias de preparação. — disse o homem dando uma gargalhada.
Os dois saíram para fora do edifício.
— O Belenenses em dois dias isto é de loucos porque raio eu fui dar esta ideia. — notava-se o desespero na cara do capitão a ver tudo a desabar-se a sua frente.
— Qual o problema? Já não confias na tua equipa? — perguntou o treinador.
— Mas pai é o Belenenses e nós ainda nem sequer fizemos um jogo.
— E depois? Vamos deixar que isso nos deite a baixo? Vamos ter desafios gigantes pelo caminho começamos já com um grande.
Nesse momento Ruben acende o telemóvel e vê que tem mensagens de todos os seus colegas a perguntar como correu.
— Diz-lhes que amanhã têm que estar na sede as sete da manhã para uma reunião e que não podes dizer nada ordens minhas. — ordenou o treinador.
— Ok. — afirmou Ruben escrevendo a mensagem e enviando para todos ao mesmo tempo.
— E não te preocupes vamos ter tempo e fazer com que resulte domingo ganhamos o jogo. — disse Helder afastando-se para o seu carro.
— Motivação a cima de tudo. — disse o capitão motivando-se a si mesmo.
Final de tarde hora de corrida para Ruben que estava a chegar perto da paragem onde Jéssica já estava sentada a sua espera.
— Olá. — cumprimentou ela com um sorriso.
— Olá. -retribuiu Ruben mas pouco motivado.
— Que se passa? — perguntou ela preocupada.
— Não devia te contar isto mas estou bastante preocupado porque acabei de vir de uma reunião com a federação e eles querem que joguemos contra uma equipa forte e nós nem um jogo temos e se perdemos bem podemos dizer adeus a segunda divisão.
— E? — perguntou ela.
— E estamos completamente lixados.
— Não era a isso que me referia. — disse Jéssica e Ruben olhou para ela com um ar confuso. — Pelo que sei vocês montaram um clube em um ano vocês fizeram coisas impossíveis este ano não achas que conseguem fazer mais ainda?
— Vendo por esse lado tens razão.
— Então anima-te porque tens uma equipa que precisa de ti capitão.
— Tens razão. — disse o capitão mais motivado. — E já sei o que vou fazer para motivar a equipa.
Ruben explicou a Jéssica e passaram o resto da tarde até anoitecer a falar, a motivação dele estava muito melhor depois desta conversa mas sabia que os dois dias seguintes iam ser complicados.
— Bem vou ter que ir. — informou ele.
— Pois já está tarde.
— então amanha no mesmo sitio? — perguntou ele.
— Não te disse? Eu fiquei com o trabalho no teu clube. — disse ela sorrindo.
— Parabéns!!! — disse ele entusiasmado.
— Obrigado. Então vemo-nos no estádio até amanha. — despediu-se ela caminhando para casa.
— Até amanha.- despediu-se ele caminhando na direção oposta.
Sexta feira de manhã todos se encaminharam para a sala de reuniões da sede do clube.
— Antes de falarmos sobre o que aconteceu ontem quero que deem as boas vindas a Jéssica ela fara parte do staff e tratara dos midia. — infromou o treinador. — Agora passo a explicar o que aconteceu ontem.
O treinador explicou tudo o que aconteceu no dia anterior e como teriam que jogar com o Belenenses em dois dias, rapidamente a cara dos jogadores passou de sono para preocupação assim como de alguns membros do staff.
— Rapazes vamos motivar preparei dois dias de treino intensivo e que vamos pássalos aqui no recinto a dormir e tudo. Perceberam todos?
— Sim mister!!! — gritaram todos em uni som.
— Ok agora vão para o campo que o vosso capitão tem uma surpresa para vocês e vamos começar já a treinar.
Todos se deslocaram para o campo e quando chegaram viram uma faixa gigante do lado contrário a bancada principal preta com letras amarelas que dizia "We are one" em português "Nós somos um".
— É assim que vai ser, nós vamos treinar estes dois dias para sermos uma equipa, não importa quem seja o nosso adversário vamos derrotá-los como um só. — encorajou a equipa Ruben.
— Sim!!! — gritaram todos em uni som pela segunda vez mas desta vez com muito mais convicção.
— Ok vamos treinar então. — ordenou o treinador.
Dois dias se passaram rápido treinaram manhã e tarde e á noite alguns saiam para correr foi puxado e duro mas todos sentiram-se prontos para o dia a seguir no sábado a noite.
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