The Next Door.

3 One bad surprise.


Notas iniciais
Ooooi pessoal, tudo bem? Nem demorei né? Espero que estejam gostando!!Beijos e boa leitura.

Era bastante tarde e eu estava cansada, tirei os saltos e os segurei, fui em direção ao elevador e assim que vi a placa avisando que estava quebrado suspirei pesadamente ainda segurando o choro, ele havia me convidado para sair apenas porque queria conselhos sobre a Elena...

– Maldito egocêntrico! Só pensa em roubar a namorada do irmão. – Xinguei alto fazendo com que o porteiro me olhasse, fechei a cara para o homem gordo e baixo que parecia querer rir da minha cara, quis socá-lo, mas invés disso, saí a passos fortes até as escadas.

Assim que as alcancei me apoiei em uma parede e respirei fundo, não ia ficar assim. Não por causa dele.

Assim que estava mais calma resolvi subir para o meu apartamento, terceiro andar e bolhas nos pés descalços, isso não combinava nem um pouco, mas eu não podia dormir nas escadas.

Subi com meus pés doendo e minha cabeça começando a latejar por causa do estresse, suspirei ao chegar ao segundo andar e então escutei um barulho, como se algo, ou alguém estivesse caindo da escada. Fiquei preocupada, pois alguém poderia estar realmente machucado e me apressei para subir, mesmo com meus pés ardendo e doendo, mas ignorei! Mesmo com a dor eu não parei e assim que cheguei a segunda parte das escadas que levavam ao terceiro andar, eu encontrei o motivo do barulho, um homem meio loiro estava estendido no chão e xingava baixinho.

– Ah meu deus... – Fui até ele e o virei para mim devagar, o tal homem não se opôs e gemeu um pouco quando terminou de se virar, assim que seu rosto entrou no foco de luz eu abri a boca assustada. Era o meu professor. Era o Klaus.

– Você esta bem? – Perguntei preocupada, ele não pareceu me reconhecer,o cheiro forte de álcool entregou o motivo, me olhou com os olhos entreabertos.

– Eu pareço bem? – Falou grogue, ainda estava brava, mas também curiosa, então decidi não descontar minha fúria nele. Me aproximei e percebi que Klaus estava sangrando, tinha um corte a cima de sua sobrancelha e um lado do seu rosto estava todo sujo.

– Deixa eu te ajudar. – Eu não gostava dele, nem um pouco, mas também não ia deixá-lo bêbado e sangrando na escada, maldita consciência.

Apoiei o braço dele no meu ombro e com um certo esforço, depois de largar meus sapatos na escada, consegui ajudá-lo a levantar.

– Onde você mora?

– Terceiro andar... – Ele falou muito baixo e eu tive medo que desmaiasse.

– Olha eu preciso que você se mantenha acordado ok? Você bateu a cabeça. – Falei séria, mas estava surpresa, ele era meu novo vizinho. Maldita hora que eu pensei que a noite não podia ficar pior.

– Eu não bati. – Falou. – Quebraram uma garrafa na minha cabeça. – Riu baixo e eu suspirei.

Com dificuldade, muita dificuldade e reclamações em dobro da parte do Klaus sobre dor, nós conseguimos subir, eu não tinha como levá-lo a um hospital e duvidava muito que ele fosse aceitar.

– Me da as chaves por favor. – Pedi e anormalmente ele me entregou sem reclamar, abri a porta e estava uma bagunça, eu o sentei no sofá e respirei, estaria com uma forte dor na coluna no dia seguinte.

– Onde posso conseguir um kit de primeiros socorros? – Perguntei e ele me olhou, os olhos claros entreabertos, estava tão diferente de quando dava aula... Parecia tão solitário e frágil que eu cheguei a ter pena dele, mas assim que me lembrei como ele agira comigo ainda aquele dia, me senti brava.

– Na caixa rosa. – Falou baixo.

– Ei não durma. – Chamei sua atenção e ele abriu os olhos um pouco mais.

Peguei a caixa rosa e a abri, havia coisas de criança e algumas de mulher, não comentei nada, achei o kit, o abri, peguei um pano que estava lá dentro e o molhei, precisava limpar o rosto dele para achar onde estava o corte.

– Então, preciso que olhe pra mim ok? – Ele apenas afirmou com a cabeça, quando eu me ajoelhei a sua frente, passei o pano molhado em seu rosto e ele fez uma careta.

– Ta frio. – Reclamou como uma daquelas crianças, quando falam para a mãe que metiolate arde e eu quase ri.

– Eu preciso limpar seu rosto pra fazer o curativo. – Dei uma pausa. – O que aconteceu com você? – Ele deu uma espécie de risada, mas daquelas tristes, vazias, me senti mal de ver aquele homem aparentemente inabalável, tão vulnerável.

– Fui abandonado. – Respondeu simplesmente. Pensei que ele não continuaria, mas continuou. – Minha noiva foi embora e levou minha filha. – Aquelas palavras me deixaram no mínimo surpresa, então era isso, ele tinha perdido tudo.

Terminei de limpar seu rosto e fiz um curativo no corte, ele se deitou no sofá e me observou.

– Você pode ficar mais um pouco Caroline? – Meus olhos se arregalaram e eu quase dei um pulo de susto, ele havia me reconhecido, aquilo era bizarro. Muito bizarro. – Não faça essa cara, eu não deixaria uma desconhecida entrar na minha casa...

– Não pensei que tivesse me reconhecido professor Mikaelson.

– Eu não sou seu professor agora... – Falou distraído. – Até porque se fosse eu já taria demitido. – Ele deu uma gargalhada bêbada e eu acabei dando uma pequena risada. – Imagino que agora você esteja imaginando que eu sou assim por causa da minha noiva...

– Assim como? – Interrompi, nunca havia demonstrado meu ódio por ele para ele.

– Caroline Forbes você me odeia, eu não sou burro, você pode tentar não demonstrar, mas eu sou bom em ler as pessoas.

– Você esta bêbado, nem sabe o que esta falando.

– Sei sim... – Falou sonolento. – Tudo que eu disse é verdade. – Abriu os olhos entre o azul e o verde me encararam, antes que eu percebesse ele se aproximou, ficou tão perto que eu podia sentir sua respiração e então Klaus simplesmente fechou os olhos.

Eu estava tremendo, meu deus o que havia sido isso? Me levantei e vi que ele estava tremendo de frio, peguei um lençol que estava jogado sobre uma cadeira e cobri meu professor.

Logo depois fui embora, estava nervosa, aquela havia sido a noite mais maluca dos últimos tempos.

Klaus POV.

O barulho irritante do meu despertador ecoava pela casa, nunca havia gostado de colocar musicas, pois eu sempre acabava passando a odiá-las.

Minha cabeça latejava e meu corpo doía como se eu tivesse levado uma surra, levantei e minhas costelas doeram muito, faltou-me ar, mas eu me levantei mesmo assim, me olhei no espelho e vi o curativo em minha testa, relembrei a noite passada e me senti extremamente preocupado. Precisava falar com ela, urgentemente.

Tomei um banho rápido, escovei meus dentes, tentando ignorar o enjôo, e troquei o curativo, vesti uma camisa branca de botões e uma calça jeans, peguei minha sandália preta simples e ignorando a dor nas costelas, além da cabeça latejando, fui até o apartamento ao lado.

Fiquei parado alguns segundos a porta, tentando organizar o que eu pretendia dizer a ela, se eu não estivesse causando problemas a vida acadêmica da garota eu provavelmente teria muito mais chances.

Bati na porta e esperei que Caroline viesse abrir, a garota abriu a porta, estava com um coque mal feito, uma regata branca e uma calça de moletom, ainda assim a beleza daquela menina era inegável.

– Esta se sentindo melhor? – Perguntou sem dizer mais nada.

– De certa forma. – Respondi com meu tom típico. – Então Caroline, eu gostaria que você mantivesse segredo sobre os acontecimentos de ontem e que se possível os esquecesse.

A loira me observou atenta, parecia ponderar algo, eu tive a impressão de que não era nada bom. Após alguns segundos pareceu chegar a uma conclusão que não a agradava e se não a agradava, imaginei que a mim daria vontade de estrangulá-la.

– Farei isso. – Disse e eu senti uma pontada de alivio que me foi instantaneamente retirada. – Com uma condição, quero que me ajude na sua matéria. Trato feito?

Notas finais
Oi de novo :3 então gente espero que estejam gostando da fic e que comentem, estou sentindo falta da opinião de vocês amores!Espero que tenham curtido e até os reviews/proximo capitulo beijos!