The Next Door.
7 Are we just friends?
Notas iniciais
– Viu? Se você não parar o traço, fica bem melhor. – Klaus comentou e eu finalmente reparei direito naquilo, estávamos tendo aquelas aulas fazia um mês, podia dizer que ele era uma pessoa muito melhor do que queria deixar os outros verem.
– Confessa que meus desenhos melhoraram.
– Não preciso confessar, eles melhoraram. – Afirmou e bebeu outro gole de vinho, eu revirei os olhos, ele ia acabar se matando daquele jeito, não parava de beber e fumar nunca.
– Você devia dar um tempo no vinho. – Suspirei e ele revirou os olhos. – Vou pedir uma pizza e a gente pode assistir aquele documentário chato que você gosta. – Ele riu.
– Já ta se sentindo dona da casa não é? – Peguei o telefone e me joguei no sofá.
– Um pouco. – Comentei enquanto discava o numero da pizzaria. – Mas eu mereço um desconto, afinal é feriado e todos meus amigos me abandonaram.
– Você fez as pazes com o Stefan?
– Uhum. – Falei no momento em que a mulher da pizzaria me atendeu, pedi uma pizza de frango com catupiry e desliguei.
– Eu podia fazer o nosso jantar. – Ele comentou enquanto organizava o material de nossas aulas, inclusive o meu.
– Você e essa sua mania de organização... Você parece um maluco. – Klaus deu de ombros.
– É meu charme.
– Parecer um psicopata?
– Sim. – Disse terminando de guardar as coisas na minha bolsa. – Se fosse um seriado eu seria o vilão e você seria a mocinha que me faz parecer um pouco mais humano e ainda acredita que eu tenho jeito de alguma forma.
– Você é um idiota. – Comentei jogando a almofada, mas ele a segurou antes que pegasse nele.
– Eu ainda sou seu professor. – Provocou com um sorriso maroto.
– Não nesse momento. – Deu de ombros e levantou-se colocando o copo de vinho na pia.
– Eu queria te pedir uma coisa. – Comentou meio sem graça, enquanto parecia procurar algo na geladeira.
– Fala.
– Amanhã eu vou ter um jantar de família e eu não queria ir sozinho.
– Ta me convidando?
– Será que tem como ficar mais obvio? – Ele revirou os olhos depois de se jogar no sofá, dando tempo apenas de que eu levantasse as pernas e as esticasse de novo depois dele sentar.
– Eu vou. – Sorri. – Não tenho nada melhor pra fazer, mas mesmo que eu tivesse eu ia, sei que você não se dá bem com o seu pai.
– É. – Disse e ficou repentinamente sério. – Vou pegar a caixa com os DVD’s, você escolhe algo hoje.
Suspirei, eu havia falado merda, mas com ele desculpas não eram o ideal, a melhor coisa a se fazer era simplesmente esperar que Niklaus voltasse ao normal.
A campainha tocou e eu peguei a pizza, antes que eu pudesse pensar em pagá-la, Klaus já estava ao meu lado entregando o dinheiro ao rapaz, havia dado até uma gorjeta.
– Como eu devo ir amanhã? – Perguntei tentando quebrar o gelo depois de fechar a porta.
– Bem arrumada. – Pegou a pizza e colocou em cima do balcão. – Nada de jeans e moletom. – Disse sarcástico e eu dei língua pra ele, a caixa me esperava no sofá e eu escolhi um filme de comedia.
Deitamos no chão e ficamos comendo pizza, havia coca cola do dia anterior, então assistimos ao filme idiota, mas legal. As branquelas. Klaus passou o filme inteiro revirando os olhos, o que tornava tudo ainda mais engraçado pra mim.
– Você devia cuidar do seu problema.
– Que problema?
– Essa coisa de ficar revirando os olhos? Deve ser algum tipo de alergia.
– Deve ser alergia a você. – Disse e eu abri a boca surpresa.
– Você é um babaca. – Falei me levantando, ele puxou minha perna, fazendo com que eu caísse nas almofadas.
– Eu sei e por isso você terá um lugar no céu por ser minha amiga.
– Você também vai pro céu. – Ele me olhou descrente.
– Ah é? Por que?
– Porque o satanás obviamente não ia querer concorrência.
– Você consegue ser insuportável quando quer. – Suspirou e eu ri.
– Sou e sempre serei adorável. – Afirmei e me levantei, peguei as coisas que havíamos sujado e levei até a cozinha. – Acho que ta na minha hora.
– Escolha um vestido legal pra o jantar. – Ele deu um sorrisinho de lado e eu me senti extremamente solitária por ir para o meu apartamento vazio. – O que foi Caroline?
– Ahn...er...Será que eu podia ficar aqui? – Perguntei por impulso e me arrependi no minuto seguinte, ele era meu professor e eu parecia insistentemente esquecer disso.
– Tudo bem, mas só tem um quarto. – Deu de ombros. – Você pode dormir no meu sofá. – Abri a boca surpresa e o estapeei de leve.
– Você deveria ser um cavalheiro e me oferecer a cama. – Comentei meio brava, mas querendo rir.
– Eu não te convidei. – Disse, mas me pegou pela mão e me levou até o quarto, eu podia dormir com a roupa que estava e minha escova de dentes estava na mochila.
– Klaus isso não vai ser estranho...Quer dizer você é meu professor.
– Não agora. – Deu de ombros e me olhou. – Além disso não vamos fazer nada demais e mesmo que fossemos, sou professor de faculdade e ambos somos maiores de idade. – Ele tinha bons argumentos,então simplesmente dei ouvidos a ele.
Fui ate o banheiro e escovei os dentes,quando voltei Niklaus tinha um short de pijama masculino nas mãos.
– Vista, não vou te deixar dormir de jeans e não precisa esquentar, nunca usei.
– Valeu. – Sorri, mesmo que meu apartamento fosse ao lado ele sabia que eu era preguiçosa o suficiente para não ir pegar um pijama, me troquei e voltei para o quarto.
Assim que entrei quase tive um troço, ele estava sem camisa e apenas com uma calça de moletom.
Observei meu professor, meu deus, ele estava bem, muito bem. Klaus era tipo... gostoso, muito gostoso.
– Bom agora é minha vez de te obrigar a ver um filme, pode ficar deitada na cama comigo por enquanto.
– Você é um chato. – Me joguei na cama, me referindo ao fato de ele querer que eu dormisse no sofá.
– Para de ser chata caralho. – Ele deu play no dvd e deitou ao meu lado.
O filme era um clássico em preto e branco, fiquei em silencio tentando prestar atenção a historia.
Abri os olhos e senti algo macio embaixo de mim, me espreguicei sem lembrar de ir para o sofá, quando finalmente reparei, notei que estava deitada sobre o peito do Klaus, levei um susto da porra, mas me afastei e rolei para o lado, ele continuou dormindo. Sua expressão era tão pacifica, eu jamais havia o visto daquele jeito, era estranhamente tranqüilizador.
A pouquíssimo tempo eu o odiava e agora podia dizer que ele era o mais próximo de um melhor amigo que eu tinha depois de Tyler. Só que era diferente de alguma forma eu tinha uma espécie de atração por ele,mas era só porque ele era bonito, afinal eu amo o Stefan.
KLAUS POV.
Acordei esperando que Caroline estivesse deitada no meu peito, mas ela havia ido para o sofá.
Ela ficava linda dormindo e eu havia passado boa parte do tempo a observando, tinha uma sensação de querer protegê-la já havia um tempo, pelo menos os sonhos eróticos tinham parado. Eu gostava da Caroline, era só como amigo certo? Não tinha como ser de outra forma. Além do mais ela jamais me veria como homem.
Meu celular vibrou e eu rapidamente o atendi, reparei que Caroline não estava no quarto e ouvi barulhos vindos da cozinha.
– Oi Elijah.
– Olá irmão, eu liguei pra saber se você vai para o jantar hoje.
– Sim. – Falei me sentindo repentinamente cansado só de imaginar meu pai.
– Companhia?
– Sim, vou levar uma amiga.
– Finalmente deixou que outra mulher se aproximasse de você.
– Não é que eu tenha deixado... – Pensei alto.
– Como assim?
– Nada. – Respondi rapidamente, não estava com saco de explicar. – Eu preciso resolver umas coisas nos vemos mais tarde.
– Tudo bem, nos vemos a noite na casa da família. – Desliguei e fiquei pensando em encontrar Mikael, aquilo seria uma merda, ele me odiava e pior que eu queria pedir ajuda dele para encontrar a minha filha.
Caroline veio na minha direção e eu senti uma vontade insana de agarrá-la, agora os sonhos eróticos haviam parado, mas eu estava me tornando um tarado. Ótimo.
– Klaus seu irmão mais novo e seu pai estão na sala, acho que você devia ir lá.
Ok, aquilo ia ficar pior do que nunca, eu tinha certeza.
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