The Newolder History Of Bleach

8 Capítulo 8: The Phoenix rises


Retrospectiva

Kazumi caminhava pela rua com a bolsa no ombro. Estava novamente com a touca sobre a cabeça. O ar se condensou e uma Garganta se abriu. Um Hollow saiu de lá. Ele era azul e seus punhos e pés brancos como se ele usasse luvas e meias. Os punhos eram largos e os pés pareciam como de patos. Seus dois acrômios eram tão espessos que pareciam dois cilindros por cima dos ombros. Sobre a cabeça havia vários inchaços, ou galos se preferirem. Os buracos nos olhos da máscara eram praticamente fechados de tão esticados e o buraco Hollow situava-se pouco acima da cintura. Quando ele percebeu Kazumi em sua frente, ribombou um grito de satisfação e Kazumi ficou perplexa. Ele logo foi em direção a ela, mas foi atingido por várias descargas elétricas vindo de sua retaguarda e então, desintegrou-se.

Matsume desceu com um mortal por cima do ombro ainda visível do Hollow e equilibrou-se no chão. O vento que soprou fez a touca da blusa de Kazumi cair. Matsume usava uma camiseta da escola que ficava um tanto larga nela e também vestia um mini shorts, com o emblema da escola. A camiseta e o mini shorts eram brancos e pretos, respectivamente. Seus cabelos negros estavam brilhando conforme a luz do sol e ultrapassavam a bunda quase chegando ao nível do joelho. Sua mão direita segurava uma katana essencialmente de raio materializado o que a fazia reluzir. Ela estava magnífica.

Matsume olhou para sua amiga. – Nossa! Como é duro esse tipo de vida.

Kazumi observou a amiga. — Você não foi pra escola hoje.

CAPÍTULO 8: Bleach – The Phoenix rises

– Nossa! Como é duro esse tipo de vida.

– Você não foi pra escola hoje. – disse Kazumi alheia às palavras da amiga.

Ela observou Matsume e se virou em direção de onde vinha antes. Matsume olha para Kazumi que estava de costas e, então, desmaterializa sua katana de raio.

– Nossa! Não acredito que você temeu aquilo. – disse para Kazumi com um tom de embaraço.

– Bah! – expressou Kazumi parecendo fazer descaso e dando um passo para frente.

– Eu não posso aceitar que minha rival seja assim. Ela tem que mostrar força. Força! – Matsume cerrou os punhos e levantou o braço nesse último.

Kazumi colocou a touca sobre a cabeça novamente e se manteve calada por alguns segundos.

– Você madrugou matando Hollows? – Kazumi perguntou.

– Não. Comecei às 5h. Foi quando o primeiro apareceu.

– Foram muitos?

– Eles apareciam periodicamente. Isso é muito estranho. É como se eles fossem atraídos ou algo assim.

– Hm... Bem, estou indo-me. – Kazumi avisou ainda serena.

– Ei Kazumi-chan! – chamou Matsume quando sua amiga já dava seus primeiros passos.

Kazumi cessou novamente.

– Como foi na escola? Sentiram minha falta? – perguntou Matsume sorrindo.

– Sim. Hideraro-kun sentiu.

Matsume arregalou os olhos infantilmente. – Hm....Sério?! – ela expressou olhando para cima com uma face pensativa.

Kazumi voltou a andar.

– Kazumi-chan! – Matsume a chamou novamente.

– O que?

– Ele te disse isso?

– Não.

– Então como você sabe?

– Ele disse. Não para mim, mas disse.

Matsume suspirou. – Você não falou com ele? Está se referindo a ele de maneira estranha.

Ela percebeu que Kazumi estava um pouco fria ao citar Hideraro.

Kazumi não lhe respondeu.

– Brigou com ele?

– Não, não briguei.

– Então. Você costuma falar dele às vezes, ainda mais quando alguém cita seu nome. O que houve? Pode dizer. Por que não falou com ele?

– Foi ele quem não falou comigo.

– Sério?

Kazumi assentiu com a cabeça que estava sob o capuz. – Ele não falou.

– e...Hideraro está bem? Isso se você sabe é claro.

– Sim, está bem.

Matsume suspirou.

– Rishimoru também foi pra escola. – Kazumi falou e então, começou a ir embora vagaradamente.

Matsume a olhava. Talvez estivesse achando o comportamento de Kazumi estranho.

– Kazumi-chan! – Matsume, mais uma vez, chamou.

Kazumi cessou os passos.

– Por que você está usando essa blusa? Está calor. E além do mais, por que o capuz?

– Ah! Eu quero usá-lo.

Foi somente o que Kazumi respondeu. Isso não foi nem um pouco uma resposta explicativa.

– E por que está voltando? Sua casa é por aqui – indagou Matsume.

– É porque eu vou comer Yakisoba no Takakeda.

Takakeda era um pequeno restaurante, mais parecido como uma lanchonete, porém, isso não tirava sua fama de ser o melhor restaurante de Mashiba.

Kazumi ia embora enquanto Matsume a olhava se perguntando o que pudera acontecer com sua amiga.

– Eu posso ir contigo? – perguntou Matsume gritando e gestionando com sua mão direita para Kazumi que já estava uns 10m distante.

Kazumi acenou um “não” com a cabeça e continuou a andar.

– Está bem. – disse Matsume olhando para baixo com um tom quase ofuscado.

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Kazumi estava sentada na cama de seu quarto balançando as pernas que estavam flutuando no ar. Não que a cama fosse alta, porém era Kazumi que estava com o traseiro tão longe da ponta, que deixava até suas coxas sobre ela. Kazumi já não estava mais com a blusa e o uniforme escolar e olhava para o teto da casa parecendo abatida.

Tsuki, mãe de Kazumi, bateu na porta já a abrindo um pouco e colocando a cabeça na fresta.

– Posso entrar musume-chan (Japonês de filha)?

– Sim.

Tsuki se aproxima da filha que passa a olhar para ela.

– Musume-chan, o que há?

– Nada mama, nada.

– Você está meio deprimida. Parece triste com alguma coisa ou alguém.

– Não estou não. Eu só estou mais sossegada que o normal.

– Tem certeza musume-chan? – perguntou Tsuki ameigando o braço da filha após sentar-se ao seu lado.

– Sim mama. O que foi? Minhas respostas não estão convincentes? – indagou Kazumi.

– Musume-chan, sabe o que é? Tipo...você não me deu aquele abraço apertado de sempre quando chega da escola, não conversou comigo e veio direto para o quarto e além de tudo, almoçou Yakisoba no Takakeda.

– Mama, qual o problema de Yakisobas? – perguntou Kazumi quase abrindo um sorriso.

– Você sabe que não gosta muito de Yakisobas. – respondeu sua mãe sorrindo.

Kazumi gargalha levemente. – É. É verdade. Mas eu tive vontade.

– E nem comeu o Sushi que fiz no almoço.

– Ah mama! Eu não consigo comer muito.

Ambas sorriem.

– Musume...

– O que?

– Você se chateou com Rishimoru?

– Não mama. Por que?

– E com Ryooru?

– Não também. Mama, então você acha que a minha quietude deve-se a algo parecido?

– Bem, sim. Era uma possibilidade a se pensar.

– Ah mama!!!

– Ai musume-chan, é isso mesmo. – repetiu Tsuki se engraçando com a filha.

– Entendo entendo mama-chan.

– “Entendo entendo”? – repetiu Tsuki franzindo o cenho.

– O que mama-chan? – perguntou Kazumi confusa.

– Nada musume, nada.

Elas calam seus sorrisos por alguns segundos e cessam as palavras.

– Musume...

– Diga.

– Você gosta do Rishimoru-kun?

Kazumi ficou por um ínfimo instante estarrecida, porém respondeu.

– Ah! Sei lá, não tinha pensado nisso.

Tsuki se posicionou de maneira como se fosse falar algo, porém, Kazumi veio à frente.

– Eu não estou dizendo que gosto dele, somente que eu não tinha parado para refletir sobre isso. Ele é um cara legal. – Kazumi sorriu.

– E Ryooru-kun, gosta dele?

– O mesmo. Não pensei sobre isso ainda. Mama-chan! Você já estava planejando me perguntar essas coisas?! Êê mama-chan hein!

Tsuki sorriu.

– Rishimoru-kun realmente é um cara legal. É bastante educado e pareceu ser bastante atencioso com sua pessoa.

– Ah! Ele realmente é um grande amigo. – Kazumi disse olhando para o teto e sorrindo ingenuamente.

– É. Você até o convidou para lanchar né?!

Kazumi corou. – Ah Mama! Eu queria passar a tarde com ele. Matsume e Raizo estavam ocupados.

– Entendo. Por falar em Matsume, ela estava a pouco lá fora matando Hollows né?

– Sim. Ela disse que a manhã esteve cheia de Hollows. Isso não acontece normalmente. Só quando eles sentem uma presença espiritual diferente e nova no território ou quando há alguns Shinigamis em grupos no Ningenkai (Mundo dos humanos).

– É. – assentiu Tsuki para a filha.

Neste mesmo instante, Kazumi sentiu uma diferente presença espiritual. Era um Hollow.

– Mama-chan, Matsume deve estar exausta. Vou ajudá-la.

– Já deveria ter feito isso. Eu acho que Matsume está certa em di...

– Está certo mama-chan. – Kazumi interrompeu a mãe que começaria a perturbá-la.

Kazumi sai apressada do quarto e sua mãe fica ainda sentada em sua cama.

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O Hollow era quadrúpede, vermelho, com uma máscara branca em que havia buraco apenas nos olhos. Seus olhos eram amarelos. Ele era grande, poderia medir cerca de 10m de comprimento. Kazumi estava em sua frente. Seus cabelos, desde que estava em seu quarto, já não estava mais enrolado. Estava liso como sempre e divido em dois num rabo de cavalo, além de haver duas franjas frente as orelhas não cobrindo assim, sua face. Kazumi olhava para o Hollow que se aproximava em passos lentos porém largos devido a sua extensão.

– Ningen (Japonês de humana)!, muito bom. Muito bom! Hahahahaha! – O Hollow falava satisfeito do que via, porém, sua voz não soava como geralmente são as dos Hollows. Era um pouco ríspida, todavia aguda.

Kazumi somente o olhava com os cabelos voando devido ao vento. A claridade do dia tinha se escondido um pouco e o ar estava um pouco mais denso. Assim como acontece às vezes.

Quando o Hollow se aproximou, ela o atacou. Kazumi fez um X com os antebraços deixando a palma das mãos viradas contra o Hollow. Do espaço que havia entre uma mão e outra se formou um círculo de água e então, dali, ejetou-se um jato d’água voraz que invadiu a boca do Hollow, primeiro atravessando-o na parte de trás e depois implodindo todo o corpo.

Coincidentemente, o Sol se abriu novamente no momento em que o corpo do Hollow sumiu.

– Gomen (Japonês de “desculpe-me”). É melhor uma do que várias almas mortas.

Kazumi lamentou o fato, mas teve de fazer.

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– Okãsan, Kazumi usou sua força.

– É.

Matsume falava com sua mãe que estava de costas lavando louça. Usava um avental e uma touca de cozinha. Seus cabelos não eram tão grandes como os da filha mas eram normalmente longos.

– Musume-chan, Tsuki-san me comentou sobre um menino chamado Ryooru Hideraro.

– O que tem?

– Então ele realmente está aqui?

– Como assim? O conhece?

– Não. É porque ela não se agradou muito com ele.

Matsume franze o cenho. – Ué, por que? Ele é tão legal, inteligente, amigável... – Matsume dizia olhando para cima e entorpecida com os adjetivos. -...gentil, bonito, sensato...

– Não é por isso! – exprimiu sua mãe para que ela deixasse de falar. – É que...Tsuki-san gostou mais de Rishimoru.

Matsume suspirou. – Entendo. Ele também é incrível. São todos grandes amigos, assim como Raizo-kun. Mama, como Tsuki-san sabe sobre Hideraro-kun?

– Segundo ela, ele foi em sua casa.

– Por que – Matsume indagou estranhando.

– Ele foi com Rishimoru hoje de manhã chamar Kazumi para irem à escola.

– Entendo. Então Tsuki-san veio aqui hoje na manhã?

– Sim.

A mãe de Matsume secou suas mãos no pano e sentou-se ao lado de Matsume na poltrona.

– Musume-chan, Kazumi não fez nada hoje?

– Sim. Na manhã, creio que no momento de intervalo dos estudos,ela saiu da escola e matou alguns hollows.

– Entendo.

– Musume...

– Diga.

– Você já conheceu a mãe de Hideraro?

– Sim, já.

– Qual seu nome?

– Kiriko.

– Hmm... – suspirou a mãe. – E o pai?

– Não. Sabe que eu nunca nem perguntei por isso?

Sua mãe suspira novamente.

– Mas por que mãe?

– Nada. Só quero saber.

– É Hideraro que deve saber o nome dos meus pais. Afinal de contas, é o homem que pede a mão da mulher para seus pais em casamento. – Matsume disse sorrindo.

Sua mãe também abriu um pequeno sorriso no rosto.

– Musume-chan, você gosta dela?

Matsume suspirou, levantou e foi até a janela para olhar o céu radiante sobre Mashiba.

– Sabe okãsan?! Acho que sim.

– Mas você mal o conhece.

– Mas... – Matsume suspira. – Ele é tão doce, meigo. Isso é cômico. Apesar de eu não ser efetivamente dessa maneira, eu gosto de pessoas assim. Ele é tímido e isso é fascinante.

– Tem certeza disso musume-chan?

– Sim okãsan.

– E...ele se parece com sua mãe?

– Com a mãe dele e com minha mãe também. – Matsume sorriu.

– A mãe dele também é introvertida?

– Não. Ele também não é. Ele só não é tão extravagante.

– Tipo você né musume.

Ambas gargalham.

– Mas ele se parece comigo em que? – perguntou a mãe de Matsume.

– É a timidez que ele tem parecido contigo.

A mãe de Matsume a observou como se estivesse tentando tirar informações da filha.

– Musume-chan, e os pais de Rishimoru-kun? Como são?

– Eu não sei. Nunca os vi.

– Sério?

– Sim.

– Mas eles estão aqui no Japão?

– Sim. Por que okãsan? Você disse de uma maneira como se soubesse que eles não estivessem aqui antes.

– É que...Tsuki-san me disse que eles vieram da Espanha. – falou sua mãe tentando se concertar.

Matsume olhou para ela desconfiada. Ela era uma menina esperta.

Ambas cessam por alguns segundos.

– Musume-chan, Kazumi ainda está nas ruas.

– É. Ela deve estar querendo que eu descanse.

– Com certeza. – A mãe de Matsume se levantou. – Vá descansar musume-chan. O dia foi difícil pra você.

Matsume estava cochilando na janela. Sua mãe a observou e chamou mais uma vez.

– Ah, desculpe-me okãsan.

– Venha musume-chan. – disse sua mãe de braços abertos.

Matsume foi sonolentamente e quando abraçou sua mãe dormiu em seus seios. Sua mãe a carregava para o quarto andando lentamente com o corpo da filha sendo abraçado pelo seu.

Desse jeito, as crianças vão perder muitas aulas. Hmm...E os pensamentos de Kazumi estão certos, apesar disso, eu não quero contar a ninguém senão eles vão me crucificar. Kiriko? Kiriko veio para cá. Será que as almas estão agitadas por causa disso? Como será Ryooru Hideraro? – ela pensava enquanto carregava Matsume.

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Um garoto jovem de cabelos azuis marinhos caminhava ao lado de um homem que usava uma camiseta rasgada em algumas partes, uma faixa que cruza o tronco do corpo e uma calça com as barras rasgadas. Tudo era branco, com exceção dos brincos bronzeados. Era uma maneira de se vestir próxima do islã ou judaico. Sua pele era clara, seu cabelo era rosa avermelhado e estava descalço. Esse homem já foi mostrado conversando com um garoto que aparentemente era o que estava a seu lado.

– E então musuko? Como está a Fênix? – perguntou esse homem a ele.

– A primeira asa já está em quase todo o meu domínio.

– Bom, muito bom. – O homem disse sorrindo.

Muitas pessoas estavam naquele lugar, apesar de estarem mais ao fundo. O lugar parecia um enorme jardim, quase do tamanho de um bairro.

– E eu só penso agora no Herege.

Isso é muito difícil. Mas se ele conseguir...Ele é incrível. Como ele é incrível! – pensou o garoto admirando o homem.

– Otõsan, tem um Hollow perto de um daqueles. Eu vou lá.

O homem sorriu. – Com certeza. Vá. Está na hora de confundi-los um pouco e mostrar poder.

– Certo. – O menino, então, sumiu.

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Um Hollow estava para atacar Kazumi. Ela criou uma esfera de água na mão e atirou contra o seu rosto destruindo-o. Ela estava um pouco ofegante. Assim que o Hollow morreu, uma Garganta se abriu e outro saiu de lá colocando a língua para fora e agarrando Kazumi no alto com sua mão esquerda. Ele ria enquanto mexia sua língua de um lado para outro faminto.

– Você...é...minha...NINGEN! – Ele expressou glutão e então abriu a boca ao máximo.

Kazumi estava assustada, até que...

– Você não pode fazer isso. É feio sabia?Ainda mais quando se trata de uma mulher.

Kazumi observava o braço do Hollow que a segurava cortado no meio e pegando fogo, bem como toda sua face e tórax. Ela soltou-se e ele desintegrou.

No chão, assustada, olhou para trás e encontrou um garoto de cabelos azuis que usava um ray-ban preto e segurava uma espada flamejante, porém material, na mão direita. Diferente da katana de Matsume, sua katana não era essencialmente elementar, ou seja, a haste da espada era realmente de metal. Ele olhou para ela sorrindo.

– Olá. Eu sou Alexandre Seichõ, prazer. – ele se apresentou descendo um pouco o Ray-ban pelo nariz.