The Newolder History Of Bleach
5 Capítulo 5: Rich and generous - The smallest soul
Retrospectiva
Buzinas ecoam dos carros enfileirados [...].
– Musuko-chan, eu tro... – Kiriko se intercepta e solta a bandeja com morangos e pavê de baunilha ao ver que não havia alguém na cama.
– Filho?
– Ãhn, não...não. Não sou seu pai – o médico ri constrangido.
– A garota? A garota? Ela está bem? A garota está bem? – perguntou Hideraro desesperado.
– Sim, está, você a salvou. Parabenizo-te por isso jovem corajoso. – respondeu o médico orgulhoso da atitude do adolescente.
– E minha mãe? Ela já sabe disso?
– Sim, ela está aqui.
*toc toc toc * Rishimoru bate na porta. Uma moça de cabelos vermelhos aparece.
– Oi? Quem é você? – ela pergunta. Aparenta ter seus 35 anos, 1,70m, vestia um avental e segurava uma jarra de vitamina de maracujá.
– Rishimoru. Sou Rishimoru Inozuki. Você é mãe dela?
– Sim, sou Amaise Unae Tsuki – respondeu a moça.
– Você está...ehn...bem,sabe?...bela, ta ótima – afirmou Rishimoru um pouco enrubescido com a amiga ao seu lado.
– Sério? Ai, obrigado Rishimoru-kun – agradeceu Kazumi corada. – Mas e o Hideraro-kun, está bem?
– Hmm... – Rishimoru suspirou.
– Ehn... – Rishimoru olha para o lado sem graça. – Hmm...eu...eu, eu já volto! – disse muito alterado e desesperado.
Kazumi olha para ele enquanto o mesmo corria pelas ruas. – Certo! – grita ela para ele, e então, ele sai de seu campo de visão.
– Olá, musuko...chan! – diz Kiriko abaixando sua voz quando nota a ausência do filho no quarto. – Musuko-chan! Musuko-chan! MUSUKO-CHAAAAAN! – grita ela caindo em lágrimas.
– Musuko-chan não está aqui...NÃO ESTÁ AQUI!!!! – Kiriko-san continua se derramando em lágrimas. – Musuko-chan, musuko-chan, cuidado!!! Cuidado com qualquer coisa. Não posso te perder – Kiriko dizia num tom baixinho já cansado de lágrimas, porém ainda tão preocupada.
Kiriko sai pela porta correndo e chorando.
– O que está...fazendo aqui Raizo? – perguntou Rishimoru aparentemente estranhando a presença e a posição do amigo.
– Kazu-mi? – surpreendeu-se Rishimoru com a presença dela.
– Como você veio parar aqui? Me seguiu? – indagou Rishimoru franzindo as sobrancelhas.
– E por que resolveu vir aqui como se algo importante tivesse que fazer? – Kazumi retrucou fazendo ele se calar por alguns segundos.
– Bom, é meio complicado explicar, mas foi que... – antes que Rishimoru pudesse terminar, uma Garganta (Corte no espaço que separa o Hueco mundo – mundo dos Hollows – do mundo humano) se abre.
– Vamos! Temos que fugir! – pediu ele em pânico ao ver saindo da Garganta um Hollow verde, bípede, de olhos amarelos e com apenas uma asa, parecida com a de um morcego. Rishimoru coloca Kazumi sobre os ombros e começa a descer a rua da esquina com Raizo vindo atrás.
– Ma-tsume? O que…o que faz aqui? – perguntou Rishimoru completamente perdido, com uma voz quase não aparecendo.
– Eu...eu vi aquilo – respondeu ela com o corpo trêmulo.
– Mas como você o viu? Como você apareceu ali tão de repente? Como você...?
Matsume o interrompe.
– Um shinigami – diz ela. – Um shinigami apareceu e o matou.
– Shinigami? – Rishimoru pergunta lentamente.
– [...] Vocês são...?
– Sim, somos sensíveis também. – assentiram Kazumi e Raizo.
– Mas...e o Hideraro-kun, já está melhor? – pergunta Kazumi desconversando, porém não intencionalmente.
– Ele foi atropelado e está em um hospital – respondeu Matsume em cima de Rishimoru.
– Co...mo? – Kazumi perguntou ficando instantaneamente paralisada.
. – POR QUE NÃO ME DISSERAM ANTES? PRECISAMOS VÊ-LO. – Kazumi exprimia palavras amarguradas e seus olhos cada vez mais se enchiam de lágrimas.
– Onde é? Onde é? É aqui? – Uma voz apressada ecoava pelo corredor. Era a da Matsume.
– Aqui! Aqui! – Matsume disse invadindo o quarto do hospital junto aos outros amigos.
Eles olham para a cama vazia e depois para a Kiriko-san que estava sentada olhando para o chão num banco ao lado da porta.
– Desculpem-me? – pediu Kiriko ainda olhando para o chão com uma voz explicitamente melancólica.
– Ãhn? Onde está ele? – perguntou Kazumi com os olhos vermelhos de tanto chorar – assim como os de Kiriko -, porém agora já mais calma.
– Desculpe-me Kazumi-chan? – suplicou Kiriko agora olhando diretamente para ela. – Eu não pude...não pude protegê-lo – Kiriko suspirou, engoliu em seco, olhou para baixo e depois para eles de novo: — Ele fugiu.
CAPÍTULO 5 – Bleach: Rich and generous – The smallest soul
Kazumi se aproxima de Kiriko-san. – Kiriko-san? – chamou Kazumi suspirando e tocando nos ombros cabisbaixos da mãe de Hideraro. – Não fique assim. Agora, fale para nós o que houve.
Kiriko olha lentamente aos olhos de Kazumi. – Bem, Hideraro foi atropelado e ficou de cama aqui no...
Kiriko é interrompida por Kazumi.
– Por que não falou para mim sobre isso Kiriko-san?
– Ahnn...porque eu não queria que ficasse mal. Sabe? Você ficaria muito triste e preocupada, então pensei em não lhe contar. – respondeu ela tentando não ser interpretada como se não confiasse em Kazumi.
Kazumi suspira. – Hmmm...bem, continue Kiriko-san.
– Então, quando eu pude visitá-lo aqui, ele já não estava mais. – afirmou Kiriko.
– Mas, como sabe que ele saiu daqui? – perguntou Matsume.
– Não pensou na possibilidade de terem levado-o ou outra coisa? – perguntou Raizo não fazendo a situação melhorar.
– Porque... – Kiriko suspira. -...não haveria algo ou alguém que o seqüestraria daqui. – respondeu Kiriko conformada de que seu filho fugiu. – A não ser que... – Kiriko olha para todos eles. -...vocês saibam de alguma coisa. Algo que poderia ser responsável pelo seu sumiço.
– Não! Não, claro que não – negaram eles atropelando suas próprias palavras.
– Mas, então, o que devemos fazer por agora? – perguntou Raizo. – Como vamos encontrá-lo?
A sala silenciou-se por alguns segundos.
– Nós vamos esperá-lo. – respondeu Rishimoru.
– Mas esperá-lo é...
– Onde vocês acham que ele estaria agora? Ele voltará mais cedo ou mais tarde – afirmou Rishimoru interrompendo Kiriko.
Kazumi olha nos olhos de Kiriko-san.
– Eu preciso lhe fazer uma pergunta.
– Faça.
– Hideraro-kun também é sensível a ver almas?
Kiriko suspira.
– Sim, ele é sim. – responde Matsume. – Nós já vimos um Hollow juntos.
– Então você também é né? – pergunta Kazumi a Kiriko.
– Sim, sou também.
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– A terrível dor de cabeça já passou. – pensou Hideraro aparentemente exausto. – Agora meu braço e minha perna é que estão doendo.
Hideraro caiu de costas desenfreado sobre a grama. – Tinha algo de diferente naquela garota. Eu pude sentir isso. – Hideraro ia pensando, suarento e de frente para o céu com as pernas e braços jogados sob seu cansaço.
– “Hideraro-kun, você vai ficar bem e depois vamos comer alguns Yakisobas juntos, certo?”
– Humpf! Do jeito que está, é difícil acreditar em “ficar bem”. – Hideraro murmurou na proposta de Matsume enquanto ela vinha em mente.
A brisa das 17h geralmente é leve, porém, desta vez estava mais impulsiva e o dia mais claro, parecendo mais cedo.
– Hideraro-kun? – uma voz o chamara no instante após seu pensamento. Uma voz aguda e plenamente pura, como de uma criança. Hideraro olha.
– Hideraro-kun é? – perguntou uma menina pequenina de olhos azuis da cor da água das 12h, cabelos loiros encaracolados e sílios longos e escuros. Usava um vestido branco de alças finas. O vestido estava sobre uma camiseta de tecido fino de lã com rendas de pulso, colarinho e a parte superior das mangas, todos florais também brancas e tinha três botões em cada manga. Usava uma sapatilha branca. Tinha uma fita no cabelo onde é a região do córtex entrelaçada em si, dividindo-se em dois, mas não separada, e descendo até um pouco depois da nuca. Era uma maneira nobre de se vestir.
– Você é... – Hideraro se lembra do momento em que foi atropelado. -...aquela criança que eu salvei de ser atropelada – disse surpreso.
– Obrigado Hideraro-dono – agradeceu a menina formalmente, curvando a cabeça.
– Hideraro-dono? – Hideraro estranhou sua maneira formal de falar. – Como você sabe meu nome menina?
– “Hideraro-kun, você vai ficar bem e depois vamos comer alguns Yakisobas juntos, certo?” – repetiu o que ele pensara a garota.
– Você...leu minha mente? – perguntou Hideraro confuso.
– Hmm...pode se dizer que sim. Desculpe-me por isso, mas foi quase improvável eu não fazê-lo. – ela respondeu sorrindo e um pouco enrubescida.
– Quase improvável? Ler mentes? Como assim? Explique-me. – Hideraro franzia as sobrancelhas tentando captar.
– Bom, eu não sei o por que, mas eu consigo ouvir alguns pensamentos, desde que eles sejam bastante expressáveis, sabe? Pensamentos bem focados ou persuasivos, reflexões pertinazes como a sua ou sentimentos preponderantes. Acontece sem o meu consentimento na maioria das vezes.
Hideraro suspirou. – Qual seu nome criança?
– Me chamo Chiba Kaneko, prazer! – apresenta-se a garotinha com a palma da mão na barriga, outra mão nas costas e curvando-se.
Hideraro sorri. – Ah, deixa disso. Meu nome é Ryooru Hideraro e o prazer é todo meu – identifica-se ele com um sorriso no rosto.
– Hmm, achei que fosse Sandairo – diz a menina com as sobrancelhas franzidas.
Hideraro franze o cenho. – Como? Sandai-ro? — pergunta curioso.
Kaneko dá de ombros. — Ah! Nada não – responde não parecendo se convencer que estava errada, mas também não achando isso relevante.
– Hideraro-kun! — A menina corre vagaradamente de encontro a seu corpo no chão. – Você está...mal hein! – afirma a garota franzindo o cenho ao olhar para o corpo exausto e suarido de Hideraro no chão. – Sua perna direita e braço direito estão...Nossa! Quebrados!
– Não estão quebrados! – corrigiu Hideraro. – e você, faz o que aqui? Saia daqui! Pode ser pe... – Hideraro se interrompe abruptamente.
– Perigoso? – supôs a garota sabendo qual seria a palavra. – Por que? Por que seria perigoso? – perguntou. A brisa suspendia seu cabelo no ar suavemente.
– O que foi? Leu minha mente de novo é? – perguntou Hideraro exasperado.
– Não, não foi preciso. Eu somente deduzi o que disse. – respondeu Kaneko de joelhos para o corpo de Hideraro deitado, olhando em sua face com os olhos atenciosos e sobrancelhas franzidas.
– Bem...seus pais. Eles podem estar preocupados contigo. – disse Hideraro buscando uma maneira de fazê-la ir.
– Meus pais estão aqui no parque de trás e apesar disso, se algo for acontecer comigo, haverá um menino corajoso para me salvar. – disse ela brincando.
Hideraro suspira e olha para ela durante alguns segundos. – Você não deve ficar aqui. – nega novamente.
– Hmm, sei...é que você...
Hideraro coloca a mão na boca de Kaneko imaginando o que ela possivelmente poderia falar.
Kaneko escapa de sua mão. – É que você...
Hideraro derruba Kaneko no chão com seu braço passando em seu pescoço.
– hehehehehehe – gargalha a criança.
Sorrindo menos, Kaneko olha nos olhos de Hideraro. Ele dá um breve sorriso e faz cócegas na barriga dela. Kaneko gargalha alto e Hideraro a acompanha.
– Musume-san (Japonês de filha)! – grita um homem chamando-a.
Kaneko e Hideraro interceptam o que estavam fazendo e olha para ele.
– Otõsan (Pai)? Okãsan (Mãe)? – diz a garota olhando para eles.
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– Será que foi só coincidência ou o destino fez nós nos conhecermos por termos todos uma Reiryoku (força espiritual de qualquer humano) maior do que a normal (o que faz deles humanos sensíveis a ver espíritos mortos ou detectar o estado de alma)? – pergunta Kazumi.
– Não sei. Se certas Reiryokus podem se conectar através do espaço humano por serem similares, isso eu realmente não sei. – responde Kiriko.
– Nós nem mesmo sabemos o que nos faz ou por que somos assim. – articula Rishimoru ignorante sobre isso tudo.
– Verdade – assentem Raizo e Matsume.
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– Vem musume-san! Vamos embora. – ordena a mulher que estava do lado do homem que havia chamado Kaneko.
Kaneko se levanta.
O homem e a mulher tinham em média seus 45 anos. Sem dúvidas, eram pessoas nobres.
– Chichioya! (Papai em japonês), podemos levar Ryooru-dono para casa? Ele está mal, está ferido. – pergunta a garota referindo-se a Hideraro formalmente.
Os pais de Kaneko olham para Hideraro no chão, sujo, suarento e aparentemente humilde.
– Ah musume, não podemos. – responde a mãe.
– Melhor não. – completa o pai.
– Mas chichioya...
– Mas nada – nega o pai soando robusto.
Kaneko olha para Hideraro e depois para o chão.
– Kaneko ãn? Eu devia ter percebido. (Kaneko em português é garota afortunada; cheia de dinheiro).
Hideraro, então, olha para o lado oposto fechando os olhos, decepcionado.
Realmente, o nome dela nem exibe modéstia né?!
– Hide-chan? Hide-chan? – dizia a garota enquanto tentava mover seu corpo para que ele olhasse para ela.
– Musume-san! – repreende o pai num tom mais alto e autoritário.
Kaneko treme o corpo temerosa.
– Não toque neste menino! – ordenou ele olhando para Hideraro enojado de seu estado físico.
– Si-sim otõsan – assentiu a menina tremendo com um tom de voz muito delicado.
– Agora vamos. – mandou sua mãe.
Kaneko olha para Hideraro. – Desculpe-me Hide-chan e obrigado por salvar a minha vida.
A garota se levanta e vai em direção aos pais que estavam de costas indo embora também.
Seus pais ao menos pararam para agradecer o menino humilde que antes salvara a vida da filha. Talvez sequer o tenha reconhecido, já que isso pode ser irrelevante.
Kaneko detem-se, se volta novamente para Hideraro que a observava indo embora e se aproxima.
– Hide-chan, eu tenho...uma coisa para você. Por favor, leia. – Kaneko joga o papel sobre o tórax de Hideraro. -...e por favor, me desculpe. – pede ela olhando para o corpo dele com uma face triste e uma voz partida.
Kaneko se vira e volta a ir em direção a seus pais.
Hideraro a olhava. Após ela já estar saindo de seu campo de visão, pegou o papel de seu peito e olhou para o céu que já estava escurecendo e a brisa mais solene do que antes, fazendo o vento passear por sobre a grama, as folhas das árvores bailarem e as águas do riacho logo abaixo de uma colina próxima menearem.
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