The Newolder History Of Bleach
3 Capítulo 3: Hideraro saved the child
Retrospectiva
– Ei, Hideraro!!! – chamava Rishimoru com Kazumi e Raizo acenando. – Onde estavam? Estávamos preocupados com vocês – completou.
– Bem, estávamos, ehn...aqui, aqui mesmo, conversando sobre a vida.
– Tentando nos conhecer melhor – completou Matsume.
– Sei, sei, se conhecendo melhor, entendo – Rishimoru ironizou.
– E seu rosto hein?! Por que sua bochecha está vermelha? Por acaso sofreu os “atentados” da Matsume? — provocou Rishimoru.
– Não e você sabe que isso é um ferimento, não marcas de lábios de alguém – respondeu Hideraro exasperado.
– Espera aí! Eu não sou nenhuma criança, eu sei ir até a enfermaria e...
Kazumi o interrompe mais uma vez. — Fique quieto, vamos lá, vai fazer isso comigo mesmo?
Kazumi fica alguns segundos olhando Hideraro, com a cabeça pouco erguida (já que ela é uns 7 centímetros menor) enquanto o vento balançava seus cabelos escuros e azuis levianamente. – Você me entende Hideraro-san?
Ela abaixa a cabeça vagaradamente. – Você é amigo meu, eu me preocupo com você, assim como me preocupo comigo mesma.
Hideraro cessa por alguns segundos e ela olha para cima novamente.
– Não fique mal, não quero isso, e além do mais, mal me conhece. Não quero deixar uma pessoa triste, ainda mais sem conhecê-la bem – pediu Hideraro soando misericordioso.
Hideraro toca no ombro de Kazumi. Ela olha fixamente em seus olhos, assim como ele o faz, e então suas fazes se aproximam tanto até que...
– Não, não posso fazer isso – Hideraro se bloqueia colocando a outra mão sobre o ombro de Kazumi. – Me desculpe mesmo, mas eu não posso, não quero fazê-la pensar que sinto algo sem realmente sentir.
Kazumi olha para baixo.
No pátio da escola, no canto rente a parede, Matsume observava os dois com os olhos pouco abertos e bem analisadores.
*tec tec tec* Hideraro bate sucessivamente o lápis na mesa, sentido com sua terrível dor de cabeça e fazendo a prova de história para reconhecimento (((de seus conhecimentos))).
– Que dor de cabeça é essa? Minha mãe disse que deve ser por conta da viagem, mas isso está me matando!
Hideraro olha para o relógio que já dizia 10h55. – Nossa! Tenho que entregar e ainda faltam três questões – Hideraro, então, marca três alternativas sem pensar muito e se levanta para entregar a prova para a professora. Em frente a ela, quando estende suas mãos para lhe entregar, cambaleia e vai em direção ao chão, já inconsciente antes de encostar nele e a prova cai ao seu lado quando ele já está deitado apagado. Todos olham atônitos.
Capítulo 3 – Bleach: Hideraro saved the child
Bem, eu vim da Espanha e esperava encontrar o mundo das fantasias em Mashiba, Japão, entretanto, não é bem assim que minhas expectativas estão sendo retribuídas. De início, eu e meu amigo de infância, Rishimoru, conhecemos três novos jovens, Matsume Nigawa, Ainaru Kazumi e Raizo, todos. Eu não perguntei o sobrenome dele e é por isso que não sei. Enfim, eles se apresentaram para nós querendo nossas amizades. Aceitamos, eles parecem boas pessoas e legais conosco.
Matsume Nigawa é uma garota bela, tem os olhos e os cabelos mais negros que eu já vi. Deve medir cerca de 1,70 m e ter 15 anos como eu. Tem um corpo bem formado. Usa roupas sem muitos detalhes, já que ela prefere enfeitar suas pernas e braços. Ela usa pulseiras coloridas ou bem estilosas, com desenhos da Fênix, por exemplo. Uma vez eu a vi com uma pulseira onde as argolas, na verdade eram as caudas do monstro mitológico Hidra de Lerna revolvendo o seu braço, num total de 6 anéis em seu antebraço. Isso pode soar estranho, mas era um apetrecho incrível, todo bronzeado, o que me lembrava as armas que os Deuses ou Semideuses da mitologia usavam. Matsume também usa bastante meias calças, fitas coloridas de cabelo, brincos reluzentemente grandes, colares dos mais estranhos aspectos ou cintas para calças que imitavam a forma de caudas com escamas ou espada revestida de couro com desenhos: fogo, símbolos gregos ou imagens de guerras históricas e lugares verdejantes e límpidos sendo conseqüentemente alternados por um material — que eu sequer sei o nome — que causam o mesmo efeito em cartas que vendem em bancas, de animes ou filmes. É espontânea e engraçada, já que eu a vejo fazendo muitos alunos rirem na sala, e também no intervalo. É realmente brincalhona, com todos, até com a merendeira da escola. É alegre e otimista com tudo o que dizem, sendo uma pessoa que consegue predizer o futuro, de tão positiva que é. Não sei mais sobre sua personalidade, só me lembro de ela ter me chamado de fofo uma vez o que me deixou um pouco enrubescido. Ela realmente é bastante encantadora.
Ainaru Kazumi é uma colegial tímida. Essa é a primeira e uma das poucas coisas que me vem à cabeça sobre ela. Ela sequer conseguiu se apresentar para mim e para Rishimoru, tendo que receber uma forcinha de Matsume. Quando Rishimoru pegou em sua mão, por acaso, quando ela estava mal por não cair na sala de sua melhor amiga, ela corou abruptamente. Isso me deixou a impressão de que ela gostou dele, porém, disso eu ainda não sei e por não ter certeza, não vou zumbir no ouvido do meu melhor amigo por enquanto. Deve ter 15 anos também. Ela não se enfeita tanto quanto Matsume, mas não se contenta em usar Jeans – rasgados ou não –, camisetas só um pouco justas ou saias normais como todas usam, pelo menos é o que parece. Além do uniforme escolar, ela já usou uma camisa de couro marrom e entenda o que eu digo, é camisa não blusa, apesar de não parecer. Gosta muito de roupas em veludo. Também já foi com uma calça fina e apertada, porém felpuda preta – pouco felpuda — junto a uma mini-blusa – não tão mini – preta com botões dourada, mutíssimo justa. Essa roupa mostrava suas definições corporais. Eu nunca fico reparando em corpos de mulheres como um pervertido, mas como normalmente eu tenho um sentido chamado visão, eu posso ver as coisas. E eu não estou errado em abrir os olhos, certo? Pois bem, eu não sei se existe alguém parecido com ela, porém ela deve ter cerca de 1,65 m, corpo definido, mantém seus olhos azuis escuros – o que eu nunca vi antes –, frequentemente bem abertos, tem cabelos azuis mais escuros dos azuis que eu já vi – O que também eu nunca vi tal tonalidade –. Quando está muito contente, costuma expandir o tamanho dos olhos. Exibe quietude mais do que agonizadora. Sinceramente, é tímida a ponto de dar a qualquer um, um nó na garganta. Não é nem um pouco espontânea como a sua amiga e é pouco extrovertida, porém aparenta ser mais sensível e meiga do que qualquer um. Apesar de não falar muito, consegue ser bastante sorridente perto daqueles que são seus amigos. Eu pude notar isso, mesmo eu nem sendo amigo dela, então, eu devo estar certo.
Meu melhor amigo desde a infância, Rishimoru Inozuki, filho de Rishimoru Takekubo e Rishimoru Yoshisa, já “comprou” bastante a amizade deles. Diferente de mim, nesses três dias passados na escola, ele se “comprometeu” a passar todo o tempo com eles – apesar de Kazumi não ser de nossa sala, ele fazia isso no intervalo se tratando dela – e então sabe muito sobre eles. Ele, todas as duas tardes passadas, quando veio em minha casa para “ficar mais forte”, se é que assim eu posso dizer, ele comentava sobre um pouco de cada um, então eu posso reforçar minhas idéias sobre eles até então. Rishimoru é meu amigo de infância, assim como minha mãe é de seus pais, respectivamente. Nossas famílias têm histórias bem interessantes, podem acreditar, apesar de não gostarem de contar sequer uma delas. Eu e Rishimoru fazemos tudo juntos, de coisas simples a coisas que não queiram saber, e nos consideramos irmãos pelo fato de eu não ter um e ele também não. Com isso, preenchemos esses espaços vazios entre nós mesmos. Ele já me questionou por que eu o chamo desta maneira, não como Inozuki, já que eu sou bem íntimo dele e não preciso chamá-lo como se não o conhecesse bem. Eu já respondi que é porque para mim Rishimoru é melhor. Ele já tentou retrucar me chamando algumas vezes de Ryooru, mas notou que não é igual a me chamar de Hideraro. Bom, ele não me comentou muito sobre Raizo, porém disse que Raizo é sossegado, não fala muito, assim como Kazumi, mas é um “ombro amigo” melhor do que qualquer um que possa se considerar. Também é um colegial inteligente, mais do que eu – como se eu fosse – e determina-se em fazer um amigo sempre manter um “vasto sorriso”. Rishimoru notou que ele tem uma alma de “maior fluído” do que as normais e desconfia um pouco sobre suas proezas e personalidade. É claro, Rishimoru consegue ser bastante convencido quando quer e tem que se colocar no topo do podium, senão não é Rishimoru. Ele é um adolescente do gênero boa pinta se é que me entendem. Extremamente vaidoso, arruma-se como “o mais elegante boy da área”, tem seus cabelos lisos arrepiados como fogo para cima, e quando digo fogo, é realmente fogo. Seu cabelo é laranja, com mechas vermelhas e amarelas, por vezes azul, entre ele. Ele diz que assim, pode associar seu cabelo com sua alma. Isso vocês não podem entender, mas acredito que um dia poderão.
Bom, estou informando tudo isso, porque eu estou em uma introspecção.
Estou mal, muito mal, com uma dor de cabeça intensa e uma febre de fundir metal. Estou meio consciente, deitado, quente. Sozinho no quarto. Essa é uma maneira nem um pouco agradável de passar uma tarde. Sério mesmo. Acredite.
* barulho da porta se abrindo e rangendo *. — Ah! To muito cansado para ver quem é.
Continuo com os meus olhos fechados em direção ao céu e despreocupado sobre quem quer que seja entrando em meu quarto.
– Ei! Oi Hideraro-kun! Oi! — dizia uma voz suave e baixa, enquanto essa pessoa balançava o corpo de Hideraro levemente.
Ele abre os olhos vagaradamente e encontra a face de Kazumi frente à sua olhando para ele. Hideraro expressa estar surpreso fazendo um “ei!” soar um pouco rude.
– O que faz aqui? – pergunta ele já não assustado mais.
Kazumi coloca os cabelos atrás da orelha. – Estou só te observando – Kazumi sorri levemente. – É que você desmaiou e estou aqui com você em sua casa.
– Mas... por que? Está fazendo o que aqui? – queixou-se Hideraro.
– Estou preocupada com você, muito preocupada com você – Kazumi se aproxima um pouco mais do rosto de Hideraro. – não quero que fique mal Hideraro-kun, não quero isso! – soou sua voz um tanto trêmula e estreitamente triste.
– Mas...eu vou, eu vou ficar bem — antes que pudesse terminar, gemeu um “Ai!” baixo, porém doloroso como se seu corpo estivesse sendo triturado muito repentinamente.
Kazumi começa a lacrimejar, franzindo o cenho como se estivesse sentindo tudo aquilo também.
– Hideraro-kun, quero que...quero que se recupere Hideraro-kun – disse a empalidecida Kazumi.
– Mas você mal me...conhece, como pode...? — começava a perguntar Hideraro quase sussurrante frente ao rosto de Kazumi, mas ela o interrompeu.
– Porque eu posso, existem coisas que podem, você vai entender Hideraro-kun – sussurrou ela colocando o cabelo que voltara, atrás da orelha novamente.
– Co-como pode já se preocupar tan... – tentou perguntar ele, mas novamente cessado.
* xiu *, fez ela, mas sem tocar em seus lábios e repentinamente expressando palavras extasiadamente desesperadas e deixando cair duas gotas de suas lágrimas no rosto dele. – Você está mal e eu estou muito mal também, não há mais o que você possa perguntar agora! Eu estou precisando de você acordado!
Kazumi deixa cair mais um pouco de suas lágrimas, novamente coloca seu cabelo para trás da orelha e quando fica rente ao seu rosto, concede um beijo calorosamente afetuoso. Depois de alguns segundos...
Hideraro abre os olhos um pouco incandescente, mas sem se levantar da cama ou fazer movimentos bruscos.
– O que foi Hideraro-kun? – perguntou Kazumi frente à sua face, montada ao lado da cama com apenas um joelho nela e uma mão ao lado da cabeça de Hideraro, com o corpo curvado em direção a ele.
– Ahnn! Nada não! – respondeu ele ainda meio desorientado, sorrindo enrubescido embaixo de um cobertor já não parecendo tão febril, mas ainda um pouco danificado.
– Sonhou musuko-chan? – perguntou sua mãe, Kiriko, que estava pouco atrás da Kazumi, com o cabelo laranja, enrolado e grande e com uma franja que cruzava metade da sua testa presa à uma presilha. Usava, também, batom vermelho tomate e estava exacerbadamente linda.
– É! – respondeu ele ainda um pouco chocado com o sonho.
– Mas...e você..Kazumi?O que faz aqui...ehn...em meu quarto? – pergunta ele com a voz trêmula.
– Bem, você desmaiou na sala e então sua mãe te buscou e te trouxe. Você está mal e precisa descansar – respondeu ela guardando um sorrisinho, de uma maneira como se com certeza não soubesse sobre o sonho.
– Eles ficaram preocupados e resolvi trazê-los musuko-chan.
Hideraro ergue um pouco a cabeça e vê Matsume próxima da cama olhando para ele e Raizo próximo a parede mais atrás quase encostado. Rishimoru está em seu lado esquerdo, porém encostado na parede com uma sola encostada também e olhando para o chão.
Kiriko, que estava bem atrás de Kazumi, diz: — Musuko-chan! Vou pegar o remédio para você tomar tá bem? – Kiriko se vira e sai do quarto.
Hideraro olha para Kazumi e ela para ele por alguns segundos. – Fique bem, Hideraro-kun – suplica Kazumi.
Ele franze as sobrancelhas como se não esperasse que ela falasse isso.
– Fique bem – Kazumi completa falando delicadamente mais baixo, com o corpo um pouco trêmulo olhando para o cobertor e cerrando suas mãos nele.
– Esperamos que fique bem, é o que esperamos – completou abaixando sua voz suave quase ao máximo.
Hideraro fixa os olhos na face de Kazumi com um silencio súbito. – Sim, vou ficar bem, fique tranqüila – disse Hideraro com um leve sorriso no rosto de maneira como se mais quisesse deixá-la tranquila do que como se realmente tivesse certeza de que ficaria bem.
Matsume, que estava bem atrás, se aproxima. Kazumi deixa seu lugar e Matsume o assume.
– Hideraro-kun, você vai ficar bem e depois vamos comer alguns Yakisobas juntos, certo? – falou Matsume parecendo bem presunçosa e convicta do que dizia. Bem diferente do que aparentou Kazumi.
Matsume se aproximou ainda mais. – Você vai ficar realmente bem Mai kawaii (meu fofo em japonês) – frisou Matsume no ouvido de Hideraro, soando tão vigorosa que não havia como não deixar qualquer doente aspirante pela saúde.
Hideraro sorriu para ela. – É! Com certeza! – disse confiante.
Matsume retribui o sorriso com uma bela mordida de lado nos lábios.
Kazumi olha para os dois e então abaixa a cabeça com um rosto pálido de preocupação com seu estado. Kiriko-san, então, entra no quarto e se aproxima de Hideraro. Pinga as gotas numa colher e a leva para a boca de Hideraro que faz uma breve careta.
– Ahn, ta na hora de irmos – disse Matsume parecendo querer deixar de ser um infortúnio à recuperação dele.
– Mas já? – perguntou Kiriko descordando.
– Sim sim – responde Matsume como os Ryooru's fazem.
Ela olha uma última vez, brevemente, para Hideraro e solta um curto sorriso. Hideraro percebe e depois faz o mesmo, mas olhando para o teto, soando como um: — Nossa! Essa menina é perigosa.
Matsume abraça Kiriko-san. – Foi um prazer Ryooru-san, e desejamos melhorias para seu filho. Até mais – acrescenta ela.
– Ah! sim sim! Prazer é todo meu em te conhecer. Você é uma menina boa e bastante bonita, volte quando quiser para conversarmos e pode me chamar de Kiriko-san mesmo, apesar de que eu gostei de Ryooru-san também – disse Kiriko a Matsume com um sorriso maravilhoso no rosto.
– KI-RI-KO-SAAAAN!!! – Kazumi corre e abraça preponderante a mãe de Hideraro. – Gostei muito de você, você é muito legal mesmo. Cuide de Hideraro-kun hein? Eu quero muito te conhecer melhor. Você é uma mulher muito linda, formal e incrível, seja bem-aventurada Kiriko-san – disse Kazumi eufórica de felicidade em conhecê-la.
– Sim sim!!! Gostei muito de você também Ainaru-chan chan!!! Vocês todos são ótimos amigos para meu filho e podem ter certeza, informarei a vocês o estado de saúde dele – disse Kiriko não tão longe do êxtase de Kazumi.
– EI!!! — falou Raizo ainda do outro lado da sala. – Você vai ficar bem cara – se aproximou. – Não se preocupe muito, nem contigo mesmo ou com elas que estão bastante preocupadas – complementou. São só dores no corpo e mais nada. Devem existir coisas piores.
Raizo aproximou-se de Hideraro. – Me entende né? Posso confiar em você né?- Raizo segura sua mão e cerra suas próprias nas dele, depois balança o braço de Hideraro, demonstrando firmeza e confiança.
– Sim, ficarei – respondeu Hideraro sorrindo, recebendo a confiança dele.
Raizo se vira. – Vamos! – diz ele a seus amigos.
– ESPERA! – chama Hideraro com um tom um pouco mais alto. – Como eles estão aqui?Por que estão aqui okãsan? – indagou Hideraro que só naquele momento acabara de perceber que não havia questionado isso antes.
– Ah! Nada nada, é que quando te busquei na escola resolvi passar o endereço para eles para que viessem aqui já que estavam preocupados, e então eles vieram assim que saíram da escola – respondeu sua mãe.
– Hmm... – suspirou Hideraro. – Obrigado mesmo pessoal, mas eu vou ficar bem, não se preocupem, são só dores no corpo e assim como minha mãe tinha me dito, deve ser conseqüência da longa viagem da Espanha para cá.
Todos assentem e vão indo embora.
– Ah! Cuide bem da sua mãe hein Hideraro! — acrescentou Raizo. — Uma mulher bonita como ela deve ter a proteção de um homem forte.
Kiriko-san e Raizo soltam gargalhadas.
– O que é isso? – indagou Matsume a ele inconformada.
– É a verdade – respondeu Rishimoru em seu lugar.
– Rishimoru-kun! – queixou-se Kazumi um pouco exasperada.
– É a verdade. Não há na rua um homem que passe e não olhe para minha mãe – finalizou Hideraro olhando para cima.
Kiriko dá mais um sorriso breve. – Bem, vou levá-los até o portão – disse ela saindo na frente.
– O que foi aquilo? Sonhos geralmente são reais, mas aquele me fez até transpirar. – pensava Hideraro quando sua mãe voltou ao quarto.
– Está realmente bem musuko-chan?
– Claro que sim mama-chan, são só dores que.... – Hideraro interrompe quando percebe sua mãe olhando para ele negando que é sobre isso que ela estava se referindo.
– Okãsan, foi só um sonho, nada de mais – afirmou ele.
– Musuko-chan, sobre o que sonhou?
– Nada okãsan.
– Diga-me musuko-chan, eu apenas quero saber, mais nada – garantiu ela.
– Não quero, porque você vai ficar me zombando ou vai ficar estabelecendo coisas que não são verdades.
– Não vou musuko-chan, sério mesmo.
Hideraro fixa os olhos nela.
– Certo, é que..eu sonhei que eu...estava sozinho no quarto aí a Kazumi entrou, se aproximou de mim preocupada e...
– Está gostando dela? – interrompeu sua mãe em um tom leve.
– Não! – respondeu ele um pouco exasperado.
– Certo certo, desculpe-me, acredito em você, continue – consertou sua mãe.
– Então, ela se aproximou e depois..hmmm...me beijou.
– Te beijou?
– Sim, me beijou.
– hmmm... – suspirou sua mãe.
– Eu não estou gostando dela okãsan e eu não quero alimentar algum sentimento que talvez ela tenha ou passe a ter.
– Como assim? Se disse isso é porque alguma coisa já...
– Sim, ela já tentou me beijar, mas eu a barrei, sinto muito, mas não gosto dela.
– Musuko-chan, Kazumi é uma menina bela, legal, doce, meiga, boa. É o que eu acho dela, mas se você sente algo ou não, isso é você quem deve definir. – disse-lhe sua mãe com um sorriso no rosto, parecendo descordar com a presunção do filho.
– Mas e então, por que acha que sonhou sobre isso? – Kiriko perguntou.
– Talvez por que ela já estava frente à minha face, assim como foi ouvir o barulho de alguém entrando pela porta quando na realidade você estava entrando. – respondeu Hideraro.
– hmmm...pode ser. Bom...
– Pode ser? Okãsan, já disse que não gosto dela. – repetiu um pouco rústico.
– E gosta da Matsume? – perguntou ela espontaneamente, como se já estivesse formulando essa pergunta.
Hideraro olha para ela um pouco surpreso. – Não também... claro que não, por que acha isso? – pergunta ele num tom mais baixo e solene, enquanto estava um pouco enrubescido.
Kiriko interpreta o gesto do filho com seus olhos. — Não acho isso musuko-chan, apenas perguntei por curiosidade. – esclareceu, mesmo notavelmente tê-lo feito mais para dar cabo ao assunto do que para dizer o que pensava.
– Bom, vou sair, esse dia está sendo um pouco duro pra mim. Qualquer coisa, só me chamar.
– Mama-chan! – chamou Hideraro segurando em seu braço.
– O quê?
– Posso dar uma volta pela rua?
– Não, claro que não, você não pode sair assim. Talvez no fim da tarde se estiver melhor. – respondeu ela e então saiu.
–----------------------------------------------------------------------------------
–Ai! Esse ar fresco é tão bom. Minha mãe vai ficar brava comigo quando eu voltar, mas eu precisava disso.– pensava Hideraro caminhando pela calçada da rua até que...
Um carro vem à alta e há uma garota no meio da rua.
– EI! CRIANÇA! – Gritou Hideraro desesperado indo de encontro à ela. Chegando lá, empurra a garotinha do alvo, mas o carro se colide fortemente bem em sua perna direita fazendo-o girar no ar e depois ir ao chão.
– FILHA! – Gritam os pais da garota se aproximando.
– Olha lá mama-chan – Aponta a menina empalidecida e trêmula para o corpo de Hideraro já envolto por uma multidão tentando socorrê-lo.
Fale com o autor