The New Sheriff
3 Capítulo 3
Notas iniciais
_ Mãe, me desculpa. Eu saí mais cedo da escola. – disse Henry sem jeito. Odiava fazer sua mãe se preocupar. Regina o olhava. – Mas Emma apareceu no local onde estava e não vimos a hora passar. – seu olhar duro parou em Emma e não saiu mais dela. Emma estava paralisada evitando o contato de Regina. Olhava para Henry, olhava para Regina, para grama, para seus próprios pés. Regina se ajoelhou e passou a mão nos cabelos de Henry.
_ Tudo bem, meu filho. Depois a gente conversa. – Regina disse bem calma para seu filho. Quase num sussurro, apenas para ele. – Mas agora eu preciso que você entre e deixe Miss Swan e eu conversar, ta bom?
_ Tudo bem, mãe. Tchau, Emma. – Emma lhe deu um sorriso. Regina não gostou de Henry a chamando de Emma. Pra ela, no máximo tinha que ser Xerife. Ao ouvir a porta batendo, Regina continuou a encarando. Emma não deu nenhuma expressão de medo ou ansiedade. Estava normal. Isso era novidade para Regina.
_ Onde você estava? – perguntou Regina tão rápido que Emma teve que raciocinar a pergunta. – Fui a Delegacia e você não estava.
_ Eu já tinha terminado meu trabalho lá. Então, entrei na viatura e rondei a cidade. – respondeu Emma. Regina se aproximou mais dela e se encararam. Ela abriu a boca para argumentar, porém fechou. Não sabia o que dizer.
_ Por que estava com meu filho?
_ Bem, eu o vi sozinho e...
_ Fique longe dele, Miss Swan. – disse Regina chegando mais perto.
_ Por que, Madame Mayor? Algum problema? – desafiou Emma. Regina respirou fundo. E ao respirar, sentiu o aroma de Emma invadir suas narinas, invadir seu corpo. Olhou nos olhos de Emma. Como aqueles olhos poderiam brilhar tanto, era o que Regina pensava. Ela se afastou na hora em que se sentiu assim.
_ O problema, Miss Swan, é que acho que sua companhia não faria bem pra ele. Fique longe, já está avisada. – disse Regina entrando e fechando a porta de sua casa, deixando Emma confusa.
Regina encostou-se à porta e se acalmou. O que foi aquilo? O que deu em mim?
Emma no lado de fora estava ainda no mesmo local, sem se mover. Ela ficou confusa. Na verdade, tudo pra ela estava confuso naquele momento. Por que ela saiu assim? Mas não era apenas essa pergunta que estava na cabeça de Emma. Por que eu estava olhando tanto pra ela? Se repreendeu com seus pensamentos e entrou na viatura. Foi para seu apartamento, tomou um bom banho e foi descansar.
Regina estava jogada no sofá, sem TV ligada. Só pensando. Henry estava no quarto esperando pela conversa. Mas ela não sabia o que dizer. Ela se preocupava muito com filho, queria saber o por que dele ter ficado sozinho. E por Emma. Ela não conhecia Emma o bastante para poder dar carona ao seu filho. Mas o olhar dele em Emma não passou despercebido por ela. Um olhar doce, alegre, o olhar que ele sempre dava a Regina. Seus pensamentos foram atrapalhados por uma ligação, ela levou um susto ao ouvir o toque de seu celular. Principalmente quando viu quem era.
_ Mr. Gold, que surpresa. – atendeu super animada.
_ Que história é essa, Mills? De eu estar desviando dinheiro? – perguntou Mr. Gold sem enrolação. Regina gelou. Ela sempre enfrentava Gold, mas na verdade ela temia, sentia certo medo dele.
_ O que é falado na reunião, fica na reunião. E Mr. Gold, não culpamos você. É apenas...
_ Um suspeito, Regina? Um suspeito, é isso que você quis dizer? – perguntou já furioso. Regina estava analisando todas as palavras ao responder, mas foi cortada por ele novamente. – Regina, se meu nome ficar sujo, você pagará por isso.
_ Isso foi uma ameaça, Mr. Gold? – do outro lado da linha, Regina já estava em pé, passando a mão pelos cabelos.
_ Interprete como quiser, querida. Se meu nome não sair disso até sexta, me aguarde. – dizendo isso, Gold desligou já sem paciência com aquela conversa. Regina não estava acreditando que teve essa conversa. Ela sabia que ele era perigoso, mas suas conversas sempre foram educadas e rápidas. Ao pensar mais sobre o assunto, ficou com mais medo ainda. Sabia que ninguém podia se meter com Gold.
Amanhã resolvo isso, agora tenho outras coisas para resolver, pensou olhando para as escadas. Precisava falar com Henry.
Ao chegar no quarto de Henry, Regina sorriu. Mas tirou o sorriso na cara na hora, queria falar sério com filho. O garoto estava na cama, deitado, totalmente reto.
_ Henry, não finja que está dormindo. Quando realmente está, a cama fica toda bagunçada e você não fica nessa posição toda certinha, quase cai. – disse Regina cruzando os braços. Henry suspirou fundo e olhou pra sua mãe. Ela se sentou na beirada na cama o encarando. Henry sentou ao seu lado.
_ Mãe, eu...
_ Filho, primeiro eu quero falar. Você não pode sair cedo da escola e ir pra outro lugar, já tivemos essa conversa. Storybrooke é um pouco quieta, mas tem perigo sim, e muito. – disse se lembrando de Gold. – Henry, você não pode pegar carona com qualquer um, ok?
_ Mãe, eu sei. Mas era Emma. – disse Henry olhando com aqueles olhos piedosos.
_ Não interessa, Henry. Ela é nova aqui, não sabemos muita coisa sobre ela. Quando ela parar o carro e te chamar, não vá. Nem ela, nem ninguém.
_ Mas mãe, ela não parou o carro e foi logo me chamando. Ela me encontrou. – disse Henry. Ele não queria falar muito sobre, mas ele odiava esconder as coisas de sua mãe.
_ O que? Henry, me conte essa história direito. – disse Regina ficando mais de frente para seu filho. – Me diz o que houve.
Henry contou para Regina o que estava acontecendo, sobre alguns alunos serem cruéis e não ter muitos amigos. Contou que foi a praia apenas para pensar. Regina o olhou com várias emoções. Brava, pelos alunos. Triste, por não ter muitos amigos. Curiosa.
_ Henry, não ligue pra isso. Você é um garoto muito inteligente e...
_ Foi isso o que Emma me falou! – disse ele ficando animado ao lembrar dela. Foi desfazendo o sorriso ao ver a expressão da mãe.
_ Espere, onde Emma entra nisso?
_ Mãe, Emma disse que estava rondando a cidade. E quando ela me viu, ela ficou preocupada por eu estar sozinho. Ela sentou ao meu lado e a gente conversou. Eu confio nela, ela não me faria mal. – Henry disse pegando na mão de sua mãe e a olhando intensamente. Queria que ela parasse de ficar preocupada e acreditar na nova Xerife. Regina também o olhou. Mas sua cabeça já nem estava mais ali. Ficou admirada ao ouvir que Emma ficou preocupada ao ver o garoto. Graham não era assim, pensou já se arrependendo de tal pensamento.
_ E posso saber o que vocês conversaram? – perguntou. Regina estava bem interessada na conversa, queria saber mesmo sobre Emma Swan. Não sabia muito o por que. Nos primeiros instantes ela tinha colocado em sua mente que era o por que dela ser nova na cidade. Mas talvez ela não percebeu que ela estava mesmo curiosa sobre a Xerife. Sempre que Kathryn ligava, ela achava um modo de saber mais sobre Swan. Mas nada novo.
_ Bem, sei que ela tem bom gosto. Gosta de muitas coisas que eu curto. – disse ele com um sorriso nos lábios finos.
_ Bom gosto, é? – disse Regina sorrindo para o filho.
_ Ela é bem inteligente, mãe. E quando eu disse sobre não ter muitos amigos, ela disse que agora ela era minha amiga também. – Regina deu um largo sorriso ao ouvir aquilo.
Os dias se passaram, e já era sexta. Dia de sair, se divertir, descansar. Mas para Regina tava parecendo como se fosse sexta-feira 13. Tudo tava dando errado, e aquela ameaça de Gold ficava martelando em sua cabeça. Nos dias anteriores, ela fez de tudo para tirar o nome de Gold da investigação. Porém ele era um dos principais suspeitos do desvio, ou talvez o principal. Soube que a Xerife o iria interrogar na próxima semana.
_ Então, vamos sair hoje? – perguntou Kathryn adentrando o escritório de Regina.
_ Não mesmo. Estou cheia de coisa pra fazer e hoje ta uma merda. – disse Regina esfregando os olhos. Kathryn se assustou, conhecia Regina e sabia que ela não falava certas palavras.
_ Que foi isso? Baixou um santo? O que estiver aí no corpo da minha amiga pode sair hein. – disse se aproximando. Regina deu um sorriso abafado. – Vamos, por favor. Se quiser eu chamo o Robin.
_ Deus me livre, Kathryn Nolan. Pare de ficar arrastando esse bendito homem pra mim. Sabe que não vou com a cara dele.
_ E você vai com a cara de quem? Só a minha e olhe lá. Então eu chamo outra pessoa. Vou chamar Emma. – ao ouvir aquele nome, Regina que estava tentando se concentrar nos inúmeros papéis, levantou a cabeça. – Viu? Ficou interessada. Já são amiguinhas? Era por isso que queria saber tanto sobre ela, pra me trocar, é isso? – perguntou Kathryn fingindo estar magoada.
_ Fica quieta, Nolan. Não somos amiguinhas. Não quero sair com ela e nem com você.
_ Não são, é? Vi vocês caminhando ontem. Não desgrudavam o olhar. – Regina sentiu seu rosto se queimar e engoliu seco.
_ Não estávamos em um passeio, estávamos falando sobre Henry. Ele quer ver ela mais. Kathryn, está me atrapalhando. Obrigada pelo convite, mas preciso terminar isso aqui. Hoje Belle não veio.
_ Ih, que saco hein. Vou deixar você aí com seus papelzinhos. Sei que quer fazer aviãozinho com eles. Vê se me liga, ta? Isso não faz mal. – disse Kathryn se retirando da sala. Regina riu balançando a cabeça. Era isso mesmo que ela queria fazer.
Kathryn foi ao Grannys comer bastante para a noite apenas beber. Hoje vou beber até. Vou me jogar na pista. Ninguém me segura.
_ Olá, Ruby. Eu gostaria de um hambúrguer e um refrigerante. – pediu para a garçonete. Ao seu lado da bancada estava Mulan, amiga de Ruby. Enquanto Ruby preparava seu lanche, ia bebendo seu refrigerante e olhando novidades em seu celular.
_ Ah, Mulan. Eu não sei. Estou com dúvida. – disse Ruby baixo, porém já que Kathryn estava perto de Mulan, dava pra ouvir bem. Kathryn era bem curiosa, a vida inteira sempre foi. Mas ela continuou olhando para seu celular como se não estivesse escutando nada. Essas garotas, sei não. Tem treta. Sei horrores delas, pensou Kathryn segurando para não olhar para elas.
_ Eu não acho que ela seja, sério mesmo. Acho que você está criando coisas. – disse Mulan se inclinando. – Você gosta dela?
Dela? Sabia! Sinto o cheiro de longe. Kathryn segurava para não rir, queria muito ouvir a conversa.
_ Não, Mulan. E fala baixo. Aqui está seu lanche. – disse sorrindo para Kathryn e entregando.
_ Obrigada, Ruby. –agradeceu. Kathryn continuou com seus ouvidos prontos para mais conversa.
_ Então, por que pergunta tanto sobre ela? – perguntou Mulan erguendo a sobrancelha.
_ Eu reparo o jeito que ela olha pra Prefeita, é diferente. – quando Ruby disse, Kathryn quase engasgou com seu lanche. Bebeu um poupo de seu refrigerante e tossiu fraco para não chamar atenção. – E sinceramente, a Prefeita tenta disfarçar, mas olha do mesmo jeito. Eu estou gostando muito dela, ela é uma ótima pessoa. Mas eu só queria tirar essa dúvida. Ela não parece gostar de mulheres, mas quando mencionei o nome da Prefeita ela ficou mais branca do que já é. E ficou me encarando como seu eu soubesse de algo. Sei não, Mulan. E a Prefeita é outra que parece que tem ciúme de mim e dela. Me fuzila com o olhar mais do que antes.
_ Ah, é difícil saber. Mas se souber, me apresenta. – piscou Mulan para Ruby. – Já estou indo, vou me encontrar com Belle. Vamos para um bar. – Então é por isso que essa vaca não foi trabalhar e deixou Rê na mão, Kathryn ainda prestava atenção. – Tchau, e para de pensar nessa Emma.
_ Shhh, fala baixo. Tchau, bom passeio.
Kathryn ao ouvir o nome de Emma, largou seu lanche, seu refrigerante, seu celular. Ficou parada para refletir tudo o que as garotas disseram. Ficou olhando para o nada por um bom tempo. Ruby a olhou estranho, mas voltou a atender os outros. Depois de um tempo pensando, ela deu um sorriso largo e começou a rir. Não pode ser. Como eu não percebi isso antes?
Regina já estava saindo da Prefeitura. Tinha resolvido poucas coisas, mas já queria ir pra casa. Sem Belle para atender telefone e preparar sua agenda estava difícil. Quando saiu da Prefeitura, seu salto quebrou em um buraco na calçada e torceu o pé.
_ Ai, mais que droga! – Por “sorte” de Regina, seu carro estava perto dela. Ao entrar no carro, olhou para seu pé que latejava de muita dor. – Droga. Droga, droga. – passou a mão em seu pé e sentiu que estava bem inchado. Dirigindo até sua casa, tentava não forçar muito seu pé no acelerador. – Acho melhor já ficar esperando Henry sair da escola. – dizendo isso mudou de rumo e foi para a escola onde seu filho estudava.
Chegando perto da escola, Regina se lembrou que não trancou a Prefeitura. Belle sempre saía por ultimo, ela que sempre trancava.
_ Ah não, não, droga. Minha vida é uma pegadinha muito sem graça. – disse dando socos no volante e dando a volta. Chegando perto da Prefeitura, seu carro começou a parar bruscamente e sair fumaça na frente do carro. Regina não disse nada, apenas respirou fundo e encostou sua cabeça no volante. Depois de respirar fundo várias vezes, desceu do carro com dificuldade e foi andando bem devagar na frente do carro para checar. Ao abrir para ver o motor, se inclinou, saiu muita fumaça e foi direto no rosto de Regina. Com a fumaça, ela subiu seu corpo de uma vez e bateu a cabeça.
_ Ai, que merda! – passou a mão na cabeça. O que ela não sabia era que uma certa loura dentro de uma viatura ria com aquela cena. Emma saiu do carro e foi em direção a Prefeita. Emma nunca tinha a visto daquele jeito.
_ Problemas com a carruagem, majestade? – perguntou perto de Regina. Regina se virou surpresa ao ouvir aquela voz.
_ Sim, Miss Swan. Como boa escrava, deveria me ajudar a concertar isso aqui. – disse Regina apontando para o carro.
_ Não acha melhor você entrar na viatura e eu te levar? Tem um mecânico perto daqui, ele pode resolver. – Emma estava preocupada com Regina, mas olhando ela tava desengonçada queria rir, mas se conteve.
_ Tudo bem, então. Não tenho muitas escolhas.
_ Ok, pode entrar na viatura. Ela está ali no outro lado da rua. – disse Emma.
Regina a olhou meio sem jeito, com seu pé deslocado começou tentar andar como uma rainha. Sem sucesso.
_ Ei, o que houve com seu pé? – perguntou Emma segurando Regina.
_ Desloquei. Xerife, não vou conseguir andar até lá.
_ Regina, por que não me disse antes? Vem, posso te levar até lá. Posso te pegar no colo? – perguntou apreensiva.
_ O que? Não, não preciso disso. – respondeu rápido com vergonha. – Apenas me deixe apoiar em você. — Dito isso, Emma pegou Regina pela cintura e passou o braço dela no seu pescoço. Regina não tinha notado o quão forte Emma era. Porém Emma a guiou até o carro com muito cuidado e precaução. Aquele toque de Emma foi sem aviso. E Regina sentiu algo revirar em seu estômago quando sentiu ela. Devo estar passando mal, só isso.
_ Pronto, entra aí. – Regina entrou na viatura e respirou aliviada. Por ter entrado na viatura e por se livrar do toque da Xerife. Algo estava tomando seu fôlego. Talvez ela soubesse, mas não iria admitir.
_ Me leve a Prefeitura, creio que esqueci de trancar a porta.
Regina tentava ignorar o máximo Emma. Olhava para a janela tomando um pouco de ar. Mas de vez em quando a olhava, não resistia. Droga, o que está havendo comigo? Regina não estava se sentindo bem. Aquele dia estava sendo crucial para ela.
_ Como está Henry? – perguntou Swan sem tirar os olhos da estrada.
_ Está bem. Ele sente sua falta. – disse a olhando. Ela não queria ter dito aquilo, tinha ciúmes de Henry. Mas quando viu Emma a olhando e dando um sorriso sincero, mudou de ideia. Por que eu não consigo desviar meu olhar? Ao pensar isso, Regina sente seu celular vibrar. Uma nova mensagem de Kathryn. “Onde está você, senhora Prefeita?? Precisamos conversar”. Regina respondeu rapidamente. “Estou na viatura com Emma”. Ao enviar se arrependeu profundamente, pois sabia que Kathryn começaria com ciúme besta. Seu celular vibrou de novo. “SAFADA”. Regina arregalou os olhos com a mensagem. Já iria questionar, mas ouviu a voz doce de Emma.
_ Chegamos. – disse saindo do carro e dando a volta, abrindo a porta para Regina sair. Regina pegou Emma pela cintura para poder ter mais apoio. Mas depois de ter feito isso, ela percebeu a mão estendida de Emma para ajudá-la. A Xerife, segurando para não rir da expressão envergonhada de Regina, a puxou mais para mais perto. Se encararam como sempre faziam. Emma cortou o olhar e a ajudou entrar na Prefeitura. Ajudando Regina, olhou para os lados e viu Mr. Gold entrando em seu carro e partindo dali. Achou estranho o sorriso de Gold, mas deixou pra lá.
_ Miss Swan, pode se concentrar aqui? Tenho que entrar para ver se meu escritório está fechado. – disse Regina estralando os dedos na face da Xerife. Não gostou do jeito que Emma ficou encarando seja lá quem for. Ao entrar, notou que tinha trancado seu escritório, só a porta da frente que não. – Vamos, não fechei foi a porta da frente mesmo. Quando estavam saindo, Emma sentiu algo entrando. Como se não estivesse sozinha com Regina. Algo no ar, algo no local, sentiu essa impressão. Mas foi tarde demais. Uma explosão aconteceu. Na porta da Prefeitura. Fogos invadiram o local. Regina sentiu um impacto, mas não foi da explosão. Foi o corpo de Emma Swan a protegendo, a envolvendo em seus braços, sentindo seu perfume mas perdendo esse cheiro e se transformando em cheiro de fumaça. Pedaços de madeira voaram como se estivessem em câmera lenta. Fogos pelos cantos, alguns pequenos, outros enormes.
_ Swan. – sussurrou Regina. Ao dizer, Emma não desgrudou seu corpo do dela, mas levemente a encarou.
_ Vamos sair daqui. – Regina mal ouviu Emma dizer e já sentiu os braços dela a pegando no colo. Com a aproximação Regina respirou fundo e acabou tossindo por causa de muita fumaça. Não é hora de sentir essas coisas. Emma sentiu a Prefeita tremer. Será que ela está com medo? Pensou Swan.
Emma com Regina no colo andou depressa até a viatura e a colocou no banco da frente. Ligando rápido o carro, e dirigindo depressa, viu Regina a encarando.
_ Vai ficar tudo bem. – disse Emma. – Você está bem? Vou te levar ao Hospital.
_ Swan, você que precisa de hospital. Você está sangrando. Sua cabeça. – Regina mal conseguia falar. Estava apavorada, tremendo um pouco ainda.
_ Isso não é nada, Prefeita. Graças a Deus, ação. – disse Emma batendo de leve no volante e sorrindo. Regina não questionou, mas achou estranho a atitude da loura.
Chegando no Hospital com Regina no colo, a Xerife já foi pedindo aos médicos para cuidarem de Regina.
_ Ela deslocou o pé faz um tempo, e acabou de sair de um incêndio. – disse para o Doutor. Regina estava sentada na cama do Hospital tentando raciocinar tudo o que houve.
_ Swan, espere. Onde você vai? – disse Regina segurando Emma ao ver ela saindo.
_ Vou buscar Henry. – respondeu Emma saindo.
_ Emma, espere! – disse Regina com o tom de voz baixo. – Estou com medo. – sussurrou como se fosse um segredo. – Por favor, não demore a voltar. Emma deu um sorriso para Regina e a ficou encarando.
_ O que foi?
_ Nada, Regina.
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