The New Sheriff
2 Capítulo 2
Notas iniciais
No dia seguinte, Regina havia acordado mais cedo para fazer tudo que sempre fazia e dessa vez, não se atrasar para levar Henry à escola. Chegou ao trabalho mais cedo, pois Belle ligou informando que ela teria uma reunião. Sim, uma reunião com aqueles velhos chatos que você realmente não gosta, lembrou Belle dizendo. Ela realmente não gostava. Sempre nas reuniões, ela balançava a cabeça como se estivesse entendendo tudo. Mas sua cabeça estava em outro lugar, outro planeta. Não prestava atenção em nada, ela já sabia de tudo afinal. A reunião, por sua sorte, terminou bem rápido.
_ Belle, se tiver outra reunião me avise o mais rápido que puder, pra me matar e não ir. – disse Regina passando por Belle e entrando em seu escritório.
_ Preciso organizar minha agenda. – disse folheando a agenda e vendo que os dias daquela semana iriam ser a mesma rotina. De novo. Enquanto folheava os dias, parou em Sexta-feira. Tinha algo marcado as 20:00 horas. Se divertir e um coração mal feito. Letra de Kathryn Nolan. Deu um sorriso e balançou a cabeça.
Emma Swan, a nova Xerife, estava na Delegacia bem tranquila. Pegou um cappuccino e colocou músicas aleatórias. Já estava quase colocando os pés na mesa. Já havia recebido várias ligações de seus amigos, sua família. Ela sentia saudades deles, porém pra ela era um exagero. Só estou aqui apenas dois dias, se controlem, disse ela em todas as ligações.
Emma tinha vários papéis, várias coisas para aprender e serem resolvidas. Porém, ao contrário de Regina, Emma era mais calma, mais paciente. Mas o problema, era que Emma odiava papéis. Ela gostava de ação. E ela sabia que naquela cidade as coisas eram bem calmas. Depois de um tempo, ela resolveu praticamente tudo. Só faltava ajeitar sua mesa e sair. Porém, era cedo ainda. Emma não gostava de ficar parada, sem nada pra fazer.
_ Já sei! – disse empolgada se levantando da cadeira.
A ideia era pegar a viatura e achar algo de errado, brigas em bar, assalto, ou qualquer coisa. Ela estava disposta a sair. Os moradores daqui vieram me ver, é hora de fazer o mesmo com eles. Pensou ela, organizando sua mesa já quase pronta pra sair.
_ Olá. – ouviu alguém e desligou a música. Era Ruby na porta.
_ Oi, entre. É Ruby, certo? – estendeu a mão para Ruby.
_ Hum, certo. – respondeu diminuindo o sorriso.
_ Desculpe, ontem conheci muitas pessoas. Mas lembrei do seu nome.
Emma tinha gostado de Ruby, ela a achou muito animada, e pra ela era o que faltava naquele lugar. Porém achou as roupas de Ruby meio exageradas. Bem curtas. Cada um tem seu estilo, deixa isso pra lá.
_ Então, onde está ficando?
_ Em um apartamento, um pouco longe daqui. – respondeu colocando suas mãos nos bolsos de trás de sua calça.
_ Ah, iria dizer que minha avó tem uma pensão. Se você ficar interessada, pode passar lá no Grannys. – disse Ruby balançando o corpo como se estivesse tímida.
_ Ah, tudo bem. Obrigada.
Ruby ficou encarando Emma com um sorriso que ela não soube decifrar.
_ Então... – disse Emma ficando meio sem jeito.
_ Ah, então eu, é... – disse Ruby desconcertada. – Eu vim te chamar pra sair, conhecer aqui.
Emma já iria recusar, mas era isso que ela iria fazer.
_ Olha, eu ia fazer isso mesmo agora. Olhar a cidade, tentar pegar alguém em flagrante. – ambas riram.
_ Não será incômodo?
_ Não, que nada. Vamos. – disse Emma saindo da Delegacia com Ruby e entrando na viatura.
_ Então, você conhece aqui? – perguntou Emma antes de ligar o carro.
_ Ta brincando? Conheço tudo aqui, nada muda mesmo. – respondeu sorrindo. Emma ligou o carro e saíram.
_ Me conte tudo sobre aqui, e sobre as pessoas.
Regina estava em seus últimos afazeres, quando Belle diz que haveria outra reunião, com assuntos mais sérios.
Ninguém merece.
Quando o Conselho chegou, foram direto para a sala de reunião. O assunto realmente estava sério, e eram coisas que Regina não sabia. Um dos motivos: desvio de dinheiro. Todos, inclusive Regina desconfiaram do Mr. Gold, que controlava muita coisa.
_ Temos que checar todos os documentos para acharmos alguma pista. – disse um senhor careca, barba mal feita.
Regina esfregou os olhos e suspirou. Mais problemas.
_ Obrigada, Ruby. – Emma agradeceu deixando Ruby em frente ao Grannys.
_ Eu que agradeço, a gente podia sair um dia desses. O que acha? Conhecer meus amigos também. – disse Ruby saindo do carro, chamando atenção de algumas pessoas que estavam saindo do Grannys.
_ Tudo bem, claro. Até mais. – despediu ligando o carro.
Ruby foi em direção das pessoas que estavam olhando pra ela, com curiosidade.
_ Já está trocando a gente? – perguntou Mulan, sua amiga.
_ Não, oras. Só conhecendo a nova Xerife.
_ Hum, sei. Vem, sua avó já estava preocupada. – disse Mulan. Ruby apenas revirou os olhos.
Emma apenas conheceu a cidade. Não quis parar em nenhum lugar ou fazer seu trabalho de Xerife por causa de Ruby, não queria interromper a garota de falar e mostrar os lugares. Mas mesmo depois de rodar todas aquelas ruas, ela não quis parar. Dirigiu a lugares mais perigosos e escuros para encontrar algo suspeito. Nada. Foi aos bares, uma boate que ficava quase fora da cidade. Nada. Talvez hoje não seja meu dia de sorte. Resolveu passar na praia, já que estava chegando perto. Ta mais para uma poça do que praia, aposto que não tem ninguém por lá. Ao chegar, Emma saiu da viatura e foi em direção a praia. Havia vários bancos, mas lá, na areia, na praia estava vazio. Se eu tivesse apostado, eu ganharia. Ganharia de mim, to ficando louca. Afastou seus pensamentos quando avistou uma pessoa sentada em um dos bancos distantes. Quando se aproximou, percebeu que era uma criança. Um garoto. Sozinho, com suas mãos entrelaçadas e cabeça baixa.
_ Ei, garoto. – chamou Emma. O garoto, ao ouvir, levantou a cabeça assustado. – Calma, desculpe por te assustar. Meu nome é Emma, a nova Xerife.
Ao dizer quem era o garoto suspirou fundo sem mudar expressão. Apenas abaixou a cabeça novamente. Emma olhando pra ele, ficou sem saber o que fazer. Queria sair dali e o deixar em paz. Mas estava cedo para crianças estarem na rua. Ela se sentou ao seu lado e o encarou intrigada.
_ Você não deveria estar na escola, garoto?
_ Saímos mais cedo hoje. – respondeu tão baixo que Emma teve que se curvar para ouvir.
_ Deveria estar em casa. Pode ser perigoso ficar por aí sozinho. – disse Emma sem ter certeza do que falou, pois aquele lugar não parecia nada perigoso. Ou pelo menos por enquanto.
_ Tanto faz. – respondeu o garoto.
Emma estava intrigada. Achou melhor deixar aquele garoto ali, mas não queria. Não achava certo. Decidiu prolongar a conversa mesmo ele não dando a mínima.
_ Qual seu nome?
_ Henry. – finalmente o garoto olhou para Emma ao responder.
Emma já tinha se apresentado e não tinha mais assunto. Olhou para o garoto e depois para sua mochila. Tinha um chaveiro de Star Wars nela.
_ Então, você gosta de Star Wars? – perguntou Emma. Mais que pergunta idiota.
Ao ouvir a pergunta, Henry levantou a cabeça e mudou sua expressão. Parecendo como se estivesse um pouco mais animado. Aquilo fez Emma se sentir mais aliviada.
_ Sim, gosto. Você gosta?
_ Sim. – respondeu Emma dando um sorriso tímido.
_ Mas você já é adulta.
_ Ei, não sou tão velha assim. – ambos riram. — Não é questão de idade. Gosto de Senhor dos Anéis, vídeo-game.
_ Sério? – perguntou animado. Emma balançou a cabeça confirmando. – Que massa! Do que mais você gosta? E que jogos?
Ao ouvir as perguntas de Henry, Emma sabia que não sairia dali tão cedo.
A reunião terminou e a cabeça de Regina parecia querer explodir a qualquer momento. Mais e mais problemas. Tomou remédio e depois de alguns minutos já estava ficando melhor. Olhou no relógio, já estava quase na hora de ir e pegar Henry. Regina sorriu ao ver sua mesa com quase nenhum arquivo, ou papéis jogados. Ok, o que falta agora? Olhou em volta e pensou no que faltava. Delegacia. Seu sorriso foi embora ao pensar em tal loura. Como será que ela está lidando com as coisas lá? Aposto que deve ta uma zona. Regina organizou sua mesa, despediu de Belle e foi à Delegacia. Chegando lá, ela notou que as luzes não estavam acesas e as portas trancadas.
_ Era só o que me faltava, que irresponsável. Seu segundo dia e já saindo cedo. – disse Regina já em seu carro com as mãos firmes no volante. Ela passou na escola onde Henry estudava e não o viu esperando. Ele sempre me espera nesse horário. Talvez já esteja em casa. Regina seguiu para sua casa desanimada.
_ Que maneiro! Você bem que poderia me emprestar seus jogos. – disse Henry dando uma leve cotovelada em Emma.
_ Talvez um dia, garoto. São meus preciosos. – ambos riram. Depois de alguns segundos Emma mudou de assunto. – Henry, por que veio pra ca?
_ Eu... Eu não sei, queria pensar. – respondeu Henry olhando fundo nos olhos de Emma. Os dois se encararam por um tempo até Emma começar a falar novamente.
_ Pensar em que, posso saber?
_ Não. – respondeu seco olhando para a praia.
_ Ok... – Emma olhou para a praia também sem saber o que fazer.
Então, ouviu Henry dando um suspiro bem pesado.
_ Eu não tenho muitos amigos. – disse com a cabeça baixa.
Emma nada disse. Refletiu sobre aquilo.
_ Bem, você tem mais uma agora. – disse apoiando sua mão no ombro do garoto. Henry deu um sorriso tímido, se contendo para nos mostrar um sorriso largo.
_ Sabe, eu não estou reclamando da minha vida. Eu gosto. Só não consigo fazer muita amizade. E alguns alunos eles... – Henry olhou para Emma e notou que ela o esperava concluir a frase. -... Eles são um pouco cruéis.
_ Cruéis? Que horrível! Mas aposto que fazem isso porque você é inteligente. – ao ouvir isso Henry deu um sorriso.
_ É, sou mesmo. – disse convencido. Emma sorriu.
_ Não ligue para o que dizem, Henry. Devo dizer que isso não muda quando você cresce. Sempre terá pessoas em sua volta para te fazer ficar triste, mas não devemos nos importar com isso.
_ Obrigado, Emma. – disse Henry. Deu pra notar a sinceridade em sua voz. Então, os dois ouvem um toque de celular. – Ai, meu Deus. É minha mãe, esqueci da hora.
_ Oi, mãe. Ah é que... Desculpa... Sim, eu deveria ter avisado, mas... Eu já estou indo. – Emma prestava atenção na conversa de Henry com sua mãe no celular.
_ Emma, eu preciso ir, não quero que minha mãe fique chateada comigo. – disse Henry se levantando e pegando sua mochila. Emma o acompanhou.
_ Espere, garoto. Me deixe te levar lá.
_ Ótimo, obrigado! – disse Henry entrando na viatura com Emma.
_ Ok, coloque o cinto e me guie até sua residência.
No caminho até a casa de Henry, os dois já estavam combinando de se verem novamente. Emma gostava de crianças, mas Henry era diferente, até mesmo seu jeito de pensar. Enquanto dirigia, os dois conversaram várias coisas aleatórias e riram bastante. Emma gostou de fazer aquele garoto sorrir, tinha um sorriso lindo.
_ É aqui. – apontou Henry para uma mansão.
_ Uau, me convide para dormir aqui. – brincou Emma. Ambos saíram do carro.
_ Pode vim quando quiser, Ems. – Emma sorriu com seu novo apelido.
Ao chegarem perto da porta viram uma mulher com expressão demasiada preocupada. Uma mulher de cabelos curtos e elegante sentada mexendo em suas mãos. Emma se lembrou.
_ Ai, droga. – Emma disse parando no meio do caminho.
_ O que? Vamos, Emma. Minha mãe tem que saber que não vim sozinho. – disse Henry puxando Emma. Continuaram andando.
_ Por que não me avisou que sua mãe era a Prefeita? – disse Emma quase sussurrando.
_ Bem, achei que já sabia.
Emma sabia que aquilo não iria ser nada bom. Enquanto caminhavam em silêncio até ela, Regina levantou seu rosto e viu Henry. Se levantou para ir até ele, até que viu uma loura com uma calça jeans apertada e jaqueta de couro preta. E ela também se lembrou. Sua expressão de preocupada mudou para séria e uma sombracelha erguida.
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