The New Selection - Interativa
10 Capítulo 9 - Regina Stark Lannister
Notas iniciais
POV Regina Stark Lannister
Me encarei no espelho novamente, e limpei cada vestígio de minhas lágrimas. Respirei fundo, e tentei me acalmar ao máximo, eles não podem me ver assim, eles não merecem ganhar esse gostinho de prazer.
Vou até meu closet, e ponho o vestido que minha mãe odeia, de um tom vermelho de manga comprida, reservado com seu comprimento até os pés, com uma calda que arrasta atrás de mim, mas com um toque ousado, com um decote nas costas. Ele tem uns detalhes mínimos pretos, e o tecido é de veludo, que eu amo. Depois de dar uma boa olhada no espelho e ajeitar qualquer coisa que estivesse fora de ordem, pego minha máscara na escrivaninha e a coloco. Ela combina com meu vestido, toda negra com detalhes em vinho.
Saio do quarto e já ouço a música que toca no salão, clássica, bem estilo da minha mãe.
Quando chego no topo da escada, vejo a multidão de corpos que se aglomera no salão e assim que começo a descer as escadas vários olhos se direcionam a mim, curiosos.
Não olho para nenhum deles, não suporto a falsidade muito menos a inveja que seus olhos mostram quando me olham. Caminho até onde minha mãe está, e assim que ela me vê, vejo sua boca se contrair e já sei que é por causa de minha roupa.
– Querida, pensei que teria que mandar lhe chamarem. — sua voz tem som de brincadeira, mas seu olhar diz o contrário.
– Desculpe a demora, mamãe. — sorrio e comprimento as pessoas com quem ela conversava com o mínimo prazer.
– Ah querida, este é o Josh. — ela apresenta um garoto, que estava sentado na mesa próxima a nós, que se levanta prontamente. — Ele é o filho dos Collins.
– É um prazer conhece-lá, senhorita. — forço um meio sorriso e estico a mão para comprimenta-lo, que ele segura, mas ao invés de trocar um simples aperto de mão, ele a beija.
Reviro os olhos internamente.
– Querida, porque você não dança com ele está música?
Olho para ela e quase digo um não, mas felizmente me controlo e sorrio para ele e vamos parao centro do salão.
Josh não é relativamente feio, tem o cabelo ruivo e um corpo atlético, mas o que estraga tudo nele é sua arrogância, ele consegue ser pior que eu, principalmente porque ele é um filhinho de papai, mimado mais que tudo.
Enquanto dançava-mos, enquanto ele falava, eu prestei atenção nas outras pessoas ao nosso redor, até que encontrei um par de olhos que me encarava. A cada giro que davamos, eu olhava para o dono deles sem acreditar no que via, e quando ele sorrio e marcou com os olhos um encontro no jardim, eu sorri feito boba.
Assim que a música acaba, me despeço de Josh com uma desculpa esfarrapada de que tinha que ver minhas amigas, e vou o mais rápido que consigo, sem atrair olhares, e saio para o jardim.
O jardim está bem iluminado, e bastante enfeitado. Olhei, mas não o encontrei, então comecei a andar pelo jardim, que estava quase vazio, tirando alguns casais qie se agarravam, e todas as vezes que eu encontrava um eles me olhavam envergonhados.
Quando cheguei perto do lago, cansada já de procurar, fico parada, achando que tinha visto demais, até que ouço uma voz mais que familiar.
– Pensei que você você não viria mais, que tinha me trocado por aquele mauricinho.
Me viro e encaro ele, e sorrio. Ele está fantasiado de príncipe.
– E eu pensei que tivesse visto de mais. — me aproximo dele, e ele faz o mesmo. — Pensei que estivesse sozinha nessa festa.
– Eu jamais faria uma coisa dessa. — ele envolve seus braços em minha cintura, e ficamos colados nos encarando.
– Você não devia estar aqui John — sussurro.
– Eu sei. — ele responde antes de me beijar.
Quando nos separamos, ele encosta seu nariz no meu e fica me olhando.
– Sabe de uma coisa. — ele fala após alguns instates. — Acho que nós nunca dançamos antes.
Sorrio e ele se afasta, fazendo uma reverência antes de segurara minha mão novamente e começamos a dançar, ao som da música que vinha do salão ao longe já baixa.
Ficamos dançando, e quando a música se acaba ele se aproxina e me beija novamente, mas nesse intante ouvimos alguém bater palmas e nosbseparamos rapidamente, olhando o dono.
– Mãe ... — sussurro, e o medo toma conta de todo meu ser.
– Regina, vem. Agora. — sua voz está repleta de ódio.
– Mãe, por favor, eu posso explicar.
– Explicar o que? — ela se aproxima de nós. — Que minha filha está me traindo com um garoto qualquer da casta 3? — ela segura meu pulso e aperta.
– Mãe, me ouve só uma vez! Por favor! — me solto dela e fico na frente de John. — Eu amo ele, por favor, me deixe viver. — lágrimas começam a escapar. Ela me olha com olhar superior.
– Você não sabe o que está falando, é por isso que eu estou aqui, para te guiar, para escolher sempre o melhor para você, tanto que você vai para a Seleção, e vai conquistar o príncipe, esse é o seu futuro, não esse garoto mulanbento. Agora chega de besteira, e vamos para casa. — ela tenta segurar meu braço, mas eu desvencilio.
– Não. Eu já cancei disso tudo, cancei dos seus jogos e das suas escolhas. Eu vou ficar com John, e nada vai mudar isso.
– Regina, vai com ela. — John sussurra. Olho para ele sem entender. — Faz o que ela está pedindo. Eu amo você, mas não quero que nada de ruim aconteça com você. — ele limpa minhas lágrimas com o polegar e me olha nos olhos. Mesmo relutante, acinto.
– Isso mesmo. — minha mãe diz, e antes de eu chegar nela, um dos guardas que estavam com ela me agarra e me põe no ombro. Começo a gritar.
– Levem-a para o quarto, e a tranquem lá. — ela ordena.
O desespero toma conta de mim, e antes de perdelos de vista, vejo dois guardas segurarem John, vejo ele sendo acertado. Grito, mas nada adianta, tento me soltar, mas é em vão. Mesmo não querendo acreditar, rezando para qualquer coisa, eu sei o que acontecerá, eu sei o que minha mãe irá fazer. E eu sei também que é culpa minha.
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