Notas iniciais
Oiii gente linda, mais um capítulo fresquinho para vocês meus anjos ... Boa Leitura ;)

POV Meg Valentine

Estava lendo lendo meu livro favorito deitada em minha cama, quando ouço um ruido de algo se quebrando no andar de baixo. Largo o livro e levanto o mais de pressa possível, indo atrás de onde o ruído tinha vindo.

Quando passo em frente ao antigo escritório de meu pai, paro ao ouvir vozes saírem dele. A porta estava meia aberta, com apenas uma frestinha, e pude ouvir minha mãe falar com um homem. A voz dela estava triste, e eu na curiosidade e preocupação, parei para ouvir o que a aflingia.

– Eu não posso pagar isso, não nesse momento. — ela falou ao homem. Me arrisquei em tentar ver com quem ela falava, mas a visão não era muito boa, e fiquei com medo de que minha mãe me visse.

– Então você terá que oferecer sua casa como garantia de que pagará suas dívidas, ou você ficará com seus créditos negativados. — o homem diz a ela.

– Então é isso que eu farei, temporariamente, até eu conseguir quitar as dívidas. — ouço o som de seus saltos, e rapidamente, sem fazer ruídos, saio.

Volto ao meu quarto e tranco a porta, me escorando na mesma e desabando no chão, e lágrimas que eu segurava já faz algum tempo começam a escorrer por meu rosto.

As coisas estão ruins desde que meu pai, Peter, faleceu em combate. Ele era militar da realeza, e acabou morrendo em combate. Antes disto acontecer, nós já tínhamos noção de que isso uma hora poderia acontecer, mas eu, muito menos minha mãe ou meu irmão Tyler, jamais sonharíamos que isso aconteceria, não com ele. Tudo foi abaixo depois disso, minha mãe teve que trabalhar mais, Tyler teve que servir na guarda de Iléa, e eu comecei a das aulas particulares de Inglês, Francês e Literatura, para ajudar na renda de casa, já que os gastos estavam sendo maiores que nossos ganhos.

Mia, minha gatinha que eu amo tanto, pula da cama e senta ao meu lado, me olhando com seus olhos grandes castanhos, como se me perguntasse o que está havendo. Me endireito e sorrio para ela, e como resposta ela pula em meu colo, se aconchegando e deitando, ronronando baixinho.

– É Mia, as coisas não estão tão fáceis como eu imaginava. — acaricio o topo de sua cabeça, o que a faz ronronar mais. — Eu preciso ajudar minha mãe, não posso deixa-lá suportar tudo isso sozinha. — ela me olha, e eu já sei o que devo fazer. — Eu preciso falar com Tyler, isso.

Seguro Mia e a coloco novamente em minha cama. Me olho no espelho de minha escrivaninha e limpo qualquer vestígio de que eu tinha chorado, e caminho em direção a porta. Desço até a cozinha, e verifico se não há ninguém que possa me ouvir. Pego o telefone e disco o número que Tyler me deu caso eu precissasse falar com ele, e espero.

– Alô? — diz a mulher assim que atende.

– Oi, eu gostaria de falar com o Tyler Valentine. — digo.

– Quem gostaria? — ela diz após um suspiro.

– É a irmã dele, Meg Valentine. Fala pra ele que é urgente, por favor.

Ela demora alguns segundos para responder, como se se decidisse se iria atrás dele ou desligava.

– Olha, geralmente eu não faço isso, mas eu vou procurar seu irmão, só porque eu conheço ele, e sei que ele ficaria chatiado se eu não o chamasse, então espera um pouco que eu vou procura-lo, mas te aviso que isso pode demorar um pouco, então não desliga por nada nesse mundo. — ela diz, e antes de eu dizer algo, ouço ela largar o telefone e sair atrás dele.

Fico um bom tempo na espera, acho que mais de 20 minutos, até que ouço alguns ruídos e ouço uma respiração pesada do outro lado da linha.

– Meg? — ouço a voz de Tyler e sorrio.

– Até que enfim você atendeu, pensei que a mulher tinha me deixado aqui na linha feito uma tonta. — ouço sua risada, e sorrio mais.

– O que ouve? — ele pergunta após alguns segundos.

Fico em silêncio, e as emoções voltam novamente, mas eu seguro o choro, conto todo que eu tinha ouvido para ele, que ouve atentamente em silêncio.

– E então, o você acha que eu posso fazer? — pergunto aflita.

– Meg ... Tem uma coisa que você pode fazer, não é garantido que você seja escolhida, mas vai que você da a sorte, mas ...

– Diz logo, eu topo qual quer coisa. — digo curiosa cortando ele. Ele suspira.

– As cartas para a Seleção do Príncipe devem estar chegando hoje ai, você pode participar. E se você for uma das Selecionadas, isso ajudara muito nossa mãe, já que você receberá por isso.

– A Seleção? — digo surpresa.

Realmente essa poderia ser uma boa ajuda em casa, para nos tirar do sufoco.

Sorrio pensando na ideia, e já tenho certeza que é isso mesmo que eu farei, nem que eu não seja uma das selecionadas, ao menos eu terei tentado. Converso mais um pouco com Tyler, até que alguém o chama, e ele tem que desligar. Quando saio da cozinha, encontro minha mãe sentada na sala, segurando algumas correspondências.

– Ah, oi filha. — ela se levanta, e aperta as cartas contra o peito, para eu não olhar. — Pensei que estivesse em seu quarto.

– Eu estava na cozinha, mas já estou indo para lá. — começo a caminhar para a escada quando ela me chama.

– Chegou uma carta para você. — ela aponta para a mesa de centro, e eu corro para pega-lá.

É a carta. Da Seleção. Seguro a carta como se fosse minha vida, e sorrio para minha mãe. Ele apenas me olha sem entender.

– O que foi? — ela se aproxima, mas não digo nada, apenas corro e a abraço.

Quando me afasto, sorrio e corro para meu quarto, procurando logo uma caneta para começar o mais rápido possível responder ao questionário.

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POV Lauren Ametista Collins

Assim que me despedi de Milla, minha estilista, entrei em casa e fui direto para meu quarto, me jogando na cama. Estou exausta, literalmente. Cada músculo de meu corpo arde, e fico menos tensa quando sinto o colchão sobre minhas costas.

Trabalhar de modelo não é fácil, ainda menos quando todos a querem em suas festas, desfiles ou grandes eventos. Meus pés são os que mais sofreram nessa última semana, pois viajei para 2 países diferentes, para eventos em diversas cidades e locais, mas não desisti, e encarei sorridente cada um deles.

Adormeci em poucos minutos, mas logo sou acordada por minha irmãzinha querida, Piper, que deita ao meu lado e me cutuca.

– Piper, me deixa dormir, só mais 5 minutinhos. — digo ainda de olhos fechados.

Ela continua do mesmo jeito, e me cutuca mais uma vez, e eu acabo abrindo os olhos e a encaro. Ela sorri, e vejo em seus olhos que ela quer saber como foi a viagem, e eu sorrio.

Piper é uma criança especial, ela tem uma doença que a impossibilita de falar, e é minha irmã favorita, e eu não negaria nada a ela. Sento na cama, e ele senta em minha frente, e segura minha mão, apertando levemente, e me encarando, dizendo apenas com o olhar que sentiu minha falta.

– Eu também estava com saudade maninha. — abraço ela, e ficamos assim opr mais alguns minutos, até eu me afastar e começar a contar cada detalhe de como foi minha viagem.

Fico contando tudo para ela, e perguntando como foi as coisas aqui em casa para ela, e ela me respondia com seus gestos, até alguém bate na porta, e Ash aparece, com sua cara de bunda de sempre.

– A mãe tá te chamado no escritório dela.

– Oi pra você também, e sim, a viagem foi boa. — levanto e caminho para fora do quarto. — E claro foi bom te ver de novo Ash. — ele apenas revira os olhos. — Eu já volto Piper.

Deixo ele e Piper sozinhos, e desço as escadas, indo em direção ao escritório.

Quando toco na maçaneta, a porta se abre, e minha mãe me olha surpresa.

– Pensei que teria que chama-la. — ela diz em tom de brincadeira, mas eu apenas reviro os olhos.

– Eu já estou aqui, não estou? — cruzo os braços e encaro-a, esperando.

Ela abaixa os olhos e abre caminho para que eu entre no escritório. Entro e me sento na poltrona em frente sua mesa, e já fico impaciente.

Eu e minha mãe não estamos em uma boa fase. Depois da morte de meu pai, que foi uma grande perda em minha vida, e que causa dor em mim até hoje, eu descobri algo que mudou totalmente o rumo de minha vida : meu pai não era meu pai, isso porque ela teve a cara de pau de trai-lo com outro homem. Eu nunca mais a olhei com respeito, sempre pensei em como meu pai reagiria caso soubesse da verdade. E pra piorar tudo, ainda descubro que tenho outra irmã. Ainda por cima gêmea. Essa sim foi a gota d'água. Brigamos muito por causa disso, e desde então evito o máximo que consigo nossas conversas.

Ela caminha até a mesa e pega algumas cartas dentro da gaveta e as estende em minha direção.

– São suas correspondências. ela diz. A encaro perplexa.

– Era só isso que você queria? — digo.

– Não. u queria saber como foi sua viagem, mas acho que você prefere dizer isso em outro momento, talvez. — ela me olha como se esperasse que eu falasse algo, mas eu evito seu olhar e olho para as cartas, em uma em especial, que chamou minha atenção, uma carta mais cheinha da cor creme. Ela tem o lacre real, o que me deixou completamente curiosa. Abro-a rapidamente e vejo que se trata da Seleção, e um sorriso satisfatório invade meu rosto.

– Olha, o que chegou para mim. — me levanto e estendo a carta para ela, que a segura sem entender, até que vejo sua expressão se fechar e ela me olhar torto.

– O que tem de especial nessa porcaria? — ela me estende de volta a carta, e eu a seguro firmemente.

– Você tá olhando para minha próxima viagem. — sorrio friamente, e ela me olha com raiva.

– Pra que você quer participar disto? — ela aponta para a carta. — Você não precisa disso, pare de ser tão infantil! Chega dessa birra!

– Eu não vou parar com nada, até eu achar que está bom! — grito e saio o mais depressa de lá, indo direto para meu quarto.

Notas finais
Meg Valentine - http://data1.whicdn.com/images/108193541/large.jpg Lauren Ametista Collins - http://imageserver.moviepilot.com/tumblr_n75ptjfhzo1tdowhzo1_500-kristen-stewart-desperate-for-demi-moore-to-play-her-mother-in-an-action-movie.jpeg?width=500&height=697 Mia ( GATA ) - https://24.media.tumblr.com/f165355737f0b98c0d66ff545679c931/tumblr_n3j95qPbjU1shi6ako1_500.gif ------------ Iai o que acharam dessas Selecionadas??? Reviwes ??? Favoritos ???? Comentem povo !!! E me avisem caso forem viajar !!!!