The New Selection - Interativa
18 Capítulo 17 - Confusões em Pleno Baile
Notas iniciais
POV Príncipe Nathanael Calix Schreave Singer
Assim que retornamos ao salão de festa, onde todas as garotas e diversos convidados estam reunidos, para a comemoração da chegada das selecionadas, muitos olhates se voltam para eu e meus pais, principalmente para mim.
O rei e a rainha, meus pais, me desejaram um boa sorte e logo se direcionaram para suas mesas novamente, para observar ao longe tudo o que acontecia. Ainda estou incomodado com a chegada inesperada de Jamie em Iléa, não era para ele chegar agora. Mas ele chegou, e não tenho como mudar isso — infelizmente — então terei que atura-lo. O pior não é tê-lo aqui, é ver Karolyne caindo na dele, caindo no conto daquele maldito loiro aguado.
Balancei a cabeça, na tentativa de esquecer o assunto. Mary, que estava em uma roda entre algumas selecionadas, corre em minha direção quando me vê.
– O quê aconteceu? Vocês sumiram e me deixaram aqui, com um monte de garotas doidas pra conhecer você! — ela põe as mãos na cintura, e tenta fazer cara de séria, mas não dá muito certo
– Nossa, que medo dessa sua carinha séria — digo sorrindo, e logo ela sorri também. — A Karolyne passou mal, mas já está melhor.
– Sério? — ela me olha indignada, mas acente. — E o príncipe barra rei da Noruega? — sua voz soa curiosa, e seus olhos ardem de curiosidade.
– Está com ela. — digo com pouco caso, e arrasto Mary para a mesa de docinhos, na tentativa de fazê-la esquecer o assunto.
– Como ele é? — ela insiste, e eu reviro os olhos.
– Quero que você me prometa uma coisa. — digo assim que paramos em frente a mesa. Ela me olha com curiosidades e faço sinal para ela se aproximar.
– O quê?
– Me prometa que não vai se casar, jamais. — digo em tom brincalhão, e ela me me acerta com um soco no abdômen, e ri quando faço careta.
Mary logo começa a atacar os doces, me fazendo se arrepender por trazê-la para cá, mas antes de me fazer eu me arrepender por isso, uma das selecionadas, Ella di Frell, para ao meu lado, pegando um beijinho.
Olho para ela, e reparo em sua roupa, que destaca bem suas curvas. Quando consigo desviar meu olhar para seu rosto, vejo ela me olhando com um sorriso fino nos lábios.
– Adorei seu cabelo. — ela estende a mão, e toca um de meus cachos, enrolando-o no dedo.
– Fico feliz que tenha gostado. — sorrio de volta. — Também gostei de seu vestido, ele é bem diferente.
Ela me lança um sorriso bobo, e tenho novamente a impressão de tê-la visto antes.
– Agradeço as garotas que o fizeram, amei ele.
– Agradeça a elas por mim. — sorrio.
O falatório do salão foi diminuindo, e vi diversos olhares se direcionarem para as escadas principais, e de lá vi Karolyne descer com Jamie de braços dados. Ela parece bem, e está toda sorrisos, mas mesmo assim ainda estou com um pé atrás com ele.
– Com licença, minha cara lady. — faço uma pequena reverência a Ella, e ela faz o mesmo.
Vou em direção a eles, na obrigação de cumprimenta-los, e quando olho na direção de meus pais, America me lança um olhar que pede para eu me comportar, o quê me faz revirar os olhos. Por mais que eu queira dizer poucas e boas para Jamie, sei me controlar, e consigo segurar minha irá por ele.
Quando paro em frente a eles, Karolyne faz um leve reverência. Encaro Jamie, e estendo minha mão, que ele segura.
– É bom revelo, Príncipe Nathanael. — seu tom de voz é natural, mas vejo seu olhar enrijece quando diz meu nome. O aperto de mãos se torna mais forte, e eu retribuo.
– O prazer é meu, em recebe-lo em nosso castelo, Príncipe Jamie.
Nos encaramos por mais alguns segundos, com o esmagar de mãos cada vez mais forte, mas sem caretas de dor por ambos os lados, até Karolyne se intrometer.
– Acho que é melhor voltarmos ao baile. — sua voz é um sussurro, e ela sorri, mas vejo a preocupação em seu olhar.
Jamie sorri, e eu faço o mesmo, e logo nos soltamos.
– Espero que se sinta em casa com nossa hospitalidade, Jamie. — sorrio para os dois, e logo eles se vão em direção aos meus pais.
Olho em meio todas as garotas, indeciso com quem falar primeiro, até que ouço uma voz atrás de mim.
– Que bonito, tratando o gato do Jamie desse jeito.
Quando olho para a garota, que me olha com olhos sorridentes, sorrio de volta, reconhecendo-a.
– Princesa Emma.
– A por favor, né, chega de títulos. — ela estende a mão, que está protegida com uma luva rendada, e seguro-a levemente e deposito um leve beijo.
– Tem outra Emma aqui, acho melhor conservar seu título para não confundilas. — ela faz uma careta, e rio.
– Aff Nate, cono você poderia ne confundir com uma simples plebéia? — ela fltenta fazer cara de ofendida, mas logo caímos na gargalhada juntos, o que atraí muitos olhares.
Tinha esquecido como era bom estar na companhia de Em, de como era bom ter uma amiga. Ela estava diferente da última vez que eu a vi, o que é bem óbvio já que eu não a vejo desde seus 11 anos. Ela parece mais madura, diferente da garota bagunceira que eu havia conhecido, mas isso pode ser apenas aparência. Espero.
– Então, não vai falar com nenhuma delas?
– Claro que vou. Qual você aconselha? — pergunto.
Ela me lança um olhar do tipo 'tá falando sério? ' e eu acinto. Ela revira os olhos, e logo está a procura da garota certa.
Observo cada uma das garotas no salão, e cada uma está exalando seu próprio charme, com vestidos e acessórios que parece definir o estilo de cada uma, seja pela cor exuberante do vestido ou até mesmo pela escolha do all star branco. Todas estão belas, e tenho vontade de falar com diversas, principalmente com as mais diferentes, como a dona do all star ou a do cabelo colorido.
– Aquela ali. — volto minha atenção para Emma, e vejo ela indicando com o queixo na direção de três garotas. Carol, Meg e Cherry. — Convida a do meio.
– Tem certeza?
– Vai logo e pare de me perturbar, seu chato. — ela revira os olhos e só falta me empurrar na direção delas.
Caminho em direção à Carol e sento o olhar de cada uma das garotas em cada passo que dou, e em parte me sinto mal, por não poder dar a mesma atenção a todas, mas, mesmo não querendo admitir, lá no fundo estava feliz por ter todas elas querendo minha atenção. É uma sensação muito estranha.
Carol está de pé, conversando com as duas garotas ao seu redor. Elas riem alto e parecem já se conhecer a muito tempo.
Quando Meg percebe minha aproximação, vejo um tímido sorriso se abrir e seu delicado rosto e logo Cherry me olha surpresa também.
– Senhoritas, espero que estejam gostando da festa, e que estejam se sentindo em casa. — digo o mais gentilmente possível, enquanto seguro em suas mãos e deposito um delicado beijo. Carol sorri timidamente, e parece estar desconfortável com minha presença, o que me deixou curioso.
– Achei tudo bastante perfeito, gostei muito. — Carol comenta, me olhando como se estivesse me avaliando.
– Então, quando vamos agitar a festa?
Me viro para ver a dona da voz e me deparo com Regina, a apenas alguns sentimentos de meu rosto, me fitando castanhos ardentes, o que me deixou desconcertado. As vezes me odeio te apenas meus 1,73 de altura.
– Acho que já passou da hora de você chamar alguém para dançar. — ela segura minha mão, entrelaçando seus dedos nos meus. Esboço um leve sorriso, e apenas observo o que ela faz. — Mas deixa que eu te livro de ter que escolher a garota para dançar a primeira dança. — ela diz em tom de deboche.
Fito seus olhos, e por um momento, acho que ela está sendo obrigada a fazer isso, mas logo um sorriso maroto invade seus traços e ela me puxa para o centro do salão. Ela segura minha mão fortemente, como se para garantir que eu não fuja, e é nesse momento que reparo que todos se afastaram do centro da pista, liberando espaço para nós.
Vejo meu pai sentado ao lado de minha mãe na mesa principal, e eles me observam ao longe. Karolyne e Jamie estão a poucos passos deles, e parece que ela está feliz com a presença dele. Espero que ele tenha mudado mesmo.
Regina solta minha mão e para a poucos passos a minha frente. Reparo enfim em seu vestido, que é de um azul escuro com alguns brilhantes, justo na cintura e solto em baixo, um típico vestido para baile, mas ainda sim diferente dos das outras. Seu cabelo loiro está devidamente arrumado, e o que realmente marca seu rosto é seu batom vermelho claro que marca seu delicado lábio.
Ela sorri para mim e reverência a mim, do modo mais formal possível, e eu faço o mesmo, olhando-a, admirando sua beleza e sua coragem de se arriscar me puxando para dançar. Encurto a distância entre nós, e seguro uma de suas mãos, e envolvo a outra em sua cintura, o que parece deixá-la arrepiada, já que ela arregala seus olhos. Sorrio satisfeito por deixá-la assim, e segundos depois a música se inicial, uma clássica com um ritmo leve.
– O que foi isso exatamente, posso saber? — pergunto em meio a um rodopio.
– Só estava cansada de ouvir todas elas perguntando quem seria a primeira sortuda. — ela sorri sinceramente, e por fim da de ombros.
– Então isso tudo foi apenas para você ser a primeira? Que feio fazer isto com o futuro rei de Illéa. — faço cara de indignado e ela faz uma careta leve.
– Desculpe se dei a entender assim, Vossa Magestade. — ela diz em tom brincalhão.
– Ah, então está desculpada.
Logo, alguns casais dos convidados começam a dançar junto a nós, e vejo até Mary dançando com um dos guardas, o que dá vontade de rir, já que o coitado não consegue acompanhar ela.
– Como vai a vida de Príncipe? — paro de viajar quando Regina fala.
– Vão bem, apesar de ter que aprender cada vez mais coisas realmente desgastantes.
– Você quer me dizer então que ser Príncipe não é nada fácil? — sua voz sai irônica, e vejo suas sobrancelhas se arquear.
– Como você acha que deve ser minha vida? — pergunto curioso, e ela apenas me encara de volta.
Ficamos assim por alguns segundos, apenas nos encarando enquanto eu a guiava na dança. Seus olhos parecia não estar focado em nada específico, parecia refletir sobre algo. Fiquei tentado em perguntar o que fiz de errado, mas quando vi um leve traço de dor fiquei completamente confuso.
– Peço desculpas a senhorita se fiz algo errado.
Seus olhos se voltam para os meus, e logo um leve sorriso triste surge em seu rosto. Então seus braços envolvem minhas costas, como um abraço, e eu retribuo de volta, ainda sem entender. Seu rosto pousa em meu peito e assim ficamos, dançando, com muitos olhos ao nosso redor, apenas observando.
Quando enfim a música se acaba, ela se afasta, e me me olha do mesmo jeito de quando me arrancou das outras garotas, como se nada tivesse acontecendo, como se não tivesse perdido o controle por um momento.
– Meu Príncipe, gostaria de pedir um favor para você. — ela sorri, mas sinto a seriedade desse pedido em seu olhar.
– Peça.
Ela se aproxima mais, e a apenas alguns centímetros de meu ouvido diz:
– Me mande embora em sua primeira oportunidade, não gostaria de ter que ferir seus sentimentos.
E assim se vai, me deixando completamente confuso e curioso. Observei ela se afastar, e sumir entre todas. Chacoalho as ideias e tento afastar todas as perguntas, e me encaminho em direção a outra selecionada qualquer, de preferência uma que não pareça ter tantos segredos.
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