The New Selection - Interativa

14 Capítulo 13 - A Quase Decapitação do Príncipe e o Pedido de Casamento


Notas iniciais
Heey meus anjos, nem demorei ;) E esse capítulo é fresquinho, acabou de sair do forno, tá revisado e arrumado, mas qualquer erro me avisem que eu corrijo ;D Espero que gostem, e não tirem expequitatívas apenas com o nome do capítulo ... Algumas coisas serão esplicadas nesse capítulo, e já no próximo vai ser a chegada das garotas, que eu vou começar a escrever já rsrs Espero que gostem ^.~ Boa Leitura ...

POV Príncipe Nathanael Calix Schreave Singer

Ajeito mais uma vez o travesseiro, mas é em vão. Definitivamente, não consigo dormir. Estou inquieto. Abro meus olhos e encaro o teto. O teto, ornamentado por grafiato de um tom de branco, não ajudou muito, e apenas me irritou mais.

Já se passou uma semana desde a anunciação das Selecionadas, e amanhã será a chegada delas no castelo, mas eu só vou poder conhece-las mesmo depois de amanhã, já que elas iram passar o dia inteiro no Salão das Mulheres, para se arrumar, como se realmente precisassem, já vi todas elas, e não vejo motivo algum para se arrumarem ainda mais. A tal princesa perdida da França, a Carter, chegou hoje mais cedo, mas eu estou proibido de vela, segundo meu pai. E junto com ela, chegou também a Princesa Emma da Inglaterra, uma conhecida minha de um tempo atrás, mas que eu havia perdido o contato. Acho bem injusto não poder ver Carter, nem mesmo Emma — mesmo ela não sendo uma Selecionada não posso vê-la também -, sou eu que vou escolher, então porque não posso vê-la? Tenho que conhecer ao menos uma delas, para me preparar para tudo o que está por vir.

Levanto da cama sem fazer ruído, e visto uma calça de malha e uma regata preta, deixo meu cabelo solto mesmo, e logo saio pelos corredores deserto. Passo por diversos Guardas, que abrem caminho, sempre me observando, e vários se oferecem para me acompanhar, mas eu nego. Vou até o alojamento dos guardas, a caminho da estrebaria, antes passando na armaria para pegar uma cela. Preciso espairecer, me sentir livre de tudo isso, me sentir eu mesmo novamente, e nada melhor do que cavalgar um pouco com Arent, um Puro Sangue Inglês de pelagem escura, que foi o presente de aniversário que o Rei da Inglaterra, pai da Emma, e que eu aprecio mais que nada.

Assim que adentro no local, ouço o som de ferro partindo o ar e acertando algo sólido. Me aproximo, o mais silencioso possível, e procuro o dono do som. Uma garota. Ela está a poucos passos de mim, acertando o ar, usando uma das espadas dos guardas, e parece estar treinando, e pelo jeito deve ter bastante prática, já que vejo apenas vislumbres de prata.

Pigarreio levemente, para chamar sua atenção, e quase sou decapitado. A espada paira a poucos centímetros de meu pescoço, tanto que senti o um leve tremular em meu cabelo devido a rapidez com que ela parou. Ela me olha inicialmente com um olhar mortal, mas logo seus olhos de um tom de azul se arregalam, e a espada cai ao meu lado, produzindo um som seco que ecoou pela armaria. Seu cabelo cor de mel está grudado em seu rosto, todo bagunçado e desorganizado.

– Majestade, me perdoe. — ela me olha assustada. — Não foi minha intenção, me perdoe Majestade, por favor. — ela se ajoelha, e eu apenas a observo, admirado com tal ato e espantado pelo que poderia ter acontecido.

– Uau. — não consigo pronunciar mais nada, tamanha minha surpresa. Ela me olha, acuada, e é ai que eu reconheço seu rosto. — Você ... Você é a Princesa Carter. Você não deve se ajoelhar perante a ninguém, nem mesmo a mim. Você é uma princesa.

Estendo minha mão para ajuda-lá a se levantar, e ela aceita, me olhando intrigada e um pouco constrangida. Nos encaramos por alguns instantes, e reparo que ela parece desconfortável.

– Me chame apenas de Kate, por favor. — ela murmura. — Eu não sou uma princesa, e acho que jamais poderei ser. — Ela larga minha mão e recua, ainda me encarando.

– Tudo bem, Car ... Kate. — ela dá um meio sorriso. — Então, geralmente, garotas não sabem manejar uma espada, principalmente princesas. — brinco. Seguro a espada caída ao meu lado, e a manejo, sentindo seu peso. — Principalmente uma dessas.

Olho para ela, procurando respostas, mas vejo em seu olhar apenas um misto de confusão, o que me deixa ainda mais curioso.

– Digamos que eu não nasci para ser nenhuma princesa, muito menos viver num palácio. — ela sorri, e passa por mim, em direção a saída.

– Ei, onde você vai? — pergunto.

Ela se vira novamente e me olha com olhos brincalhões.

– Vou para meu quarto agora, Majestade, e me preparar para tudo o que está por vir amanhã. Ah, e peço desculpas mais uma vez, pela espada.

– Eu desculpo você, mas antes terá que me contar a sua verdadeira história, Kate. — digo em tom brincalhão, e ela me olha com um sorriso torto.

– Um dia, talvez, você seja merecedor e eu te conte.

E então se vai, me deixando curioso e cheio de perguntas. Fico por um tempo olhando para a saída, talvez com esperando que ela volte e me conte logo o que eu queria saber, mas isso não acontece, e eu logo volto a realizar meus planos anteriores, cavalgar.

Pego uma das celas dos guardas e me encaminho para a estrebaria. Assim que monto em Arent, já me sinto mais leve, e assim que começamos a correr mesmo, não ligo para mais nada, e o pensamento da Seleção já não perturba mais minha mente. A única coisa que sinto é o ar frio batendo em meu rosto.

Corri não sei por quanto tempo, entrando em clareiras entre a floresta e desviando de galhos e pulando árvores rachadas, e todo tipo de coisas, até eu acabar parando em frente a entrada principal do castelo, que está iluminada e cheia de guardas fazendo suas devidas rondas.

Um deles se aproxima.

– Alteza, a Princesa Karolyne saiu do castelo.

– Ela levou guardas? — pergunto tentando controlar a respiração.

– Ela ordenou que não a seguissem. — pudi sentir a decepção em sua voz, e quase solto uma gargalhada.

– Mas isso não foi o suficiente, não é mesmo?

– Regras são regras, Alteza.

Sei bem do que ele fala. Quando meu pai ordena que nos vigie, não tem um guarda que o ouse desobedecer, e eu sei que o mesmo é aplicado a mim. Pergunto a ele qual o caminho que ela segui, e logo já estou a caminho da entrada para o lago em que ela está.

Assim que fico a poucos passos de onde ela está, sentada em um banco em frente ao lago. Ela me lança um olhar, e vejo lágrimas em seu rosto. Desmonto do cavalo, e mesmo estando encharcado de suor, com a camisa grudada em meu peito, assim que me aproximo dela, ela se levanta e me abraça fortemente.
Ficamos assim por alguns segundos, até seus soluços diminuir e ela se afastar, me olhando com olhos tristes. Limpo com o polegar as lágrimas que ainda insistiam em escapar de seus olhos.

– O quê ouve, pequena? — seguro seu rosto e espero a resposta.

– Eu ... — mas nada sai, e mais lágrimas escorrem por seu rosto, e ela volta a soluçar.

Ela se solta de mim e volta para o banco, abraçando as pernas, como se tentasse se proteger. Sento ao seu lado, e ficamos em silêncio. Espero paciente.

Quando ela volta a falar, já está mais calma.

– Me desculpe se eu fui grossa com você aquele dia. — ela tem o olhar triste.

Acinto, e ela logo continua. — Eu não queria te contar. Na verdade, eu queria conseguir encarar tudo como você, ser forte, e sempre tomar as decisões certas, sabe?

– Eu não sou forte, e nem sempre tomo as decisões certas. — sou sincero. Ela continua, não ligando para minhas palavras.

– Quando papai me contou, eu fiquei tentada a desistir. Mas eu não quero desaponta-lo, quero ser igual a você, sempre orgulhá-los.

– O quê você fez? — pergunto assim que ela se cala.

– O Príncipe da Noruega, Jamie, pediu minha mão em casamento. — ela diz em um leve sussurro.

– Jamie? — ela acente levemente.

Lembro vagamente do príncipe Jamie, de uma de minhas visitas a Noruega a dois anos atrás, e não é uma boa lembrança. Se eu sou assim, mais rebelde, a culpa, em parte, é dele. Ele é muito certinho, e eu definitivamente não gosto disso, e por causa disso muitas brigas foram causadas entre nós no curto período de tempo que fiquei lá. E ele também era muito ignorante, não ligando para as pessoas ao seu redor, e sim para apenas seu próprio rabo.

– E eu aceite. — sua voz sai chorosa. — Ele virá daqui a duas semanas para fazer o anúncio.

Arregalo meus olhos, e fico sem palavras, a segunda vez nessa noite, e desvio meus olhos dela, olhando para o lago. Ela faz o mesmo, e logo ouço-a chorar novamente. Passo meu braço em torno de seus ombros e a abraço novamente, e assim ficamos por um bom tempo.

Aos poucos ela vai se acalmando, e seus soluços sessão, e tempo depois vejo que ela adormeceu. Envolvo ela em meus braços, e a carrego em direção ao castelo. Arent nos segue a galope, e assim que ficamos as vistas dos guardas, eles levam Arent de volta a estrebaria. Muito dos guardas se oferecem para carregar Karolyne, mas recuso a todos, e vou em direção a seu quarto. O guarda encarregado de vigiar a porta de seu quarto me ajuda com a porta.

Deposito ela em sua cama, tirando seus saltos e cobrindo-a com seu edredom rosa claro na enorme cama de casal, ajeito seu cabelo loiro, tirando-o de seu rosto e a observo por alguns instantes.

Tenho que conversar com meu pai sobre isso, ela não sabe o que está fazendo, e não merece passar pelo mesmo que eu. Não quero isso para ela, quero apenas o melhor para minha pequena.

Apesar de sermos totalmente diferentes, nós temos uma ligação forte como irmãos. As vezes esqueço que por trás de sua seriedades, ela á uma garota sentimentalista e também tem suas fraquesas. Apesar de nossas diferenças, Karolyne sempre foi minha protegida, minha pequena, e sempre será, mesmo que alguma coisa aconteça.

Deposito um beijo em sua testa, e me afasto em direção a saída, mas sua voz me para.

– Nathaniel, obrigada. — sua voz está repleta de sono.

– Durma, pequena. Eu prometo que vou resolver tudo.

Ela diz alguma coisa, mas não entendo nada, e logo estou a caminho de meu quarto. Assim que adentro ele, vou direto para o banheiro, e coloco a banheira para encher. Assim que tudo fica pronto, arranco minhas veste e jogo ao lado da banheira, e me tranquilizo na água quente, fechando meus olhos e pensando no que eu diria para meu pai daqui a algumas horas.

Notas finais
Princesa Carter ( Kate ) ---> http://40.media.tumblr.com/145faed2a3c659a4845ace4cb0b98f38/tumblr_nibz3o7gaE1sgrduho1_400.jpg ----------- O que acharam da Carter, ou Kate ??? Estão curiosas com a história dela? Logo tudo fica explicado ... E a Karolyne ?? Eu confesso que fiquei com um pouco de dó dela, mas ainda tá tudo no começo, e temos que conhecer esse tal Príncipe Jamie .... Bom, é só isso por hoje mesmo, e prometo que tentarei não demorar com o próximo ... Beijinhos da Snow ^.~