Notas iniciais
Espero que gostem, no próximo capitulo vou colocar a foto do cajado dela que é diferente do da imagem. Boa leitura.

Capitulo 2 — A escolha

*350 anos depois*

P.O.V Jacqueline Ice

Hoje é um dos meus dias preferidos do ano, a Páscoa, porque todas as crianças saem de casa para ir buscar os ovos, e eu posso brincar com elas, e de bônus irritar o Coelhão, não que ele saiba que eu exista, aí fica mais divertido.

Bom ninguém, ninguém mesmo sabe da minha existência, já tentei milhões de vezes, mas fica cada vez mais difícil principalmente depois que o Frost ficou conhecido e acreditado no mundo todo pelas crianças. Mas, bom o sol está nascendo, devem ser umas 6:00 da manhã, daqui a pouco as crianças iriam acordar e vir na caça aos ovos de Páscoa, então ao trabalho.

Só para constar estou na cidade de Burgess, aonde ficam as crianças ‘especiais’ dos Guardiões, os netos de Jamie Bennet. Peguei um impulso numa corrente de ar que vinha e preparei meu cajado e sobrevoei a cidade espalhando neve por todo lugar, e em último a casa dos Bennet. Moram todos juntos, Jamie, Sophie, o filho de Jamie, August, a filha de Sophie, Clara e os seus netos Jamie e Sophie II.

Eu tenhos algo com essa família, talvez porque eu tenha esperança que algum deles me veja porque Jamie foi a primeira pessoa a ver o Frost, ou porque eles tem algo que me atrai.

As crianças começaram a sair de casa, e olhavam a neve, tristes, mal esperavam pra caçar os ovos e tem neve atrapalhando. Eu não sou má, facilito a busca delas.

Jamie e Sophie II saíram correndo caçar os ovos e se surpreenderam quão ficou mais fácil os ovos, afinal, eles não estavam debaixo da neve camuflados e sim por cima delas, chamativas e coloridas como se tivessem sido colocadas agora. Viram não sou má só facilito as coisas.

Vejo também Coelhão chegar por um de túneis, e ficar bem zangado, provavelmente xingando o Frost mentalmente, dei um sorrisinho por isso. Logo depois, chega Norte, Fada, Sandman e infelizmente o idiota do Jack Frost.

Chego mais perto por que vai ter barraco até o Coelhão perceber que deu pras crianças acharem os ovos, mesmo com a neve.

P.O.V Jack Frost

Hoje, infelizmente é Páscoa, isto é, basicamente o dia do Canguru, e ele fica se achando por isso porque as crianças dão mais bola pra ele do que pra mim, ou pros outros.

Eu e Norte saímos da Fábrica, para ir até a casa de Jamie, normalmente é lá onde nos encontramos quando é Natal ou Páscoa, ou quando queremos uma folga, podemos brincar com as crianças e Jamie e Sophie II.

Chegando em Burgess, vimos que a cidade estava coberta de neve, o que é estranho porque eu fiquei na Fábrica ajudando Norte a adiantar a produção dos brinquedos e não havia saído nas últimas 12 horas.

Desconfiados, eu e Norte aterrisamos com o trenó. Fada, Sandy e o Canguru já estavam lá cercados de crianças.

–FROST! – gritou o Coelhão quando me viu.

–Eu sei que você me ama, Canguru, mas não precisa gritar pra me ter por perto. – falei com um sorriso sacana.

–Pare de tentar bancar o santinho, que você não é, você fez nevar e atrapalhou a caça aos ovos!

–Ei, tio Coelhão! – exclamou Sophie – Se preocupa não, ficou até mais fácil de achar os ovos.

–Eu consegui o dobro de ovos do ano passado. – falou Jamie nos mostrando sua cesta cheia de ovos.

–É, parece que deve desculpas à alguém, Coelhão. – exclamou Fada com divertimento na voz.

Estávamos todos segurando o riso por causa da cara de tacho do Canguru.

–Me des-desculpe, Frost e obrigado, por tornar a Páscoa das crianças mais alegre. – ele falou como se tivesse com algo entalado na garganta.

–De nada Canguru, mas não, fui eu que fiz isso, eu estava com Norte o tempo todo.

–Você pode ter feito acidentalmente. – interveio Fada – Podia estar distraído ou nervoso com algo e fez nevar aqui.

–É pode ser. – respondi ainda um pouco acanhado com essa situação.

–Filha, Jamie com quem estão conversando? – perguntou vindo em nossa direção, Ashley, filha de Jamie I. – Vamos entrar não, fiquem na neve.

–Ah, mãe! – reclamou Sophie – Deixe ficarmos mais um pouco e brincar.

–Já disse, vocês podem pegar uma resfriado se ficarem brincando na neve. – então, uma bola de neve acertou a cabeça dela. – Ou podemos fazer um boneco de neve, com seu tio e depois tomarmos um chocolate quente.

Eu e os Guardiões ficamos surpresos, por que de repente ela mudou de ideia, isso estava cada vez mais estranho. Mas, deixei esse assunto de lado quando as crianças começaram a fazer uma guerra de bola de neve, e claro todos nós entramos nela.

Quando a Lua já estava á vista que fomos embora. Estamos na sala do Globo, quando a luz da Lua se intensificou e calou todos nós.

–Oh, Homem da Lua, a que devemos a honra? – pergunta Norte com seu sotaque.

Então, algo inesperado aconteceu. Um raio lunar se direcionou para o chão, e um pedestal começou a subir.

–Ta o que isso significa? – perguntei confuso e encarando as caras surpresas do outros.

–Jack. – disse Fada cautelosa. – Ele está escolhendo um novo Guardião.

–O-o que, mas... mas nós derrotamos o Breu e as crianças continuam acreditando na gente! – exclamei e depois dei uma olhada no Globo, algumas luzes se apagavam todo dia e luzes se acendiam todo dia, mas isso era normal, de acordo com Norte. – Não precisamos de um novo Guardião.

–Desta vez, concordo com a Geleira, pra que um novo Guardião se não há perigo? – obviamente quem disse isso foi o Canguru.

–Fiquem quietos todos. – Nos repreendeu Norte. – Não há perigo mas, Ele está escolhendo um Guardião, então vamos atrás dele e torna-lo Guardião.

Uma luz começou a acender no topo do pedestal, e uma imagem começou a aparecer, uma garota, com cabelos longos e desarrumados, com uma blusa igual a minha, um curto short, fitas nos tornozelos e estava segurando um cajado com um cristal na ponta.

–Uma garota. – gritou Fada. – Finalmente não vou mais ficar sozinha, sem ofensa rapazes.

–Ta, só temos um problema. – disse Norte traduzindo os símbolos em cima da cabeça de Sandy. – Quem é a garota?

–É mesmo, nunca a vi e não faço a mínima de quem é. – disse Coelhão.

Mas eu nem precisava forçar muito a memória pra saber quem é essa garota, aquele dia ainda está claro como água na minha cabeça e eu não ia esquecê-lo tão cedo.

P.O.V Jacqueline Ice

Mas, que raiva. Depois que os Guardiões foram embora, as crianças agradeceram ao Frost pela neve.

–Não foi o Frost que trouxe a neve, fui eu. – falei chegando perto da onde as crianças estavam. – Fui eu que tornei a Páscoa mais legal, o que eu posso fazer pra vocês me darem só um pouco de aten-.

Não terminei minha fala por que uma das crianças passou por mim, como sempre, como se eu não estivesse ali. Apenas um espírito que elas não acreditam e não podem ver. Tive vontade de chorar nessa hora, mas me segurei. Olhei para Jamie e Sophie I, sentados na varanda, e fui até lá e fiquei na frente deles, eles continuaram com as mesmas expressões.

–Vocês foram os primeiros a ver o Frost, podem me ver também? – loucura mas, vale a pena tentar.

Jamie levantou a mão e a passou por mim, acenando para sua filha, seu sobrinho e seus netos. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto e no caminho congelou, caindo no chão logo depois.

–Vento, me leva pra casa. – falei triste.

Comecei a ser levada pra cima e depois de uns minutos, já estava no lago, o mesmo lago aonde o Homem da Lua me trouxe e também trouxe Jack Frost.

Deitei em um galho de uma árvore e fiquei olhando a Lua, como sempre fazia, todo dia.

Então eu escutei o som de um galho se partindo.

Notas finais
Nesse fim de semana irei viajar então é provável que eu não poste, só na semana que vem, comentem e nada de leitores fantasmas:D Se quiserem me mandar histórias para eu ler pode mandar eu com certeza vou ler, bom até a próxima. Bjos da Biah!