The New Guardian (HIATUS temporário)

3 Memories and forced Invitation


Notas iniciais
Heyyyyyyyyyy!!!!! I'm back, desculpem as duas semanas de espera, estava ocupada com os estudos e com a outra fic, mas aqui está. Boa leitura.

Capitulo 3 — Lembranças e Convites forçados

POV Jack Frost

*FlashBack On*

Eu estava na Fábrica, lembrando do dia de hoje, eu brinquei bastante com as crianças e consegui fazer mais algumas crianças e alguns adolescentes acreditarem em nós Guardiões.

Eu já havia me acostumado com isso de ser Guardião e proteger as crianças, e todo dia minha alegria é saber que agora elas podem me ver e não me atravessam mais. Olhei pela janela do meu quarto, que Norte havia me dado, passei a morar aqui na Fábrica, mas, todas as noites vou pro mesmo lugar aonde morri, aonde deixei minha irmã sozinha, aonde virei quem sou de verdade. A Lua já estava lá no céu iluminando a escuridão e me dando uma bela vista do céu noturno.

Levantei da minha cama, que apesar de não precisar dormir, ás vezes, o faço, abri a janela e deixei a brisa entrar, então, pulei e o vento já me sustentava no ar.

–Vento! Me leva pra casa! – gritei e senti a brisa vindo e me levando.

Pouco tempo depois, já estava no meu lar, é mesmo tendo um lugar na Fábrica, aqui nesse lago é meu verdadeiro lar. Foi aqui que eu me abrigava nas noites insuportáveis que as crianças não me viam, e a agonia inundava meu peito, não passava todos os dias lá por que seu eu ficasse muito tempo perguntas vinham a minha cabeça.

O porquê da minha existência, porque não me lembrava de nada, porque ninguém acreditava em mim.

E bom... Depois de 300 anos as repostas vieram, junto com as lembranças. Depois de ver aquela lembrança, nos meus dentes, a minha memória da minha época ‘vivo’ foram voltando gradativamente, até que 3 anos depois já tinha todas.

Me deitei em um galho qualquer e fiquei observando a Lua, enquanto revivia minhas memórias, sacudi minha cabeça quando o pensamento sobre certa pessoa chegou. Ouço o som de um graveto se partindo, pego meu cajado e desço da árvore onde estava e vou pro meio do lago.

–Quem está ai? – perguntei elevando minha voz. – Apareça que será melhor para você!

–Hahahahahah. – escuto uma gargalhada que soa como sinos melódicos em meus ouvidos. – Poupe-me Frost, você não machuca nem uma mosca, não teria coragem de me machucar.

A dona da voz apareceu por entre as árvores, tinha que confessar ela era bonita, tinha cabelos longos que batiam um pouco abaixo da cintura, usava um moletom, e um shorts curto, e tinha fitas do mesmo tecido do short nos tornozelos. Não conseguia destinguir as cores do cabelo e da roupa, muito menos da pele, pois ela estava na escuridão.

–Quem é você? – Perguntei depois de dar uma olhada nela.

–Claro. – ela disse com o tom de voz irônico e revirando os olhos que pegaram um pouco do reflexo da Lua, eram azuis, não qualquer azul, igual ao meu um azul gelo profundo. – Como se você fosse saber quem sou!

–Nunca te vi e como está aguentando esse frio? Nenhum humano aguentaria sair na neve assim. – exclamei depois de me tocar que eu fiz nevar e as temperaturas estavam bem amenas.

–Claro que nunca me viu, sei me esconder. E.., O frio não vai mesmo me incomodar. – disse ela.

–Qual seu nome? E como sabe quem eu sou? – indaguei erguendo meu cajado com as duas mãos.

–Ah! Que indelicadeza a minha! – exclamou. – Meu nome é Jackie, Jacqueline Ice.

Completou saindo das sombras e revelando a pele tão pálida igual a minha, o moletom azul escuro congelado nos ombros e os shorts com detalhes de gelo por ele, ela era como minha versão feminina.

–E eu te conheço pelo mesmo motivo das crianças, se não se agasalhar o Jack Frost vai congelar seu nariz. – falou afinando a voz no que as mães sempre falavam ás crianças.

–Ainda não me respondeu como não está congelando de frio. – falei com a boca aberta.

–Como você é lerdo.

–Ei!

–Eu sou igual a você, infelizmente na aparência também. – Minha surpresa estava expressa abertamente em meu rosto.

–Primeiro, eu não sou lerdo. Segundo, eu não sou tão feio assim.

Ela deu um sorriso irônico pra mim, e se aproximou passando de uma mão pra outra, o que eu só percebi agora, um cajado um pouco congelado com uma pedra de obviamente gelo na ponta.

–Nunca ouvi falar de você. – falei quando ela estava a alguns passos de mim.

–Claro que não, eu sempre fiquei na sua sombra, mas você nunca percebeu porque só se importa com você mesmo Frost. – ela falou com a voz ácida.

–Se eu nunca soube da sua existência como poderia me preocupar com você? E eu me preocupo com as crianças e os Guardiões. – retruquei. Quando voltasse pra Fábrica iria falar com Norte e perguntar quem ela era, mas como se lesse meus pensamentos ela disse:

–Não adianta perguntar ao Noel, nem ao Coelhão ou Fada, muito menos á Sandy, eles te acharão louco e que está imaginando coisas.

–Por quê? – indaguei confuso.

–Por que não me conhecem e pra eles você é o único dominador de gelo e neve que existe, porque eles não estão abertos a tudo, eles não sabem de tudo.

–Você é louca!

–Me diga algo que eu não sei Albino. – ela falou. – Mas agora tenho que ir, sua companhia me sufoca. Não tente me seguir.

–Nunca faria isso Loirinha, tenho coisas mais importantes e interessantes do que seguir você.

–Se está tentando me intimidar você não está conseguindo. – ele retrucou e pulou, uma brisa gélida veio e a sustentou segundos depois a garota misteriosa se foi. E depois daquele dia o nome dela e os acontecimentos não saíram da minha cabeça.

Eu te encontraria de novo Jacqueline Ice.

*FlashBlack Off*

Eu falei que não iria atrás dela, mas ansiava encontra — lá de novo, nunca havia conhecido alguém como eu, que controlasse o gelo e a neve.

Os Guardiões estavam discutindo entre si sobre quem ela era, eu sai de fininho e voei pra fora da Fábrica, onde eu pudesse pensar mais, o lago da minha criação.

Reorganizei meus pensamentos, primeiro uma garota, praticamente minha versão feminina, tem os mesmos poderes que os meus. Segundo, ninguém sabe da existência dela além de mim e agora os Guardiões, mas eles não fazem a mínima ideia de quem ela seja. Terceiro, temos uma nova Guardiã. Quarto, essa Guardiã é Jacqueline Ice.

Já conseguia ver o lago, então pousei, comecei andar em direção a lá, ainda pensando nas coisas que estão acontecendo, quase me assusto quando piso num galho e ele quebra.

Mas parece que não fui o único que me assustei. Umas quatro árvores adiante, perto da borda do lago que estava congelado como sempre, uma pessoa caiu de um galho.

Fui correndo até lá e me agachei ao lado da pessoa, que quando abriu os olhos vi olhos iguais aos meus.

POV Jacqueline Ice

Assustei-me tanto com o som do graveto se partindo que cai do galho onde estava deitada, soltei um gemido de dor, afinal a árvore era alta. Quando abri os olhos vi outro par de olhos, um que eu conhecia bem.

–Frost. – falei amarga.

–Você. – disse ele.

–Legal quem te deu intimidade pra me chamar de você? – indaguei – o.

–Ninguém precisa me dar esse direito Loirinha. – ele respondeu minha pergunta com um sorriso sarcástico. Ele levantou já que estava agachado ao meu lado e me ofereceu a mão. A peguei a contra gosto e ele me ajudou a levantar.

–Não me chame de Loirinha, Frost. – rosnei.

–Aaah. Só por que gostei do apelido? – o olhei com um olhar mortal.

–Porque veio até aqui? Você não vem a bastante tempo.

–Como você sabe? – me perguntou.

–Fico a noite toda aqui, mas você nunca aparece, o que é bom, quer dizer eu não preciso olhar pra sua cara.

–Você me espionava?

–Ficar escondida de você, fora de sua visto olhando pra Lua é um termo melhor. – rebati.

–Vim aqui por que precisava pensar e te encontrar. – ele disse, me surpreendi por que ele parecia sincero.

–Não era você que tinha coisas mais interessantes e importantes do que me seguir, ou nesse caso me encontrar? – perguntei irônica.

–É mas em certos casos. – ele abriu um sorriso sarcástico e enigmático. – Podemos abrir uma exceção...

POV Jack Frost

–Fora que... – continuei com o sorriso no rosto. – Eu sabia que te encontraria aqui, e eu sei que se te convidasse pra ir à Fábrica você negaria.

–Acertou, Frost. – disse ela com a expressão facial entediada. – Eu nunca, nunca iria a algum lugar com você.

–Eu sei, mas... – vi dois Ietes saindo de trás dela sem ela perceber, um estava com um saco vermelho na mão. – Eu já esperava por isso. Ah, e nunca diga nunca.

Disse antes de ver ela com a expressão confusa e depois surpresa quando um dos Ietes a pegou pela cintura e a colocou no saco. Eles abriram um portal e entraram eu fui logo atrás.

Isso vai ser divertido.

Notas finais
Espero que tenham gostado, espero comentários. A imagem é o cajado da Jacqueline. Bjos da Biah.