The New Geration
7 Capítulo 7
Notas iniciais
- Quero que você saiba sobre sua mãe.... E o que ela era para você entender realmente que tipo de poder tem.
- Você nunca falou da mamãe... – Disse em um tom baixo. Mas e verdade... Por mais que me doa, ele me nunca me contou qualquer coisa da minha mãe, minha memória ainda está voltando de vagar, mas sei que ISSO e uma coisa que ele NUNCA me contou.
- Você primeiro precisava estar em segurança, filha. Quem você acha que era sua mãe? Uma simples mortal? – Não respondi apenas abaixei minha cabeça.
Ele estalou os dedos e o local onde estávamos sumiu como se fosse uma daquelas apresentações de faculdade que com apenas um toque no botão e imagens vão passando. Não estávamos mais no fundo do oceano e sim Veneza, reconheci o local. Olhei para meu pai e ele estava fitando uma moça cerca de uns metros de distancia. Uma mulher alta de cabelos castanhos e olhos azuis, ela estava com uma calça colada e uma blusa listrada de frio com uma boina no cabelo. Uma moça realmente bonita.
- Quem é? – Não ouve resposta apenas.... Silencio. Ficamos assim por uns 5 minutos até que me atrevi a quebrar o silencio – Pai?
- Sua mãe.... – Fiquei em silencio por um tempo até que ele se virou pra min. Eu olhava pra ela curiosa.
- Qual o nome dela?
- Laura Di Cesari, Filha de Hecate – ele disse calmo. Olhei para ela por um momento não sabia o que dizer. Fiquei calada por um longo tempo até que um homem chegou perto dela, um homem alto de calça preta e camisa polo branca quando ela notou a presença dele sua face ficou seria eles conversaram por muito tempo mesmo. Olhei pro meu pai e seus olhos verdes estavam tempestuosos, olhei de volta para a cena e agora o homem estava de costa para minha mãe e ela estava mais calma aparentemente, ele veio caminhando para nossa direção e eu gelei der repente lembrei que isso era apenas uma lembrança, tentei ver quem era a pessoa na qual minha mãe estava conversando só que não deu pra ver porque a imagem ficou embasada.
- Pai?
- O que?
- Quem era aquele homem?
- Era eu. – Ele se virou pra min com um olhar de “Não esta obvio isso?” Me calei depois disso e observei que depois disso minha mãe ficou com uma cara meio boba. E a visão mudou! Tipo sabe quando você apresenta um trabalho na faculdade e você só aperta um botão e a imagem muda? Psé foi assim mesmo, agora estávamos em bem. Uma mansão sabe aquelas mansões antiga com uma escadaria no meio dividindo a casa em dois? É essa mesma que você ta pensando. Estávamos na sala de vizitas, poseidon estava sentado no sofá esperando algo.
- Laura, por favor, vamos logo já disse que é perigoso continuar aqui. – Papai dizia impaciente. Batendo o pé. Alguma coisa estava o assustando.
-Acalme-se amor, Estava apenas pegando meu grimorio – Ela disse descendo as escadas, a barriga já visível. Provavelmente de uns 3 meses. Seu rosto estava um pouco pálido. Porem seu sorriso continuava inabalável – Amor pode me ajudar aqui por favor – Ela disse mostrando uma bolsa preta para poseidon. Ele por sua vez pegou a bolsa e o resto das coisas que ela carregava com uma mão deixando as mãos dela livre. – O – que voc... – Ela foi interrompida com um beijo, um beijo desesperado cheio de luxuria. Depois se separam para buscar um ar.
- Desculpe, não consegui me segurar.... – Poseidon disse meio corado e ela apenas deu sorriso.
- Esta tudo bem, se você conseguisse se segurar, eu não estaria grávida não é? – Ela comentou deixando ele ainda mais corado e saindo da casa. (Papai safadenho)
- Ah... Bem deixando isso de lado, temos que sair de Veneza logo – Poseidon disse abrindo a porta do carro para ela entrar depois abrindo o porta-malas para colocar as coisas dela.
- Porque isso? A grande guerra já não acabou?- Laura dizia enquanto colocava o sinto. Poseidon já estava pegando o volante e dirigindo.
- Não é isso, escute Laura. Pedi para um dos meus subordinados fica-se vigiando a casa discretamente e ele descobriu que toda a noite uma pessoa que ainda não sei quem é fica vigiando a casa, seria melhor sair dessa casa por enquanto – ele olhando para ela do canto do olho.
- E pra onde estamos indo?
- Para o porto de Veneza de lá iremos para meus domínios.
- Sua esposa não vai falar quando você chegar comigo grávida lá? – ela disse bufando e virando a cara.
Poseidon freou o carro no farol que estava em vermelho, ela segurou a mão de Laura e a puxou um pouco mais para perto de si. Uma de suas mãos deslizou até o rosto dela e ele a beijou. Não um beijo desesperado como antes e sim um beijo calmo com mais amor...
- Eu te amo – ele disse separando os lábios dos dela. – Meu casamento com Anfitrite não passa de uma farsa não ouve amor. Amor mesmo eu só achei com você – poseidon dizia olhando fixamente para os olhos azuis da mulher. O brilho em seus olhos era tão intenso que acho que podia ter cegado ela. E o sinal passou de vermelho para verde e ele acelerou até o porto de Veneza.
Eles se calaram depois disso e a cena ficou embasada de novo. Olhei para meu pai e ele estava com um sorriso de canto no rosto, porem seus olhos estavam hesitantes como se a qualquer momento ele fosse começar a chorar.
- Pai... – quebrei o silencio – Porque está me mostrando isso?
- Para que você entenda um pouco mais sobre sua mãe, quero que você veja o quão bonita ela era, assim como seu sorriso. – ele deixou escapar um lagrima mais logo a enxugou. – Vocês duas são realmente muito parecidas, o cabelo, os olhos... Até o mesmo sorriso lindo. – Não pude deixar de sorrir, realmente minha mãe e muito bonita e gentil pude ver o porquê do meu pai ter se apaixonado por ela. Dei um abraço nele e ele correspondeu. – Desculpe estou roubando tempo de mais de você – ele disse se separando de min. Pior que era verdade, percy já deveria estar preocupado porque eu ainda não terminei o banho mas tinha um coisa que eu precisava saber.
- O que aconteceu com a minha mãe? – Por mais que eu não quisesse as palavras saíram ásperas. Ele me olhou por um momento e respirou fundo.
- Ela morreu no seu parto, teve problemas durante a gravidez e não aguentou. – Ele disse seco, não gosto de tocar nessa ferida, acho que já até sabia do que tinha acontecido com a minha mãe... Mas precisava ter a certeza.
- .... Tenho que ir agora não é?
- Sim...
- Então tchau. – Disse sorrindo e ele apenas estalou os dedos.
Acordei na banheira que estava trasbordando desliguei a torneira e mergulhei na banheira, fiquei lá por alguns minutos pensando.... : Pai, mãe, xandy.... Não o nome dele e Alexandre não xandy! Ah droga. Minhas lembranças ainda estavam meio embaralhadas, mas ainda sim me lembro.... Um menino, uma casa.... Uma concha... Um homem e um mulher.... Um grito e uma cicatriz.... Uma promessa e.... Um beijo. Levantei-me em um pulo meio assustada, respirei fundo e sai da banheira para me enxugar, quando passei na frente do espelho notei algo estranho na minha barriga. Uma cicatriz na horizontal. Fechei meus olhos e respirei fundo. Lembrava-me dessa cicatriz.... Mas por culpa da nevoa, enquanto eu estivesse com a “amnésia” não conseguia vela. Complicado não é? É BEM VINDO A MINHA VIDA. Suspirei e fui me arrumar, coloquei a calça jeans e a camiseta laranja do acampamento, arrumei meu cabelo olhando para o espelho e sai do banheiro....
Quando abri a porta um forte cheiro de praia invadiu minha narina. (Sim praia, sabe quando você vai para a praia e quando chega ao Calçadão e o vento bate e vem um cheiro gostoso de mar e areia? E é assim mesmo). Bem por um momento eu fiquei imóvel depois reparei que tinha um ser loiro sentada em cima da cama lendo um livro, nem percebeu minha presença no recinto (Olha eu ai falando bonitinho, minha professora de português ficaria orgulhosa de min). Olhei para a cama e vi pacotes embrulhados com papel de presente tinha uns 3 capotes e duas sacolas.
- Annabeth? – Perguntei quebrando o silencio – o que está fazendo aqui, e de onde surgiu tudo isso? – apontei para a cama enquanto me aproximava.
-Ah... Desculpe fiquei aqui te esperando – Ela disse ignorando minha segunda pergunta.
- Por quê?
- Para a gente conversar
- sobre?
- Não sei meninos talvez? – acabei engasgando com a minha própria saliva. Okay sei que a Annabeth e legal e talz só que eu não lembro muito dela, meu convívio com eles foi enquanto eu ainda era uma criançinha. SÓ QUE DIAXO DE RESPOSTA FOI ESSA?
- Han... Acho que não entendi.
- Ah desculpe não sou boa falando sabe, e que bem... Queria conversar mais com você, afinal somos meio que uma família não é? – Disse sorrindo
- Família... – minha voz saiu meio embargada como se eu estivesse falando com um travesseiro na cara.
- Sim... Eu, você, percy e o Ryan, somos uma família agora, e claro o Mike também. — Seus olhos cinza estavam brilhando, pude ver a sinceridade em seus olhos.... Ela realmente me considerava da família. Mas não sei exatamente o que é uma família! Morei em Veneza por muito tempo, acho que o único momento ‘em família’ foi naquele dia no central park. O resto foi: Chegar a um orfanato e a uma escola nova a casa mês, fugir de monstros, lutar contra monstros.... Quanto era mais nova achei que jamais conseguiria completar pelo menos 10 anos. Sabe o quanto e ruim viver sua vida inteira achando que a cada minuto que se passa podia ser o ultimo? Isso e a vida de um semideus: Uma vida triste na qual só tem duas escolhas: Ou você aprende a lutar desde cedo sem se apegar a nada apenas o que tiver na mochila e luta para conseguir viver o Maximo de tempo que conseguir ou você morre. Não desejo isso a ninguém mesmo (Você ai que esta lendo está fic. Saiba que o mundo de um semideus não é esta maravilha toda ok? Muitos de nos morrem antes de chegar aos 16) Só fui saber o que era mais ou menos uma família á 3 anos atrás quando conheci Alexandre naquele orfanato. (Sim já consegui desembaralhar minhas lembranças.)
- Também considero vocês uma família – Disse abraçando-a
Olhei de novo para a cama e aqueles pacotes estavam me incomodado
- Annabeth que pacotes são aqueles em cima da cama? – perguntei me separando dela
- Ah.. Bem você faz 13 anos hoje não é?
- Sim
- Esses são seus presentes – ela disse pegando o menor pacote e me entregando – Esse aqui e o primeiro. – Peguei o pacote e rasguei o embrulho tirei de lá um celular... UM CELULAR MUITO FODA! Parecia um Iphone só que meio diferente a capa atrás em vez de uma maçã mordida era um centauro com um arco e flecha igual o da camisa no acampamento. Só que bem menor. Olhei para a Annabeth e ela estava com aquele sorriso meigo e protetor que me fez lembrar a minha mãe na visão que meu pai me mostrou.
- Eu... Eu... Não sei o que dizer! Obrigada. Mas achei que não podíamos usar celulares ou qualquer coisa tecnológica. – Fiz de tudo para não parecer ingrata pelo presente que ela me deu, eu realmente amei esse celular.
- Isso e algo novo –ela respondeu – Assim como os chalés que agora são revestidos em magia. O celular vem com um aplicativo que impede os monstros de rastrearem. Isso foi e uma tecnologia nova para que não ficássemos para trás, entende? Criamos até uma nova marca feita apenas para semideuses – Ela disse tudo isso em um único fôlego. UAU acho que morri e fui pro céu porque eu amei tudo isso. Ela pegou um pacote maior e entregou a min. Que no mesmo momento o rasguei inteiro, para minha surpresa era um laptop prateado com o mesmo símbolo do celular um centauro com arco e flecha. Sorri para ela e agradeci de novo e ela me deu outro pacote nossa acho que nunca ganhei tantos presentes em toda a minha vida! Abri o pacote e lá estavam LIVROS *-*. Tinha uns 5 livros lá dentro.
– Não sei qual o seu tipo preferido de livros então escolhi alguns que eu gosto. – Ela respondeu. E eu apenas agradeci de novo. Der repente lembrei-me de uma coisa. ONDE ESTAVA O PERCY?
- Annabeth onde está o percy? — Perguntei me sentando na cama.
- Ele foi chamado pelo Quiron na casa grande – ela franziu a testa como se estivesse se esquecendo de algo – E... Temos que ir para lá também.
- Okay, mas... Eu descalça mesmo? – Olhei para meus pés descalços, não trouxe meu tênis porque NÃO DEIXARAM EU IR ME TROCAR antes de entrar naquele bagulho voador. Ela foi até o guarda roupa que fica do lado da porta do banheiro e abriu e lá estava em baixo tinha vários pares de sapatos e em cima tinha gavetas que eu presumi que fossem mais roupas. Ela pegou um tênis qualquer e me entregou e eu calcei, era do meu tamanho. – Como? Como você fez isso?
- Esse chalé e mágico eu já disse. Um filho de poseidon entra nele, ele automaticamente e programado para se acostumar com ele. O que significa criar um quarto para esse filho e um guarda-roupa com as roupas do tamanho certo para o tal. – Disse apontando para o guarda roupa
- Uau!
- E... Uau mesmo! Bom, agora temos que ir. Seu amigo filho de Apolo aparentemente está com problemas. – Disse se virando para a porta e no mesmo momento um frio percorreu minha espinha como se tivessem me banhado em álcool e um vento tivesse batendo nele. ‘Alexandre....’ foi a única coisa que eu pensei antes de sair do chalé 3.
Notas finais
E serio não sei fazer isso T.T Pois bem o que acharam do capitulo?
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