The New Father In The Lake
9 Capítulo 9
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-Meu pai está morto....
House disse, entrando na sala de Wilson, interrompendo o relatório que o amigo fazia.
-Aaah.... — o oncologista tentava assimilar o que o amigo dissera, afinal, John House já havia falecido há mais de 5 meses — Eu sei... E... Imaginava que você já soubesse também...
-Não! — House se sentou no sofá, apoiando os pés em cima da mesinha que ficava próxima — Não falo daquele que me criou... Mas daquele que meu deu 23 cromossomos.
-Como? — Wilson perguntou, mais confuso do que já estava.
-O quê? Você ainda não sabe que papai dá 23 cromossos e mamãe dá os outros 23?
Wilson nem se deu o trabalho de responder à brincadeira de House, apenas respirou fundo, e sem deixar de fitá-lo, esperou que o amigo continuasse o que ele viera dizer.
House retirou um papel dobrado de dentro do bolso de seu paletó e fazendo um aviãozinho com ele, tacou-o até Wilson.
-Vê se ele não te parece familiar...
Wilson desdobrou o papel e ficou chocado com o que vira. Na realidade, ficou chocado com o que tinha em mãos. O desenho feito por Angela Montenegro da vítima do homicídio, estava agora com ele, em suas mãos.
-Por Deus, House! Isso é propriedade do FBI!!! Faz parte de um caso de homicídio!!!
House fez cara de desdém — Eu não perguntei quem é o dono do desenho... Mas quem foi desenhado aí... Sério que ele não te parece familiar?
Wilson, após se recuperar do susto inicial, decidiu dar atenção à House e olhou para o papel. O rosto nele desenhado lhe era de alguma maneira familiar, porém ele não conseguia se lembrar de onde. Se esforçou mais um pouco, se focando no rosto já visto, e em menos de alguns segundos ele se lembrara de onde o reconhecia.
-Sean Connery... — Wilson sussurrou, não acreditando no que via — O homem que você disse qua achava que era seu pai... No enterro do seu pai..
-Exatamente... — House olhou para o nada e suspirou, levemente preocupado — E ele foi morto à beira do Canergie...
Wilson não sabia o que dizer em um situação como aquela, afinal ele nunca se imaginara em um situação como aquela!
-House eu... — Wilson suspirou — Eu sinto muito...
House encarou o amigo incrédulo com o que acabara de ouvir.
-Qual é, Wilson...? Eu não me abalei com a morte daquele que me criou... Você realmente acha que eu estou abalado com a morte desse que eu nem conheci?
Wilson aceitou o que o amigo dissera. Na realidade, era de se esperar esse tipo de pensamento vindo dele.
-Então... — o oncologista disse, relembrando o semblante perdido do amigo, segundos antes — Por quê a preocupação?
-Minha mãe, Wilson... Minha mãe...
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