The New Father In The Lake
10 Capítulo 10
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Blythe House ainda estava abalada com a notícia que os dois investigadores haviam dado minutos antes. Ela, quando os vira na porta de sua casa, não imaginava que trariam notícia tão chocante... Tão sentida.
-Senhora House, eu sinto muito pela sua perda... — Booth disse, solícito — Dá para ver que Arhtur Doyle era uma pessoa muito importante para a senhora...
Blythe sorriu tristemente e confirmou com a cabeça.
-E desculpa se a hora não é própria, mas preciso saber qual era a natureza de seu relacionamento com a vítima.
A Srª House respirou fundo. — Você quer saber se eu e Arthur erámos amantes, ou algo do gênero?
-Não... — Booth mentiu, envergonhado pela senhora ter acertado exatamente o que ele imaginava. — Mas, a viúva da vítima me disse que a senhora e ele estavam se encontrando ultimamente...
Blythe suspirou profundamente e permaneceu em silêncio por alguns minutos. Parecia colocar em ordem todos os seus pensamentos, para facilitar na hora que fosse explicar para o agente a real condição de seu relacionamento com Arthur.
-Eu não nego, agente Booth... — ela começou — Eu e Arthur retomamos nossa amizade, logo após a morte de meu marido.. — ela suspirou — E digamos que o relacionamento que possuíamos, fosse mais complexo do que se imaginava... — Blythe olhou para a foto do falecido marido em uma das paredes da sala — Há mais de 50 anos atrás... Eu e Arthur tivemos um caso... — ela sorriu saudosa. — Ele e meu marido trabalhavam na mesma base da marinha, e eram conhecidos... Na época, John estava em uma missão e Arthur estava sofrendo uma crise em seu casamento...
Da caixa de som da vitrola da sala, a voz de Billie Holiday preenchia a noite chuvosa de outono, com sua \"As time goes by\". Bythe e Arthur, deitados na cama abraçados, saciados e satisfeitos com o que tinham acabado de fazer, e cada um com o seu peso de remorso na cabeça, escutavam em silêncio a voz da diva do jazz, mesclada ao barulho da chuva batendo na janela.
Ela se sentia sozinha e por mais que ela amasse o marido, o mesmo não poderia ser considerado o homem mais carinhoso do mundo.
Ele estava sobre pressão. A mulher não o deixava em paz, e vivia lhe cobrando coisas que sua condição de militar não permitia lhe dar.
E o jovem casal, possuídores de espíritos muito parecidos, encontraram apoio um com o outro, suporte em um abraço e rendição em um beijo. E quando deram por si, estavam assim: Abraçados, saciados, satisfeitos... E vergonhosamente, felizes....
-No dia seguinte, Arthur foi designado para o mesmo local de John... — Blythe continuava a contar sua história — Na época o Líbano estava sofrendo com um guerra civil e o comboio que levava os dois sofreu um ataque... Arthur levou dois tiros... E John o salvou, o carregando nas próprias costas por 7 quarteirões. — Uma lágrima, escapou dos olhos da simpática senhora — Quando eles voltaram... Irene, que se sentia culpada, por ter deixado o marido partir para uma batalha, estando brigado com ela... Esperava Arthur de braços abertos... — sorriu trsitemente — E eu... Eu abraçei forte meu marido e o recebi como sempre o recebia... — ela olhou para os dois investigadores — Arthur e eu decidimos esquecer aquela única noite... E em pouco tempo, ele se mudou com Irene e o pequeno Michael para outra base, já que uma das balas que o atingiu, atingiu também um dos nervos, impossibilitando-o de voltar à campo e fazendo com que ele tivesse de tomar medicamentos contra dor, para o resto da vida...
Booth respirou fundo e soube como o Vicodin que Hodgins dissera ter encontrado nas larvas, haviam aparecido no organismo da vítima.
-E meu marido ganhou uma condecoração de bravura e seguiu sua vida como oficial.... — Blythe suspirou — Eu amava meu marido, agente Booth... O amei desde o dia em que o vi... Até o dia em que o enterrei... E posso dizer que continuo o amando... — ela sorriu — Mas não posso negar que aquela única noite que tive com Arthur não tenha me marcado... Não posso negar que aquela única noite nunca saiu de minha cabeça... Não quando dela, foi gerada a coisa que mais amo nessa vida...
-Gregory House.... — Brennan disse, olhando para o retrato do médico, que estava em cima de uma das mobílias da sala. Ela não havia reparado antes, mas agora, olhando para a foto de House, e reparando na estrutura óssea de seu rosto, ela percebia como era similar com a da vítima.
Blythe se assustou com a precisão da jovem — Você conhece meu filho?
-O PPTH está colaborando com as investigações... Conhecemos seu filho...
A senhora House respirou fundo e fechou os olhos.
-No enterro de John, Arthur viu Gregory... E reconheceu nos olhos de meu filho, os olhos dele... — ela sorriu — E foi por isso que ele veio me procurar... Ele queria saber a verdade... E eu contei.... E desde então, nós mantivemos contato...
-Ele falou algo sobre deixar a esposa... ? — Booth perguntou.
-Não... Arthur não me falou nada sobre deixar Irene.
-E seu filho, Srª House, ele sabia que não era filho de seu marido?
-Gregory sempre foi muito esperto... Desde criança... Ele nunca me disse nada, mas eu creio que ele saiba a verdade...
Booth sorriu. — Certo. Só mais uma pergunta... Arthur bebia ocasionalmente?
-Não... Ele não gostava de beber...
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