The New Era

2 Audacity?


Notas iniciais
Como prometido e falado: Mais um capítulo caprichado para vocês!!


Após as aulas, o grupo da amizade foi o primeiro a voltar para casa. O caminho foi cheio de piadas, músicas e brincadeiras. Ao chegar em casa, Alyson encontrou a mãe fazendo um bolo de carne. Antes mesmo de conversar com a mãe, a menina subiu para um banho. Ao voltar, sua mãe já estava sentada, a sua espera.

"Aly, precisamos conversar." Ela falou após a filha se sentar.

"Claro, mãe. Sobre o que?"

"Sobre sua escolha depois amanhã, espero que você faça ela com o coração." Sarah passa uma mão na outra."Eu e seu pai conversamos a respeito da sua escolha. Eu sei que você não se identifica totalmente aqui. Por isso eu quero que você pense, muito bem, antes de escolher a sua facção."

Alyson não entendia o que a mãe queria lhe dizer, mas uma coisa foi clara: Sua mãe não concorda que ela seja da facção em que nasceu.

"Vamos continuar ta amando, lembra?" Oh, sim! Alyson se lembra dessa promessa. Quando tinha sete anos, se perdeu dos seus pais, achou que eles tinham a deixado. Chorou até anoitecer e acabou caindo no sono em um banco. Quando acordou estava em casa, sua mãe estava sentada, a vigiando e sorrindo. Suas palavras saiam como um suspiro.

" A senhora não gosta de mim?"

"Oh, gosto sim! Muito!"

"Então por quê me esqueceu na rua?" sua mãe ri pelo nariz e se aconchega ao lado da pequena, na cama.

"Nós não a esquecemos, filha. Vou te contar uma história. Uma bela tarde de passeio, os pais da pequena Alyson foram comprar um sorvete, já que a menina não parava de pedir. Quando voltaram, ela tinha sumido!" Ela colocou a mão na boca, fazendo uma expressão de surpresa." Procuramos feito loucos, perguntando a todos: Você viu nossa filha? Até acharmos uma bolinha encolhida em um banco."

" Era eu?"

"Sim, era você." Sarah sorri. "Filha, não importa o que aconteça, sempre, sempre, sempre vamos te amar!"

Essa foi a promessa. Alyson se junta mais a mãe e lhe acolhe em um abraço, quente e aconchegante.

"Obrigada, mãe."

"Oh, como assim eu não ganho um abraço?" Joseph entra e cruza os braços. Ele anda até as moças e as abraça. O cheiro de avelã invade as narinas da pequena Alyson. O cheiro é gostoso e lembra sua avó Bill, que já se fora.

Após a calorosa recepção, todos foram jantar, bolo de carne com verduras. Alyson, cansada, foi direto para seu quarto, após a limpeza bucal, e logo quando se deitou dormiu tranquila, sabendo que seus pais a apoiaria amanhã.

* * *

Após uma longa noite de sono, Alyson, já arrumada para a escola, desce para o café da manhã. Se senta na mesa, com um sorriso no rosto. Não se sabe se é por ter acordado bem ou por nervosismo. Sarah serve o café e eles fazem o agradecimento diário em silêncio.

" Preparada, filha?" Joseph solta animado.

"Talvez."

"Não se preocupe! Vamos estar na torcida!" Sarah se junta ao marido, que acinte, como se eles já soubesses que ela vai mudar de facção. Alguns minutos depois, alguém bate a porta e entra. Call e Twiel.

"Vamos?" Twiel sorri nervosamente.

"Sim." Alyson se levanta sorridente."Até....mais tarde pais!"

Ela se despede dos pais e se vai com os amigos.

"Estou muito nervosa!" Twiel solta.

" Fique calma, amiga." Alyson a abraça." Vai ficar tudo bem!"

Já na escola, Os meninos vão direto para a sala de Matemática Avançada. Após o almoço, acontecerá o teste de Aptidão. Todos na sala estão nervosos quando o professor, Da Erudição, entra e começa o assunto.

Na hora do almoço, Alyson se senta na frente de Wanessa. Ao seu lado esquerdo, Twiel aperta uma mão na outra, no direito Call segura a mão da pequena, fazendo um pequeno rubor nascer nas bochechas rosadas da Alyson. Os nomes são ditados, mais pessoas entram e saem das salas do teste. Pela vigésima vez, alguns saem das salas e novos nomes são ditados.

" Amizade: Wanessa Mellan, Alyson Mia, Twiel Pacheco!" As meninas gelam e se entre-olham. Alyson aperta a mão de Call, quando se levanta, forçando um sorrido, e segue para a sala, por ordem de como foi ditado o nome. Alyson ficou com um garoto, quase da sua idade, da Audácia, vestia uma camiseta preta, de pano fino, com um blazer por cima, preto, e uma calça, colada. Tem brincos na sobrancelha esquerda, dois furos em cada orelha, uma tatuagem na mão, e mais um brinco no nariz. Alyson pensa se isso deve doer. O garoto pede para que ela deite sobre a cadeira reclinável, e assim ela faz.

"Pode ficar calma." O garoto solta. " Não irá doer, nem ao menos agoniar." Ele pega os eletrodos e vai fixando na menina, que permanece calada. Ele prende um eletrodo na testa dela e semi-cerra os olhos." Você é da amizade, sim?" Alyson acinte." Tão quieta...?"

" Eles te aborrecem?" ela solta.

"Um pouco, não param de falar animados."

"Eu...sou diferente."

"Percebe-se." ele menciona um sorriso, no canto da boca. Após todos os eletrodos fixados nela, o garoto vai para a parte de traz da cadeira e se prende a uma máquina e a pequena Alyson. "Certo agora, beba isso." Ele lhe entrega um frasco com um liquido transparente." Isso só vai começar o seu teste." Alyson acinte e bebe, logo seus olhos se fecham.

Quando abre novamente os olhos, ela está sozinha em uma lanchonete. Na mesa em sua frente, tem duas cestas. Em uma há um pedaço, desejante, de queijo e na outra, uma faca quase do tamanho de seu antebraço.

"Escolha entre os dois." A voz do rapaz ecoa pela sala vazia. Alyson pensa, poderia pegar o queijo, mas se for de alguém e esse alguém lhe machucar com a faca? Então ela poderia pegar os dois, mas ela tem quase certeza que não pode o fazer. Na dúvida pega a faca, que lhe é pesada, mas consegue a erguer até o busto. As cestas somem e então uma porta a sua esquerda se abre, e de lá entra um cachorro grande, muito grande, ele rosna e se aproxima da pequena, que treme feito louca. Alyson tenta conter a tremedeira, mas a cada passo que o cachorro dá para o lado dela, as mãos dela soa e treme.

"Ei, garoto." sua voz fraqueja."Não precisamos fazer isso, precisamos?" o rosnado fica mais alto e ele solta um latido. Alyson tenta andar para trás, mas suas pernas viraram chumbo. A faca, quase, escorrega da sua mão, mas ela troca de posição e limpa as mãos, soadas. O cachorro está a poucos centímetros dos seus pés. Ela dá um passo para trás e então o cachorro avança, pulando, sobre as patas traseiras, para cima da garota, que por impulso acerta a faca no pescoço do cachorro. A menina fecha os olhos, os apertando, e protege seu rosto. Mas há um silêncio profundo, então quando abre os olhos se acha em uma biblioteca vazia, onde uma senhora, grande e forte, está em pé ao outro lado de uma mesa, com um livro de capa de couro sobre a tal. A senhora bate no livro duas vezes e solta com uma voz rouca e profunda.

" Você já leu este livro?" a menina se levanta, ofegante, e olha para a capa do livro e logo o reconhece. Sim, já li este livro. Ela pensa, mas algo lhe diz que está senhora não ficaria feliz se ela o dissesse. " Você já leu?" a senhora/monstro grita. Alyson nega com a cabeça.

"Não," sua voz sai melhor do que imaginará, sai confiante e forte." Nunca li este livro."

" Você tem certeza que nunca leu este livro?" a velha semi-cerra os olhos.

"Sim. Nunca o li, na minha vida inteira."

"Mentirosa! Eu sei que já leu!" a velha pula a mesa e fica a frente da garota.

"NÃO! NUNCA O LI!" ela grita, soando, ainda, confiante e forte.

"Está mentindo!"

"Não estou, não! Nunca vi este livro!" Então tudo muda, ela está em um deserto e há uma garrafa com uma mensagem dentro. Ela o pega e lê: Você nunca mais irá sair desta ilha, o que deseja: Um amigo ou água? Ela, novamente, para pra pensar; já estava nervosa e com medo daquela brutamonte, sua boca estava seca, mas se o Call estivesse com ela ou a Twiel seria bom, mas assim todos morreriam.

"Água!" ela soltou fraca e logo assim a pareceu uma garrafa aos seus pés, se abaixou para pega-la e quando levantou, viu que a mensagem tinha mentido. O deserto sumirá, assim como a garrafa d'água. Ela está sentada em um banco de um parque, e ao longe vê dois garotos gritando um com o outro, logo ela percebe que irá virar uma briga de verdade. Ela se levanta e caminha até os rapazes, já que ninguém parece reparar neles.

"Ei!" ela se intromete. " Pra que essa briga, em?"

"Não se mete, baixinha." o de boné grita com ela.

"Não fale assim com a garota, seu idiota!" o outro grita de volta.

"Parem com isso!" a menina grita, mas eles não param de gritar um com o outro. "Ei! Parem!" de repente o parque desaparece. Ela abre os olhos novamente, está sentada no meio de uma plateia e uma mulher no centro chama pelo seu nome, irritada, e a procura. Alyson se encolhe e fecha os olhos, para que a moça nervosa não a veja. O silêncio volta a reinar. Quando abre, novamente, os olhos, ela está deitada na sala do teste. Ela está transpirando, nas costas, na palma da mão, e seu rosto está banhado em lágrimas. Ofegante, a garota tenta se sentar, mas está fraca. O garoto, por sua vez, remove os eletrodos deles e se senta na ponta da cadeira com um mine sorriso.

"Isso...Não foi legal." Alyson se senta.

"O jeito que você agiu, foi bem legal. Uma atitude forte."

"E então?" ela limpa as lágrimas e o suor.

"Está na cara que pertence a nós, já estava bem na cara." ele ajeita o Blazer.

"Como assim?"

"Seu teste deu Audácia"

A garota fica sem ação. Ela não pensara em Audácia. Pensara em Erudição. Pisca várias vezes para ver se ainda faz parte do teste, mas sua tentativa é falha.

"Mas..." ela procura um argumento.

"Você ainda tem algumas horas para pensar sobre o assunto, fique tranquila." ele sorri e se ajeita na bordada cadeira."Quer uma água?" a garota acinte, ele sai da sala, rápido, e logo volta com um copo de água. Entrega para ela e se senta, novamente. Alyson bebe, desesperadamente." Você está bem?"

"Sim...Só estou um pouco...tonta." do lado de fora, outros nomes são ditados, significa que o tempo acabou."Demorei tanto assim?"

"Uns três minutos." ele se levanta, a ajuda a levantar e vai para o lado de fora da sala." Fique tranquila, mas pense direito na sua escolha." ele aperta a mão dela e a solta, chamando outro nome, em um papel que retirou do bolço. Alyson sai, com os olhos e nariz vermelho. Passa direto pelas mesas e para na sala de Histórias das Facções e entra nela, já que está vazia. Vai para a janela e tenta respirar todo o ar que conseguir, parecia que na sala que estava era feita de ferro e que estava reprimindo o ar. Alguém mais entra na sala, ela se vira e vê seus amigos, com expressões sérias. Ela se joga na carteira e solta o ar.

"Não deu o que queria." Twiel se senta na sua frente.

"Nem o meu." Call fala após se sentar.

"Estamos quites, o meu deu..." Alyson abaixa a voz e olha para os lados. "Audácia."

"Bom, o nosso também." Twiel se endireita na carteira. "O que faremos?"

Alyson se lembra do que a mãe falou, o que ela se identificar, vai ser o que ela irá ficar.

"O teste nos diz quem, realmente, somos, não é isso?" Alyson fala. " Então, vamos viver com pessoas como nós."

"Sério?" Twiel solta um sorriso que estava prendendo.

"Sim, pelo menos é o que vou fazer." Alyson já estava determinada. A parti de amanhã ela terá uma nova vida, uma nova família, quem sabe.

Notas finais
já irei postar outro....