Notas iniciais
Oio,oi,oi! Sei que demorei muuuuuuuuuito pra postar, mas a vida não foi justa comigo...
Enfim, eu quero dedicar esse cap á uma fã nova : Seja bem-vinda Marília vicentim, minha fã fantasma!!
Espero que gostem.. Bjs

Logo depois que viu Katherin descer as escadas, Samy foi em sua direção.

– Seu sobrenome é Perrié?

– Na verdade meu último nome é Perrié. Mas... Por quê a pergunta?

– Não acredito! Katherin?

– É... Katherin. A que você conheceu no trem.

– Não, nós conhecemos antes do trem.

– Sabe que eu também tive essa impressão... Você me lembra vagamente um primo meu...

– Que foi morar em Tóquio á três anos , mais ou menos.

Finalmente a ficha da menina pareceu ter caído.

– Samy?!

Antes que o menino pudesse falar qualquer coisa, ela o abraçou forte.

–Mon Dieu! Comment tu as grandi! Sa voix a changé! Regardez-vous! La dernière fois que je t'ai vu, tu étais un gamin! Je m'ennuie de!- (Meu Deus! Como você cresceu! Sua voz mudou! Olhe para você! A última vez que te vi, você era um miúdo! Tenho saudades!)

O garoto entendeu cada palavra dita pela prima. Ele realmente sabia que não havia facilitado o reconhecimento: deixou o cabelo crescer, ele mesmo cresceu, emagreceu, mudou o jeito de falar e vestir, até mesmo alguns costumes.

–Vous avez aussi beaucoup changé! Vous avez grandi! vous laissez pousser vos cheveux! Vous êtes devenu encore plus beau! La dernière fois que tu étais une fille timide! Je me sentais manquera énormément!- ele respondeu (Você também mudou muito! Tu cresceste! tu deixaste o cabelo crescer! Tu te tornaste ainda mais linda! Da última vez eras uma menina tímida! Eu senti muitas saudades!)

– Opa, opa,opa! O que está acontecendo aqui!- diz uma menina de olhos verdes e cabelos castanhos.

– Ele é meu primo Annie!- exclama Katherin

– Tá explicado.

– O nome dele é Samy. Ele mora em Tóquio á três anos.

–Bacana!- exclama um garoto de cabelos loiros e olhos verdes.

– Obrigada Hã... – Samy começa sem graça

– Michael.

– Prazer.

– Eu sou Annie!

– Eu sou Thalia

– Eu sou Selena

– Eu , Medie

– Eu sou Leo.

– E sou Fredie.

Samy foi recebendo um aberto de mão de cada um que se apresentava. Logo, eles estavam conversando alegremente.

Ele finalmente havia falado com a prima sem ser por telefone. Tudo estava bem.

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Katherin estava realmente feliz; acabara de reencontrar o primo , achara sua turma, era uma intelectual, as coisas estavam indo as mil maravilhas.

Uma pena que isso durou pouco.

Eles estavam conversando sobre qualquer besteira alheia quando um grito ecoou por todo o salão, mais alto até que a música.

Tão de repente quanto o grito, um garoto apareceu, ofegante.

– Socorro ! Pelo amor de Deus!

Professora Mevindom deu um grito severo:

– Parem a música!- Obviamente, seu pedido foi atendido.- Diga-me o que está acontecendo senhor Valentim.

– Garota... Muito ferida... Banheiro... Feminino.- ele disse ofegando.

– Como assim, Felipe?- Perguntou a professora que lera o grupo de todos os alunos.

– Lucy e Laura estão com ela.

– O que estamos esperando?- perguntou um terceiro professor.

Dito isso todos os professores seguiram Felipe. Enquanto isso, os alunos estavam em choque. Annie olhou para Katherin.

– O que você acha que aconteceu?

– Eu não quero achar.- respondeu a francesa- eu quero descobrir.

Nisso, ela começou a seguir os professores.

– Você é louca?- perguntou Thalia

– Nesse caso, acho que sou louca também.- disse Medie e Selena seguindo Katherin

– Vocês vem? Por quê se não, nós vamos sozinhas.- explicou a novata

– Acho que louco todos temos um pouco.- concluiu Thalia , fazendo todos do grupo , menos Samy ,segui-la.

– Samy não vem?- cochicha Annie

– Ele não consegue chegar perto de banheiros femininos.- responde Katherin

– Por quê?

– Longa história.

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Laura e Lucy tinham tirado todos os acessórios de Miranda e guardado sua bolsa dentro as bolsa da americana.

– Eu não acredito que fizemos isso.- disse Lucy aos prantos.

– Lucy, eu tenho certeza de que será melhor se for assim.

– Por quê?

– Assim vai ser mais fácil saberem que não foi assalto.

– E como você tem certeza disso?

– Uma pessoa não mata outra no banheiro só por causa de um celular.

– Mas o celular dela está aqui.

– Exatamente.

– Por quê alguém a mataria?

– eu tenho minhas suspeitas. Mas agora não é um bom momento.

Lucy assenti e começa a chorar no ombro de Laura.

– Chora não , Lu. Se não eu choro junto- disse a brasileira ficando com os olhos rasos da água.

Nesse momento, Felipe chegou junto com uma legião de professores. Ao vê-los , Laura balança a cabeça negativamente.

– Morta- ela diz soluçando.

Todos os professores entram em choque. Barbara deixa uma lagrima escorrer e Mevindom continua séria.

– Como vocês á encontraram?- pergunta a professora

– Depois da confusão, nós corremos atrás dela. Porém , quando nós chegamos aqui ela estava morta.

– E por quê eu não deveria pensar que foram vocês?

Lucy e Felipe olham a professora com desgosto, Entretanto, Laura sente o sangue subir á cabeça mais uma vez.

– Por três razões: 1º nós não tínhamos motivos para mata-la. 2º Ela era nossa melhor amiga. 3º Você pode perguntar á qualquer ser que nós viu passar. Chegamos bem depois. E, logo que entramos, Lucy deu o grito. Por tanto, a senhora não pode nos acusar desse jeito!

– Tenha mais respeito comigo senhorita Prado!

– Então tenha conosco , minha senhora!- Laura bufava

– Laura, se acalme.- pediu Barbara

– Acho melhor leva-los para fora e dar a noite por encerrada.- sugeriu o professor Robert

Barbara correu até as meninas e , junto de Felipe, levantou Lucy que estava visivelmente abalada.

Antes de sair, Laura foi puxada pelo braço pela professora Mevindom.

– Não pense que deixarei passar esse seu comportamento ,mocinha.

– Faça o quê quiser. Não vai mudar minha opinião, muito menos meu respeito por você.

Dito isso, ela se soltou e saiu, enxugando as lagrimas com a ponta dos dedos. Ela tinha apenas uma certeza em mente: Miranda havia sido assassinada e ela não iria descansar até saber quem, como e por quê.

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Medie seguiu Katherin sem hesitar. Algo estava muito errado. Seu instinto lhe diziam isso.

Eles rapidamente chegaram ao banheiro, bem na hora em que a professora Barbara saía com o garoto que foi avisar e outras duas meninas.

– Professora o quê...?- começou Thalia

– Não há tempo para explicações agora, Thalia. Vocês podem leva-los para tomar um ar enquanto eu dou um comunicado no salão. Obrigada.

Dito isso, ela saiu correndo em direção ao salão. Eles fizeram o que lhe foi pedido.

Quando chegaram no “quintal” do palácio, fizeram a garota loira se sentar em uma pequena muretinha que separava o calçado do gramado. A garota não parava de chorar.

– O quê aconteceu?- pergunta Selena

– Quando chegamos lá, ela estava morta.- explicou o garoto cabisbaixo, com os olhos rasos da água.

A garota soluçou ainda mais alto.

– Se eu descubro que foi o filho da...

– OU,OU,OU! – interrompeu Annie- Como assim o filho da ...

– Sem palavrões!- gritou Thalia.

– Ok. Como assim se você descobre quem foi o desgraçado?-perguntou a australiana.

– A Laura cismou que foi assassinato.- respondeu a loura

– Então qual a sua explicação para as marcas de facas no corpo dela , Lucy? Acidente é que não foi!

Lucy balança a cabeça.

– Você tem razão.

– Mas, por quê alguém mataria uma garota de 17 anos assim?- perguntou Michael.

– É o que eu vou descobrir.- responde a garota de cabelos castanhos claros.

– Foi por isso. Foi por isso que pegamos as coisas dela.- confessou Lucy

– COMO?- perguntou Felipe

– Não podíamos deixar as coisas dela lá. Não com uma bruxa como a Mevindom no caso.- respondeu Laura

– Elas tem razão, é... Felipe.- Respondeu Annie- Mevindom faria de tudo para abafar o caso e ficar com a verdade só para ela. Elas fizeram o certo. Faria o mesmo se estivesse no lugar delas.

Um silêncio se seguiu. Medie sentia o vento frio castigava seu rosto e seu cabelo.

– Crianças,- alguém gritou um pouco atrás deles, Barbara.- Acho melhor vocês irem para os quartos.

Felipe se despediu das meninas, elas seguiram até o seu carro, Michael, Leo e Fredie fizeram o mesmo.

As cinco andaram silenciosamente até o citröen. Quando entraram no carro , ligaram o aquecedor. O silêncio continuou até Katherin confessar:

– Realmente, não era assim que eu imaginava a minha festa de boas-vindas.

Selena a abraçou:

– Ninguém imaginava, querida. Vai ficar tudo bem. Amanhã é um novo dia.

A volta seguiu falante, mas desanimada. Ninguém queria dizer, Contudo , a morte da garota abalou todas.

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Laura cansou de ter de explicar á suas companheiras de quarto o ocorrido. Lucy se trocou e foi dormir direto. As gêmeas Lilian e Laila fizeram o mesmo. Amy se limitou acender sua lamparina e ler seu livro.

Laura apena se sentou na borda da cama e ficou olhando pela janela. Foi tudo tão rápido que parte dela ainda não acreditava. Dessa vez ela deixou as lagrimas escorrerem livremente .

Tudo fora duro demais, rápido demais, estranho demais. Ela queria poder se levantar agora e verificar tudo que encontraram na bolsa de Miranda ou ir ao quarto dela. Mas, nada disso podia ser feito agora. A única opção que lhe restava era esperar.

Uma mão encosta no ombro dela tão inesperadamente que ela se assusta. Ao se virar, vê Amy em pé ao seu lado.

– Acho melhor você tentar dormir. Amanhã tem aula. Ao mesmo que você queira faltar. Eu poderia explicar á professora que...

– Não, não. O melhor que eu posso fazer é ocupar a cabeça.

– Tenta dormir , ok?

Elas se abraçam. Isso faz com que Laura solte mais algumas lagrimas antes de dizer:

– Boa noite.

– Boa noite.

Ela entra debaixo das cobertas e encara a janela. Antes de cair no sono, vê uma única estrela aparecer e brilhar no céu.

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– Katherin! Katherin!- uma voz doce falava no ouvido da menina.

Ela resmunga e se vira para o outro lado. Não estava com a mínima vontade de acordar.

– Vai por mim, você não vai querer chegar tarde no 1º dia de aula.- comenta alguém

A menina pula para fora das cobertas. São cinco e meia. Elas tem que chegar na escola as seis.

– Meu Deus!- ela exclama entrando no banheiro.

Katherin toma um banho curto e veste o uniforme que havia recebido ontem antes de dormir. Prende seu cabelo em um rabo-de-cavalo e calça seus sapatos.

Depois, correu em direção á sua cama e pegou sua mochila ( que ela felizmente tinha deixado pronta antes de dormir).

Quando olha para trás vê todas as meninas prontas.

– Vamos juntas?

– Pode ser.- responderam elas em uníssono

As cinco desceram as escadas o mais depressa possível.

– Detalhe:- pergunta Katherin enquanto elas descem- por quê vamos de bicicleta e não de carro?

– Porque a ilha tem medo de ficar poluída, então , a escola decretou que cada quarto tem um numero de litros de combustível por mês.- começou Thalia

– E se você quiser sair no fim de semana, é melhor economizar.- terminou Annie.

– Mas, onde ficam as bicicletas?- pergunta a francesa enquanto elas atravessam os jardins.

– tem uma garagem aqui perto. Lembra do carro? Então é a garagem ao lado.

Depois de pouco tempo correndo, elas chegam ao lugar da garagem do quarto andar. Correm direto para a que tem o numero vinte e dois.

Thalia abriu rapidamente e cada uma pegou a sua bicicleta. Por fim, sobrou apenas a bicicleta do fundo. Katherin ficou surpreendida.

– Essa bicicleta é a minha cara!

– Eles fazem isso. – sorriu Selena.

– Vamos povão!- gritou Medie- Um , dois, um dois, um dois!!

Elas fecharam a garagem, subiram nas bicicletas e disparara em direção ao palácio de Catarina.

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Durante o caminho, Katherin sentiu o ar frio da manhã no rosto e , por mais que isso pareça estranho, sorriu. Estava muito cedo para ela lembrar do que acontecera noite passada e, a esperança ter um bom 1º dia contribuíram para isso.

///

Elas demoraram menos do que esperavam . Colocaram as bicicletas no estacionamento ( na verdade um suporte) para esse tipo de veiculo e correram em direção a escola.

– Estamos três minutos atrasadas.- grita Thalia

– Isso faz diferença?- pergunta Katherin

– Depende de quem esta discursando esse ano.- responde Annie

As cinco continuaram a corrida até que, na porta principal, acharam uma aglomeração de alunos.

– graças á Deus!- exclama Selena- Eles nem entraram ainda!

As cinco se juntaram á aglomeração. Katherin prestava atenção em tudo: até mesmo na cor das paredes e a arquitetura do palácio de Catarina, era realmente um lugar muito belo. Pelos corredores existiam alguns pequenos murais onde se pregavam anúncios com tachinhas. A francesa ficou encantada com a decoração do local: era idêntica á do verdadeiro palácio.

– Nossa!- ela exclamou

– O quê foi? – cochichou Annie

– Esse lugar é muito lindo!

– Eu sei.- ela respondeu pensativa

– Teremos de trazer o material todo dia? Quero dizer, não existem armários para os alunos?- questionou a novata

– tem algo bem melhor.- Annie sorriu – Cada dois quartos tem uma sala. E a cada duas ou três aulas , depende do dia e da hora, temos dez minutos para descansar e pegar o material para as próximas aulas.

– Você só pode estar brincando!- sorriu a ruiva

– Pior, quer dizer, melhor que não! É muito bom esse esquema!!

Elas passaram por inúmeras sala de aula , em silêncio, até a francesa perceber que todos caminhavam para o mesmo lugar.

– Para onde estamos indo?

– Agora , como em todo ano, teremos uma palestra com o diretor e a coordenadora, mais alguns professores, estragando nosso café da manhã. O de sempre. O bom, é que perdemos boa parte da primeira aula!- respondeu Selena.

– Mas, qual seria a primeira aula?

– Relaxa! Perder qualquer aula é bom!- sorriu a mexicana

– Agora que pensei em uma coisa: como eu vou saber meus horários?- pergunta a novata

– Nem nós sabemos! – respondeu Medie- Vamos receber os horários durante o café.

Katherin assentiu e não fez mais perguntas. Logo, elas estavam em frente á grandes e majestosas portas, que, na época de glória da ilha, deviam pertencer á um salão muito grande, talvez até mesmo ao salão de baile.

Por dentro, o salão tinha belos lustres de cristal no teto, paredes pintadas de um amarelo quase branco. No fim , em uma parte mais alta, havia uma mesa para os professores. As mesas dos alunos eram cumpridas e deviam caber uns 300 ou 400. De certo modo, o salão lembrava , bem vagamente, o salão da escola de magia e bruxaria de Hogwarts da serie de livros Harry Potter, e as mesas eram idênticas.

Enfim, haviam cinco mesas. As garotas se sentaram na terceira, de frente de frente para os meninos.

– Parece que alguém caiu da cama!- exclama Fredie

– Cale a boca , Kadjadja!- riu Katherin- Você não está com uma aparência muito melhor que a minha!

– Não muito melhor, mas ainda é melhor!- ele brincou

Katherin levantou do banco e deu um tapa , de leve, na cabeça do egípcio.

Depois da risadas cessarem, a menina voltou seu olhar para mesa ao fundo: nela, haviam exatos treze lugares, cujos apenas doze estavam preenchidos. A garota observou bem cada um e acabou encontrando alguns rostos já conhecidos ; a rabugenta professora Mevindom, a gentil professora Evans, e o professor Robert. Tirando eles, os outros nove rostos eram desconhecidos.

– Selena, quem é aquela professora sentada ao lado do Professor Robert?- pergunta ela

– Hã?

– Ela quis dizer ao lado do senhor Hughes.- disse Thalia.

– Nem queira saber. É a professora mais cruel que você vai conhecer.- comenta a mexicana

– Respondendo a sua pergunta jovem gênia francesa- diz Fredie- Essa é a professora AbigailHillebrand, professora de línguas.

– Línguas?

– É. Dentro das doze matérias essenciais , está línguas. Que , na verdade se chama língua materna. Você continua estudando seu dialeto.- responde Michael

– Então.. Ela é minha professora de francês?

– E a minha de italiano.- ele sorri e aponta para o professor sentado ao lado dela – Está vendo aquele professor ali? Ele é o senhor Richard Clark. Professor de matemática.

– E sabe aquela baixinha ali?- pergunta Fredie apontando para o outro lado da mesa- Ela é a professora de história , senhora Brianna Davies .

– E o da ponta, o do bigode, é o professor de educação física, Nathan Anderson. – contou Annie rindo muito.

– E aquela ao lado dele é a professora de artes...- começou Selena

Porém , Katherin teria de esperar para descobrir o nome da professora, pois, nesse exato instante, o diretor entrou no salão, fazendo todos se levantarem.

– que é?- cochicha Katherin , mesmo sabendo quem ele era.

– É o diretor, Erasmus Wonder.- sussurrou Thalia.

Pergunta respondida, a jovem se cala e começa a prestar atenção no homem, que agora se encontrava em frente á mesa dos professores e recebera um microfone.

– Bom-dia. – a voz dele ecoou pelo salão, severa e gentil ao mesmo tempo.

–Bom- dia .- murmuraram os alunos.

– Como sempre gostaria de dar ás boas-vindas aos novos alunos.- houve uma breve salva de palmas, animadas- Agora, gostaria de contar-lhes a história desse magnifico lugar:

“ Tudo começa antes mesmo de Teigh Island receber esse nome, antes mesmo de qualquer ser saber de sua existência. Há registros de que portugueses pisaram nessas terras ,tendo poder sobre elas até 1488, quando nunca mais conseguiram regressar. Até hoje, arqueólogos encontram objetos de origem portuguesa em certos pontos.

Em 1598, espanhóis margearam a ilha, fugindo assustados noites mais tarde , alegando terem visto seres demoníacos. Que até hoje causam divergências entre profissionais; alguns dizem que os “seres” eram os povos nativos, outros alegam que era os animais ferozes e únicos que habitavam a ilha.

Enfim, a ilha nunca mais foi vista. Até que, em 1703,um membro da nobreza russa, Ivan Grander chegou nela. Á ele foi concedido o titulo de Imperador do arquipélago das ilhas Oriónicas . Assim, começou o curto e majestoso reinado dos Grander. Por ter descendência alemã, Ivan mandou construir um palácio inspirado no Castelo de Neuschwanstein.

Em poucos anos, a ilha principal, chamada até então de Alnilam, teve um crescimento demográfico espantoso , por causadas da grande potência econômica e natural que as ilhas se tornavam.

As coisas continuaram á prosperar durante o reinado de Augusto II ,filho primogênito de Ivan. Foi ele quem mandou construir os palácios de origem austríaca e francesa. Logo veio a descoberta de minas de pedras preciosas espalhadas em varias ilhas do arquipélago. Especialmente na ilha Mintaka, onde até hoje se extraí ouro, safira, rubi, diamante e esmeraldas. Se tornando grande produtora de joias e objetos preciosos.

Mais tarde,durante o reinado de Pedro I, se torna grande produtora de roupas e de frutas , se destacando a maçã e a uva. Isso resultou no crescimento da economia local

Miguel II, manda construir em 1878, palácios de origem russa.

Após o falecimento de Miguel II( apelidado como Miguel , o grande), seu filho, Alexander III, sobe ao trono. Grande parte do reinado dele ficou conhecido como Os anos dourados do arquipélago. As ilha Oriónicas se tornaram um lugar belíssimo e de economia forte.

Descobriu-se á algumas décadas , que Alexander não chamava as ilha pelo nome das estrelas , e sim por nomes que até hoje tem origem desconhecida. Mas, foram estes os quais prevalecem até hoje : Alnilam tornou-se Teigh; Mitanka , Vense; e Alnitak , Nein.

Depois da morte de Alexander e sua família ,durante a revolução da ilha, muitas duvidas ficaram.

Entretanto, os Grander sempre se importaram com a educação, e investiam principalmente nos que tinham talento. É o que fazemos aqui, hoje.”

Todos bateram palmas ao fim do discurso. Katherin se sentiu extremamente angustiada com a história. Ela simplesmente odiava quando as perguntas não tinham respostas.

“por quê as coisas mais interessante tem que ser as que não tem resposta?” ela se pergunta enquanto uma mulher baixinha e ranzinza pega o microfone do diretor.

– Silêncio , por favor!- embora suas palavras tenham sido polidas, a pronuncia destas demonstrava que ela não estava sendo nem um pouco gentil e usava essa frase como um jeitinho fofo de dizer “calem a boca”.- Obrigado. Sejam todos bem-vindos, sou a coordenadora Brigite Lovenog. E eu vou ditar as principais regras para vocês:

Nesse momento Annie grunhi e diz:

– Ah! Lá vamos nós!

– É explicitamente proibido correr nos corredores, vandalizar os corredores, roubar material da escola ou comida da cozinha...

– Lhe garanto que não tem fiscalização nenhuma.- comentou a australiana.

– Nenhum aluno poderá sair dos limites escolares sem autorização de um professor ou responsável, e devem sempre voltar antes das 23 horas em dias semanais e á meia-noite e meia em fins de semana.

– Infelizmente, isso eles cumprem.- comentou Leo amargurado.

– Todos os carros tem limite de combustível e é proibido alunos menores de 16 anos dirigi-los sem piloto automático...

– Eu esperava que eles deixassem-nos dirigir com 14- bufou Medie

– Não se pode circular pelos corredores depois das oito e as nove todas as luzes são apagadas. É proibido adentrar á floresta que ronda a escola. É proibido fazer barulho em frente á enfermaria, ou sala de aula. É proibido invadir outros quartos, ou salas...

– Ir pra cama cedo ninguém merece.- disse Selena

– Por fim, é estritamente proibido não usar o uniforme completo ou modificar este.

Esta frase foi seguida de protestos de varias alunas.

– E..- ela disse fazendo sua voz sobressair ás reclamações- É claramente proibido o uso de aparelhos eletrônicos nas classes.

Todos os alunos explodiram em reclamações e protestos. O caos teria continuado se Sr. Wonder não tivesse interferido, pedindo para os alunos se acalmarem.

– Bem...- ele disse- acho que agora podemos no deliciar com esse café da manhã , enquanto vocês recebem seus horários. Bom-apetite e sejam bem-vindos.

– Finalmente a melhor parte!- exclamou Selena, atacando um achocolatado e uma bandeja de pães com manteiga na chapa.

Katherin riu e tomou um café com leite e comeu um pão de milho com requeijão.

Logo após todos terminarem, receberam seus horários. O deles eram iguais durante a manhã, pois se tratavam das “aulas básicas” como biologia, matemática e etc.; já o horário da tarde variava muito. Cada um tinha uma aula para seu talento ,e , quanto melhor ele fosse , mais aulas ele tinha na semana.

Katherin, por exemplo, tinha aulas para escritores todos os dias, aulas de musica quatro dias , aulas de ballet três dias... e assim por diante.

– Qual é a sua aula agora , Katy?- perguntou Selena enquanto se levantavam.

– Biologia.

– A minha também! – exclamou Annie- E a sua , Sel?

– Biologia , também.

– Que saco! A minha é Geografia.- reclamou Thalia

– Aff, eu também.- disse Leo- Quer companhia?

Ela deu de ombros e eles seguiram para fora do salão.

– E você , Medie?

– Tenho matemática.- ela disse.

– Então... acho que essa é a minha deixa...- comentou Fredie sendo seguido de perto por Michael.

–Vamos?- perguntou Katherin

As duas suspiraram e guiaram ela até a sala de biologia, que ficava no segundo andar.

///

A sala era idêntica á qualquer outro laboratório de ciências dos filmes americanos: haviam duas colunas com mesa para pares, estantes e armários com bichos e outras coisas parecidas, uma lousa enorme no fundo. Só havia um detalhe, a sala estava cheia. Sendo assim, Selena e Annie sentam em uma mesa ao fundo e Katherin teve que se sentar na mesa da frente da coluna da direita , ao lado de uma menina que nem ao menos conhecia.

– Bom-dia- ela disse polidamente- tem alguém sentado ao seu lado?

– Não pode sentar!- a garota sorriu. Tinha olhos acinzentados e cabelos longos , loiros e liso.- Ah! Me Chamo Elizabeth!mas pode me chamar de Liz.

Katherin assentiu com a cabeça e se sentou, sorrindo.

– Aliais, sou Katherin.

– Ah! Posso te chamar de Katy?- Elizabeth perguntou animada- Eu sempre quis ter uma amiga pra chamar de Katy!

– Claro, pode.

Nesse instante, a professora entrou.

– Bom-dia , classe.- disse ela

– Bom-dia , senhorita Evans.- cumprimentou a classe sem ânimo.

–Vejo que temos rostos novos na turma!- ela comentou sorrindo, olhando para as duas- Quais são os seus nomes queridas?

– Elizabeth Johnson.

– Katherin Perrié.

– Sejam bem-vindas meninas.- ela disse gentilmente- Ah! Eu tomei a liberdade de ver seus materiais didáticos de biologia e vejo que você não terão muita dificuldade em pegar o ritmo.

Katherin ouviu Elizabeth murmurar:

– Mais ferrada do que eu já tava não podia ficar.

//

A aula correu normal tirando o fato de que Elizabeth não parava de falar um segundo sequer.

A professora tinha razão, Katherin não teve dificuldade nenhuma em entender o quê era dito. Mas, sentiu que o ritmo ali era mais rápido do que o que ela estava acostumada.

Enfim, 50 minutos mais tarde, ela, Annie e Selena saíram da classe.

– Caramba! Minha mochila parece chumbo!- comentou Katherin.

– Relaxa! Depois que você colocar o material na nossa salinha particular , vai melhorar!- disse Annie fazendo pose de rica

– Qual a sua aula agora?- perguntou Selena- A minha é geografia.

– Aff, História. — resmungou Annie

– A minha é Francês.- Disse Katherin- pensei que gostasse de história.

– O problema não é a matéria, é a professora. — disse Annie antes de ir.

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Thalia não sabia o que era pior :a aula de História ou Annie xingando a professora de todos os nomes possíveis.

– Jesus, alguém me tira daqui.- ela murmurou- Annie! Annie!

– Porca, idiota...- ela parou de falar quando thalia a cutucou- Que é?

– Faltam quantos minutos?

Annie conferiu seu relógio.

– Faltam cinco minutos.

– Toda essa raiva é porque ela te chamou a atenção?

– A minha! A última a falar! Ela podia ter reclamada da bis...

– Eu vou lavar a sua boca com sabão.

A australiana revirou os olhos, o que deixou Thalia irritada. As vezes Annie agia feito uma criança mimada.

– Não faça essa cara para mim!- ela disse deixando seu charmoso sotaque russo escapar, isso acontecia quando ela falava muito rápido ou ficava estressada.

– Tá.

Felizmente , o sinal tocou antes que a russa pudesse dar um puxão de orelha na amiga.

– Vamos, temos que ajudar a Katy a colocar os materiais e se organizar.

– Se , ela achar o caminho até a sala.

– Quem tem boca vai a Roma, e quem tem um mapa vai até Croácia se quiser.

– Pensei que o ditado acabasse na palavra Roma.- comentou Annie olhando para o teto enquanto elas desciam as escadas.

– E é. Eu inventei a outra parte.- Thalia deu de ombros.- Enfim, ela é esperta e não pode ser tão sem senso de direção.

Thalia tinha que dizer: parecia que as pessoas respeitavam Annie, ou então fingiam isso. Ela era popular dentre os bagunceiros , chegada em algumas pessoas barra-pesada, rainha dos trocadilhos , visitante VIP da diretoria e uma encrenqueira de primeira.

Ela e Annie sempre foram grandes amigas, uma sempre ajudando a outra. Apesar da aparência e das atitudes de sempre, Thalia nunca fora uma santa já tinha aprontado muito. Só não queria prejudicar seu futuro ou seu histórico escolar. Annie, parecia não ligar muito para isso.

Enquanto elas se encaminhavam para a sala, vários bagunceiros cumprimentaram a australiana, enquanto varias pessoas comum cumprimentavam Thalia.

– Eaí ,Annie! Pronta pra próxima pegadinha?- perguntou Travis Stlonger, parceiro de artimanhas de Annie.

– Olha lá em, Stlonger! Dá últimas vez você amarelou!- berrou ela de volta em tom de brincadeira

Thalia revirou os olhos enquanto girava a chave da porta. Logo, quando esta se abriu elas entraram na majestosa sala decorada no estilo do século XIX.

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Ameerah sorria por ter finalmente saído da aula de biologia. Ela odiava tudo aquilo. Agora ela caminhava apressadamente pelo corredor , indo em direção á sala que seria sua d outras nove meninas este ano.

Enquanto corria, seus longos cabelos negros formavam ondas e batiam em sua costas.

Seus olhos castanho escuros vagavam pelos corredores como os de uma águia. Seu salto, mesmo sendo pequeno, fazia o tradicional tec-tec .

Finalmente ela acha a sala que procurava e para bruscamente.

– quartos vinte e um e vinte e dois.- ela lê em voz alta – Ah! É aqui!

A jovem libanesa abre a porta e encontra seis meninas sentadas e outras três mexendo no armários em estilo antigo.

– Bom-dia.- Ammerah sorri.

Dentre as nove vozes que lhe respondem a árabe só conhece quatro : a de duas garotas japonesas, a de uma paraguaia e a de uma indiana. Respectivamente suas colegas de quarto : a pequena Yoko e sua melhor amiga Nami , a travessa Lívia e a criativa Padma.

Olhando bem dentre as meninas sentadas Ameerah pode distinguir o rosto de Thalia, uma filha de um amigo de seu pai. Ao lado dela estava sentada a famosa encrenqueira , Annie e a rebelde Medelaine; também pode reconhecer uma garota de origem latina , mas lembrava seu nome e outra cara, completamente nova : uma ruiva de olhos verde-jade , alta.

– Olá , Thalia. Annie. Medelaine. E...

– Selena – a garota sorriu, Ameerah retribuiu

– agora, você é nova, não?- ela perguntou gentilmente para a ruiva que mexia contente no armário.

– Ah! Claro! Que falta de educação a minha.- e caminhou até a libanesa, apertando sua mão.- Katherin. Katherin Perrié.

– Prazer . Ammerah Ablah Bahmad.

– Temos oito minutos...- disse Lívia- querem conversar?

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Yoko adorou conversar com as meninas... A conversa foi ótima. Tão boa que todas elas estavam atrasadas para aula de inglês.

– Vish... acho que atrasamos...- Selena fez uma cara de ops enquanto elas corriam pelas escadas.

– Eu... Nunca... Mais... Venho... Sem... Relógio....- disse Katherin arfando.

– Já está cansada?- Perguntou Medie indignada- Fracas.

Francesa e a libanesa fuzilaram a garota. Mas, tiveram o bom senso de não parar para discutir.

Como Yoko estava perdida no tempo, nunca saberia dizer , ao certo quanto tempo levaram para chegar na sala de inglês, porem, agora , isso não era importante.

Felizmente, quando entraram a professora dizia:

– Agora façam um circulo com as carteiras para todos poderem se ver e...- Ela bateu os olhos nas dez meninas que entraram correndo na classe. O quê elas estavam pensando? Uma manada dessas não podia passar despercebida.- Senhoritas.. O que tem a dizer sobre seu atraso?

As dez se entreolharam , desesperadas. Ninguém lembrara de inventar uma resposta plausível.

– hã.... é que...- começou Thalia

– Sorry, teacher . That´s my fault. I got lost and the girls had to find me and bring me to here. So sorry. I hope they are not punished for it.- ( Desculpe professora. É minha culpa. Eu me perdi e as meninas tiveram que me encontrar e me trazer até aqui. Desculpe. Eu espero que elas não sejam punidas por isso.) disse Katherin

– Está bem. Sentem-se . E que isso não se repita.- ela disse suspirando- Hã... Qual o seu nome querida?

–Katherin Perrié.

– Passe a usar seu mapa senhorita Perrié.

– Eu o farei, senhora.

– Agora, vamos começar a aula.

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Todos fizeram o que lhes foi mandado. As meninas sorriram umas para as outras.

A sequencia ficou assim ( da esquerda para a direita): Yoko, Nami, Ameerah , Selena, Katherin , Annie, Thalia, Medie , Padma e Lívia.

A professora começou a anotar algumas coisas na lousa e as meninas escreviam-nas nos cadernos.

Como em toda sala de aula, depois de muita ausência da professora olhando, tudo estava uma zona. Annie aproveitou isso para descrever cada uma das pessoas na sala para a novata.

– Temos vários grupos : Os NERDS – ela apontou para um grupo de garotos que falavam sobre coisas que ninguém entendia.- Os NERDS rebeldes, os idiotas, os esportistas – ela apontou para um grupos de meninas e meninos que estavam com os cadernos preenchidos e conversavam, depois para um grupo de pessoas que faziam coisas do tipo enfiar lápis no nariz, e depois pra um grupo de garotos e garotas vestidos com agasalhos do time da escola e que brincavam com uma bola.- Temos os bagunceiros- Ela sorriu á apontar para sua turma- os barra –pessada, os quietos- ela apontou para um grupo de pessoas realmente fortes e outro de pessoas que pareciam que iriam encolher se olhassem demais para eles.- E por fim... A rainhas da discórdia.

–oi?

– esta vendo aquela ali na frente?- disse apontando para uma garota na ponta do “U”- Aquela é Rebecca . Alemã. Se acha a 8ª maravilha do mundo. Mas, tem um irmão gatinho.

–E quem é a garota ao lado dela?- perguntou Katherin rindo

– Aquela é Drew Nakutonu. Veio da Coreia do Norte. Clone da Rebecca. E, a outra do lado é Britta Berg. Uma outra clone. Cabeça-de-vento. Mas, a irmã dela é uma boa pessoa?

– Quantos anos?

– 11.

Katherin assentiu . E passou um pouco mais de tempo encarando as garotas.

– O quê foi?

Ela sacudiu a cabeça.

– Nada.

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A aula correu do mesmo jeito que a de ciências, só que mais agitada. Katherin saiu da sala intrigada, ela já tinha visto Rebecca antes...

Enfim... Agora ela precisava se concentrar , aula de história junto de Michael, Fred, Medie e Ameerah.

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Felipe Valentim caminhava junto com Lucy e Laura para aula de Geografia, que ele gostava muito, por sinal. Apesar da brasileira sorrir e agir como sempre, havia algo que demostrava a tristeza e angustia dela. Já Lucy, não tinha como disfarçar, parecia que existia uma nuvem negra sobre sua cabeça. As coisas não tinham melhorado muito.

Logo, eles chegaram na classe, repetiram a rotina de sempre : Lucy e Laura sentaram uma na frente da outra e Felipe sentou na fileira ao lado, atrás de seu amigo Henry.

– Cara, eu sinto muito pela Miranda. Eu sei que você eram amigos.- disse Henry antes da aula começar.

Felipe soltou um suspiro.

– Valeu. Mas, acho melhor você não tocar no assunto com as meninas. Ainda é muito difícil pra todo mundo.

Henry assentiu e observou, discretamente as meninas antes de voltar a atenção para o que a professora ensinava. Felipe se esforçou para fazer o mesmo, mas as perguntas atravessavam sua mente. Por quê alguém faria aquilo? Como? Quem? Era frustrante.

Miranda sempre tinha sido uma boa amiga, aluna, pessoa. O quê teria ela feito para se tornar tão odiada a ponto de perder a vida? O quê ela queria dizer a eles naquela noite?

Ele tentara de todo jeito juntar as peças, porém nada fazia sentido. As perguntas continuavam atormentando-o e deixando-o ainda mais confuso e angustiado a cada minuto.

“Será que já avisaram os pais dela?” Felipe pensou, saindo do “ quebra-cabeça” do assassinato.

Felizmente, alguém o tirou de seus devaneios.

– Felipe? Felipe?- ele olha para o lado e vê Laura sacudindo seu ombro

– Hã?- ele balança a cabeça- O quê...

– Cara, você está bem?- Ela pergunta colocando sua franja, que a poucos meses ela havia deixado cair para o lado esquerdo, atrás da orelha.- Parecia que você estava dormindo.

– É.. Acho que sim.

– Olha... Eu também tenho andado com a cabeça cheia de perguntas nas ultimas horas, mas agora não posso fazer nada. Quando nós tivermos um tempo livre eu...

– Senhorita Prado?- Ao ouvir a voz da professora, a garota fez uma careta de ops que fez ele rir.

– Sim, professora?- ela disse se virando

– Espero que tenha um bom motivo para ter saído do seu lugar.

– Bem...

– Volte para sua carteira.

– Sim, senhora.

Quando a professora virou as costas para a classe, Laura começou a rir em silencio , fazendo Lucy e Felipe repetirem o gesto.

– Será que toda Laura é assim?- Lucy sussurrou

– Deus queira que não.- a garota respondeu

Os três riram mais um pouco. E, pela primeira vez desde ontem á noite , Felipe tirou os pensamentos da tragédia.

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Medie sorria, finalmente as aulas “importantes” daquele dia tinham acabado. Agora era almoço e aulas para talentos.

– Vamos , moças! – disse ela as companheiras

– Ok, ok. Eu também estou morrendo de fome.- disse Annie

As garotas desceram as escadas e chegaram ao salão , que agora distribuía o almoço. O cheiro da comida deixava-as loucas.

Por fim, elas chegaram ao salão e se sentaram de frente aos meninos.

– Como foi a aula de Francês , katy?- perguntou Fredie

– Puxada...- ela suspirou

– Liga não!- disse Annie- é difícil pra todo mundo!

Medie sorri. Ela quem a diga! A pior aula para ela era inglês... Nada é fácil, em Grander Hall então... Era como multiplicar a dificuldade por dez.

– Olha pelo lado bom... Agora vamos ter as aulas para os talentos. Isso pelo menos é divertido!- Thalia fez uma dancinha alegre

Todos riram. Parecia que faziam isso á séculos , mas esse seria mais um de muitos outros dias. Medie sorri ao se lembrar do ano passado. Ela e Annie tocaram o terror... E também sentiram terror por causa das notas baixas.

– Fritas!- grita Selena se atirando em direção á bandeja , fazendo Medie e todos rirem

“ Vai ser um bom ano” ela pensa

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Rebecca Quiremon estava á uma mesa de distância da garota que observava, perdida em pensamentos. Ela olhava fixamente para a garota ruiva. A novata mal chegara e conseguira chegar muito perto das “falhas” no seu sistema perfeito de “domínio” da escola. Ela sabia todos os segredos e ninguém sabia dos seus... Pelo menos ninguém que ela não pudesse controlar.

O problema era se alguém, do qual ela ainda não saiba nada, chegasse muito perto das pessoas que podem ser controladas as coisas poderiam sair de seu controle. E a jovem alemã sempre fora disposta á fazer de tudo para que isso não acontecesse.

A ruiva era o problema no momento : suas fontes lhe disseram ter visto ela conversando com Ian Stamford,a única pessoa com quem qualquer ser poderia falar. Ela tinha que tomar providências.

– Drew, Britta, quero que me façam um favor.

– Sim- elas responderam em uníssono

– Quero que vocês peçam aos meus contatos para pesquisar sobre as alunas novas.

– Elas tem potencial?- perguntou Britta confusa

– Ao que me parecem , não.

– Então por quê...- começou Drew

– Não pergunte!- Rebecca respondeu rispidamente- Apenas faça!

– Tá certo Becky.- elas disseram , indo falar com uns meninos umas cadeiras mais distantes

– Seja lá o que você esconde , eu vou saber.- Rebecca comenta pensativa enquanto observa o patético grupo de amigos rirem.- Tenha certeza.

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Quando todos acabaram e o sinal tocou, Katherin teve que se dirigir sozinha até a sala onde teria aula junto de outros jovens escritores.

Ela caminhava á passos incertos e apressados. Agora, finalmente acreditava que nunca conseguiria andar nessa escola sozinha. A francesa olhava para os lados , com o numero da sala em uma mão e o mapa na outra, a mochila pesava em seus ombros.

Finalmente , ela acha a sala e entra nela, contente por ter conseguido acha-la sem a ajuda de ninguém. Ultimamente isso tinha se tornado um tanto difícil. A francesa se senta em uma carteira ao fundo, ela nunca gostara de sentar na frente, achava que tirava a atenção.

Logo a professora entrou na classe, ela tinha cabelos castanhos , olhos da mesma cor e parecia ser simpática, não como a professora Evans, mas ao mesmo tempo severa.

– Bom-dia ,classe.- Ela disse- Sou a Senhora Violet Green.

“ Violet?!” Katherin pensou “Você só pode estar de brincadeira!”

Subitamente ela começou a rir disfarçadamente. Violeta... O nome que ela inventara para enganar Livian dias atrás... Isso era realmente estranho...

– Rindo sozinha ruivinha?

A garota se virou e viu Ian sentado na carteira ao lado.

– Não sabia que você escrevia.

– Não respondeu a pergunta.

– E não irei responder.

– Nossa, quanta ousadia.- ele disse com ironia

Ela bufou e se virou para prestar atenção na aula.

Depois de algum tempo explicando como as aulas funcionavam, Sra. Green finalmente disse :

– Bem, comecemos com um exercício simples: contem-me como foram as suas férias.

///

Já faziam cinco minutos que a aula acabara e Katherin ainda guardava o material. A aula correra bem, ela adorou a professora Green.

– Zíper desgraçado...- Ela resmungava enquanto tentava fechar a mochila – Fecha...

– Quer ajuda?

Ela se vira e vê um garoto moreno de olhos escuro em pé na sua frente.

– Sinceramente... Seria bom.- ela se afasta da mochila e deixa ele mexer.

Cinco minutos depois ele se levanta e mostra a mochila fechada.

– Obrigada...- ela sorri – aliais sou Katherin

– Azard.

– Prazer.- ela pensou um pouco- Você sabe onde fica a sala de musica?

– Eu estou indo para lá. Se você quiser que eu te ajude...

– Tá. Mas, marca onde ela fica no mapa, por favor. Eu quero evitar me perder por aqui.

– Eu também fiz muito isso quando entrei.- Disse o jovem turco assinalando a sala no mapa- prontinho. Vamos?

///

Thalia tinha acabado de sair da aula de design. Tudo tinha ocorrido bem e ela estava feliz. Ela nunca se cansava disso.

No meio do caminho, uma Annie despenteada e eufórica começa a acompanha-la. Provavelmente tinha acabado de sair da aula de dança. Ela tinha os cabelos presos em um coque desengonçado e o rosto todo suado.

– Foi tudo bem na aula?- perguntou Thalia

– Muito bom! Tivemos que aprender a fazer um moinho. Sabe, girar com a cabeça apoiada no chão?

Thalia riu muito da cara esquisita que Annie fez. Ela geralmente era assim, só que até mais louca de vez em quando.

Em pouco tempo as duas chegaram a sala de musica, que , como sempre , estava um caos.E, é claro, Annie logo foi fazer parte dele.

Thalia apenas sentou-se em uma dos acentos, pois , na verdade, a sala de musica era um palco.

Logo, Katherin chegou na sala junto de um menino moreno que Thalia jurava não conhecer.

Enfim, antes que a russa descobrisse , a Professora Ellen Crazive entrou na classe e tentou restabelecer a paz.

– Annie , querida, queira , por favor, parar de enfiar a cabeça do pobre Chase dentro da tuba.- ela se vira – E, Medelaine, amada, pare de tentar enforcar o Joel.

Demorou algum tempo, mas as coisas voltaram ao que se pode chamar de normal durante á aula de musica.

– Bem... Bom-dia. Pra quem não sabe sou a professora Ellen.- ela disse sorrindo para Katherin- E, apesar de estarmos no primeiro dia de aula, teremos de começar a nos preparar para o festival de Halloween.

A frase foi seguida por vários aplausos e assovios.

– E...- a professora continuou- Só teremos dois meses para ensaiar. Então, começaremos agora: Usem essa aula para praticar o que você já tem em mente e , se não tiverem nada, usem-na para pensar nisso. Será assim até sexta, onde vou querer os nomes dos que vão se apresentar.

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Felipe estava na sala pertencente ao seu quarto, junto de seus colegas. Eles conversavam animadamente sobre um monte de assuntos aleatórios. Até que, um deles resolver sair e isso foi desencadeando o esvaziamento da sala.

Por último saíram Felipe e Vitor. O segundo tinha acabado de fechar a porta quando o inglês se lembrou de algo.

– Cara deixei minha mochila lá dentro.

Ele joga as chaves para o amigo:

– Pega, te vejo mais tarde.

– Beleza.

O menino gira rapidamente a chave e entra na sala. Porém, quando vai pegar a mochila, que estava em cima de uma das poltronas, para e olha a mesa de centro: Há um bilhete nela.

“Miranda te velle noverat

Illud secretum computantur meretur.

Venit hora omnia committitur

Et vos eorum, qui servant sunt prima fabula

Sitque quaerere incipient

Fatum vita in manibus septem octo novem

Si vis aperire hoc sacramentum, diligentiae, non sunt tantum

fortunatos

VXS”

Ele olhou para os lados , confuso. Como alguém podia ter entrado ali? Mal tinham fechado a porta e ele voltara!

Foi então, que Felipe sentiu um vento gelado nas costas. Olhos para trás e viu que a janela tinha sido aberta.

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Novos personagens!

Amy:http://www1.pictures.zimbio.com/bg/Mackenzie+Foy+Twilight+Saga+Breaking+Dawn+9VBBaKXf1Ihl.jpg

Lílian e Laila: http://src.odiario.com/Imagem/2012/10/06/g_0710moda-0801.jpg

Ameerah:http://resources0.news.com.au/images/2011/04/30/1226047/384676-110430-hat-gallery-ameerah.jpg

Lívia: http://wizbangblog.com/wp-content/uploads/2012/08/leryn-franco-hairstyle.jpg

Nami: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRM6sv7Nf6DDJtT4vpPljtFBHh_igTTONJP-IWrVekNFOHQBKLv

Yoko:http://4.bp.blogspot.com/_3CWW2eKDkCA/TBmiQVvfeNI/AAAAAAAAAd0/z-7Pq4u9Khg/s1600/yuiaragaki.jpg

Padma:http://revistamonet.globo.com/coluna/files/2009/04/frieda-pinto.jpg

Vitor:

https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRevnQ44hm6oBePCM-mZ8HAf9XoocZeU0ATAyswVdPZUrSPUN9W

Azard: http://www.collider.com/wp-content/uploads/dev_patel_image.jpg

Britta: http://farm4.staticflickr.com/3139/2959172936_4cef907a4a.jpg

Henry : http://ilarge.listal.com/image/3854505/936full-logan-lerman.jpg

Look:

Meninas : http://www.polyvore.com/girls_school/set?id=98901133

Meninos:http://www.polyvore.com/cgi/set?id=98903836&.locale=pt-br

Bicicletas:

http://www.polyvore.com/cgi/set?id=98905669&.locale=pt-br

Notas finais
Bom.. É isso. Mereço Comentarios???
Obs: SE você ( para minha infelicidade não conseguiu acessar um dos links, me mande uma mensagem privada ou diga no comentario mesmo.
Alguém percebeu que eu coloquei nomes nos cap?? Em inglês ,para ficar chique.
Dedico o cap aos meus fãns onipresentes Felipe Valentim e fada cantatis , á minha querida Diário de uma viajante e á minha novafã Marília Vicentim que ficou uma semana inteira pedindo para eu postar logo o cap. Obrigada.
Espero que tenham gostado bjs