The Mystery Of Grander Hall- The Alexander´s Book
5 Capítulo 5- Wellcome party
Notas iniciais
Elas saíram pelo lado dos fundos do palácio. Os jardins estavam lindos, iluminados. As cinco caminharam em direção á um carro parecido com um citröen grand Picasso c4.
– Nós temos um carro?- perguntou Katherin
– Sim. Cada quarto tem o seu. Não te explicaram isso?- disse Annie
– Pelo visto não me explicaram muita coisa...
Elas entraram. Katherin ficou admirada com o interior do carro: os bancos eram de couro branco e macio, o do meio da segunda fileira dobrava e virava um porta-copo, era espaçoso , estiloso, tinha aquelas tevezinhas.
– Isso é só pra gente?- ela perguntou com seu charmosos sotaque francês.
–Legal , né?- sorriu Selena.
Madelaine se sentou no banco do motorista, Thalia ao seu lado, Selena, Katherin e Annie atrás delas.
– Peraí!- se desesperou Katy ao lembrar de um pequeno detalhe- Quem vai dirigir? Pode ter carteira aos catorze aqui?
– Não. Eles não seriam loucos de deixar a gente dirigir- Disse Selena calmamente.
– Na verdade, o carro tem duas opções de como dirigir – começou Thalia gesticulando para o painel- A normal, que se destrava apertando essa botão. E, a de piloto automático .
Dito isso , Medelaine girou a chave e o painel digital ,do tamanho de um tablet, que ficava no lugar onde, na maioria dos carros, se encontra o som, liga junto com o motor do carro.
Thalia apertou em um dos vários aplicativos, que falou em voz alta :
– Palácio de inverno. Portão frontal, 80 km por hora.
– Quinze minutos até chegar ao seu destino.- respondeu o carro.
Katherin estava boquiaberta. Mas , logo depois todas estavam rindo. Quando o carro começou a andar Annie comentou:
– Que é isso ! Nem parece que estamos indo para uma festa! Solta o som Dj!
Elas cantaram e dançaram as músicas Come and get it da Selena Gomez, California gurls e Firework da Katy Perry, Here´s to never grow up da Avril Lavigne e One way or another do One Direction ( A pedido de Medie).
Depois de toda essa folia elas já estavam prontas para curtir a festa. Como se estivesse esperando, a voz do piloto automático falou bem no momento que a última música acabou.
– Bem-vindas ao Palácio de Inverno, popularmente conhecido como Palácio de eventos. Boa-noite.
– Seja bem-vinda a Grander Hall Katherin!- comentou Selena
– Agora está na hora de se divertir!- berrou Annie fazendo todas rirem
As cinco saíram quase juntas do carro. E, logo que fizeram isso , tomaram alguns poucos minutos para admirar o grande palácio.
– Vamos nessa. – disse Katherin tomando a dianteira e se dirigindo a porta.
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Fredie não era muito chegado em festas, mas, Grader Hall sempre era uma exceção. O Palácio de inverno era magnifico e, todas as garotas compareciam. Não que ele e os amigos fossem o tipo pegadores ,porém , ali era o melhor lugar e a melhor hora para paquerar. E, no fundo, mesmo ele mesmo não querendo admitir , Fredie era um romântico ( só não diga isso á Medie ou ele vai ser chacota pelo resto do ano).
Enfim, ele, Michael, Leo e seus amigos Chad e Edson estavam conversando. Os cinco estavam perto das grande escadaria ,prestando atenção nas meninas que entravam.
Leo estava agitado, olhava de um lado para o outro , como se procurasse alguém. Depois de um tempo, Michael não conseguiu mais fingir não perceber a atitude do amigo e perguntou:
– Procurando alguém , Leo?
– Onde será que as meninas estão?
– Por toda parte . Mas, agora, achar uma que queira falar com a gente... Vai ser difícil.- respondeu Edson.
– Ele estava falando das do quarto 22. São as únicas da nossa classe que ainda não chegaram.- disse Michael
– Eu acho que ele só está esperando uma... – comentou Chad com um sorriso malicioso.
– E ela começa com T e termina com halia. – terminou Fredie.
– HAHAha!- Leo forçou uma risada- que graça, amiguinho. Pelo menos eu não gosto de uma riquinha esnobe.
– As pessoas mudam...- Fredie murmurou
– Acho melhor encerarmos o assunto.- disse Michael sabiamente.
Ele e Michael eram amigos de longa data, inseparáveis. Fredie confiava nele de olhos fechados. Eram quase irmãos.
A conversa deles se estendeu mais um pouco até que Chad arregalou os olhos para a escadaria e murmurou:
– Agora entendi o que o Leo estava esperando.
–Caramba. – comentou Fredie.
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Annie nunca teve medo de ser o centro das atenções, era uma artista, vivia sob o holofote. Todavia, estar atuando no palco era completamente diferente de ter centenas de pessoas te analisando de cima á baixo.
Felizmente ,esse nervosismo foi substituído por um tanto de autoestima quando Medie murmurou para elas:
– Falei que estamos divas.
As cinco garotas sorriram e começaram a descer as escadas lentamente ,juntas. Seus passos soavam ritmados a música “Are You Ready” de Hannah Montana.
“Acho que todas nós merecemos um momentinho diva” pensou Annie.
A australiana começou a realmente gostar das atenções quando percebeu que seus amigos á olhavam com o queixo lá no chão. Annie concordava com a reação deles. Ela até que usava vestidos, mas nunca se produzia tanto. Thalia fazia um bom trabalho.
Quando elas chegaram ao pé da escada , foram em direção aos meninos.
– Fecha a boca se não entra mosca.- comentou Selena
– Convencida você, não?- disse Michael rindo.
– Então vê se da próxima vez vocês disfarçam melhor .- respondeu a mexicana gingando
O garoto bufou e logo depois todos riram. Eles conversaram bastante e então se dirigiram para a mesa do buffet.
– Hum... Eu adoro esse doguinhos- Comentou Selena de boca cheia enquanto balançava seu resto de doguinho no ar.
–hahahhah! Ela é sempre assim?- pergunta Katherin rindo.
– Sempre.- responde Annie rindo.
Ela e a francesa mal tinham se conhecido, mas já se davam bem. No breve tempo em que conversaram no quarto conseguiram construir o que pode-se chamar de começo de uma amizade. Aliais , Annie achava que era bem difícil não fazer amizade com as suas companheiras de quarto. Se convive com elas todos os dias, se divide o espaço com elas, e muitas vezes, a intimidade também. Ao menos que elas fossem muito más e chatas.
“Poucas são as barreiras não quebradas pela convivência” pensa a garota enquanto toma mais um gole da sua Coca-cola.
– quer um pouco ?- ela diz oferecendo a garrafa de vidro á Katherin.
– Hã... Eu não tomo refrigerante.- confessa sem graça a francesa.
– Você não gosta de refrigerante?- Leo arregala os olhos- eu nunca pensei que iria conhecer alguém assim!
A garota ri e se levanta.
– Eu vou pegar um suco na bancada.- diz ela apontando para uma bancada perto de onde estavam, com um homem fazendo sucos de todos os sabores – Já volto.
– Ok.- todos disseram em uníssono.
Mal a novata sumiu de vista, Medie se levanta e diz :
– Bom gente, eu não vim aqui pra ficar parada! Eu vou pra pista! Quem vê comigo? Porque se não , eu vou sozinha!
– Eu vou!- disse Selena
– Eu também!- disse Fredie
Depois que eles se afastaram , Edson e Chad foram conversar com uns meninos. Sobraram apenas Thalia, Leo e Annie.
Thalia e Leo levavam uma boa conversa, da qual, por mais que tentasse, Annie não conseguia acompanhar. Então, se contentou em observar os dois que se entendiam tão bem.
“ Eles ainda vão acabar namorando...” pensa ela distraidamente “ Melhor eu deixar os pombinhos em paz e ver se a Katherin ainda está viva”
– Gente, vou ver se a novata precisa de ajuda.- disse ela se levantando
– Ok. A gente vai dançar um pouco.- comenta Thalia
– Humrum.- Assente Annie
– Que foi?- Pergunta a russa
– Nada não.
Então ela segue na direção da bancada, enquanto a amiga e Leo seguem para a área menos movimentada da pista de dança.
Quando chega na bancada de sucos vê Katherin sentada em um dos bancos conversando com uma garota que ela se lembrava vagamente de ter visto em anos anteriores. A menina tinha cabelos castanhos claros, olhos cor-de-mel realçados por um óculos de grau, um pouco alta.
– Então daí eu corri atrás dele e... –dizia ela
– Ah! Oi Annie!- disse Katherin acenando e fazendo sinal para que ela se sentasse ao seu lado.
– As pessoas me abandonaram !- brinca Annie se sentando.
– Annie, está é Laura.
– Ah! Eu lembro de você! – disse a garota- foi você que fez o meu “trote” no primeiro ano!
– é... sem ressentimentos , né?- perguntou a australiana envergonhada.
– Tá tudo certo!- Laura sorriu.
As três conversaram algum tempo enquanto tomavam sucos. Laura era animada e bem extrovertida. Só então Annie reparou que os olhos dela ficavam de um tom esverdeado na luz.
– Por que você não usa lentes de contato para vir á festas?- perguntou
– Eu tenho aflição e pra que lentes? Eu AMO meus óculos! Pra que ter vergonha de algo tão charmoso?
Elas tomaram mais uma rodada de sucos até que Katherin disse:
– Gente, eu vou dançar. Quem vem comigo?
– Eu vou!- exclamou Annie animada- Você vem Laura?
– Não, eu vou depois. A verdade é que estou esperando uma amiga. Podem ir. A gente se vê mais tarde- ela sorriu e acenou.
– Até , então.- as duas amigas sorriram e correram até a pista onde se acabaram de dançar.
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Laura brincava com o canudo de seu suco de laranja quando uma garota alta e magra de olhos castanhos esverdeados ,parecidos com os seus, e lindos cabelos loiros ,lisos que lhe batiam nas costas se sentou ao seu lado.
– Onde você estava? Posso saber senhorita Rose?- pergunta a garota estressada
– Desculpa. Eu demorei um tempão para conseguir abrir caminho com tantas pessoas na frente.- se defende a menina- Onde está o Felipe ,hein?
– Não faço ideia.- Admitiu Laura- Provavelmente com os amigos dele.
– Na verdade , estou aqui.- ela ouviu uma voz claramente familiar.
Laura se vira e vê um garoto alto de cabelos pretos e olhos castanhos . Este se senta do seu outro lado.
– Vocês demoraram, não?- pergunta a garota indignada por ter passado quase uma hora em um balcão de sucos esperando por eles.
– Não esquenta! Ela ainda nem tá aqui!- exclamou Felipe.
Enquanto esperavam a quarta pessoa desse diálogo, eles começaram a conversar.
Lucy Rose, Felipe Valentim e Laura Prado eram amigos desde que entraram na escola, Há três anos. E, mesmo nas férias se falavam. Eram melhores amigos. Lucy morava em Nova Iorque, Estados Unidos; Felipe em Londres, na Inglaterra e Laura em São Paulo, Brasil. Lucy e Laura dividiam o mesmo quarto.
Eles eram pessoas legais, mas, parece que o resto do mundo ignorava esse detalhe. Felipe e Lucy era tímidos e Laura era mal vista pelas pessoas por não fazer o papel da “garota perfeita”: Ela quase sempre andava com o cabelo bagunçado ou preso, nunca usava maquiagem, gostava mais de comprar livros do que sapatos, não passava horas decidindo que roupa vestir, não tinha vaidade e era nerd. Isso era o suficiente para as pessoas não gostarem, ignorarem e até zoarem com eles.
Todavia, nenhum deles ligava muito para popularidade mesmo. E, não se engane, as garotas podiam ser bonitinhas e meigas ( o meigo mais para Lucy do que para a Laura) ,porém , sabiam muito bem se defender e machucar. Felipe não ficava para trás nesse quesito.
Enfim, os três passaram um curto tempo contando as novidades até que uma garota alta, de olhos azuis penetrantes, cabelos negros com algumas mechas azuis presos em uma bela trança estilo “espinha de peixe”, e extremamente pálida apareceu na frente deles.
– Pensei que vocês não viriam.- ela disse
– Miranda ,por que nos chamou aqui com tanta urgência?- perguntou Lucy
– Tenho algo de extrema importância para dizer. Pesquisei muito nas últimas férias e também no ano passado.
Laura se assustou com a fala da garota de 17 anos de pé na sua frente. Miranda falara aquilo de forma tão séria, que nem mesmo ela ,uma desprovida quase que por completo de confiança , ousou desacreditar.
– Se é algo tão sério por que falaremos sobre isso aqui, em uma festa?- perguntou Felipe
– Porque as pessoas estão distraídas. É o melhor momento. E também, isso não pode esperar.- Disse Miranda nervosa ,olhando para os lados – Venham comigo.
Ela os levou para um canto mais calmo, sem uma sequer alma viva. Só agora Laura reparara nos assessórios que Miranda usava: um colar de relógio e outro de fechadura; uma pulseira com oito pedras marcadas com vários símbolos; um anel de bronze velho com engrenagens no meio, um ninho de passarinho de bronze com dois ovos de perolas e uma andorinha na borda, um de prata com uma pedra azul no meio envolta ,como um olho.
“Por quê tanta coisa?” pensou Laura “ Miranda nunca gostou de exagero!”
– Miranda nos conte logo ...- começou a dizer a brasileira , que foi interrompida pela pessoa que menos gostaria de ver.
– Ora, ora, ora .Quem temos aqui ? O trio esquizofrênico e a emo solitária. Realmente vocês formam o grupo PER-FEI-TO!- disse uma garota de estatura mediana para seus catorze anos, cabelos pretos ondulados até as costas e de olhos castanhos cor-de-chocolate.
– Rebecca Quiremon- Miranda falou os dentes cerados.
– Miranda Cloman. – disse Rebecca
Rebecca podia ter apenas catorze anos ,contudo, quando se tem o poder e o dinheiro que a família dela tem, conseguia fazer da vida de qualquer pessoa um inferno. Poucas eram as pessoas que conseguiam desafia-la ou controla-la.
– Acho que você tem algo que pertence.- disse a milionária estendendo a mão para Miranda.- E eu quero de volta.
– Pode pegar.- respondeu a rebelde mexendo na bolsa-carteira e entregando á garota várias folhas- Eu já sei de tudo mesmo. Ninguém imagina o que a “ inocente” e bela Rebecca Uglynon Quiremon tenha feito tanta coisa. Eu até colocaria a boca no trombone, mas, no momento não é você nem seu passado obscuro que me interessa.
Os três amigos seguraram o riso. Então esse era o segundo nome da grande Rebecca : Uglynon? Tipo Ugly de feio em inglês?
Entretanto a felicidade do grupo só durou o tempo da patricinha se recuperara do golpe.
– Então você quer dizer á todos o que eu fiz ?- ela arqueia as sobrancelhas e sorri malignamente – Pois então vamos lá.
Ela se vira para as pessoas e berra:
– O pessoal, para a música! A garotinha aqui tem algo a dizer!
O pedido dela é atendido e todos se viram para eles. Felipe e Lucy tentam se esconder atrás de Laura enquanto essa da tudo de si para não fraquejar. Miranda fica parada como uma estátua.
– Diga Miranda. Diga o que você falou . Conte tudinho que sabe.- diz Rebecca malignamente.
Miranda continua parada. Laura concordava com a ação. Se Miranda contasse tudo agora seria chacoteada, por outro lado, se continuasse parada ,viraria piada do mesmo jeito.
– Awnt gente!- Rebecca falou com falsa pena na voz – Ela ficou com vergonha!
Ela se virou para Miranda com um olhar feroz:
– Vamos Miranda! Conte o que você queria! Vamos fale! Ou a sua familinha de porcos não te ensinou a falar ?
Quase toda a multidão explodiu em gargalhadas maldosas.
– Que foi querida – continuou Rebecca por cima das risadas – Nunca aprendeu a falar? Ah gente! Eu acho que ela nunca conseguiu pagar um psicólogo! Tadinha! Deve ter algum trauma com multidões!
As risadas continuaram , dessa vez mais forte.
– Awnt! Que coisa Mi! – Rebecca continuou com um sorriso ainda maior no rosto e um olhar quase tão feroz quanto de um leão, como se ela deliciava-se com a cena- não ensinaram-na a responder perguntas? Ou seus pais não te deram educação?
As risadas se seguiram. Laura respirou fundo. Sabia onde Rebecca queria chegar: Miranda morava em Madagascar , era adotada. Fora abandonada na porta do orfanato ainda bebê. A brasileira sentiu a raiva formigar em seus dedos, queria defender Miranda, mas, ela não conseguia dar um passo, tinha medo de piorar a situação.
Infelizmente, quando Laura estava á um passo de reagir, Rebecca deu seu golpe final:
– Ai meu Deus! Eu esqueci! Ninguém quer te ouvir, nem agora, nem nunca! Ninguém quer uma esquisita como você por perto! Ninguém te quer! Nem os seus verdadeiros pais te quiseram!
Nesse momento várias coisas aconteceram ao mesmo tempo: Miranda saiu correndo em direção ao banheiro, chorando; o povo explodiu em gargalhadas; Rebecca riu ,vitoriosa e Laura resolveu largar a razão de vez e berrou :
– Ela pode não ter os pais, mas é uma pessoa melhor que você! Ela pode ser pobre de dinheiro, mas é rica em todo o resto! Ao contrário de você , que é pobre de espirito, pobre de caráter, pobre de carisma, pobre de beleza, pobre de decência, pobre inteligência, pobre alma, pobre intelecto, pobre de cérebro e principalmente : pobre de talento! Você pode ter quanto dinheiro quiser, quanta fama quiser, mas talento igual ao daquela menina NÃO SE COMPRA Uglynon!
Pelo visto, ninguém esperava isso da brasileira ignorada, pois até mesmo Rebecca ficou em estado de choque por algum tempo. Laura resolveu usar isso á seu favor.
– Ela pode não ser popular, mas tem nós três . E , modesta parte, nós valemos mais do que toda essa sua legião de cobras que você chama de “amigos”!
– Você ainda não percebeu que , ninguém quer escutar essa sua ladainha, Laren?- disse uma das companheiras mais “fiéis “ de Rebecca : Drew- Então pega esses seus amigos retardados e vai embora daqui, já poluíram demais o ar! Ninguém quer vocês aqui! O que você vai ganhar falando esse lenga-lenga aí? Se manca!
– Tem razão. É perda de tempo tentar tirar as suas mentes estupidas do poder dessa megera.- respondeu Laura
– Cala logo a boca bicho do mato!- gritou Rebecca, se recuperando do choque – E leva os seus amiguinhos pra ...
Foi então que Laura viu o que nunca pensou que viria em toda a sua vida:
– Cala a boca sua vadia! CALA A BOCA! Volta pro colinho do seu papaizinho vai! Eu Não te aquento mais! Você e essa sua legião de biscates!- berrou Lucy Rose arfando com os nervos a flor da pele.
– Ah! A verme americana resolveu soltar a língua! – riu Drew
– É- disse Rebecca rindo- A vaquinha resolveu soltar a língua junta da porca.
Todos riram. Laura resolveu levar isso ao extremo.
– DO QUE VOCÊ CHAMOU ELA?
– Ah você q..- começou Rebecca, mas esta só teve o tempo e virar o rosto para a brasileira e ser atingida pelo mais forte soco que Laura deu na vida.
– Repete ! Repete se tiver coragem!- berrou a brasileira de 13 anos no auge da sua fúria.
Drew tentou correr e ir pra cima da brasileira levemente ( sentiram a ironia?) descontrolada , mas, Felipe a impediu.
A coisa toda deve ter durado uns dois minutos, até que Laura deu um último tapa em Rebecca dizendo:
– Da próxima vez, eu não vou ter piedade de você ,entendeu?
Ela se levantou , encarou todos sem medo e começou a andar calmamente para onde Miranda havia corrido. Felipe e Lucy a seguiram. Os três não trocaram uma sequer palavra enquanto caminhavam. Contudo isso não era necessário. Cada um levava no rosto um sorriso de contentamento. Laura sabia o que cada um deles sentia: aquela fora a libertação, o começo, estavam com a alma lavada.
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Katherin e Annie se divertiram muito na pista. Em alguns momentos encontraram Thalia, Selena , Michael e os outros.
Annie fazia questão de dançar sem parceiro. Porém, um garoto insistia a cada música. A australiana se mantinha firme em sua decisão.
– vamos Annie!- ele dizia- só uma música!
– Não! – repetiu ela pela quinquagésima vez- Andrew, eu quero dançar sozinha hoje!
O garoto saiu coma cabeça baixa. Katherin teve que admitir que a insistência do menino era admirável. Ela acabou ficando com pena dele.
– Ah! Annie, dá uma chance pro garoto! Ele só quer dançar!
– Foda-se ele! –respondeu Annie- Eu vou dançar sozinha hoje!! Uhhhu!!
Dito isso ela saiu dançando pela pista. Ela era claramente talentosa para dança, todavia, á essa altura do campeonato, Annie estava descabelada, descalça e completamente animada.
– Ai meu Deus! – murmurou Katherin
Ela hesitou por um segundo. Então correu atrás do garoto rejeitado.
– Andrew! Andrew!
O garoto se virou e esperou a francesa se aproximar.
– Oi... hã... Katherine , né?
– Katherin.- corrigiu a francesa- Você tá legal? Olha, a Annie tá meio louca hoje e...
Ele suspirou e balançou a cabeça negativamente.
– Katherin- ele começou desanimado – Eu sei que a Annie não me quer por perto nem em um raio de um km ,ok? Ela só está repetindo o mesmo roteiro dos anos anteriores. Obrigada por ser legal, mas , isso não vai ajudar muito.
– Você gosta dela?- perguntou a garota sorrindo.
– Se ela me deixasse ,pelo menos, falar com ela... Talvez eu saberia.
– Por quê ela não fala com você?
Nesse momento, uma garota esbarra no ombro de Andrew.
– Desculpa.- ela diz antes de voltar a dançar.
– Acho melhor a gente conversar em um lugar com menos pessoas.- Sugere o garoto.
Katherin assente e o segue até a varanda do salão. Ao chegarem lá , a garota pode ver os jardins iluminados e algumas luzes de outro palácio ao fundo.
– Que lindo! – ela exclama.
– Bonito, não? – diz o garoto ficando ao lado da novata
– O que é aquilo?- Katherin pergunta apontando para o clarão ao fundo
– Aquilo? É o palácio de Catarina. Onde nós temos as aulas.
– Vai ser a primeira vez que eu vou gostar de ir á escola.- comenta a francesa , fazendo-o rir.
Katherin se debruça na grade da varanda e fica quieta, pensando, olhando o horizonte. Por fim, Andrew quebrou o silêncio confessando:
–1º ano, eu tinha uma obsessão nojenta por ser popular, eu e meus ex-colegas de quarto queríamos fazer uma pegadinha. Adivinha quem foi a escolhida?
A garota virou a cabeça para ele e assentiu para ele continuar. Ela não parecia brava.
– Annie tinha mexido com um do grupo, os garotos queriam vingança. Era pra ter sido só uma pegadinha. Mas eles foram longe demais. Annie foi humilhada publicamente e, como eu não a defendi e colaborei com isso , ela nunca mais olhou na minha cara.
– Então... você só quer o perdão dela?
– Sinceramente, eu queria a amizade dela de volta. Contudo, eu sei até onde vou conseguir consertar a burrada que fiz.
– Se continuar a pensar assim, aí é que nunca conseguirá nada mesmo.
Os dois passaram mais tempo em silêncio. Cada um em seus pensamentos. Por mais que Katherin achasse erado o que Andrew fez, não podia julga-lo. Ela mesma já havia estado em situação semelhante: Uma vez , ela e Cleo brincavam com Tina, uma amiga de infância. Quando as duas começaram a brigar, Katherin jogou água nelas para para-las. O problema é que ela só acertara Tina. Ela e Katherin ficaram brigadas por um tempo. Porém Tina não guardou rancor por muito tempo e entendeu que fora um acidente.
Ela também já estivera do outro lado : Monalisa aprontava muito com ela, especialmente na frente de visitas. Katherin nunca ligou muito.
A diferença era que, Andrew fez o que fez de propósito, e Annie com certeza se importava . Eles , ainda por cima , eram amigos. Tudo isso junto e misturado deu no que deu.
– Olha, eu sei que você é amiga da Annie . Então se você não quiser falar comigo ou ficar brava eu entendo e...
– Andrew,- ela cortou-o – Não vou parar de falar com você ou ficar brava. O que aconteceu não diz respeito á mim, e não ocorreu comigo. Você realmente me convenceu de que mudou. Agora, eu não concordo com o que você fez, mas, pior seria eu se te julgasse por algo que é assunto seu, da Annie e dos outros garotos.
– Obrigado- ele murmurou.
– Você quer que ela volte á , pelo menos, olhar pra sua cara? Mostre que você mudou.
– Eu já tentei.
– Eu disse mostre, não diga.
– Como? Quando?
– A oportunidade virá.- ela sorriu – apenas seja paciente.
– Você vai me ajudar?
– Quando a hora chegar, talvez.
– Como assim, “quando a hora chegar”?
– Eu não vou mexer em nada. A vida fará isso por todos nós. Agora, quando isso acontecer , e você provar que mudou, eu vou te ajudar.
– Espero que a hora chegue logo.
– Se você já esperou três anos, qual o problema de esperar mais um tempo?
– você tem razão. – ele sorriu e se virou para a porta –Mas, vai que ela ainda aceita falar ou dançar comigo?
Dito isso ele entrou novamente no salão atrás de Annie, deixando Katherin sozinha da grande varanda sorrindo.
– Eu tentei.- ela disse olhando para o céu.
A garota voltou a se debruçar na grade da varanda. Com a silhueta do Palácio de Catarina brilhando na noite de 31 de agosto, quase outono.
Vendo a sombra do estilo russo do palácio, Katherin se lembrou da explicação que sua amada ( e falecida) avó lhe dissera quando ela perguntou o porque das matrioshkas ( aquelas bonequinhas russas) na sala da dela. A velha avó respondeu:
– Nossa família tem antigas raízes russas. Nunca reparou que pelo menos um dos filhos de um Perrié tem cabelos ruivos? É por causa da descendência russa, minha querida. A nossa “ maldição” é os cabelos vermelhos .Você pode ter filhos com outra cor de cabelo, mas, pelo menos um deles terá os cabelos vermelhos.
Ela riu baixo e continuou a observar o palácio. Katherin se lembrava de quando sua mãe lhe contara o porque do nome Cassandra na família. A mãe lhe contara que esse foi o nome de uma importante antepassada ruiva. Desde então, todo filho ou filha ruivo(a) recebia esse nome em homenagem á mulher que marcou a família Perrié tão profundamente. A avó se chamava Natalya Cassandra Perrié, a mãe : Charlote Cassandra Perrié, a irmã Marie Cassandra D´Frectine Gocci Perrié e, ela, Katherin Cassandra D´Frectine Gocci Perrié.
Ninguém nunca havia lhe dito o que realmente Cassandra havia feito. Devia ter sido algo realmente notável para ter resistido á tantas e tantas gerações. A garota sabia pouco sobre a moça: ela era ruiva, filha de um francês e uma russa, fez algo muito importante no passado, era talentosa, vivia na Rússia.
Quando seus pensamentos passaram de Cassandra para a Rússia, Katherin se lembrou da música que tocava na sua caixinha de música:
– “Ursos dançam no ar
Coisas de que me lembro
E a canção de alguém
Foi no mês de dezembro
Dias de felicidade
E os cavalos na tempestade
São imagens a dançar
Que eu posso recordar
Dias de felicidade
E os cavalos na tempestade
São imagens a dançar
Que eu posso recordar
Muito tempo passou
E o fulgor da lareira
Na memória ficou
Disso eu sempre me lembro
E a canção de alguém
Foi no mês de dezembro”- Cantava ela.
– É uma música bonita.- disse uma voz ao lado dela, o que a fez dar um pulo de susto – Mais ainda a voz de quem canta. Engraçado... Não lembro de te ver nas aulas de canto no ano passado.
– Talvez seja porque eu não estava.- diz Katherin se virando e dando de cara com garoto de pele branca , cabelos pretos , olhos azuis e frios, estendendo a mão – Prazer. Katherin.
– Ian.- ele diz com um sorriso que a menina não sabia dizer se era debochado ou enigmático – Então você é nova aqui? Eu até diria que você deve ser muito boa para entrar no quarto ano, mas, eu já a ouvi cantando, não?
– Obrigada.- agradeceu a francesa corando
– Apenas disse a verdade, francesa.
A garota se virou com as sobrancelhas arqueadas.
– Como você...
– Seu sotaque não deixa enganar.
– Então... Ian- Disse Kathein devagar – o que você está fazendo aqui?
– Eu é que pergunto , o que você está fazendo aqui?- ele respondeu semicerrando os olhos.
– Perguntei primeiro.- argumenta a garota rapidamente.
– Ok, ok. Eu admito que estava seguindo o Andrew.- ele disse levantando as mãos em um claro sinal de eu me rendo.
– Se estava seguindo ele você sabe por quê estou aqui.- Katherin arqueou as sobrancelhas.
–Vocês estavam conversando. A pergunta é :sobre o quê?
– De que te interessa?- perguntou a francesa rispidamente.- o assunto não lhe diz respeito senhorio.
Ian ri da reação de Katherin. Isso só a deixa mais irritada. A francesa não suportava que as pessoas fossem tão cara de pau a ponto de falar com alguém só para saber de alguma fofoca. O garoto só havia ido falar com ela por causa da conversa dela e Andrew? E ainda por cima admitira isso? Que falta de vergonha na cara!
“ que deselegante” pensou ela.
Por fim o garoto explicou:
– Ao contrário do que você pensa mocinha, o assunto diz respeito á minha pessoa ,sim.
– Se sabe qual era o assunto, por quê perguntou?
Ian abriu e fechou a boca duas vezes antes de admitir:
– Você venceu! Eu escutei a conversa! Mas eu tinha direito!
– Porque você é um dos “amigos” do Andrew.- A garota riu debochadamente.
Entretanto, a garota ouve um barulho e olha na sua direção. No fim do jardim, quando se torna parte do bosque, dentre as árvores, Katherin vê algo , ou melhor, alguém. Ela vê um vulto preto se mover . Subitamente ela para de rir , fica séria e tensa.
– Ouviu isso?- ela pergunta assustada
– Ouviu o que?
– Tem algo ...- ela se vira e aponta para o lugar do vulto, mas, não há mais nada- ali.
– Além de grossa, você ainda é paranoica.
– E além de intrometido ,você é convencido , cara-de-pau, sem graça e inconveniente.- Katherin dá um sorriso forçado e vai em direção ao salão.
– Katherine! – exclama Ian
A garota para e se vira batendo o pé.
– É Katherin!
– Eu sei. Mas se eu chamasse você pelo nome certo você não ia parar.
– você...- seja lá o que o garoto estava prestes a falar, não conseguiu continuar.
Nesse exato momento , dentro do salão começou uma gritaria. Uma mistura de insultos, risos, berros , palmas e tantas outras coisas que deixou os sentidos da francesa tontos. Para piorar, começou um empurra-empurra e, como Katherin estava na porta da varanda, foi empurrada de volta para esta , caindo com tudo no frio chão de mármore branco.
Ian começou a rir.
–Não tem graça!- ela disse com a voz fraca – olha eu ... Ai.
A garota sentiu uma pontada de dor na testa e ficou tonta por um instante. Ian pareceu entender que não era a hora para debochar e se agachou ao lado dela.
– O que foi?
– Nada- ela diz.
Todavia, quando ela balança a cabeça, um fio de sangue, tão vermelho quanto seus cabelos desce pelo lado esquerdo do seu rosto e pinga no chão branco.
O garoto arqueia as sobrancelhas e diz firmemente:
– Consegue encostar na grade?
Katherin obedece. Ele desabotoa a barra da manga da camisa social e enxuga o sangue da testa dela.
– Algo me diz... que não foi só por causa do corte que você quase desmaiou.
– Muita coisa ao mesmo tempo , em um mesmo sentindo. Isso acontece comigo, principalmente quando são muitos sons ao mesmo tempo, e , você me deixou só um pouquinho estressada –ela disse a última pare com um grande sarcasmo.
– Certo, me desculpe então.
– Apesar... de que eu acho ... Que... Sabe... Aquela “coisa” que eu vi tenha sido o principal culpado...
– Como assim?
– Eu fiquei nervosa, tensa, preocupada, assustada, frustrada... Tudo junto e misturado. O estranho é que, eu já cheguei a ficar paralisada por um tempo, mas quase desmaiar? Nunca.
– Tá... agora você está me assustando.
– Eu já te disse que vou te bater?
– Não. E nem se você quisesse ,você poderia.
– Quando eu puder eu vou.
Eles riram baixo e logo depois ficaram em um silêncio mortal. Dessa vez foi a vez de Katherin comentar:
– Eu conheço poucas pessoas da minha idade que saibam da existência de um filme tão antigo .
– É... A minha mãe assiste até hoje.
– Quando eu era pequena a minha mãe cantava a música para eu dormir e a minha avó me deu uma caixinha que toca essa música.
Eles passaram mais um tempo somente ouvindo os gritos, agora menos eufóricos e mais histéricos.
– Meu sotaque é tão forte assim?- pergunta a francesa
– É.- confessa Ian- Mas, eu estou acostumados á lidar com pessoas de vários lugares diferentes . Sei identificar o sotaque de umas quinze línguas diferentes.
– Porém, você também tem o seu , não? Britânico.
– Correto.
Eles ficaram em silêncio por mais algum tempo.
– Ouviu isso?- perguntou Katherin
– De novo, não. Eu não ouvi nada.
– Exatamente. — Ela se levantou- Seja lá o que estava acontecendo, já parou.
Ele também se levanta e vai até a porta com ela. Os dois olham para dentro e vem tudo calmo novamente.
– Acho... que eu vou indo... Obrigada.- diz a francesa
– Até, Katherin.
Ela acena com a cabeça e anda em direção á pista de dança, onde seus amigos estavam. Enquanto caminha, ela ainda canta a música do filme Anastásia em russo, português, italiano, espanhol, inglês e francês.
Somente quando ela terminou de cantar todas as versões que sabia, achou as amigas dançando juntas.
– Katherin! Onde você estava?- exclama Selena
– Estava só dando uma volta pelo salão.
– Logo eles vão chamar os novatos. É melhor ficar por aqui.- aconselhou Thalia.
A garota assentiu.
– Enquanto isso dance com a gente!- gritou Annie dançando alegremente.
As amigas riram e começaram a imitar Annie.
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Ian ficou mais um tempo na varanda, encostado na grade, pensando.
“Ouviu isso?” a pergunta da francesa ainda o atormentava.
Ele vira e ouvira aquilo. Mas, o que o impressionava era que ela havia visto.
“ Isso não pode significar nada bom” Pensou o britânico .
Ele ,então, saiu da varanda e se sentou em uma mesa onde se encontravam outros quatro meninos e duas meninas.
– Onde estava ,Ian?- pergunta umas das garotas rindo
Ela tinha cabelos loiros (tingidos), lisos e que batiam nos ombros.
– Só dando uma volta Hilary.- ele responde friamente.
– Ele estava na varanda, conversando com uma garotinha ruiva.- comenta a outra menina , fazendo os outros na mesa rirem.
Ela tinha cabelos negros, pele morena, e olhos cor-de-chocolate.
– Você anda um pouco enxerida , não Christina?- retruca Ian sem emoção.
Christina abre a boca, prestes a responder o comentário do garoto ,quando é interrompida:
– Ian! Ian! Olha o que fizeram comigo!- grita Rebecca apontando para o rosto
– Te bateram... Eu presumo.- responde Ian sem sequer olhar para a garota.
Ela faz “biquinho” e fica olhando para o garoto. Ele, porém, apenas mexe o copo.
– Não vai fazer nada? Nem dizer uma sequer palavra?- reclama Rebecca
– Eu já entendi o que aconteceu. Você quer que eu faça o que? Briguem com mais alguém que se encheu dos seus insultos? Não obrigada, Becky.
– Eu vou descontar por que você deve estar estressado.
– Não. Eu estou bem calmo. A única coisa que acontece é que eu não ligo.- ele responde friamente
– Mas eu ligo!- exclama um garoto baixinho de cabelos negros ,lisos e sedosos , olhos escuros e pele pálida, e, até mesmo para Ian, estava longe de ser bonito.
– Cala boca, Edward! Você é muito criança!- Diz Rebecca saindo de cena.
A mesa inteira está rindo da cara de tacho que fez o garoto de treze ano que acaba de ser dispensado.
– Eu só sou um ano mais novo que ela!- exclama Edward
– Mas nem a sua altura, nem a sua mentalidade contribuí pra isso! – responde Christina rindo.
Felizmente, antes que os dois começassem uma discussão, uma voz, no topo da escada dupla por onde entraram, disse:
– Atenção, atenção! Está na hora de conhecer os mais novos integrantes dos seus grupos.
– isso vai ser divertido.- comentou um garoto alto, loiro e forte do outro lado da mesa.
Os alunos novos vieram em uma fila atrás da senhora Mevindom. A ordem era dos mais novos para os mais velhos.
A professora na escada, senhorita Evans. Normalmente se chamavam os professores de senhor ou senhora, todavia , Bárbara Evans era tão nova que ninguém tinha coragem de chama-la por esse nome.
– Vamos começar...- diz ela pegando uma lista- Alunos do primeiro ano: Ferreira, Maria Aparecida.
Uma garotinha de onze anos subiu as escadas olhando para os pés. Ela tinha cabelos negros e ondulados que lhe batiam na cintura e uma pele muito, mas muito pálida.
– Artístico!
A garota e a professora apertam as mãos e a Maria Aparecida desce as escadas, enquanto a outra chama outro nome.
Depois dessa cena ser repetida várias vezes, com variantes, finalmente chegaram os alunos de 14 anos, os que interessavam á Ian e sua turma.
– Johnson, Elizabeth Hellen !- Uma garota alta, de cabelos loiros e lisos e olhos azuis. Ela tinha uma cara avoada, como se sempre fosse fazer uma pergunta idiota.
– Artístico!
Muitas e muitas pessoas depois, Ian ouviu algo que, involuntariamente , o fez levantar os olhos da mesa.
– Perrié, Katherin D´Frectine Gocci!
Uma garota de cabelos ruivos que lhe batiam nas costas, meio ondulados, um pouco alta, de olhos verdes, subiu as escadas sorrindo.
Ao chegar perto da professora , baixou o olhar, como se não quisesse olhar para as pessoas. Nisso Evans passou um longo tempo lendo.
– Caramba! Você tem bastante coisa nessa ficha !Mas... Acho que algo lhe trás ao seu lado... Intelectual!
As pessoas bateram palmas , Katherin cumprimentou a professora e foi em direção á um grupo de cinco meninas que sorriam para ela.
– Perrié...- murmura Ian pensativo
– Disse algo Ian?- Perguntou Hillary.
– Nada... SÓ pensando que, talvez essa noite seja um pouco mais intrigante do que eu imaginava.
Nisso, eles voltaram a conversar.
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Miranda finalmente chega ao banheiro feminino. Ela estava um pouco abalada, seus pais eram um ponto sensível da sua vida. Todavia, ela não correra para o banheiro para chorar. Havia um propósito, ele não podia ser ignorado. O último ano e suas férias tinham sidos tomados por aquela busca, pelos segredos e os mistérios de Grander Hall, Teigh Island, os Grander... Existiam muitas histórias mal contadas, esquecidas, abafadas, perdidas... Cada centímetro da grande ilha continha um mistério. E seus moradores não eram diferentes.
No ano passado, Miranda havia encontrado um professor e, depois de um certo tempo, ele lhe contara muitos dos mistérios. Ambos estavam em uma pesquisa incansável por respostas.
Contudo, do mesmo jeito que existem pessoas que querem descobrir os segredos, há pessoas dispostas á tudo para esconde-los. E, quanto maior o segredo, maior as chances de você se meter em uma emboscada.
O problema era: o segredo que Miranda e o professor desvendavam tinha proporções inesperadas, isso poderia mudar os rumos da humanidade. Por isso, tanto ele quanto ela, sabiam o risco que corriam. Agora , eles não podiam voltar atrás, chegara a hora, os escolhidos se reuniriam, os guardiões descobririam, os protetores voltariam, o mal se reergueria, a batalha começaria. O destino já estava traçado, Miranda sabia que era necessário que fosse ela quem começasse.
“Só eles podem achar, só eles podem o mundo salvar. Mas cabe a você começar” Ela se lembrava com clareza da frase do professor.
A garota apenas esperava que seus amigos chegassem ao banheiro e ela contaria tudo. Quinze minutos, no máximo. Quinze minutos e tudo começaria, de um jeito ou de outro.
Falando agora, quinze minutos parecem pouco. Mas, para Miranda, custou muito.
Ela se debruçou sobre a pia e começou a lavar o rosto. A água gelada castiga seu rosto quente e sua maquiagem a prova d´água nem se abala. Apesar do clima dentro do salão estar agradável, o frio do outono é notável do lado de fora, Miranda sabe disso.
A veterana para de lavar o rosto e olha seu reflexo no espelho que cobre toda a parede esquerda do banheiro. Não existem palavras para descrever o tamanho desespero que ela sentiu ao ver o que havia no espelho: atrás dela , um homem vestido com um manto preto e uma mascara medonha . Mal Miranda sabia que era a mesma mascara que o cara que quase matara Seu Manuel em Paris.
Involuntariamente, Miranda solta um grito e se vira.
– Que diabos é você?
– Se você não colaborar, seu pior pesadelo.- responde o homem( ou seria mulher? Não era possível saber, a voz era modificada para sair rouca e sinistra.)
– Colaborar com o quê , senhor?- pergunta a garota , tentando ganhar tempo para alcançar a sua bolsa.
– Não se faça de idiota, Miranda. Ultimamente você tem se envolvido em mais do que devia.
– E pelo visto, não sou a única .
– Não banque a engraçadinha comigo.
– Pelo visto eu realmente cheguei no grande ponto, não? Ou vocês só tiveram coragem de bater de frente agora?
– Nós nunca tivemos medo de você. Muito menos tentamos poupar sua vida. Queremos apenas nos preservar. Não podemos matar a qualquer hora.
– Então... me vigiaram?
– sim.- ele respondeu calmamente- Agora... quem lhe contou o segredo?
– Eu fiz tudo sozinha .
O homem solta uma gargalhada fria e cortante. Miranda aproveita a distração e abre a bolsa sem que ele veja.
– Você quer que eu acredite que uma mera garotinha órfã e rancorosa como você conseguiu fazer tudo isso sozinha? É uma maneira realmente patética de mentir.
–Se não quer acreditar, não acredite. Que diferença faz se fui ou não ajudada?- Nesse momento, a garota o botão de seu antigo gravador , que liga e começa a exercer sua função.
– Mas é claro que importa! Alguém fora de nossos contatos sabe disso ou nos traiu. Interessa á muito mais gente do que eu.
– Eu sabia. Você são uma sociedade , não? A quem tanto interessa manter tais segredos escondidos? E por que?
– Você não está em condições de fazer perguntas, Cloman.- ele diz tirando a faca de debaixo da capa.- Vou lhe pedir somente mais uma vez: me entregue.
Ele tenta se aproximar dela, mas Miranda desvia e encosta na parede entre os banheiros e as pias.
– Eu não lhe entregaria nem se estivesse comigo!- ela grita
– Pare de mentir! Entregue a bolsa!
Nisso, Miranda e o mascarado entram em uma luta injusta. A garota estava desarmada e ele era forte. Miranda não teve chance, o homem pegou sua bolsa. Ele vira-a de cabeça para baixo e despeja todo o seu conteúdo no chão.
O piso de mármore branco é atingido por uma chuva de moedas, uma escova, uma carteira, maquiagem, celular , o gravador e , por fim, um relógio de bolso antigo e um caderno pequeno, de capa preta e lustrosa.
O homem gargalha monstruosamente.
– Seu jogo acabou , mocinha. Já tenho o que preciso. Os escolhidos nunca saberão , os guardiões nunca se unirão e a primeira mensageira está perdida.
Ele pega o relógio e o caderno antes de se virar para Miranda, com um olhar faminto, apontando-lhe a faca.
– Diga-me Miranda Cloman, você teme a morte?
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Lucy sentia o sangue pulsar em seus ouvidos, sua cabeça estava a mil por hora.
– Eu ainda não acredito que você disse aquilo!- comentou Laura enquanto elas e Felipe andavam até o banheiro.
Lucy soltou uma risada tímida. Nem ela mesma acreditara no que fizera poucos minutos atrás.
– Sabe que nem eu!- ela disse sinceramente
– Eu não sei quanto á vocês , mas eu estou com a alma lavada!!- gritou Laura girando o dedo no ar.
Os três riram mais um pouco. Foi então que a Nova Iorquina se preocupou com algo:
– Laura, você , assim, pode ser expulsa por bater na Uglymon?
– HAHAHA!- ela riu debochadamente- duvido! Alias, se tentarem, tenho uma carta na manga.
– Como assim “uma carta na manga”?- perguntou Felipe com as sobrancelhas arqueadas.
– Aguarde e verá.- respondeu a brasileira em tom de mistério.
Eles continuaram seguindo , conversando, até chegarem na porta do banheiro feminino.
Lucy e Laura adentraram normalmente, já Felipe...
– Meninas, eu não vou entrar ai.
As duas se entreolharam e chegaram em uma conclusão :
– Tem razão. Fique ai fora e avise se alguém estiver vindo, ok?- Disse Laura seguindo Lucy pelo estreito corredor que dava acesso aos banheiros.
Quando Lucy chegou no banheiro, não pode conter um berro de terror.
Laura , que estava mais atrás , correu até ela, seguida de Felipe.
– Ai meu Deus! O que foi ? O que foi, Lucy?- perguntava a menina agoniada.
Lucy tentou falar, mas sua boca não emitiu qualquer som. Ela, então , se limitou a apontar para a quina entre o último banheiro (da direita pra esquerda) e a parede , onde mais a frente vinha as pias.
Laura e Felipe se colocaram cada um de um lado de Lucy.
– Ai Meu Deus.- murmurou o garoto
– Não pode ser.- Disse Laura em pleno desespero- Isso é horrível demais pra ser verdade...
– Felipe! Rápido! Chame alguém! Pelo amor de Deus!- berrou Lucy
O garoto saiu derrapando pelo banheiro enquanto ela e Laura s ajoelhavam ao lado do corpo.
– Lucy... Isso vai soar estranho pra caramba, mas... Tire os acessórios e pegue a bolsa.
– Por que?
– Não há tempo para explicações.
Laura começou a recolher as coisas, em pânico , enquanto Lucy tentava ver o pulso.
Havia sangue por todo lado, até mesmo no espelho, e uma poça se concentrava ao redor do corpo, manchando seu vestido bege. Laura e Lucy ainda tentaram reanima-lo.
Porém, a verdade estava ali, nua , crua , dolorosa e horrorosa: Miranda Cloman estava morta.
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Novos personagens!
Laura:http://derepentecresci.files.wordpress.com/2012/08/98868154289191477_rt9exp1r_c.jpg
Christina: http://divergentseriesreview.weebly.com/uploads/1/0/3/5/10351211/9107556.jpg
Felipe :http://st-listas.20minutos.es/images/2011-04/283443/2959196_640px.jpg?1305485807
Lucy:http://31.media.tumblr.com/e396682551864cef9af2804b0e92eb52/tumblr_mqjn9ndWFs1ruiypso1_500.jpg
Elizabeth : http://images2.fanpop.com/images/photos/7100000/Amanda-in-Mean-Girls-amanda-seyfried-7197532-640-480.jpg
Drew : http://images2.fanpop.com/image/photos/10100000/London-Tipton-london-tipton-10111016-293-446.jpg
Rebecca: http://carneiroscloset.files.wordpress.com/2010/11/blair_gossipgirl.jpg
Edson : http://images.wikia.com/disneyjessieseries/images/8/8d/CameronBoyce1.jpg
Chad :http://spc.fotolog.com/photo/44/4/63/ddpotter/1192735138_f.jpg
Ian :http://3.bp.blogspot.com/-AAuTyPpFx7s/TlFT6w08hkI/AAAAAAAAA1Q/jKDFm5TrW6I/s320/fallenC.jpg
Andrew :http://moviesback.com/wp-content/uploads/2013/06/412.jpg
Notas finais
Se você , para minha infeliciddae não conseguiu ver um sequer link eu ponho aqui.
Laura:http://derepentecresci.files.wordpress.com/2012/08/98868154289191477_rt9exp1r_c.jpg
Hilarry: http://4.bp.blogspot.com/_c70ZPJNZbWI/Ruvjqb8991I/AAAAAAAAAGw/s7rLyYUJ7Yo/s320/128102000_6f02915ce3.jpg
Christina: http://divergentseriesreview.weebly.com/uploads/1/0/3/5/10351211/9107556.jpg
Felipe :http://st-listas.20minutos.es/images/2011-04/283443/2959196_640px.jpg?1305485807
Lucy:http://31.media.tumblr.com/e396682551864cef9af2804b0e92eb52/tumblr_mqjn9ndWFs1ruiypso1_500.jpg
Elizabeth : http://images2.fanpop.com/images/photos/7100000/Amanda-in-Mean-Girls-amanda-seyfried-7197532-640-480.jpg
Drew : http://images2.fanpop.com/image/photos/10100000/London-Tipton-london-tipton-10111016-293-446.jpg
Rebecca: http://carneiroscloset.files.wordpress.com/2010/11/blair_gossipgirl.jpg
Edward : http://images2.wikia.nocookie.net/__cb20130106035558/harrypotter/pt-br/images/3/37/Young_Snape_DH2.jpg
Miranda : http://images3.wikia.nocookie.net/__cb20120922232523/catorade/images/thumb/7/78/Liz-hair-9.jpg/500px-Liz-hair-9.jpg
Edson : http://images.wikia.com/disneyjessieseries/images/8/8d/CameronBoyce1.jpg
Chad :http://spc.fotolog.com/photo/44/4/63/ddpotter/1192735138_f.jpg
Ian :http://3.bp.blogspot.com/-AAuTyPpFx7s/TlFT6w08hkI/AAAAAAAAA1Q/jKDFm5TrW6I/s320/fallenC.jpg
E se você também não conseguiu ver o look das meninas aqui vai também:
Thalia:http://www.polyvore.com/thalia_festa_de_boas_vindas/set?id=95548862
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Laura:http://www.polyvore.com/laura_festa_de_boas_vindas/set?id=95549879
Lucy:http://www.polyvore.com/lucy_festa_de_boas_vindas/set?id=95549933
Ps: Você acham que Laura é nome de patricinha?
Enfim... E aí? O que acharam? Meio forte, não?
Quero agradecer aos meus fãns sempre presentes Felipe Valntim E Fada Cantatis , mas , também a minha fã ( mesmo ela nunca comentando eu sei que ela lê) Diário de uma viajante. SEm você nada dessas proporções seria possivel. Obrigada e comentem!
bjs
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