Notas iniciais
oi! Dedico esse cap a todos os leitores. Obrigada a vocês todos. Enfim, desculpe-me a demora. Em compensação o cap veio assim , ENORME.
Espero que gostem E COMENTEM.

Assim que as portas se abriram , as pessoas ignoraram o pedido de “ façam fila e desçam com calma”, saindo como um estouro de boiada. Aparentemente, todos estavam loucos para sair e respirar o ar fresco .

Katherin e Fredie tiveram que esperar até a maioria dos eufóricos alunos sair. Ao chegarem ás portas do vagão, A garota se agarrou em uma das barras que ficavam no lado para descer e estendeu o braço livre, observando cada centímetro do lugar que seria seu lar pelos próximos meses. Porém, rapidamente foi tirada de seus devaneios pelo loiro egípcio .

– Vamos, senhorita...?

– Perrié.- disse ela rindo.

– Então vamos, senhorita Perrié.- Disse Fredie pegando a menina pelo braço e a levando em direção á três garotas de uniforme.

Katherin deduziu que elas deviam ser as alunas mais velhas que os levariam até a escola. Os uniformes delas eram iguais, exceto pela gravata. Cada uma pertencia á um time. Elas estavam paradas, fazendo sinal para os alunos se aproximarem.

A primeira era alta, tinha cabelos pretos lisos até os ombros e olhos castanhos. Katherin ficou impressionada coma semelhança entre ela e Luna. Sua gravata era verde e prata,físico.

A segunda era baixa e muito magra, tinha cabelos castanhos escuros lisos e olhos de um verde água. Ela mostrava uma expressão não muito feliz. Sua gravata era Azul e cinza, intelectual.

A terceira era a mais alta de todas, tinha cabelos loiros encaracolados e olhos azuis incrivelmente bonitos. Ela tinha uma expressão muito feliz e um sorriso super simpático, como se seu maior sonho fosse recebe-los. Sua gravata era vermelha e amarela, Artística.

Eles se aproximaram. Logo, todos os alunos haviam percebido as alunas “guias” e formavam uma multidão em volta delas.

A conversa reinava até que elas perceberam que não faltava ninguém.

– Pessoal.- disse a garota com a gravata dos físicos- silêncio ,por favor.

As pessoas se calaram imediatamente. Fez-se u silêncio mortal.

– Obrigada- disse a loira- Boa Tarde. Eu sou Kaitlyn, aluna do segundo ano do colegial, fotógrafa, Artística, e por hoje, sua guia. Bem... Como vocês são muitos nós os dividimos em três grupos.

– Bem... Oi, eu sou Leyna, aluna do primeiro ano do colegial ,Ginasta, física. Eu levarei os alunos de onze anos. Repito, por favor, os alunos e onze anos comigo.

Grande parte dos alunos seguiu Leyna em direção ao enorme colégio. Eles caminharam pela pequena estradinha de pedra que ligava a estação á entrada de Grander Hall. Todos ficaram observando a multidão de novatos até eles se distanciarem um pouco.

Kaitlyn deu uma cotovelada na garota ao seu lado em um claro gesto de “sua vez”. A garota bufou e disse:

– Olá, eu sou Samantha. Aluna do primeiro ano do colegial, Escritora e jornalista, intelectual. Os alunos de doze anos, façam o favor de vir comigo.

O ânimo dela pareceu melhorar ao ver que os alunos a obedeciam sem hesitar. O que fez Katherin se perguntar se ela já tivera más experiências levando os “caçulas”.

Novamente eles esperaram o grupo se distanciar até Kaitlyn retomar a fala.

– Então... Os alunos de treze e os dois de catorze, por favor venham comigo.

Como Fredie e Katherin haviam sido uns dos primeiros ( dentre os que sobraram) á chegar até as moças, ficaram bem atrás de Kaitlyn. Foi o suficiente para começarem uma conversa.

– Então... vocês somos os únicos de catorze no trem?- perguntou a ruivinha

– Sim. Normalmente os mais velhos costumam chegar antes para não se misturar aos novatos...- Comentou a radiante veterana.

– Atitude muito idiota na minha opinião.- argumentou Fredie.

– Concordo.- disseram as meninas juntas.

– Então, os dois são novatos?- indagou a loira depois de um tempo.

– Não. Só ela.- respondeu o garoto.

– Só a mocinha . Ok. – Ela fez uma pausa , como se pensasse em dizer algo para animar a conversa- Bem... sem querer ser grossa, mas... vocês não disseram seus nomes...

– Ah! Que falta de educação a minha!- apressou-se á dizer a francesa- Eu sou Katherin e este é Fredie.

– Prazer.- responde a jovem

Fredie respondeu com um aceno de cabeça.

– Eu sou da França e ele do Egito. E quanto á você?

– Americana.

– Nova York?- questionou o menino

– Não, Connecticut .

– Sério? Que bacana!- comentou Katy

A garota sorriu.

– Bem... Como estamos nos aproximando da escola vou começar o tur. Aconselho-a a prestar atenção Katherin.

A francesa se preparou para ouvir sobre o lugar. Ela estava ansiosa para saber mais sobre o colégio. Ele parecia tão majestoso... As perguntas iam surgindo na mente da garota. Eram tantas... A curiosidade tomava conta da cabeça dela.

Kaitlyn deu um sorriso para ela e depois , se voltou para os outros alunos.

– Ei, pessoal!- disse a jovem com toda a sua animação- Antes de chegarmos, eu gostaria de contar um pouco sobre como as coisas funcionam aqui... Certo?

– Certo.- respondeu a multidão de atentos alunos.

– Bom... Eu deixarei vocês na fonte de Atlântida. Lá, um professor lhe dará um pequeno livro com as regras do lugar ,um mapa do colégio e outro da ilha. Eles também dirão á vocês onde são os seus quartos e lhes darão a chaves deste. Perguntas?

– quando nós vamos saber em qual time estamos?- perguntou uma garota morena de cabelos castanho escuros, presos em um rabo de cavalo.

– hoje á noite. Na festa de Boas-vindas.

Ao Kaitlyn ter dito isso ,um grupo de garotas explodiu em gritinhos e risadas. Katherin não as deu atenção. Já estava acostumada com ataques histéricos femininos por causa de Livian e, as vezes sua filha Monalisa. Katherin sentiu alívio por estar longe delas. Aliais, as duas jovens não haviam se encontrado desde que Monalisa foi passar as férias na casa de uma tia em Milão.

– não está passando bem?- perguntou Fredie interrompendo os pensamentos da garota.

– O que? – disse ela confusa- Não,não. Estou bem . Por que a pergunta?

– você estava com uma cara estranha.

– te conto depois.

Kaitlyn seguiu explicando coisas sobre a fonte de Atlântida.

“Ela foi construída no mesmo ano da descoberta da ilha. O próprio Alexandre Grander mandou construí-la. O nome é em homenagem á ilha . No inicio Alexandre pensou ter descoberto a grande Atlântida .Porém, com o tempo, seus amigos e parentes dizem que ele desistiu da teoria de repente. Da noite para o dia. Ninguém nunca soube ao certo porque ele fez isso. Do mesmo modo que ninguém soube o significado do nome da ilha, que foi dado nesse mesmo dia.

Voltando a falar da fonte, ela é grande e redonda, tentando imitar um lago,só que em proporções menores. No meio dela há um chafariz. Esse é alto e adornado com inúmeras estátuas. Todas elas retratam deuses gregos, sendo que, a mais alta é Poseidon.

A fonte foi a primeira construção de toda a ilha. Depois vieram os palácios russos,e, mais tarde os austríacos. Somente após estes é que foram construídos os palácios franceses.

Quando tudo estava pronto ,as pessoas começaram a vir, formando villas. A quais existem até hoje. A mais próxima de Grander Hall é a villa Anastásia.

Alexandre e sua mulher Ekatherina tiveram seis filhos: Olga, Tatiana, Dimitri, Maria, Anastásia e Alexei.

Todos foram mortos durante a revolução da ilha. Todavia ,o modo como vieram á falecer é desconhecido. Existem muitos rumores de que os Grander mexiam com magia. Ninguém nunca pode provar que isso é uma hipótese válida ,nem inválida. Provavelmente ,esses boatos surgiram por causa da fama da família de serem extremamente inteligentes e terem hábitos considerados estranhos pela população.

Enfim, O centro de Luxo e lazer dos Grander e companhia ,hoje é o maior e melhor internato do mundo. O nome, em homenagem aos fundadores e soberanos. E, hoje realizamos o que Alexandre sempre quis :’espalhar o conhecimento de tudo aos que são os gênios do mundo’

Existem muitas lendas, mitos e mistérios pelos arredores dessa ilha. Não se assustem se ouvirem uma história mal contada. E é nesse antigo e elegante misterioso desejo dos últimos Grander que vocês serão as próximas pérolas do mundo.

Bem- Vindos á Grander Hall”

“ Quantas vezes mesmo eu já ouvi essa frase?” se perguntou Katherin depois da história.

A sua mente estava á mil por hora com o misterioso conto dos Grander. Ela adorava um mistério para “afiar” a mente. Na opinião da jovem, era a única coisa que afiava mais que os livros.

Entretanto, os pensamentos dela foram tirados da última família de Teigh Island para a maravilhosa construção que se estendia atrás de Kaitlyn.

Eles passaram por portões negros com detalhes que, com certeza , eram de ouro. No meio deles havia um brasão, daqueles de famílias antigas. Eles passaram rápido por ele ,mas Katherin pode muito bem ver algumas das figuras que existiam nele. Duas chaves cruzada e duas flechas também na mesma posição.

A monitora os conduziu por um caminho de pedra até uma enorme fonte. Ela era exatamente como fora descrita: O enorme chafariz, o cumprimento de um lago de patinhos, o acabamento em mármore em volta da borda e no fundo. Mas, principalmente as estátuas de deuses greco-romanos . A mais alta era claramente Poseidon. As três abaixo dele eram Zeus, Afrodite e Ares. Ainda mais baixo destes existiam outros quatro deuses Hermes ,Apolo, Ártemis e Athena. Em sequência, Demeter, Hades, Hera , Hefesto e ... Urano? Quase no nível da água estavam Cronos e Gaia.

Em pontos da borda da fonte estavam as nove musas.

Agora todos os alunos estavam fazendo filas para chegar até o professor que continha a chave do seu quarto. Como hoje era o último dia para se chegar havia muita gente. O resultado foi uma bagunça geral e filas quilométricas.

Katherin já estava se encaminhando para a fila dos alunos de treze anos , quando Fredie e Kaitlyn lhe chamaram.

– Eu acho que vocês deram sorte esse ano.- disse a mais velha.- Só faltavam vocês das turmas do 9ºano / 8ª série.

– Eu disse que não tinha problema de chegar com os novatos.- disse o menino, arqueando as sobrancelhas.

–Então... Espero que a gente se veja pelo campus durante o ano. Tchau Katherin e Fredie. E boa sorte.

– Tchau pra você também.- responderam os dois em uníssono acenando enquanto a jovem seguia em direção á um belo palácio á esquerda.

– Vamos!- exclamou o garoto pegando o braço da francesa e levando-a em direção á uma professora de expressão entediada.- Quero ver em que furada me meti dessa vez.

– Como assim?

– Eu nunca fico em um quarto com caras legais.

– sinto muito.

– Não sinta. Isso até que é legal. Eu prego peças neles sem piedade.

A menina riu até eles se aproximarem da mal-humorada professora. Ela tinha cabelos castanho escuro e olhos negros frios . Ela tinha uma pele realmente pálida e devia ter por volta dos quarenta anos, pois já se viam alguns cabelos grisalhos.

– Boa-tarde. –ela disse sem emoção- qual o seu nome?

– Katherin.

– não é assim que se fala .- Ela continuou sem emoção- Diga seu último nome.

– Perrié.- sussurrou ela.

–A torre Apha. – A moça fez uma careta quando Katherin fez menção de perguntar algo.- A localização tá aqui no mapa , ok? A do seu quarto também. Toma as suas chaves. E você já sabe como funciona Fredie.

– Sempre a simpatia pura , não, senhora Mevindom?

– E você sempre encrenca ambulante ,não, Senhor Kadjadja?

Ela entregou as coisas a Katherin e Fredie rapidamente , se levantando.

– Boa- tarde.- disse a professora como se aquelas palavras machucassem ao serem pronunciadas.

Katherin fez um aceno com a cabeça e ficou parada no lugar até ela sumir de vista. Agora com a moça de pé se percebia que era muito ,mas muito alta mesmo.

– Ok, as pessoas sempre me disseram que eu era um pouco alta para a minha idade, mas agora eu estou me sentindo uma anã.- disse a francesa por fim.

– Eu sei, eu sei. Todos nos sentimos assim perto da “Miss simpatia”. – disse Fredie enquanto imitava o aceno de uma miss.

– Vamos , me mostre onde eu vou ficar .- pediu Katy rindo- Ou eu nunca vou achar com essa explicação.

Os dois olharam para o mapa. As anotações era realmente confusas e a letra de quem s escreveu pareciam mais árabe do que inglês.

– Cara , como alguém consegue escrever tão mal?- questionou o menino rindo e depois puxando Katherin pelo pulso de novo.- Vai logo! Daqui a pouco todo mundo foi embora e você ainda vai estar aí , tentando entender as bruxarias da Mavindom!

Eles começaram a correr para a direita, em direção á um castelo amarelo que, de certa forma, lembrava o Palácio de Versalhes. Os dois riam muito e Katherin tomava cuidado par não esbarrar nas pessoas.

Com o tempo eles foram diminuindo os passos, cansados. De onde estavam já podiam ver o palácio ( que a garota reconheceu como Schönbrunn), mas ainda estavam um tanto longe da entrada. Katherin se apoiou nos joelhos dizendo:

– Caramba! A gente vai ter que andar todo esse caminho, sempre? Nós corremos tanto e levamos mais de vinte minutos pra chegar aqui!

– Ah ,é! Pode crer. Ninguém te falou que temos bicicletas , né?

– não.- disse ela arfando.

– Pois então... Agora já.

– Wow! Esse é o nosso dormitório?- Admirou-se a francesa com a visão do palácio – Mas, tá tão longe! Você pelo menos tem água?

Fredie remexeu a mochila e Katherin sentou no gramado. Ela olhou para trás, observando o rio e a ponte (a qual atravessaram para chegar ali). Já na frente, depois uma rua, se via um longo caminho de concreto com jardins nas bordas. Mais ao longe, depois de mais uma rua, duas colunas, similares á obeliscos, com uma águia dourada na ponta. Ainda mais além se via a praça do palácio, com seus pequenos jardins e suas fontes no meio. Por fim, era possível ver o enorme palácio dali. Porém, onde os dois estavam era somente um gramado triangular com dois leões de pedra nas extremidades.

–Droga!- disse O garoto nervoso.- Não tem água.

– Ah , não! – exclamou ela se pondo de pé- Deve ter pelo menos um bebedor por aqui.

Nesse momento o rosto do loiro se iluminou.

– Claro- disse ele batendo na testa- tem um lá...

Para o azar da francesa uma voz chamou ao longe.

– Fredie! Fredie!

Quando ela se virou viu sete garotos de sua idade, bem em frente á eles, dentro de algo que se assimilava á um carrinho de golfe.

O que estava no banco do passageiro berrou:

– Vem jogar futebol com a gente!

Fredie sorriu , subindo no carro, disse:

– Só se for agora!

O carrinho de golfe começou a andar e Katherin começou a acompanha-lo dizendo:

– Fredie! Fredie,como eu faço para chegar no meu quarto?

O carrinho acelerou e o loiro egípcio disse algo para a menina, que não pode ouvir,e continuou a perseguir o carrinho.

– Peraí! Pelo menos me diz onde é o bebedouro!- Disse com uma voz mais fina que o normal ,demostrando seu desespero.

O carro acelera mais ainda ,mas ela para,berrando:

–Espera! Não vai. Não,não,não. Ah! Ele foi.-disse ela por fim, ao ver o carrinho de golfe desaparecer no horizonte.

“meninos.” Pensou “Sempre só pensando em futebol e nunca ajudando”.

Katherin se arrependeu de seu pensamento maldoso imediatamente. Fredie a havia ajudado até aqui,e, no fim, tentou dizer como achar o quarto. Ela é que não ouviu.

– bem.. –Disse a francesa mais para si mesma do que para qualquer outro ser que passava por ela.- Acho que agora é a hora de se virar sozinha, Katy.

Dito isso ela se virou e começou a andar em direção ao palácio.

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Agora Katherin estava tentando atravessar a segunda rua do trajeto. Ela olhava o mapa com uma careta exagerada de confusão, esperando que uma boa alma á ajudasse. Parece que as boas almas não tem esses costumes. .

“ Melhor eu atravessar e descobrir sozinha onde vou do que ficar plantada aqui, do lado de fora” ela pensou com um suspiro.

Mal tinha dado dois passos pela faixa de pedestre ,quando viu um retângulo metálico brilhando perto dos portões do palácio: Um bebedouro.

Nesse instante , como não passava nada na rua, Katherin começou a correr em direção ao objeto. Entretanto, quando ela estava quase no fim da faixa, algo grande á atingiu de lado e a fez cair no asfalto, ralando o joelho.

–Aí.- gemeu a garota.

– pô meu! Você não olha pra fr...- começou a falar uma voz masculina por cima de um relincho, que parou e continuou depois de analisar a moça jogada no chão.- Aí meu Deus! Você está bem?! Mas, que pergunta estúpida é claro que não está! Vem deixa eu te ajudar.

Nesse momento, Katherin sentiu uma mão pegando-a pelo braço e ajudando-a á se levantar. Só então ela abriu os olhos e viu que o que havia atropelado era um grande cavalo marrom. Se dono é quem estava ao seu lado. Ele era baixo , de cabelos pretos e olhos acinzentados.

– Moço, — disse Ela depois de se recuperar- ou o seu cavalo corre muito ou eu corro pouco.

O garoto riu um pouco antes de dizer:

–Eu meio que perdi o controle...- ele coçou a nuca ,sem graça- Desculpe.

–Esta tudo bem. Eu é que atravessei que nem louca atrás da água.- Disse ela sorrindo- Aliais, prazer Katerin, novata, Francesa, morta de sede.

–Leonardo. Mas, prefiro que me chamem de Leo. Brasileiro, entrei aos onze anos e adoro cavalos.

– Leo... você poderia me ajudar a achar meu quarto? E que...

– Desculpe. Não vai dar,não. Eu tenho que fazer umas coisinhas agora. Sinto muito, mesmo. Mas, se ajudar, você podia tentar achar um monitor.

–Ok. Obrigada.

– De nada. E desculpe pelo tombo.

Katherin acenou até o menino sumir de vista. Depois, se virou para o bebedouro andando, pois ela não conseguia correr com o joelho todo ralado. Porém, quando a menina chegou lá ,passou no mínimo, 10 minutos tomando água.

–Aleluia!- exclamou a garota com a boca molhada , levantando as mãos para o céus e sacudindo os papéis nas suas mãos.

Depois que ela percebeu que as pessoas estavam olhando ,parou e voltou a andar em direção ao portão. Todavia, quando ela cruzou-o ficou um longo tempo admirando o lugar, que era realmente magnifico: As fontes com belas estátuas no centro, os jardins em volta dessas, o resto da praça (que era cimentado),o parque que se entendia atrás da gigante e belíssima construção e, até os pássaros que pareciam cantar com mais força e vivacidade lá.

A garota inspirou e expirou calmamente, impressionada e feliz por estar ali. Tudo isso durou só até ela ver o relógio no ponto mais alto: 16 horas. A festa de boas vindas (como dizia no carta que ela recebera junto aos mapas),começava as 18. Ela teria colegas de quarto, já devia ter conhecido elas.

Katherin começou a atravessar a praça á passos rápidos. Contudo, mesmo apressada e preocupada a menina amante da história e da arquitetura não pode evitar de observar os detalhes da construção. Foi assim que, enquanto subia a escada do lado direito, a astuta observadora se deparou com um brasão de família ,abaixo do relógio.

Ela subia a escada devagar, pois não olhava mais onde pisava ,sua atenção estava inteiramente no símbolo. A francesa se esforçava para distinguir as insígnias do objeto ,porém ele estava muito alto.

Inesperadamente , quando Katherin alcançou o nível da porta, uma coruja cinza pousou na grade da escada. Ela olhou bem nos olhos da garota. Foi exatamente nesse momento que uma voz disse:

“prepare-se . Hoje a noite ,tudo começa.”

“isso é só na minha mente?” perguntou a garota, só agora se dando conta de que estava esta conversa, em sua mente

“ Não importa” respondeu a voz “tenha cuidado vento leste da primavera de Netuno. Hoje será o grande dia grega sábia da curiosidade. Tenha cuidado.”

Dito isso (ou seria pensado?), a coruja alçou voo.

Katherin observou ela desaparecer no horizonte, como se não pudesse fazer outra coisa. Á ida da coruja a jovem abriu a porta e entrou. É claro que, não sem antes de dar uma olhada final na praça.

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Acredite se quiser, você não sabe o que é ficar realmente perdido até ficar por conta própria em um castelo.

A novata deu quatro voltas no primeiro andar e dado oito no segundo sem achar uma sequer alma viva. Já deviam passar das quatro e meia e ela estava cansada de procurar pessoas.

Por fim ela grunhiu e decidiu descer ao primeiro andar novamente e esperar alguém entrar pela porta. Entretanto, quando ela estava na metade da escada, indo para o segundo lance ,olhando distraída para a decoração á sua volta, Um garoto com uma pilha enorme de livros subiu as escadas correndo. E, por azar (ou seria sorte?), ele com a visão tapada pelos livros e ela distraída ,acabaram trombando.

Com o impacto, Katherin foi parar na grade de proteção do lance , O menino por pouco não caiu escada a baixo e os livros voaram em todas as direções.

–Aí- gemeu a garota segurando o joelho machucado- já é a segunda vez que isso acontece em menos de duas horas!

– Você não ...- ele estudou a menina sentada no chão da escada á sua frente por um longo tempo até dizer- Nunca te vi por aqui. É nova?

Ela assentiu com a cabeça, se levantando. O outro a imitou. Eles se olharam por um tempo até Katy disser:

– Desculpe. Você sabe, pelo tombo.- dito isso ela se agachou e começou a recolher os livros.

– Que é isso!- disse ele gentilmente- Deixa que eu recolho.

Então, também se agachou e começou a recolher os livros.

– E, não se culpe pelo tombo. A culpa é minha eu devia subir mais devagar.

– Não é minha. Você estava sem visão. Eu é que devia ter prestado atenção e desviado.- disse a novata pegando o último livro de título Ciência avançada: o universo– Aliais , como desculpa , eu te ajudo com os livros antes que você bata na parede.

– E... como eu posso te ajudar?- ele perguntou se levantando.

– Quem sabe, me ajudando a achar o meu quarto.- o garoto sorriu confuso enquanto eles subiam as escadas- Sério! Eu estou completamente perdida aqui!

– Ok. Fechado.- ele sorriu- Você não vai me dizer seu nome?

– E você não vai me contar o seu?

– Só duas coisas: 1º eu perguntei antes. 2º Não se responde uma pergunta com outra pergunta.

– Está bem – ela rolou os olhos- Sou Katherin, a novata francesa.

– Francesa? Interessante.- disse ele enquanto subiam outro lance de escadas- Já eu sou Michael, da Itália.

– Um país muito lindo. Já passei as férias lá. Mas, me diga , o nosso andar é o mais alto?

– Ninguém te explicou? Nesse prédio ficam os alunos de onze á catorze anos. Cada andar abriga alunos de uma idade. Você tem catorze também, certo?

– Certo.

– Então... Nós ficamos no quarto andar, ou seja, o último.

– Informação compreendida.- Disse a garota pousando o olhar na pilha de livros que ela carregava- Pelo que eu analisei, você é um amante de ciências e matemática. Ou, talvez , alguém com notas muito ruins nessas matérias querendo recuperar.

Michael arqueou as sobrancelhas com um olhar misterioso dizendo:

– O que você acha?

– Opção 1. Com toda a certeza.

– Como descobriu?

– Ninguém que não goste da matéria de verdade estudaria antes mesmo das aulas começarem.

– Tem razão.

Eles chegaram ao quarto andar. Katherin olhou para os lados sem saber em qual das inúmeras portas devia bater. Michael, vendo a expressão confusa estampada na cara da garota esclareceu:

– Pega o seu papel.

Ela obedeceu e pegou o pedaço de papel rabiscado com os terríveis garranchos de Sra. Mevindom.

– Não entendo como posso ler isso.

– Eu tenho prática.- disse ele lendo a mensagem – “ Senhorita Perrié, seu quarto fica do lado direito da ala feminina, número vinte e dois.”

Katherin ficou boquiaberta. O garoto riu da reação dela.

– Eu disse que já estou acostumado. Agora venha , vamos achar o seu quarto.

Durante todo o trajeto eles foram contando um pouco sobre eles mesmos e suas histórias. Michael riu muito quando a moça contou-lhe tudo o que havia acontecido com ela até aquele momento.

– Você conheceu o Fredie, o Leo e eu no mesmo dia ? Você realmente não tem sorte.

– Quem diria que vocês três são amigos! É um mundo bem pequeno para um internato em tais proporções!

– Coincidência estranha , né?

– Assustadoramente estranha.

Mais algumas portas depois, veio o quarto vinte e dois.

– Bem ... é aqui. Até mais tarde Katherin Perrié.

– Até Michael Giordano.

Ele se abraçaram e ela devolveu os livros dele.

– Vê se não bate na parede.

– Meu quarto não é muito longe daqui.

– Tenho que dizer que isso é uma noticia boa se eu necessitar de um guia ou um amigo.

– Touché.

Katherin riu e bateu na porta , enquanto Michael se afastava.

A porta se abriu e de dentro apareceu uma garota de altura mediana, cabelos loiros lisos presos em um rabo de cavalo e olhos azul-claro.

– Pois não?

– Sou Katherin . Sua colega de quarto.

A garota sorriu e pediu alegremente para Katy entrar. Ao ter feito isso, as outras três meninas que estavam no quarto, cada uma em sua cama, perguntaram muitas coisas ao mesmo tempo.

– Wow,wow,wow! Calma aí gente!- exclamou a loira fazendo as outras se calarem.- Uma de cada vez. E levantem a mão.

Todas levantaram a mão, esperando autorização para falar. Katherin teve que morder o lábio para não rir. Nesse momento, a loira apontou para uma garota morena de cabelos pretos ondulados e olhos castanhos escuros, um tanto baixa.

– Qual o seu nome, de onde você vem e como chegou até aqui.

Katy respirou fundo e começou pela terceira vez naquele dia á se apresentar:

– Sou Katherin Perrié. Sou de Paris, França. E , eu tive ajuda para achar o quarto, se é isso que você quis dizer.

– Ajuda de quem?- perguntou uma outra garota morena de cabelos castanho escuro e olhos de mesmo tom, mais alta que ela.

– Bem.. primeiramente de Fredie K...

– do Fredie?! – exclamou a terceira garota,que tinha cabelos castanhos e olhos verde jade,poucos centímetros mais baixa que Katherin- Descule continue.

– Depois de Leonardo e de Michael.

–O Leo? E o Michael?- Perguntou a primeira garota confusa.

A novata assentiu timidamente. A loira pareceu perceber o desconforto da menina e logo disse:

– Ah! Que falta de educação á minha! – E, estendeu a mão dizendo- Prazer. Thalia Ivanov. E essas são ,Selena, Medelaine e Annie.

Ela apontou para a morena de cabelos preto, depois para a outra morena e ,por fim, para a de olhos verdes.

–Prazer.

Um longo silêncio ocorreu . Katherin começou observar o quarto: Ele era grande ,haviam duas camas encostadas na parede direita,outra cama estava bem próxima á porta no lado esquerdo,no fundo haviam mais duas camas,Existia um espaço cheio de instrumentos,livros e tantas outras coisas que fazia ela ficar tonta. Na parede esqueda haviam duas portas. Tinha uma janela no fundo , junta á uma das camas.

– Hã... Katherin ,né?- Uma voz tirou a francesa de seus pensamentos: Selena- Então... Como você foi a última a chegar... Bem... Só sobrou a cama do lado da janela... Você se importa?

– Não. Está ótimo.

Dito isso ela caminhou até a cama e sentou em cima dela.

Annie virou-se para ela e ,com os olhos brilhando de expectativa ,disse:

–Moças temos uma hora e trinta até a festa. Alguém já vai tomar banho e o resto fica contando histórias.

– Eu vou primeiro!- Exclamou Medelaine.

Depois que ela entrou Annie tornou a se virar para Katherin:

– Você começa. Kathrin Perrié conte-nos sua história.

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Então, depois que todas tomaram banho já haviam compartilhado muita coisa. Eram praticamente irmãs. Se você nunca fez amigas ,assim, em pouquíssimo tempo ,ainda não viveu de verdade. Se acha isso estranho? Que massa cara.

Voltando a história... Nesse momento roupas voavam pelo quarto. As garotas procuravam ferozmente as roupas. Cada cama estava repleta de roupas, uma bagunça total. A única que não estava nesse estado era a de ..... Thalia. Até aqui, nenhuma surpresa.

Para piorar a situação, Annie não achava o vestido que queria. Isso resultou em uma adolescente de 14 anos vasculhando loucamente cada lugarzinho do quarto. Provavelmente essa busca teria durado a noite inteira se a loira russa não tivesse dito com uma voz cansada,como se isso acontecesse a toda hora:

– Ai, eu cansei.- e caminhou até a cama da louca australiana e tirou um vestido de debaixo do travesseiro- É, esse?

Annie Arregalou os olhos e questionou com raiva:

– Você sabia que estava aí o tempo todo e não me avisou?

– Na verdade sempre está aí,An ...

– Tem razão.

Do outro lado do quarto Katherin grita:

– Finalmente! Achei! Como ele foi parar no fundo da mala?

A cama da francesa não estava tão desarrumada: Haviam apenas alguns vestidos jogados por cima dela. Entretanto, não se podia dizer o mesmo da cama de Selena á sua frente: O lugar podia ser dado como estado de calamidade pública. Ele tinha vestidos até no chão. Contudo,pelo bem-estar geral a novata conseguiu convencer a mexicana de que o último vestido que ela tinha escolhido estava bom.

As cinco estavam se encaminhando para o closet quando Medelaine, a rebelde londrina disse:

– Eu vou de calça jeans e blusa mesmo.

Thalia parecia estar prestes á ter um chilique:

– Ah, você não vai não!- e foi até a mala da garota , abriu-a e começou a passar os dedos pelas roupas dobradas como se estivesse mexendo em pastas de arquivos.

Por fim ela tirou um vestido da mala dizendo triunfante:

–Isso é o que se usa em uma festa.

– E você vai me obrigar a usar?- Medelaine arqueou as sobrancelhas. A garota tinha quase o dobro do tamanho de Thalia.

Esta ,porém ,nem se intimidou com a ameaça.

– Experimente. Se não gostar, pode por a calça.

– Ok.

Todavia, mais uma vez, as cinco foram interrompidas antes de entrarem no closet, pela campainha tocando.

Selena grunhiu e foi atender a porta.

– Que é?- Ela abriu a porta e dela entraram Fredie, Leo, Michael e mais dois meninos que Katherin não conhecia.- Ah! São vocês. Que foi?

Fredie começou a dizer:

– Eu só vim ver se o meu relógio tá aqui. Porque você sabe eu vim te dar umas aulas e...- os olhos dele pousaram em Katherin- Cara, não brinca! Ela veio substituir o lugar Jessica?

– É, Fredie.- disse Medelaine entregando algo á ele- E pega logo o seu relógio . Eu já estava quase vendendo.

O garoto pega o relógio e se vira para a novata.

–Oi- ele sorri

– Oi.- diz a francesa nem tão simpática- foi bom o futebol ,Fredie?

– Sobre isso foi mal. Tudo ok?

– Tá certo- a garota sorri- agora da pra vocês saírem ,por favor. A gente vai se trocar.

– Certo. Nos vemos na festa.

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Depois de muito tempo convencendo Medelaine de que o vestido ficou divino nela, Thalia maquiou todas e Katherin fez os cabelos ( ela aprendera vendo as cabeleleiras do salão de Livian).

–Caramba!- exclamou Selena- Ficou demais!

– Eu disse que tenho prática.- Comentou A ruiva sorrindo.

– Bem meninas, temos de ir. Estamos vestidas pra arrasar.- disse Annie

– Cabelos ao vento como uma diva!- disse Medelaine

– Cabelos ao vento como uma diva , como diz Medie!- exclamou Annie.

E juntas elas saíram do quarto.

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novos personagens

Michael :http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3e/Jake_Abel.jpg/225px-Jake_Abel.jpg

Thalia http://www.fotosefotos.com/admin/foto_img/foto_big/taylor_swift_de_vestido_tomara_que_caia_827a31aea4b5ca0fbcadb54c4a32c2c8_1.jpg

Medie https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcToxUvnzJfRph75i8Dfyk15wuXcSxeLqE5UHHFAzuh4L4J91-Tm

Selena http://rd1.ig.com.br/wp-content/uploads/2013/05/selena-gomez-toca.jpg

Annie http://2.bp.blogspot.com/-Jr2fke_ayfg/UJ7PtcsxlJI/AAAAAAAAGlk/2DfWRJlGeRE/s1600/ariane.jpg

Leo http://images5.fanpop.com/image/photos/31800000/Josh-josh-hutcherson-31854632-1180-1600.jpg

Notas finais
Então... Vocês querem saber como elas estão vestidas? Só vai sair no próximo cap. HAHAHHAHA como eu sou má!
Caro felipe valentim,esse cap é especialmente para você. Eu disse que ia ser um Senhor Capítulo!
O look das meninas antes da festa:
Thalia: http://www.polyvore.com/thalia_dia/set?id=92923714
Selena : http://www.polyvore.com/selena_dia/set?id=92923535
Annie :http://www.polyvore.com/annie_dia/set?id=92923624
Medie :http://www.polyvore.com/medie_dia/set?id=92923468
Eu aconselho vocês a verem os looks porque eles contem algumas informações sobre as personagens e também eu gastei o maior tempão fazendo eles.
Espero que tenham gostado...
Por favor, vejam os looks e comentem!