Notas iniciais
oi , oi gente. Aqui está mais um cap. Eu gostaria muito que vocês comentassem.

– Mas, o quê foi aquilo?- perguntou Eric

– Você quer que eu saiba?

– Saber , você não sabe. Porém, Todavia, contudo , entretanto, Você tem algum palpite, como sempre.

– “ Tomasse o rumo da família”...

– Sabe o quê significa?

– Já disse que não!

– Por quê tanto stress ?- Katherin lançou um olhar de profundo ódio para Eric.- AH.... Eu esqueci que você fica nervosa quando não consegue achar a resposta de algo...

– Não é nervosismo. É uma espécie de angústia.- Eric ergue as sobrancelhas- Tá, tá. Eu admito. Não fico em paz até que eu tenha entendido. Eu quero descobrir.

– E é por isso que você sempre se mete em encrenca.

Katherin encolheu os ombros e levantou as mãos em um gesto de “o que eu posso fazer?”

Eles deixaram as bicicletas encostadas ao lado deles e se sentaram na escada que levava á porta da loja.

– Você acha que... Que seus pais tinham algum grande segredo?

– Provavelmente não. Meus pais não eram misteriosos. Eles gostavam de fazer mistério. Meu pai era policial, ele gostava pensar que estava dentro de um dos seus livros de romance policial.

– Então... Você não acha que, o quer que esteja aí dentro, seja importante?

– Importante talvez. Algum grande segredo? Não.

“pelo é isso o que você quer imaginar...” pensou Katherin “ Você não quer admitir que , existe sim, a possibilidade deles terem escondido algo .”

– Então... o que você acha que tem aí dentro?- as palavras de Eric a trouxeram de volta á realidade.

– Provavelmente algumas joias de minha mãe e, talvez, alguns relatos dos casos que meu pai investigava e escrevia , só para ter algumas histórias em mãos.

– Ele nunca desistiu de escrever aquele livro, não é?

– Ele sempre quis um romance policial escrito por ...

– Ele mesmo.

Eles riram por um tempo.

– É por isso que gosta tanto de escrever? Por causa dos seus pais?- perguntou Eric

– Acho que eles me influenciaram um pouco. Mas, não se gosta de escrever só por causa dos pais.

– Tem razão. Tem que ter paixão pelo que faz. E fazer isso bem.- Eric pensou por um segundo e continuou- Tem que ter um dom pra fazer isso. Como você.

Katherin sentiu o rosto corar.

– Você acha que tenho talento?

– Já viu quantas histórias você já escreveu? E já reparou o quanto são boas? Na minha opinião já deviam ter virado livros.

– Hum... Tá bom que é tão fácil assim...- Ela olhou para o céu – Mas, quem sabe um dia...

Katherin olhou para o céu outra vez e engoliu seco. Já estava escurecendo.

– Eric, que horas são?- disse ela nervosa

Eric arregalou os olhos:

– Quinze para as seis.

– Ai meu Deus! Temos quinze minutos!

– Corre!- Gritou Eric.

– gritar não vai adiantar. Vamos!

Eles subiram nas bicicletas e correram pelas ruas de Paris.

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– Você saiu sem a minha permissão, mocinha ?

– Livian, Veja bem é que...

– Qual é a sua desculpa hoje, senhorita?

– É... Foi... — Ela olhou para o vaso de violetas na mesa da sala- Foi a Violeta. Você lembra dela ,não?

Livian franziu as sobrancelhas. Ela tinha cabelos curtos e loiros, olhos negros e frios, tamanho mediano, era magra, dona de um grande e famoso salão de beleza Parisiense e tinha 40 anos embora fizesse de tudo para sempre parecer com 30. Madrinha de Katherin. Na verdade de Mary. A famosa bruxa malvada.

Katherin sabia que ela não afirmaria que Violeta não existe. Ainda mais quando estavam na frente de Eric e Lydia e a garota disse já ter mencionado a amiga. Livian não correria o risco de mostrar aos presentes que nem prestava atenção na garotinha que supostamente ela criou.

– Aquela loirinha , né?

– Essa mesmo.

– O que tem ela nessa historia?

– Eu e o Eric descobrimos que ela está muito doente , não é Eric?

– Hã?- Katherin deu um beliscão nele. De forma discreta. O garoto mordeu o lábio para esconder o gemido de dor- É. A tadinha da Violeta está muito mal.

– E nós fomos visita-la. Foi rapidinho. Só isso.

– É verdade.- disse Lydia- Eles saíram não faz nem meia hora.

Livian parecia ter se convencido. Com o depoimento de duas pessoas a história parecia verdadeira. Ela suspirou e disse:

– Suba no seu quarto , tome um banho e só dessa para jantar , ok?

Katherin assentiu com a cabeça.

– Bem... Eu vou indo... Tchau Katy, Dona Wergreatu.

E foi embora.

– Está esperando o quê?- perguntou a Katherin- Vá já pro seu quarto!

Katherin foi subindo as escadas devagar , com a expressão costumeira de felicidade.

–Ah! Já ia esquecer! Depois do jantar , eu e o George queremos falar com você.

Katherin parou e a encarou por um segundo. Depois voltou a subir as escadas . Desta vez sem o sorriso.

Livian tinha planejado algo. Há muito tempo Katherin aprendeu : não importa a situação, uma surpresa Livian nunca seria algo bom.

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O jantar foi silencioso como sempre. Ninguém interessado em nada sobre a vida do outro. Cada um em seus próprios pensamentos.

Quando todos terminaram, Lydia lavou os pratos e Livian a liberou.

– Katherin, para a sala , agora.- disse George sem emoção.

A garota se levantou e sentou na poltrona. Também sem expressão , sem emoção. Ela se quer tinha aberto a caixa de seus pais. Passara o tempo angustiada pela “surpresa” da qual Livian falara.

Ela foi tirada de seus pensamentos pelo papel que George e Livian haviam colocado sobre a mesa de centro.

Katherin pegou o papel olhando para os dois desconfiada. Ela reconhecia aquela insígnia. Era de um dos milhares de colégios de Paris que havia feito testes.

Nele dizia :

“Cara Katherin Cassandra D’frectinie Gocci Perrié,

Nós do programa Young Genius Around the World temos o prazer em dizer que você foi aprovada em nosso teste com 100% de acertos.

Queremos lhe parabenizar pelo seu ótimo desempenho e lhe oferecer uma bolsa de estudos em nosso colégio.

Na bolsa estão inclusos todos as despesas.

Nosso colégio procura jovens gênios com talento para ingressar em um estudo de qualidade e desenvolver seus talentos devidamente.

O ano letivo começa em 1º de setembro.

Você receberá o seu material quando chegar.

Enviamos junto a matricula que precisa ser assinada pelos seus responsáveis.

Esperamos que sua resposta seja enviada o mais rápido possível.

A Diretoria”

Ela demorou mais tempo do que devia lendo. Tanto porque tinha dislexia , tanto porque queria descobrir onde ficava o tal colégio.

– Desisto. Cadê o nome do colégio? Onde ele fica?

– Acho que você pulou o começo. Leia de novo.- disse Livian secamente.

Ela realmente tinha pulado uma linha. Antes do Cara Katherin Cassandra e etc. havia uma frase abaixo da insígnia.

Dizia:

“ Colégio Interno Grander Hall

Teigh Island”

Katherin arregalou os olhos e berrou:

– Colégio interno? Teigh Island? No Meio do Atlântico?

– Nós lhe dissemos que era um teste para outra escola...

– EM PARIS! OU PELO MENOS NA FRANÇA!

– Por que está tão nervosa? É uma ótima oportunidade de nos vermos livres uma da outra.

– Por que ao contrário de você, eu tenho uma vida , eu tenho amigos de verdade. Porque eu não sou do tipo que aceita mentira Livian! Ambos me enganaram. Vocês não tem vergonha?

– Chega! Nós já decidimos e você vai para o internato e ponto. Vá já pro seu quarto! Arrume as malas! Você vai em dois dias.

E batendo forte o pé subiu as escadas nervosa.

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22:30

Katherin estava deitada de bruços na sua cama, sem sono, pensando.

Ela tinha gostado de pensar que ficaria longe de Livian por um longo tempo. Porém tinha vontade de berrar só de pensar em deixar seus amigos, sua escola, muitos de seus hábitos e Paris.

Ela também não era muito fã de internatos. Tecnicamente você morava na escola, e, isso, era bem esquisito. Ela teria de viver rodeada pelas regras do lugar, mesmo em feriados ou fins de semana. Ela teria de ser bem comportada.

Ela sabia que qualquer outra pessoa ficaria feliz em seu lugar. Mas, Katherin sabia que, a realidade dos internatos era um tanto diferente dos colégios internos de seriados, livros e filmes. Não existia sempre um tesouro, uma lenda, coisas sobrenaturais, assassinatos e etc.

Pelo menos era o que deveria ser. Entretanto nesse conceito ela estava errada e descobriria isso mais rápido do que pensa.

O celular toca e a garota se senta na cama e o atende.

– Alô?- ela pergunta com a voz cansada

– Nossa! Quanta animação!- disse Eric do outro lado da linha- Ei, descobriu o mistério da caixa?

– Não.

– Por quê?

– Eu já te conto. Primeiro quero chamar a Cleo e o Theo.

Sem esperar resposta, a menina adiciona os dois a conversa.

– Eaí?- diz Theo.

– Porquê uma ligação á essa hora?- pergunta Cleo, que claramente estava dormindo antes de atender o celular.

– E que... Eu preciso contar algo.- fala Katherin

– Então fala logo.

Katherin suspirou triste.

– Eu... Eu vou mudar de escola.

– E daí? Você faz isso todo ano.- disse Theo.

– E... E que... Essa escola não é que nem as outras...

– Você está nos deixando nervosos Katy.- disse Cleo

– É que essa escola fica um pouco longe.

– Onde?- perguntou Eric , claramente temendo a resposta

– Teigh Island. Atlântico. Internato.

Um silêncio terrível tomou conta da conversa. Katherin tinha lágrimas escorrendo pelos cantos dos olhos. Ela não fazia ideia de quando elas começaram a sair, só sabia que não conseguia para-las. Deixar, Cleo, Eric e Theo era como deixar seus irmãos. Agora ela entendia a sensação que seu primo Samy teve ao se mudar para Tóquio. Era o sonho da vida dele. Porém deixar a sua prima, que era como uma irmã fora difícil.

Katherin estava assim. Se sentia feliz pela oportunidade de se livrar de Livian, e ter um bom estudo. Entretanto, Deixar seus amigos doía demais.

– Como você só avisa a gente agora?- perguntou Eric

– Eles não me falaram que era u-u-um teste para internato- soluçou a francesa- E-e-eu só de-des-descobri hoje. E e-e eu não posso fi-fi-ficar porque eles já pa-pa-pagaram.

– Mas, esse internato não é aquele que “cria” gênios?- Disse Theo em tom baixo- É uma ótima chance para você.- Ele para e suspira- Olha Katy, eu sei que somos grandes amigos. Mas, como seu amigo, eu não quero que você jogue seu futuro fora por minha causa. E, sinceramente, eu estou orgulhoso de você! Caramba! Você passou no melhor internato do mundo! Eu estou feliz por você! Mas, vou cobrar um Skype pelo menos uma vez por semana. Ou um e-mail.

– The-the-theo tem razão- fungou Cleo- Parabéns! Você é a melhor Katy.Eu também vou querer um e-mail e Skype, tá?

– Certo .- Disse Katy ainda chorando. Só que agora, ela chorava de emoção por causa dos amigos, que, estavam pensando na felicidade e no futuro dela.

– Quando você vai?- perguntou Eric. Ele parecia triste e magoado. Isso deixou Katherin com um sentimento de culpa.

– Daqui dois dias. As aulas começam em 1º de setembro. Preciso estar lá pelo menos um dia antes.

– Então você já vai no dia 31?- perguntou Cleo

– é...

– Acho que alguém precisa de um Tur pelos melhores lugares de Paris antes de ir.- Disse Theo.

– Sabe que eu também estava com essa sensação Theo?- disse Cleo brincalhona- E você Eric?

– É... Com certeza.- Ele estava forçando a voz.

“Será mesmo que ele estava forçando?” Pensou Katy “ Ou será que eu estou imaginando coisas”

– Bem... Melhor irmos dormir. Teremos dois dias cheios de animação!- disse Cleo

– Boa Noite.- disseram os quatro em uníssono.

Katherin desligou o celular e foi dormir com lágrimas quase secas nos olhos e um leve sorriso.

“ Talvez as coisas não sejam tão más assim... “ Pensou ela rindo de si mesma “ Eu acho que fiz drama demais... O Theo está certo. Vamos continuar a nos ver. Vai ficar tudo bem”

Tendo dito isso adormeceu.

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31/08/14 ~ Domingo, 8:30 aeroporto internacional Charles de Gaulle

Eles realmente tinham se divertido nos dois dias que se passaram. Visitaram todos os lugares que haviam sido marcantes na história da vida deles. Cleo tinha até repetido a proeza de dizer que ia saltar da Torre Eiffel. Eles tinham tirados várias fotos, revivido tantas lembranças, se divertido muito, combinado horários para se comunicar...

Estava tudo tão bem , mas tão bem, que nem parecia que Katherin iria embora.

Porém, a ficha caiu quando os quatro estavam sentados nas poltronas do aeroporto, esperando fazerem a chamada para o avião de Katy.

Cleo já estava aos prantos, Theo já estava cabisbaixo , Eric já estava se lamentando e Katherin já estava fazendo as mesmas ações de seus amigos ao mesmo tempo, quando uma voz ecoou pelo aeroporto fazendo a chamada para o voo que iria de Paris á Teigh Island.

– A-a-acho que isso é a despedida.- Disse Cleo dentre os soluços.

– A-a-aa-acho que sim.- disse Katherin chorando ainda mais que a amiga, a abraçando.

– mo-mostra q-que e-e-eu te ensinei a-a-a se vestir di-direitinho , tá?

Katherin assentiu com a cabeça, dando um sorriso triste dentre as lágrimas.

– Mostra para aqueles gênios do que você é capaz!- disse Theo abraçando ela fortemente.

Katherin continuou assentindo e tristemente sorrindo dentre as lágrimas que caiam.

– Katy...- disse Eric- Quebra tudo lá.

–Pode deixar!- ela riu e o abraçou forte.

Por um instante Katy se lembrou de como fora difícil se despedir de Lydia, Seu Manuel, Jered e de todos seus conhecidos. Mas, nada se comparava a dor que sentia ao se despedir de Cleo, Eric e Theo.

A moça chamou mais uma vez.

– Vai logo garota!- disse Livian- Não vai deixar para ir na última chamada como nos filmes.

Eles deram um abraço em grupo e berraram juntos para Katy não esquecer deles.

A garota foi até a ponte que a levava direto para o avião e se sentou em seu assento, que era perto da asa.

Logo que se acomodou, seu celular tocou.

– Podemos te infernizar mais um pouco?- Ela ouviu a voz de Eric

– Só até a decolagem- respondeu Katherin fungando.

– Bem... acho que vai dar tempo de mandar os nossos recados... Theo, é com você!

–Bom...- Katy percebeu que Theo também fungava, o que dizia que estava chorando- Vai lá Katy! Representa a gente! Não esquece do mala-sem-alça aqui . Eu estou muito , mas muito orgulhoso de você! E , pelo amor de Deus, se comporta menina! Manda ver, companheira de biblioteca!

Durante a última frase, Theo tinha voltado a chorar que nem louco. Katy também. Ela se lembrou do dia em que se conheceram na biblioteca, que eles brigaram por meia hora pelo mesmo livro até que foram expulsos do lugar e foram tomar café.

– É c-com vo-você Cleo.- gaguejou Theo.

– Katy, você é nosso orgulho. Vai lá! Arrebenta! Daí, quando você virar uma gênia famosa, a gente vai de jatinho fazer compras em Milão e eu vou ser sua estilista ,tá?- Ambas as garotas choram muito.

Cleo e Katy tinham se conhecido em uma loja de sapatos onde compartilharam o amor por botas de cano alto. Se tornaram quase irmãs.

– é co-co-com vo-vo-você Eric.

– Katherin Perrié, Vai lá , mostra o quanto você vale, investiga cada porta daquele lugar, nem ouse perder contato com a gente, nem nos esquecer. E, desvenda o tal mistério da caixa, tá? Lembra que a gente sempre vai estar aqui, hã? Qualquer coisa é só ligar.- Katherin riu da velocidade que Eric pronunciara as palavras. Se ela já não estivesse acostumada, não teria entendido uma palavra sequer.

– Mas, alguma coisa ? Já anotei tudo na minha agenda, ok?- ela falou brincando

– Tem mais uma coisa, sim- ele disse no mesmo tom de brincadeira, e de repente ela percebeu que eles tinham colocado no viva voz- Mostra todo o talento que a gente sabe que você tem!

Após eles terem dito isso, a voz do capitão soou no avião dizendo que eles iam decolar.

– Tenho que desligar.- disse Katy fungando

– Acho que esse é o nosso até logo.- disse Cleo

– é...

– Tchau e até logo Katy! – disseram os três em uníssono.

– Tchau e até logo – disse Katy chorando demais- E.... Eu amo vocês.

– A gente também te ama Katy- responderam os três sem mais conseguir esconder que estavam chorando .

Ela desligou o celular e o avião já entrara na pista para decolar.

Quando ele decolou, Katy chorou ainda mais ao ver Paris sumindo dentre as nuvens.

Notas finais
Então? Por favor me digam o que acharam.