The Mystery Of Alice

1 Capítulo 1 - Morrer ou Viver ?


Notas iniciais
Alice, uma garota de apenas dez anos, amiga de Jeff, tem o dever de ir para uma outra cidade junto de seus pais, em busca de emprego e melhores condições de vida...

Meu nome... Bem... Jeferson Forsaken, mais podem me chamar apenas de Jeff, moro em Tokyo, tenho 7 anos e minha melhor amiga é Alice Aincread.

Dia 27 de março, o dia estava lindo com os pássaros cantando e voando como se estive-sem dançando sobre as nuvens, e lá estava eu, deitado de baixo do grande pinheiro junto de Alice, juntos brincávamos de adivinhar a forma das nuvens:

- Olha, aquela parece um carro!

- E aquela parece uma boneca. — Disse ela sorrindo.

Nós ficamos nisso por horas, nunca ficávamos cansados, sempre riamos não importava quem ou o que estávamos sempre juntos e sorridentes.

Em nossa direção veio um garoto de paletó preto e calças jeans:

- Alice, papai ta chamando!

- Já vou Ari, pode ir na frente que eu já vou!

- Sim. — Disse o garoto sorridente enquanto voltava pelo campo.

- Quem é esse ? — Perguntei olhando fixamente o garoto.

- Um garoto que meus pais adotaram.

- Ele é bem bonitinho!

- Tá bem, mais Jeff preciso lhe contar uma coisa... — Disse ela colocando sua cabeça entre as pernas.

Eu segurei a mão dela e à puxei, quase que caindo ela se levantou e ficou abraçada comigo:

- Alice, nós seremos amigos para sempre!

- Jeff...

- Seremos amigos para sempre, prometa! — Falei alto olhando fixamente seus olhos negros.

- Sim, seremos amigos para sempre... Porém. — Sussurrou ela se afastando. — Meus pais e eu iremos embora de Tokyo hoje, aquele garoto veio me chamar para irmos.

- Mais como assim ?

- Meu pai achou um trabalho melhor em Yokohama.

- Entendo... Mais mesmo assim vamos nos ver e ser amigos certo ? — Perguntei segurando suas mãos.

- Sim Jeff... Seremos sempre amigos — Disse ela me abraçando. — Agora tenho que ir.

E lá estava eu, parado olhando minha melhor amiga correndo pelo campo e entrando num carro cinza, alguma coisa me fazia querer que ela fica-se, algo forte, não sabia o que, até que o carro saio e meu coração começou a doer:

- Mais que droga é essa ? — Gritei ajoelhado no chão. — Parece que meu coração vai explodir.

Acabei desmaiando naquele campo em meio a tarde que escurecia gradativamente.

Quando acordei estava tudo escuro e nervoso eu pensava no que meus pais estariam pensando, corri para casa esperando chegar a tempo deles não se preocuparem, mais, na porta estavam eles, tinham acabado de sair:

- Seu idiota, por onde esteve ? — Perguntou minha mãe chorando.

- Mãe eu estava no campo, sei lá, deu alguma coisa em mim que eu acabei desmaiando.

- Como assim ?

- Deixa pra lá mãe, o que importa é que agora vocês sabem que eu to bem, vou liga pra Alice e vou falar com ela, ja devem ter chegado em Yokohama.

- Jeferson espera. — Disse minha mãe num tom sombrio. — Eu preciso te conta uma coisa.

- O que foi mãe ? Aconteceu algo ?

- Os pais da Alice se desentenderam no carro, brigaram e sem que percebe-se ele bateu o carro e acabou causando um desastre...

- A Alice está bem né ? — Falei com lagrimas nos olhos. — Mãe ?

- O único sobrevivente foi o garoto adotado pelo casal, Ari Aincread.

- Não mãe, não, isso é brincadeira! Diga-me que esta mentindo! — Gritei com ela.

- Eu não mentiria pra você meu filho!

Desesperado e com lagrimas manchando meu rosto eu corri pelas ruas de Tokyo em busca de ajuda, alguém que pudesse me entender que consegui-se me ajudar, mais esse alguém não poderiam ser meus pais.

Por longas horas eu andei pelas ruas, a noite esbanjava tristeza em meio as trevas e meu corpo começara a doer, meus olhos ardiam e eu esperava encontrar alguém em quem pudesse confiar. Mais, acabei desistindo e voltei para casa, meu pai e mãe me esperavam ainda na porta, me abraçaram e me levaram para dentro completamente desolado.

jantei, tomei meu banho, escovei os dentes e fui ao meu quarto, quando me aproximei da cama eu cai em algo macio, meu corpo estava em cima de algo quente:

- Ei... Saia de cima de mim!

- Ha, desculpe mais este quarto é meu.

- Eu sei, seus pais me colocaram para dormir aqui.

- Mais você é o Ari. — Me surpreendi quando acendi a luz.

- Sim, sou eu mesmo.

- Bem... Isso deve ser chato mais... Como foi o acidente, como ela morreu ?

Ele calmamente me explicou os ocorridos e me deitou na cama quando comecei a chorar, ele se deitou ao meu lado e olhou nos meus olhos:

- Antes de morrer, a Ari ficou presa num ferro do carro e me fez prometer que cuidaria de você.

- Mais...

- Durma, amanha iremos ao enterro dela.

A noite se acolheu e lentamente caiu sobre as águas do mar, com o doce cantar dos pássaros acordei pela manhã e vi aquele garoto deitado na minha cama, sem camiseta:

- Mais como este garoto pode ser tão atraente, isto não está certo, Jeff acorda, garotos não podem ficar juntos, somente garoto e garota.

- Bom dia pra você também. — Disse ele abrindo os olhos lentamente.

- Me diga que você não ouviu o que falei.

- Sobre garotos não poderem ficar com garotos e sim com garotas, ouvi um pouco sim. — Sorriu ele.

Com o decorrer das horas eu e minha família fomos nos arrumando para ir ao enterro da Alice.

Lá estavam poucas pessoas, algumas eu já conhecia só de olhar, outras eu mal sabia quem eram, mais mesmo assim continuei caminhando em frente até o caixão de minha amiga. Seu caixão branco com flores douradas, ela toda branca com as mãos sobre a barriga de olhos fechados:

- Alice, porque você tinha que ir ? — Sussurrei com lagrimas descendo pelo meu rosto.

- Fique calmo Jeff, tudo vai ficar bem. — Disse ele me abraçando.

O enterro então prosseguiu e com a chegada da tarde eu todos os homens presente pegaram o caxão entre os braços e levaram para a cova, onde pela ultima vez iria me despedir da minha amiga:

- Alice, espero que nossa amizade resista para sempre, que quando eu morrer eu possa te encontrar novamente. — Falei jogando uma rosa branca.

O tempo passava e cada vez menos pessoas ficavam ali junto ao caxão já debaixo da terra, eu fui o ultimo a sair de lá, e antes de sair fiz a mim mesmo uma promessa de que, não ficaria nem um dia sem levar nem que fosse uma simples flor.

Comecei a descer a pequena rua do cemitério e olhei para trás, vi uma garota de vestido branco acenando sentada em cima da cova, eu acenei de volta e ela simplesmente sumiu.

Hoje, dia 20 de abril, 8 anos depois do ocorrido estou estudando com Ari numa escola próxima ao cemitério, eu infelizmente esqueci de entregar uma rosa para Alice neste dia, e foi assim que tudo começou.

As portas do colégio se fecharam, os muros cresceram o mais alto que se pode imaginar e uma mulher de longos cabelos e um grande vestido branco surgiu no portão:

- Jeff, você esqueceu minha rosa! E assim traiu minha confiança em você, eu vou te matar! — Gritou ela.

- Mais, essa é a Alice ? — Perguntei olhando ela desmembrando um garoto que acabara de entrar na escola!

Os alunos todos correram para os lados, mais não havia como sair dali, ela tinha nos trancado bem até de mais, então, nos espalhamos pela escola:

- Jeff aquela é a Alice ?

- Sim Ari, aconteceu alguma coisa com ela, então corre!

Aquela criatura não parecia ser minha amiga, então eu e Ari corremos para a sala do diretor e ficamos de baixo da mesa:

- Jeff eu to com medo...

- Fique quieto!

A porta abriu lentamente e uma mão surgiu de cima da mesa a segurando firme!

Notas finais
Gostaram ?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.