The Mutants - O Dragão Branco
17 Capítulo Dezessete
Notas iniciais
—Oh meu Deus Jen! — Disse May novamente, aliviando a face. Kentin arregalou os olhos e sentiu-se feliz ao ver a amiga ali.
—Quem é a guria? — Perguntou Teny, olhando para ela de cima para baixo (coisa rápida, devido à falta de tamanho da garota).
—Ela estava viajando com a gente! — Esclareceu Ken.
—Onde você foi parar, Jen? — May perguntou totalmente preocupada com a amiga. A loira percebeu que, de aparência, a amiga estava ótima, totalmente intocada.
Jen contou-lhes a história dos Cojons e de o como tinha sido testada para chegar até lá. Não demorou muito e poupou bastantes detalhes, já que qualquer um poderia chegar ali a qualquer momento.
—Tente nos libertar! — Pediu Teny.
— por que vocês ainda estão presos? — indagou Jen — Vocês poderiam sair daí facilmente usando os poderes!
—É por isso que não saímos ainda, Jen, fomos drogados. A droga nos impede de usar a mutação... — Kentin explicou e Jen não demorou mais para ir atrás das chaves da cela em que eles estavam.
Encontrou-as presas no cinto do guarda que ela mesma nocauteou para poder entrar no local. Pegou as chaves e foi rapidamente libertar os amigos.
Kentin esticou bem as pernas e encheu os pulmões de ar. May já não suportava mais ficar naquele local pequeno, a loira sentia que mais alguns minutos naquela posição a faria ter dores nas costas e nas pernas por eras.
— Agora vamos atrás do dragão e dar umas boas surras nesse povo que está tentando roubá-lo! — Kentin já estalava seus dedos, ansioso para a luta.
—Alto lá! — Interveio May. — Estamos sem os nossos poderes, não vamos conseguir fazer muitas coisas caso saiamos daqui agora...
—Mas nós não podemos perder tempo! — Kentin insistiu.
—Estamos no “quartel” improvisado deles, não? — Jen pensou alto — então eles devem ter armas por aqui... Se pegarmos algumas pra vocês irem usando enquanto a droga não passa...
—Ela aparenta ser mais esperta que vocês dois juntos! — murmurou Teny.
Jen trouxe três armas e entregou para os amigos.
—Não ação ideia de como se usa isso, se virem! — Disse a menor abanando com a mão. — Ok, nós já estamos prontos, então para onde vamos agora?
—Provavelmente eles foram atrás do seu irmão! — May apontou para Teny, que assentiu em silêncio — E você deve saber onde ele está.
—Eu até sei, mas o que todos vocês querem com ele? — Teny hesitou por alguns instantes. May também hesitou e Kentin sentiu um nó doloroso na garganta. Jen olhou para os dois colegas sem acreditar que eles ainda não tinham explicado tudo para o garoto.
— Vocês não explicaram? —Jen fechou os olhos.
—Bem... Estava demorando a ele fazer essa pergunta — May expos. —A verdade, Teny, é que precisamos prender o seu irmão.
COLÉGIO THE MUTANTS
O nariz da ruiva voltaria ao lugar sem qualquer problema, mas o ódio que ela sentia pela tutora jamais se esvaía. Rachel estava de frente para o espelho, em pé, vestindo somente suas roupas íntimas. Seu corpo estava decorado por grandes hematomas devido a sua última luta.
Despiu-se do que faltava e entrou no banheiro para uma boa ducha gelada antes de ir para a enfermaria. Rachel era uma garota e era delicada, mas jamais se considerou fraca. Negava — sempre que podia — a ajuda dos outros e fazia tudo por sua própria conta e raça. Não seria agora que precisaria pedir ajuda para K ou Yumo para ir à enfermaria.
Após deixar toda a água fria escorrer pelo seu corpo, Rachel fechou o chuveiro e saiu dali com o incômodo de algumas pontadas pelo corpo, mas nada que a impedisse de continuar.
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—Vem pra cima, sem dó — Disse o loiro com um sorriso malicioso no rosto. Kakaroto hesitou por alguns instantes — o que é? Não está conseguindo ouvir? Venha. Pra. Cima.
Kakaroto fechou o punho e foi — mesmo sabendo que isso era loucura. Todo o cuidado do mundo estava exposto em seus passos até Louis. O menor pegou Kakaroto pelo braço e jogou-o no chão, torcendo o braço do maior.
—Qual é? Não estou ensinando uma criança a lutar! Cadê a tua força de vontade?
—Eu não estou bem hoje, Louis... — Kakaroto começou, mas foi logo cortado pelas palavras severas do outro.
—Eu não perguntei como você está se sentindo. Isso não diz respeito a mim e, mesmo que dissesse, eu jamais quereria saber.
Tais palavras atingiram K de uma maneira tão incrível que fez com que o maior mudasse as posições: Louis ficou com as costas no chão, sendo enforcado por Kakaroto que estava sentado em sua barriga. Mesmo com o rosto adquirindo uma coloração magenta, Louis sorriu inocentemente como uma criança de cinco anos faz quando está muito feliz por ter ganhado um presente tão desejado do pai.
—Finalmente — sussurrou ele — pensei que iria agir como uma menininha até o fim do dia. — Louis cuspiu no rosto de K, provocando-o mais ainda, o que o impulsionou a fechar mais os punhos no pescoço do garoto.
Louis se livrou fácil do enforcamento: bastou uma bela joelhada nas partes baixas do outro e tudo já estava resolvido.
—Qual o seu problema? – K quase não conseguiu perguntar de tanta dor que sentia na região baixa. As mãos estavam sobre o local numa falha tentativa de protegê-lo ou aliviar a dor.
—Isso não é da sua conta.
—Você pensa que todos gostam de apanhar do mesmo jeito que você? — a pergunta fez Louis abrir um sorriso repleto de malícia.
—Você só reage através de provocações. — Concluiu — seja ela verbal ou física. E você veio atrás de mim pra que eu o treinasse, e eu jamais falho. Tudo o que eu toco é abençoado com o sucesso e não será agora que isso irá mudar. Nem que eu tenha que cortar seus braços, suas pernas ou até pior, nem que eu tenha que cortar seu membro fora, você vai conseguir aperfeiçoar a sua mutação de bosta, porque eu nunca falho.
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Yumo estava totalmente concentrado nos estudos e era por isso que adorava estudar na biblioteca: lá sempre havia paz e concentração. O garoto sempre vivera pelas estantes de bibliotecas procurando por livros, por mundos que o satisfizesse, já que o mundo real não passava de uma grande decepção. O engraçado era sentir a falsa sensação de que era legal ter poderes que a maioria não tinha. Yumo jamais desejou por isso, já que devido a isso a sociedade o tratava como uma aberração.
O garoto levantou ao lembrar-se que precisava ver como estava Rachel na enfermaria. Arrumou as coisas da mesa em que estava e foi apressada e silenciosamente para a saída do local. Não pôde perceber antes, mas só havia visto que havia uma garota em sua frente quando esbarrou nela.
Ajudou à morena — que ele havia achado muito bonita, por sinal— a se levantar e foi com toda a velocidade até a enfermaria. Rachel estava deitada na cama enquanto uma enfermeira massageava algum tipo de gel em seus hematomas. O garoto a observou por alguns instantes antes de ser incomodado por suas perguntas:
— O que faz aqui? — a voz da ruiva estava áspera, demonstrando eu ela não queira conversar em circunstancia alguma.
—Vim ver se você ainda estava bem. — Disse se sentando. A enfermeira olhou para ele por alguns míseros segundos, como quem diz que você não pode fica por muito tempo senão será convidado a sair. — Meltran pegou pesado. Eu nem imaginava que ela lutava.
Rachel mordeu os lábios com ódio.
—Ela me paga. – murmurou para si mesma e, virando a cabeça bruscamente para Yumo disse: — você já me viu, estou bem. Pode ir agora.
VULCÃO, PROXIMO AO DRAGÃO.
Teny guiava May que puxava o bando pelas estalagmites — que estavam cada vez mais próximas, criando um labirinto. May ainda não conseguia acreditar que Teny tinha aceitado numa boa entregar o seu irmão. Pensou se seria capaz de fazer isso, jamais, pensou ela, isso seria uma grande e imperdoável traição.
Eles pararam quando uma clareira se abriu, mostrando um grupo de pessoas.
—E agora? — Kentin sussurrou, segurando mais firme em sua arma.
—Vamos lá acabar com a raça deles! — Os olhos de May esbanjavam em fúria.
—Não. — Jen interveio— eles são adultos, têm mais experiências que todos nós. E devem ter mais poderes também. Temos que bolar um pano que nos dê vantagem.
May encarou Jen por uns segundos. Estava tomada pelo momento de raiva que sentia ao ver a mulher que tinha drogado e trancado ela, mas Jen ainda estava bem e estava demonstrando-se mais racional do que eles até agora.
—E como seria esse plano? — Teny perguntou curioso.
Jen hesitou ao ver todos os olhares caírem pesados e ansiosos sobre si, ficou com medo de decepcionar, de bolar um plano que falhasse e que resultaria na prisão ou na morte deles. Respirou, coçou a nuca e começou a falar com a voz baixa.
Eles ouviram atentamente às palavras de Jen, que analisava e corrigia logo em seguida qualquer erro ou má-formação do plano.
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O soldado continuava exercendo sua mais nova função: usar sua mutação para causar um desvio na lava, permitindo que o nível dela baixasse para que fosse revelado o caminho que levava até o dragão.
A autoridade, comandante Abyss, tinha estranhado o fato de terem que fazer isso. Jamais tinha escutado algo sobre empecilhos ou proteções complexas perto dos selos. Sempre que havia algo, sempre teria um guardião para ajudar quem quer que fosse, mas onde estava o bendito? Ninguém sabia, já que a única coisa que havia aparecido por ali, além das estalagmites, tinha sido as crianças infelizes que pensavam ser capazes de atrapalhar seu trabalho.
O seu momento de reflexão foi estragado por um barulho muito forte, que fez com que o soldado parasse de cavar. O comandante olhou para o local em que o barulho veio, mas logo virou sua atenção para o incompetente.
—Por que parou? Por acaso alguém chamou o seu nome ou você ouviu minha ordem pra interromper sua mísera missão? — a voz ríspida intimidou o soldado.
—Não, senhor! — disse, votando a olhar para o desvio que criava.
—Então prossiga com o seu trabalho. — O soldado a obedeceu e ele voltou a girar suas mãos tão rápido que uma broca não faria o que ele estava fazendo ali com a mesma eficiência. — Você — apontou para outro soldado que estava ali com eles. — Vá ver o que aconteceu. Rápido.
—Sim senhora! — O soldado ficou com as costas eretas, numa demonstração de respeito e inferioridade e logo após saiu para cumprir as ordens de sua capitã.
O soldado saiu da clareira e foi para o meio das estalagmites, mas não havia nada ali que pudesse ter feito o barulho. Olhou para trás e viu que ainda podia ver a clareira dali, o que era bom, já que ele não sabia andar por ali sozinho. Andou um pouco mais e olhou em volta, mais alguns passos e a clareira sairia do seu campo de visão. Cogitou a ideia de voltar, mas foi aí que percebeu algo em sua frente: um rastro de sangue estava no chão. Seja o que Deus quiser, pensou e seguiu o rastro.
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A comandante Abyss olhou pra trás, procurando pelo soldado, mas não havia nada ali. O incompetente está demorando demais, pensou ela.
—Termine logo isso, soldado. —Repreendeu outro, irritadiça devido à demora deles, que, aos olhos dela, era uma enorme falta de respeito — eu não tenho o dia todo.
—S-sim senhora! —O soldado passou a se concentrar mais no que fazia. Era impossível para ele ir mais rápido do que aquilo, mas adicionou um pouco mais de força em seus braços, esperando por algum resultado.
Abyss olhou para trás mais uma vez, só por precaução, mas voltou sua atenção para o desvio quando não viu nada. Foi quando o terceiro soldado a chamou, gaguejando e com a voz repleta de medo:
—C-comandante... O-olhe ali! — Ele apontou e ela seguiu com os olhos e, pasmem, lá estava algo que fez com que todos os pelos da nuca dela se eriçassem.
No meio das estalagmites havia um grande espinho escarlate, que se erguia do chão até os céus. E em sua extremidade havia uma cabeça, ou melhor, a cabeça do soldado que ela havia acabado de mandar procurar pela origem do barulho. Era possível ouvir, bem baixinho —devido a grande distancia— o som de seus pedidos de socorro.
Ela ficou irada e ao mesmo tempo sem saber o que fazer. Não sabia ao certo o que era aquilo, mas tinha em sua mente que tal coisa só podia ser arte das crianças que prendera mais cedo. Mas como elas tinham conseguido se soltar? Estavam sem mutação e ainda havia cerca de vinte minutos até que o efeito da droga cessasse.
—Você! – Apontou para outro soldado que também admirava a cena medonha — Vá até lá ver o que é aquilo. Agora!
—M-mas e-e-eu? — seus olhos quase saíram do lugar e em questão de segundos sua circulação congelou, deixando-o tão branco quanto uma farinha de trigo.
A capitã andou até ele, possessa de tanta raiva que sentia no momento, e jogou-o para frente. O soldado cambaleou por alguns instantes e se desequilibrou, caindo com força no chão.
—Ande logo, seu pária! — Disse e, após isso, cuspiu em sua face. — Demonstre que está disposto a dar a vida pelo trabalho.
O soldado se apressou em se levantar e foi, com as pernas bambas pelo medo, até lá. Mas mal chegou próximo à floresta de estalagmites e parou, devido a um novo evento: O grande espinho escarlate começou a balançar para frete e para trás. Os gritos de seu companheiro de trabalho e intensificaram e o seu medo foi tanto que não pôde segurar a bexiga. Ele colocou as mãos frente ao membro para tampar a mancha que havia e formado ali e sentiu a vergonha tomar conta e si, deixando o seu rosto num tom roxo. A sua arma estava caída no chão, mas ele não ligou muito para isso quando percebeu o que realmente ia acontecer: seu companheiro de trabalho seria arremessado contra os outros que estava próximo à boca do vulcão.
Começou a correr desesperadamente de volta. Não importava mais o que quer que fosse que acontecesse, ele precisava contar a comandante o que estava para acontecer.
Capitã Abyss percebeu que seus soldados eram mais inúteis do que aparentavam quando viu o outro correndo, completamente mijado, de volta para si e sentiu uma vergonha alheia e de si mesma. Como é que conseguiria cumprir seu dever com soldados como esses? O que é que iria falar para seus superiores a respeito de sua falha vergonhosa?
—CAPITÃ ABYSS!! — Gritou desesperadamente o soldado mijão quando percebeu que não conseguiria chegar até eles a tempo. Pro inferno com o “capitã”, pensou ela, não preciso e nem quero ser reconhecida por pessoas como você. — CAPITÃÃÃÃ! ELES VÃO LANÇÁ-O ATÉ NÓS. SAIAM DAÍ.
Abyss olhou para a estalagmite em movimento sem acreditar no que o soldado havia acabado de gritar, mas não houve muito tempo pra que ela decidisse se acreditava ou não, o espinho escarlate se mexeu para trás e voltou com tudo pra frente, soltando soldado, que estava na ponta, na direção deles. Tudo o que pôde ser ouvido foi o grito de socorro do soldado que voava como um míssil na direção deles.
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