The Most Powerful Magic Of All
19 Capítulo 19
Notas iniciais
– Como ele pode lembrar? — Regina gritou, entrando no antiquário. — O que você fez? — Ela parou em frente ao balcão onde Mr. Gold remexia em alguns papéis.
– Olá para você também, dear — Ele disse inabalavelmente, sem tirar os olhos do que estava fazendo. – Eu não fiz nada, você fez.
– O que? – Ela deu uma risada curta e amarga. – Esta dizendo que sou responsável por quebrar minha própria maldição?
– Sim, você é! – Ele finalmente olhou para ela. – Eu lhe avisei que não iria querer que a situação saísse do controle, avisei que esses sentimentos podiam ser perigosos. E não seja dramática, querida, você não quebrou A maldição. Não teria poder suficiente para isso.
– Você lhe deu isso! – A voz dela tremia, seu rosto era uma mascara de raiva, quando colocou o anel sobre a bancada. – Ninguém mais poderia tê-lo! Seja lá o que fez, desfaça!
– Será que tenho lhe ensinar tudo? – Ele olhou para ela, realmente olhou para ela. Regina obviamente não sabia o que estava acontecendo. Estava tão quebrada quanto quando pediu sua ajuda pela primeira vez. – O anel foi só um atalho para algo que aconteceria cedo ou tarde. Um dos únicos objetos nesse mundo que não perdeu sua magia. Assim como o seu, dado por seu amado Daniel, assim como o medalhão que você deu a Lucy... Mas por si só não traria as memórias do seu querido caçador de volta. – Ele fez uma pausa, examinando o efeito de suas palavras sobre ele. – O amor verdadeiro. A única magia capaz de transcender os reinos e...
– Quebrar qualquer maldição. – Ela completou em um sussurro.
As peças começavam a se juntar. O porquê de o quanto mais caia de amores por ele mais ele tinha pesadelos, o breve reconhecimento do medalhão, a antiga rivalidade com Adam, sua recente amizade com Vivianne... O anel foi apenas a peça que faltava. Uma coisa que simbolizava o quanto o amara, sua antiga vida...
Ela se lembrava de quando dera a ele. Estava tão completamente apaixonada, mas era incapaz de dizer. Então o anel. A coroa e a flecha. A Rainha e o Caçador.
– Mas... – Regina não queria parecer fraca na frente dele, mas não sabia o quanto poderia aguentar. – Maleficent disse “Um vazio que nunca será preenchido”! Esse era o preço da maldição. Nunca fui realmente capaz de ama-los aqui. Henry era o único...
–Exato – Gold disse – Henry, dear. – Henry preencheu esse vazio há muito tempo atrás. Você simplesmente se acostumou com o fato de não amar o xerife porque ele não era exatamente o homem que você amou. – Ele semicerrou os olhos. – Pense no que mudou nesse ultimo ano Regina. O que deixou sua guarda baixa. Henry.
Regina passou anos tentando sentir pelo xerife que sentia pelo caçador, mas fora tudo em vão. Ele não era ele, era apenas mais uma marionete esperando para cumprir todos os seus desejos. Depois de um tempo ela aceitou que ele não seria nada mais que um amante altamente satisfatório.
Seu relacionamento não passava de escapadas durante o almoço, reuniões prolongadas no gabinete da prefeita, visitas furtivas a sua casa... Mas Regina raramente deixava que ele passasse a noite, porque por mais que ela tentasse negar, doía lembrar que já o amara sabendo que não havia mais nada ali. Sabendo que o xerife era apenas uma sombra do caçador.
Foi assim até os problemas com Henry começarem. Ele estava lá para consola-la como sempre estivera no passado e, antes que pudesse perceber ela estava se apaixonando por ele outra vez. E a cada dia mais ele voltava a ser o homem que ela amava. A cada dia com ele, Regina caminhava, sem saber, para tudo aquilo.
***
– Hey Viv! – Graham correu para alcança-la no corredor do hospital.
– Oi, como você esta? – Ela perguntou apontando para abdômen dele, onde fora ferido.
– Estou bem... Sobre isso... – Ele lhe lançou um olhar sem graça. – Eu queria me desculpar. A prefeita foi...
– Ah não, esta tudo bem. – Ela deu de ombros. – Vocês dois estão...?
– Não! – Graham respondeu talvez um pouco rápido de mais a julgar pelo olhar dela.
– Não é da minha conta. – Ela levantou as mãos, como se se desculpando.
– Não, é sério. Não há nada entre nós. Posso provar. – Graham semicerrou os olhos, mais relaxado. – Por que não deixa eu te levar para jantar hoje?
– Yeah... Claro. – Viviane riu.
– Te pego as oito?
– Parece ótimo – Ela disse sorrindo, boba, antes de virar e desaparecer no corredor.
Graham não sabia se estava fazendo aquilo para irritar a prefeita ou apenas tentado recuperar o que perdera com a maldição... Continuar de onde parou.
Depois que... Tudo desmoronou o caçador dera mais uma chance a mulher. Ela estava viúva e arrependida por tê-lo deixado e ele estava de coração partido.
Quando a Rainha lançou a maldição era com ela que ele estava.
***
Quando Kate saiu do colégio se deparou com a prefeita encostada na lateral de seu carro, esperando por ela.
– Oi, o que estava fazendo aqui? Aconteceu alguma coisa?
– Não, só pensei em lhe dar uma carona. – Regina deu um suspiro aliviado, Kate não parecia saber de nada.
– Ok... – Ela semicerrou os olhos, desconfiada, antes de entrar no carro.
– Aquela garota parou de incomodar você? – Regina perguntou dando partida no carro.
– Ahaam! Ninguém ousaria desafiar Vossa Majestade. – A garota disse em tom de brincadeira, mas Regina ficou tensa.
Elas passaram alguns minutos em silencio enquanto a prefeita dirigia pela cidade, Kate esta inquieta.
– Ok, já chega! – A garota exclamou nervosa. – Pode, por favor, me dizer que diabos esta acontecendo?
Regina fechou os olhos, deu um longo e trêmulo suspiro e estacionou o carro.
Agora Kate estava definitivamente assustada. Seja lá o que estivesse acontecendo Regina não podia dizer em quanto dirigia?
– Você sabe que eu amo você, não é? – a prefeita disse em um sussurro triste. – Independente do que acontecer entre seu irmão e eu.
Embora Regina sempre estivesse lá por ela a prefeita nunca havia dito que a amava. Apesar da menina já saber disso, a pegou desprevenida. A coisa era séria.
– O que aconteceu entre você? Vocês terminaram?
– Eu não sei. – Regina admitiu em uma risada rouca e triste, fechando os olhos para tentar afastar as lagrimas que embaçavam sua visão. – Eu não sei de mais nada.
Kate tirou o cinto e deitou a cabeça no ombro da mulher em um abraço desajeitado.
– Também te amo, Gina.
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