The Most Powerful Magic Of All
15 Capitulo 15
Notas iniciais
– Uma rainha não deveria ficar no meio dos guardas. – Graham sentou ao lado de Regina em frente ao fogo.
A rainha apenas lhe deu um olhar irritado.
– Já deveríamos estar lá e você ainda resolve parar para descansar... – Ela resmungou. – Por que ainda lhe dou ouvidos?
– Porque estávamos viajando a horas e você mal aguentava ficar em cima do cavalo?
Ela abriu a boca para responder, mas tornou a fecha-la, se contentando apenas a lhe dar um olhar fulminante e tornando a encarar o fogo.
– O que houve entre você e o Adam, afinal? – ela disse depois de um tempo.
– Não importa.
– Fale! – Era um ordem.
– Ele disse algo que não gostei. — disse simplesmente.
– Simples assim? — Ela fez uma careta. — Sobre o que?
Ele abriu a boca para responder, mas tornou a fecha-la, pensando melhor.
– Sobre você.
– Eu? — A rainha agora tinha as sobrancelhas erguidas, ele não conseguia distinguir se estava braba ou somente curiosa. — O que ele disse que o irritara tanto?
– Não im... — ele parou sob o olhar feroz da rainha. — Ele disse — Graham suspirou, vencido. — que era questão de tempo até a "deliciosa rainha" escolher um novo amante e ele seria o próximo da fila... — ele olhou para ela, a rainha tinha um olhar sínico, os lábios comprimidos. — "A mais bela de todas, dizem. Com aquele gênio, deve ser um arraso na cama... O que tem a dizer caçador?”.
Ela abriu a boca em descrença, mas imediatamente se recompôs e lhe lançou um olhar malicioso e se inclinou para ele.
– Defendendo minha honra? — ela sorriu sínica, — Que fofo — e pressionou os lábios contra os dele, ignorando os guardas ao redor. — O que tem a dizer, caçador? — ela sussurrou contra os lábios dele.
Ele apenas sorriu e levou a mão aos cabelos dela e a beijou
***
Graham entrou no quarto de Kate e com espanto, viu Regina sentada na cama, acariciando os cabelos da menina que dormia em seu colo. Sua irmã tinha o rosto vermelho e os olhos inchados como se tivesse chorado até dormir.
Ele, estranhamente, sentiu algo com a cena. A prefeita sempre estivera lá pela garota, sempre. Desde que ele era capaz de lembrar.
Se não fosse por ela, ele certamente não seria capaz de criar a adolescente.
A prefeita era importante, de uma forma que ele não conseguia explicar.
– O que aconteceu?
Graham sussurrou.
Regina cuidadosamente a tirou de seu colo e levantou-se na direção dele.
– Problemas de garotas — Ela o levou para fora, fechando aporta atrás de si. — Nada que precise se preocupar. Só deixe-a descansar um pouco.
– Ela é minha irmã Regina, se alguma coisa esta acontecendo eu tenho que saber!
– Ela me fez prometer não contar. Principalmente para você! — ela pegou o casaco descartado em cima do sofá. — Amanhã conversamos sobre isso. — Disse carrancuda, antes de dar um longo e quente beijo no xerife.
Ele apenas assentiu, vencido. Fez menção a capturar os lábios da prefeita novamente, mas ela se afastou com um sorriso malicioso, pegou a bolsa e saiu.
Regina andava não fazia 5 minutos quando ouviu Graham buzinar.
– Quer uma carona? — Ele gritou para ser ouvido acima do vento forte.
A prefeita pensou em recusar, afinal ainda estava braba, tinham tido uma grande discussão sobre o porquê da relação deles ter de ficar em segredo. Aparentemente, Graham queria mais do que a ela podia dar. Mas ela estava congelando e uma tempestade estava vindo...
– Não foi um bom dia para mandar o carro para o mecânico, não é? — ela tinha um meio sorriso no rosto quando se aproximava dele, os braços cruzados sobre o peito na vã tentativa de se proteger do vento frio.
Regina levantou uma sobrancelha em uma expressão irônica, quando ele abriu a porta do carro para ela.
O caminho foi silencioso, Regina tinha a cabeça cheia com o problema de Kate e ainda tinha Graham... Ele a questionara hoje, mais do que isso, ele a intimara.
E isso a preocupava.
Ela estava perdendo o controle do xerife.
– Esta entregue prefeita. – Graham disse parando na frente da casa dela, uma chuva fraca começava a cair lá fora.
– Olha, sobre mais cedo... – ela tinha a cabeça apoiada no encosto do banco, virada para ele. – Não posso agora. – ela levantou o dedo quando ela abriu a boca, silenciando-o. – Você estava certo, não tenho um motivo. Só preciso de um tempo.
Ele não respondeu, não olhava para ela, seu rosto mostrava uma mistura de decepção e fúria. Estava cansado de ser o brinquedinho da prefeita.
Regina puxou o rosto dele e o beijou. Ele não resistiu, mas foi seu beijo foi mais desesperado que o normal.
Não, não desesperado. Mas como se quisesse provar algo?
Regina se afastou sem ar.
–Ok? – Repetiu, sem folego, contra os lábios do xerife.
***
– Your Majesty!– A mulher fez uma leve reverencia, ao entrar na sala da pequena mansão.
Antes que pudesse dizer algo mais a Rainha a interrompeu.
– Você sabe quem eu sou, bom. — Disse seca. — Acho que isso facilita as coisas. Onde esta a garota? Lucy. — Sua voz era baixa e fria, capaz de apavorar até o mais bravo dos homens. — Procurem-na na casa. — disse por cima do ombro para os dois guardas atrás de sim.
Quando Graham fez menção a sair da sala junto com eles a rainha balançou levemente a cabeça para ele, fazendo-o ficar onde estava.
– Majestade? — A mulher tentava se mostrar confusa, mas Regina podia jurar ter ouvido um leve tremor em sua voz.
E sorriu com isso.
– Você sabe quem eu sou, — disse quase em um sussurro, se aproximando da mulher. — então sabe que não pode mentir para mim ou terão consequências. A garota volta comigo, onde ela esta?
– Você não pode leva-la! — A mulher levantou a voz reunindo o pouco de coragem que tinha. — Ela é minha filha.
Regina abriu a boca, em espanto. Ela olhou para Graham, mas ele não parecia chocado.
Ela estava mentindo, só podia estar.
– Sua filha? — Regina ironizou quando encontrou sua voz. — Se isso for verdade, porque ir atrás dela depois de tantos anos?
Antes que a mulher pudesse responder, Regina ouviu passos apressados e logo Lucy apareceu com um dos guardas logo atrás.
Assim que viu a Rainha correu para os seus braços.
– Por favor, me tire daqui Regina! — A menina sussurrou contra o ombro da rainha, sua voz estava tremula. — Por favor. — Ela se afastou para olhar para ela e Regina viu que seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar e um corte marcava o canto de sua boca. – Sabe quanto a protegida da Rainha valeria? Eles só me trouxeram para cá por isso, eventualmente vão fazer eu me casar ou sei lá o que.
Regina olhou com compaixão para a menina antes de se voltar para a mulher.
– Você não tem direito algum sobre ela, — toda a fria calma havia abandonado a Rainha quando ela levou a garota até Graham e se afastou na direção da mulher. — Vocês nunca a procuraram, a abandonaram. Abandonaram a própria filha e agora quando lhes é conveniente a querem de volta? — Ela estava próxima da mulher, muito próxima. — Ela volta comigo. — Regina abaixou a voz — Nunca mais encoste em um fio de cabelo dela. Ela esta sob a minha proteção. Chegue perto dela mais uma vez — ela fez uma pausa, um sorriso perigoso brincando em seus lábios. — e você vai descobrir porque sou chamada de Evil Queen. Vamos. — Disse voltando-se para o caçador que amparava a menina e saiu em direção à entrada da casa.
Ao chegarem aos cavalos, tiveram uma desagradável surpresa. Eles eram comerciantes. Pela casa, ricos. É claro que teriam homens trabalhando para eles.
Graham levou Lucy até Regina e sussurrou para a Rainha:
– Não queria fazer do seu jeito? Faça! Tire-a daqui. – Ele sacou a espada e se colocou a frente delas.
Ela o encarou por um instante, deixa-lo ali para a morte? Ela o ouviu repetir a ordem e ignorando os protestos da garota, a Rainha saiu.
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