Notas iniciais
Hey guys! Mais um capitulo, espero que gostem ^^

A rainha havia contado tudo ao caçador. Sobre a mãe controladora, sobre o gênio no espelho, sobre o velho rei abusivo, o fato de a mãe não ter morrido quando ela cravou a adaga em seu coração por não ter um coração... Ela contou tudo, deixando de fora apenas sobre a filha.

Quando terminou, as lagrimas escorriam incessantemente, mas o caçador a acalmou, a confortou.

– Agora você sabe meu segredo, mas e você? Nunca amou ninguém?

Já era tarde da madrugada e Regina estava deitada sobre o peito de Graham, então o sentiu ficar tenso e levantou o olhar para ele.

– Já. Eu já amei alguém. — Ele não parecia que iria continuar, seu olhar ficou frio por um momento.

– Qual é! — Regina falou sentando-se de frente para ele. — Acabei de lhe contar a história de minha miserável vida, vou precisar de um pouco mais do que isso.

– Não tem o que contar. — Ele disse depois de um tempo. — Nos conhecemos, nos apaixonamos... Mas ela ia se casar. — E entre fugir com um caçador e casar com um homem extremamente rico, o que escolheria?

Regina pressionou os lábios contra os dele.

– Eu fugiria com o caçador. — Sussurrou contra os lábios dele. — Se o amasse, é claro! — A rainha se afastou, como se só tarde de mais percebesse o que dissera.

– Mesmo? — Graham ergueu uma sobrancelha com um sorriso malicioso.

Regina apenas revirou os olhos antes de Graham a puxar para si outra vez.

***

Kate assistia à aula quando bateram na porta.

Ela viu sua rabugenta professora comprimir os lábios, se preparando para xingar seja lá quem ousou interromper sua aula, mas assim que a porta abriu sua expressão suavizou em um sorriso bajulador, enquanto via a prefeita entrar.

– Preciso levar Kate. — Disse à professora, apressada. — É sobre o irmão dele, é importante. — Regina falava rápida e friamente.

– Se é sobre o irmão... Esta dispensada, querida — disse voltando-se para Kate.

A verdade que todos sabiam é que Regina podia estar ali dizendo que levaria Kate para fazer compras e ainda sim ninguém ficaria em seu caminho.

Assim, a prefeita rapidamente foi até a garota e, sem dizer uma palavra, a ajudou a guardar suas coisas.

– O que aconteceu? — Kate sussurrou fechando a mochila. Estava ciente de todos os olhares voltados para elas.

– Graham esta no hospital. — Disse aflita enganchando o braço no de Kate e saindo da sala.

***

Um guarda entrou apressado na sala e se ajoelhou em frente à Rainha.

Ele tremia, ela notou, não trazia boas noticias.

– Majestade... — Ele começou cauteloso. — Fomos atrás da mulher e do marido, mas eles conseguiram atravessar a fronteira para o reino do Rei George antes que os alcançássemos. — O guarda viu o rosto da Rainha se contorcer.

Vendo o pavor do pobre guarda Lucy colocou a mão no braço de Regina, na tentativa de acalma-la.

– Rei George não é um problema. — Regina disse afagando os cabelos da menina. — Mande um mensageiro — Continuou voltando-se para o guarda. — diga-lhe que são meus prisioneiros e que lhe darei uma recompensa se os trouxer para mim.

– Mande alguém atrás deles! — Regina ordenou. — Tragam-nos para mim.

– Não Regina! — Lucy pegou a mão dela, parecia desesperada. — Não os traga para cá! Não quero vê-los, não os quero por perto.

– Lucy honey, eles não vão machucar você. Eu prometo. — Ela afastou uma mecha do cabelo da menina. — Mas eles não podem e não vão mexer com você e sair impunes!

– Por favor, Regina. Exile-os, qualquer coisa, mas não os traga para cá!

– Você esta com medo do que posso fazer com eles por que são seus pais? — A rainha perguntou docemente.

– Não! — A garota riu amarga. — Não ligo para o que fizer com eles. Eles não são meus pais, me abandonara... Nunca me amaram! Laços de sangue são superestimados. Você, Henry, Graham... — disse com um sorriso triste. — são minha família.

– Avise a George – disse voltando-se novamente ao guarda. – que lhe darei uma boa recompensa se – ela olhou para Lucy. – os fizer seus prisioneiros.

A menina a abraçou.

– O Rei George não é exatamente conhecido por ser gentil com seus prisioneiros. Querida. – Regina advertiu.

Lucy apenas deu de ombros.

Regina não sabia exatamente o que pensar da frieza da menina. Talvez apenas houvesse sofrido de mais nas mãos daquelas pessoas.

***

– Calme, calme — Dr. Whale disse ao vê-las entrar apressadas. — Ele esta bem. O xerife levou uma facada tentando evitar um assalto, mas não foi nada sério.

– Podemos vê-lo? — Kate parecia nervosa.

– Claro, venham comigo.

O medico as guiou pelo hospital, ao chegar ao quarto de Graham, Kate correu para o lado do irmão que conversava com Vivianne.

Regina lançou um olhar interrogativo para o médico.

– Foi ela quem o trouxe. — Ele deu de ombros e saiu.

– Prefeita! – A mulher levantou com espanto ao ver a prefeita na porta esboçando um sorriso aliviado para o xerife. — O que esta fazendo aqui?

– Ela é meu contato de emergência. — Graham disse.

– Mas Kate...

– É menor de idade, dear. — Regina cortou-a friamente. — Você já pode ir agora, imagino que tenha trabalho a fazer.

– Mas...

– Obrigada por trazê-lo, — ela tinha os olhos semicerrados e um sorriso perigoso — mas assumimos daqui!

Vivianne murmurou alguma coisa para Graham que apenas assentiu se despedindo.

Kate tinha um sorriso divertido de orelha a orelha quando Regina sentou na ponta da cama ao lado de Graham.

– Gina, Gina... — a menina sussurrou. — Isso que detectei foi ciúme?

– Nada do tipo. — Respondeu sem graça antes de se voltar para o xerife que tinha o mesmo olhar divertido da irmã. — Como você esta?

– Vivo.

– Não consegue ficar sem se meter em confusão um segundo, ãh? — Ela sorriu. O caçador era assim.

Graham apenas deu de ombros e a puxou para si.

Regina deu um suave beijo nos lábios do xerife, antes de se afastar.

Só que não era mais ela. Não a prefeita.

Ela vestia um longo vestido azul que valorizavam suas curvas, seus cabelos cumpridos caiam pelos ombros.

Mas foi só por um segundo.

Graham passou a mão no rosto, só podia estar enlouquecendo.

– Tudo bem? — Regina perguntou preocupada.

Ali estava ela. A prefeita. Com os cabelos na altura dos ombros o vestido preto acima do joelho e blazer vermelho.

– Sim, esta tudo bem. — Ele a puxou novamente para si em um beijo urgente.

Kate revirou os olhos e tirou um livro da mochila, quando ouviu alguém limpar a garganta.

Regina só se afastou do xerife o suficiente para olhar para a porta.

Era a madre superior. Sua boca formava um perfeito O

– Sim? — Regina disse. Seu olhar a desafiava a dizer alguma coisa.

– Vim apenas trazer o almoço do xerife. — Disse sem graça, deixando a bandeja e saindo apressada.

Assim que a porta bateu Kate caiu na gargalhada e logo, sem conseguir se conter, Regina se uniu a ela.

Notas finais
E ai, gente? Já sabem quem é o antigo amor do Graham?