The Monster - Caçadores de Youkais
1 Capítulo I – Prólogo.
Notas iniciais
Há mais de quinhentos anos atrás minha aldeia era atacada por Youkais, um deles era do clã das Yuki-onna, ela era uma Youkai muito poderosa, ainda não consegui entender como meu pai consegui matar uma delas. Aquela que naquele dia atacou minha aldeia era muito forte seu nome era Kin. Mas isso já acabou e ela foi selada dentro de mim, mas eu não me incomodo com isso, pois agora eu sou imortal. A única coisa que me incomoda é que no dia do ataque quase toda a minha aldeia foi dizimada. Eu, meus irmãos e o meu melhor amigo fugimos para longe.
Eu ainda não me apresentei, meu nome é Katsu Shiragwa, eu tenho 16 anos, para dizer a verdade eu tenho 516, eu tenho dois irmãos um se chama Hiroshi, e o outro Ichiro. Somos trigêmeos. Moramos atualmente na Rússia, com meu melhor amigo Jiro que também é um órfã daquela invasão. Jiro tinha um irmão mais velho que sumiu durante a invasão, assim como o garoto pelo qual eu era apaixonada.
Aquela invasão aconteceu por culpa do meu pai. Que fora idiota o suficiente para ir desafiar uma Yuki-onna. O resultado foi que ele ganhou, mas o desastre que recaiu sobre a vila três dias depois não compensou a vitória. Nossa vila foi praticamente dizimada. Meu pai implorou ao sacerdote do templo que impedisse aqueles Youkais de invadirem a vila, mas em troca desse pedido o sacerdote disse que meu pai teria que entregar crianças para poderem selar os monstro que ele fora culpado por trazer a vila. Lógico que se você pensou que o meu pai levou a mim e aos meus irmãos até o templo dizendo que lá ficaríamos seguros, você está certo. Porém Jiro, que era filho de sacerdote, também estava lá. E ele chorava tanto que ao olhar para ele eu pude sentir todo o medo que ele sentiu naquele momento.
Logo fomos postos em um circulo, cada um de nós ocupava um espaço com outro circulo desenhado e com palavras que eu nunca serei capaz de aprender e que tinha pequenas linhas que levava aos outros círculos e ao sacerdote estava no centro do grande circulo. Logo os gritos de socorro estavam mais altos. As feras se aproximavam, meu extinto gritava para eu correr. Mas quando eu pensei em correr para longe dali meu corpo esbarrou em uma espécie de barreira. Logo o desespero tomou conta de mim. Eu pude entender o porque do Jiro estar chorando. Ele sabia o que iria nos acontecer. Quando olhei para os meus irmãos percebi que o mesmo havia acontecido com eles. Olhei para o meu pai que estava encolhido no canto com uma expressão de horror. Mesmo depois de tudo que aprendi com o meu pai, mesmo depois de todo o amor que ele me deu. Naquele momento eu desejei que ele morresse.
E antes que eu pudesse me arrepender pelo meu desejo, a parede na qual me pai se encontrava escorado, veio a baixo e por ela um grande cão Youkai entrou pela passagem formada e arrancou a cabeça do meu pai que estava preso pelos escombros. Os gritos dele me deixaram em estado de choque. Tudo o que via pareceu desacelerar e antes que eu pudesse ver mais alguma coisa uma luz se formou no ambiente cegando a mim e a todos os presentes. Eu senti a pior das dores quando isso aconteceu. Meu peito queimou, lágrimas escorreram pelos meus olhos e banharam a minha face. Pareceu que tinha uma faca sendo enfiada no meu peito bem fundo. Mas antes que eu pudesse chegar se havia mesmo uma faca dentro de mim, minha cabeça começou a doer, e eu escutei uma voz que dizia para eu sucumbir a dor, para mim não tentar vencê-la ou ela iria me destruir de outra forma.
Mas por mais que eu quisesse fazer isso não conseguia. A dor estava tão forte que nem ao menos sucumbir a ela eu conseguia. Meus dentes estavam cerrados. Eu tentava gritar, mas não tinha voz. Meu corpo repentinamente ficou frio e tudo se acalmou, até mesmo a voz se calou. Quando meus olhos se abriram de novo. Eu não encontrei meus irmãos. No chão só havia o corpo do sacerdote, ele estava implorando por piedade, e antes que eu pudesse falar qualquer coisa, alguma coisa falou por mim.
- Pode pensar que foi esperto o bastante me prendendo em um corpo como esse, mas eu ganharei essa guerra, mortal nojento. – a voz era fria e cruel.
E então todo o lugar se tornou frio. Neva entrava ali, sabe-se de onde. E meus irmãos apareceram, os dois tinha marcas pelo corpo, essas marcas estavam vermelho sangue, e então eu pude perceber que eu também tinha essas marcas, logo Jiro se juntou a nós, as mesmas marcas estavam nele, antes que eu pudesse perguntar o que estava acontecendo ele puxou a mim e aos meu irmãos para uma saída do templo que ficava escondida. Disse que não tínhamos muito tempo. Ele passou em seu quarto e pegou algumas mudas de roupa e algumas peças de ouro e nos guiou para sairmos do templo sem sermos vistos.
Aquela foi a ultima vez em que eu via a aldeia em que morei durante dezesseis anos. Aquela foi a ultima vez em que fui alguém normal. Mas a partir dai, minha vida mudou totalmente. Passei a caçar monstros com os meus irmãos afim de juntar mais dinheiro para seguirmos nosso caminho. Quando vimos, já estávamos na Rússia, e aqui estamos á uns duzentos anos, sempre sem levantar suspeitas. Cada um de nós esconde um monstro.
Eu carrego comigo a Yuki-onna, meu irmão Ichiro leva o grande cão que matou nosso pai, e Hiroshi leva a raposa que mordeu o sacerdote, e Jiro leva o monstro que arquitetou todo o plano de invasão, ele leva o Obake. E assim seguíamos as nossas vidas a fim de fazer tudo como sempre, até aquele garoto inconsequente aparecer e querer mudar tudo.
- Não importa para onde você vá, Katsu-chan, eu sempre vou te achar. – ele sussurrou malicioso quando passou por mim na primeira vez em que nos encontramos na escola.
Notas finais
Até o próximo capítulo.
Kissus,
Lady Naru.
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