The Misty

4 Capítulo 4 - Algaz


Notas iniciais
"O Perigo se aproxima para Lara. Não somente o perigo como as respostas que ela tanto procura estão chegando lentamente, pois certas revelações irão mudar o rumo de sua jornada." - Boa Leitura.

30 de Outubro de 1997, 21h46min.

Acordei no compartimento de atrás de uma van, eu acredito que estava em um tipo de ‘Besta’. A minha cabeça estava doendo e creio que o xerife Will me deu foi um sonífero. Minha visão estava meio embaçada, não conseguia ver quem estava dirigindo, apenas que tinha dois homens e estavam falando de alguma coisa. O artigo da irmã de Junior estava no banco à minha frente junto com a chave que Jean me deu. Não conseguia me levantar, meu corpo estava bastante dolorido e o Will não estava lá, no entanto o que escutei era medonho.

— É isso mesmo que eu temos que fazer?

— É sim, o xerife mandou enterramos ela viva em uma cova.

— Mas se ela acorda antes?

— Atira na cabeça.

Quando escutei isso, tive que ser rápida, peguei o artigo e a chave devagar e comecei a ler o que não havia acabado, no entanto notei que uma carta tinha caído do arquivo, ela não estava lá antes, creio que seja a carta que o Will deu para a mulher que fingiu ser a esposa de Jean, só de pensar no perigo que ela possa estar. O clima estava chuvoso e com trovões, na estrada devia ter muitos buracos, pois o carro vivia pulando. Acabei escutando mais uma conversa.

— O Will nem para fazer seus trabalhos sujos ele faz, manda a gente fazem esse tipo de trabalho. Pelo menos o cachê é bem volumoso.

— Sim. E aqueles remédios que ele deu para colocar no menino, o irmão da loirinha, qual nome dela? Júlia? Foi difícil colocar na boca dela, mas foi mais fácil colocar no irmão, já que consegui trocar os remédios que ele tomava.

Não acreditei no que escutei o xerife estava envolvido nisso? Estava drogando Junior e Júlia? Isso só aumenta as teorias por que Junior não aceitou a acreditar na policia de que Júlia estaria viva por ali perto. Na segunda pagina havia provas de que a policia não sabia onde a irmã de Júnior estava, no entanto, na terceira folha contradiz o que li a pouco, diz que Will estava envolvido em experiências em um remédio para imunidade e decidiu testar em alguém; Júlia Smith, pois ela estava com sintomas que e o remédio poderia aliviar. No entanto o remédio tinha efeitos colaterais como alucinações fortes e tontura, como Júlia teria desaparecido seu irmão foi o próximo alvo para os testes, pois ele teria recebido os mesmos sintomas. Os testes foram aprovados, mas ele não sabia como parar os efeitos colaterais. Por ser contra lei teve que manter em segredo, para não sujar o seu nome e de Roseward. Havia um papel a mais que mostrava que Júlia teria sido morta por se mostrar muito agressiva, mas nunca foi confirmado, pois a única pessoa que estava lá era seu irmão que estava drogado pelo remédio, e como única opção decidiram fingir que o caso estava sobre controle, além de terem confirmados que Júlia estaria viva sendo uma possível mentira.

Abri a carta e li o que estava nela, havia um cheque para a mulher pelo seu trabalho e algumas anotações.

"Veja, uma mulher estará vindo para cá com perguntas, ela irá fazer varias, mas você irá colocar isso na bebida dela, ela está causando muito problemas e fuçando ainda mais o buraco. Se conseguir irá tirar essa quantia em dinheiro do banco, mas veja, ela é muito esperta, por isso ficarei observando de longe."

Escutei que estávamos chegando, vi pela janela que estávamos no cemitério que ficava entre a cidade de Roseward e a floresta de Dark Sky mais á frente havia o rio. Guardei a chave e os artigos em um compartimento da minha jaqueta e consegui um tipo de chave mecânica que estava jogada por ali.

Eles me pegaram pelo braço e me colocara na terra perto de um buraco extra no cemitério. Cavaram bem fundo e em seguida me colocaram em um caixão e depois chutaram e o caixão foi ladeira à baixo até no fundo da cova, e depois cobriram de terra. A situação não estava boa para min, pois com a tempestade a cova estava começando a alagar. Os escutei dizendo que o trabalho acabou e estavam voltando, nessa hora já estava tentando sair de lá, pois se demorasse mais poderia morrer afogada. Com o impacto no chão alguma parte de trás se abriu e a fechadura se afrouxou, era só usa a chave que conseguir, bati diversas vezes e abrir alguns buracos, no entanto a ideia era abrir as fechaduras agora.

A água já estava preenchendo todo o lugar, apenas escutava os trovões do lado externo.

— Conseguir... cof cof — Empurrei a abertura do caixão para o lado e a terra começou a baixa e depois de alguns minutos conseguir sair da terra, além de encharcada estava melada de terra só para varia.

O cemitério era enorme e havia varias covas; uma ou duas capela espalhada por todo o território. A chuva estava muito forte e notei que o rio estava invadindo o local e o vento estava começando a derrubar algumas árvores.

Andei até a estrada lentamente. Estava com a perna machucada e acho que o sonífero provocou a dormência em todo o meu corpo. O vento estava tão forte que me fazia recuar de vez enquanto, fico imaginando por que o xerife queria tanto isso, tudo bem que me matar era uma boa escolha para ele já que se fuçasse ainda mais e lesse esse artigo iria descobrir tudo. Não sei como ele teve coragem de machuca o próprio sobrinho para que ele ficasse incapaz de encontrar mais pistas, necessito ir direto para delegacia, mas com essa perna machucada... — Não sei se foi sorte, mas vi uma moto estacionada por perto e vi que o dono estava fazendo suas necessidades na árvore do lado é uma pena que ele tenha deixado à chave — partir de moto até a delegacia. No fundo apenas nomes e palavras feias.

Ao chegar lá notei que a porta estava trancada e tentei subir em alguns muros derrubados até chegar ao teto que estava aberto por conta da destruição de ontem.

Acabei escorregando por conta da perna e cai de costas em cima da banca do xerife. Não foi uma decida boa para quem estava com a perna machucada e o corpo dormente. Notei um revolver caído no chão e decidi pegar; nunca se sabe o que poderia acontecer dali para frente. Além disso havia cacos de vidros por todo local, tijolos e outras pedras jogadas por todo o lugar além de pedaços de galhos e alguns livros.

Havia uma porta de vidro derrubada, dava para o outro lado, basicamente a sala do Xerife era meio que isolada de todos. A porta que havia sido derrubada aparentemente era meio grande, do outro lado havia alguns gabinetes e cadeiras derrubadas por conta do vento, possivelmente quem sentava ali eram os assistentes do Will, além disso, à sete metros mais a frente havia uma parede e ao lado dela um corrimão, possivelmente para o local onde os meninos malvados dormem. Não consegui encontrar mais detalhes, isso por que o local estava bastante escuro.

A sala do Xerife não era lá de chique, mas havia diversas gavetas, um armário, um relógio redondo que deveria está quebrado pois não saia das 14 horas, além da bandeira de Roseward pintada na parede atrás da banca.

Abrir a gaveta onde tinha o nome de Jean Scarlet, possivelmente o sobrenome da família. Ao abrir lá tinha um artigo e um tipo de diário, o guardei na jaqueta e abrir um artigo.

Ali mostrava que o próprio Will tinha matado ou pelo menos sido culpado pela morte de Júlia Smith, pois ela estava disposta a contar tudo para todos de Roseward e para proteger seu irmão. Ela desistiu, pois ela foi a única a se acostumar com o remédio, quando ela descobriu que começaram a drogar seu irmão ela foi atrás de Will, e no seu encontro o Will tento impedi-la e ela acabou caindo em um tipo de ladeira. Esse encontro aconteceu em algum lugar da floresta de Dark Sky, perto da estrada. No fim da primeira folha havia as letras JS, significa que o próprio sobrinho desconfiava do seu tio, essa ocorrência nunca foi dita, pois o próprio Jean não tinha outras provas. A data mostra que ele conseguiu isso dia 27 de Outubro, um dia antes que eu cheguei nessa cidade.

Na segunda folha mostrava um contrato com uma empresa que não deu para ler seu nome, pois estava rabiscado, mas notei que havia três letras, esse contrato era referente ao remédio. De acordo com ele Will ganhou milhões afirmando que o remédio deu certo e que não tinha nenhum efeito colateral. Havia uma parte especifica do papel que o prefeito da cidade saiu para resolver esses problemas, pois não podia deixa o nome da cidade suja. Ao terminar o trecho escutei um barulho e não me surpreendi de quem eu vi, ele começou a aplaudir e em seguida falou:

— Croft, você é incrível sabe, eu realmente admiro pessoas assim, não sei como você conseguiu escapar daquele caixão, mas eu tinha que me assegurar que você estaria morta, pelo menos culparei os espíritos do mal por isso. — Apontou a arma para min, tentei tirar a minha, mas dois capangas saíram do teto e me desarmou além de tirar os arquivos e a chave que Jean me deu. — Veja Croft, meu sobrinho se acha tão esperto, mas ele soube em quem confiar uma mulher de porte, com você ele conseguiu chegar longe, quase conseguiu descobrir a verdade sobre a Júlia…

— Júlia está morta! Você á matou, por isso o prefeito saiu da cidade para resolver os seus problemas!

— O prefeito está bem longe daqui resolvendo os meus problemas e os dele não pense que ele é santo. Esse diário que você pegou tem o que realmente acontece... sabe de quem é ele? Dela.

—Só isso, Por que não me conta mais de sua linda historia de ninar?

— A segurem — mandou — Para que ela não faça nenhuma gracinha. Veja quando eu decidi testar os remédios que um amigo meu me vendeu, eu não queria. Ele disse que iria ganhar milhões de dinheiro, mas eu recusei até ele me dizer que eu poderia ajudar minha mulher. — Falou andando pela delegacia, os raios faziam aquele lugar ficar mais iluminado, havia algumas lanternas ligadas, mas não era o suficiente para iluminar todo o local.

— Não sabia que tinha uma esposa.

— Sim, mas ela morreu, por que os espíritos malditos a tiram de min!

— Como assim?

— Eu dei os remédios primeiro á ela, ela confiou em min, mas quando eu cheguei em casa ela tinha se matado com uma corda e na parede ela escreveu que a morte havia chegado á Roseward. Eu fiquei perplexo e perdi toda minha sanidade, sabe, mas por sorte conseguir me controlar diante dessa cidadezinha ridícula com quem vim morar, se eu tivesse ficado com ela em Lós Angeles isso não teria acontecido. Então eu decidi seguir em frente, ele me disse que os remédios não tinha nada haver com isso e decidi testar na irmãzinha metida do Junior. Ela adorava meter o dedo onde não é chamada, descobriu sobre as cavernas mística de Dark Sky, até o lago.

— Espere, mas isso foi antes?

— Antes de ela tomar sim, ela fugia, mas o próprio Junior não sabia, quando eu forcei ela tomar os remédios ela ficou mais calma, só que ela começou a ver as coisas e teve um comportamento agressivo comigo.

— Não era novidade alguma, mas ela estava doente é o que diz nos arquivos.

— O arquivo só mostra o que eu digo, sim, algumas partes ali são verdades outras não. O remédio sim era para pessoas com a gripe que minha mulher teve, mas a Júlia não teve nenhuma doença e nem o Junior, eu apenas queria ver se aquele desgraçado estava dizendo a verdade. Quando ela ficou daquele jeito, eu fui atrás dele... ah sim... ai ele iria ver o que ele fez com minha mulher, ele me enganou disse que não estava no contrato esse tipo de efeito e me mandou outro remédio, eu disse que não ia, não poderia mais fazer isso, pois a garota já estava se acostumando, disse que eu ia ficar rico; rico até o olho da cara. Então, finalmente decidi continuar. — Ele parecia um maníaco, observava em seus olhos raiva e o medo, aquilo era medonho.

— Como ousa? Fazer isso por dinheiro à droga matou sua mulher!

— MENTIRA! Foi à sombra — gritou— Eu sempre sonho com isso, eu dei os remédios para Junior, na verdade apenas troquei e dei, ela soube e me ameaço pedi que ela parasse, mas não deu ela acabou caindo, e dai morreu.

— “e dai morreu”? Isso está errado ele me disse que viu a irmã dele pedindo para ir para o lago.

— É impossível! Depois dali fingi que ela tinha desaparecido, as pessoas ainda acreditam nisso, aproveitei o que ele disse para me esconder da verdade, é culpei á tal morte.

— Afinal qual era o efeito colateral? Ele me disse com tanta certeza ou você implantou a mentira para ele, seu porco imundo!

— Abaixe o tom de voz garota! Se não, um tiro bem certeiro em sua cabeça. o efeito colateral era ter ilusões, de ver esse tipo de coisa, mas em uma noite como essas chuvosas eu fui ver esse meu amigo, em Dark Sky. Ele deixou cair o que realmente era ter alucinações. Por isso ele viu a irmã dele e a tal sombra!

— Isso é impossível. As pessoas que ainda viam esse tipo de coisa? Ele só pode ter mentido!

— É claro, mas e daí. Enfim essa é a verdade, mas eu tenho outra teoria…

— Qual?

— Que realmente esses espíritos estejam por aqui e a irmã dele pediu que ele saísse dali…

— Como assim?

— No mesmo dia, algumas pessoas do hotel foram mortas por alguma coisa, nunca soube o que era apenas aproveitei essa fama e mandei acabar com ele…

— A irmã dele está morta! Você a viu!

— De qualquer forma já falei muita coisa, vamos lá Croft diga adeus a sua vida. — Ele apontou a arma para min quando à temperatura começou a ficar muito fria, tudo ficou escuro e o som da tempestade tinha parado e do nada uma sombra apareceu atrás dele. Ela se formou em um circulo e fios negros começaram a dar aparência à entidade — então é verdade… você matou minha mulher seu desgraçado! — Ele atirava sem parar na sombra que esta apenas observando. Os capangas deles tentaram fugir, mas a assombração fecho as porta, que estava trancada no inicio, não acreditava no que via, parecia realmente à morte. Um tipo de dementador que li nos livros da JK, eles eram idênticos, do jeito que ela escreveu e a sensação era mesma. Só que ele parou, ficou observando eles de uma maneira estranha. Me escondi atrás da parede observando, os três parados mirando no bicho quando o monstro estraçalhou todos. O sangue deles foi jorrado para todo lado, a bandeira verde de Roseward se transformou em um vermelho brilhante, uma poça de sangue se formou no local, o frio e o medo eram intensos, o ruído que tinha ouvido no dia do tal microburts, era idêntico. Quando eu fui ver a assombração apareceu na minha frente e eu recuei e peguei o revolver e apontei para ele, mas ele recuou e apontou para o relógio e depois desapareceu. A tempestade continuo com seus trovões. Eu estava totalmente apavorada não conseguia ficar em pé direito era como se eu tivera-se perdido o jeito de andar, além de esta toda arrepiada com o que aconteceu ali.

Quando eu vi apenas uma poção de sangue e os fios de cabelo do xerife e uma mensagem medonha.

A Maldição do céu está voltando… vejo-te em Dark Sky…

Eu me lembrei do que o Junior disse sobre eu sair e ir embora, eu queria tanto essa opção, mas não desisti, tem mais alguma coisa nisso.

No outro dia a policia, especificamente a Delegacia de Hope City, disseram que ia cuidar do caso, mas pela cara não era muito favorável, entreguei os documentos que havia encontrado ali. Fico pensando o que realmente aconteceu, Will tentou salvar a mulher, mas foi enganado. Entrou em estado de loucura e decidiu encontrar respostas para o que aconteceu, envolve a família Smith nesta insanidade, por algum motivo Julia se acostumou com os remédios, mas o Will não alertou que ela tinha ficado imune, nisso ela descobre que ele começou a testar os medicamentos no seu irmão, nisso ficou indignada e foi tirar satisfações e nisso acabou morrendo, mas a ideia que Junior teria ido sozinho perdido seu medo para seguir a irmã na floresta só me faz aceita que realmente ele estava vendo o seu espírito, já que de acordo com o Will, ladrões o massacrou no Hotel onde ele costumava a ficar, no fim ele acabou morrendo.

No mesmo dia visitei Jean que já estava se recuperado, mas ainda estava descansando, fui falar com a sua esposa que estava lá contei a ela sobre o Will, mas não acredito de primeira no que aconteceu com ele, obviamente os policias de Hope City decidiram deixar o caso como concluído secreto, onde não tem uma resposta certa, eu disse o que eu tinha visto, mas eles não aceitaram e por isso decidiram encerrar, pois como eu era inocente e não tinha condições de fazer aquilo...

Eu decidir partir de Roseward e entrar no limbo que o sonho previa o que será que essa Dark Sky me espera… eu apenas preciso sobreviver.

— Ela está vindo para cá…

— Sim, finalmente as coisas vão esquentar por aqui...

Notas finais
Promo do Capítulo 05; Queda. "O Perigo se aproxima para Lara. Não somente o perigo como as respostas que ela tanto procura estão chegando lentamente, pois certas revelações irão mudar o rumo de sua jornada. " Comentem! Acompanhe a fic para mais atualizações!